1964 – O Elo Perdido – um documento em forma de livro

A resenha de “1964 – O Elo Perdido – um documento em forma de livro” é de autoria de Fito

Por pouco perdemos a oportunidade de ter a obra máxima da ditadura militar (ou regime militar) no Brasil. A obra de conjunta de Mauro Abranches Kraenski e Vladimir Petrilák é uma necessidade primeira na inteligência brasileira. Descreve em detalhes a atuação da polícia secreta comunista soviética no Rio de Janeiro e outros locais.

Esta obra é a mais importante, não canso de dizer, já editada no país. Descreve em detalhes, nomes, lugares, atividades etc, com cópias dos arquivos que, por pouco, não foram queimados quando a população tchecoslovaca tomou as rédeas do poder novamente, expulsando os comunistas que destruíam o povo, sua cultura e sua memória.

Recheado de imagens para o leitor verificar o que está sendo dito, os autores verificaram tudo o que se relacionava ao Brasil na StB, o braço tchecoslovaco da KGB, que atuava no Brasil na década de 50 e 60. Informações de inteligência foram passadas daqui para lá aos montes, por pessoas que podem ser tratadas, hoje, como verdadeiras traidoras da pátria.

Aproveitando-se do antiamericanismo dos militares do Brasil, a StB entrou no meio militar com este discurso, para aos poucos cooptá-los à revolução comunista sem que os mesmos percebessem. Quase uma mistura de tática soviética com gramscismo, no qual não se percebe o que está acontecendo de verdade.

Livro de pesada leitura, por vezes maçante, mas por ótimos motivos: os autores trouxeram centenas (quiçá milhares) de informações de inteligência sobre a StB e a

KGB, que precisam ser analisadas detidamente, ponto a ponto, por aqueles que se dizem historiadores.

Um tapa na cara daqueles que negam a verdadeira influência comunista na história do Brasil, principalmente antes do regime militar instaurado em 1964, e que só se baseiam em narrativas de um lado, sem ver todos os lados possíveis, todas as informações possíveis, todas as fontes possíveis.

Quem sabe um dia os historiadores brasileiros passem a ter algum tipo de consciência da importância da ciência histórica e utilizem essa obra com o respeito que é necessário para a mesma, já que não se trata de uma narração, mas da análise pormenorizada de documentos em primeira mão, sem alterações, que descrevem a atividade de europeus e brasileiros para destruir o Brasil.

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Hitler / Stalin: O Pacto Maldito

Resenha e dissertação sobre o livro “Hitler / Stalin: O Pacto Maldito”, por Fito.

Publicado em 1990, mesmo ano da fundação do Foro de São Paulo por Lula e Fidel, Joel Silveira e Geneton Moraes Neto se uniram para fazer um livro que explicava os motivos pelo qual a esquerda brasileira dava vivas a Hitler. Dessa forma, reconhecendo-o como socialista (a invenção de que Hitler era de extrema-direita veio com Stalin, após a segunda guerra mundial).

Na obra da Editora Record, dividida em duas partes, Joel trata de como a Europa vivia a época do Pacto Ribentrop-Molotov. Este, ficou escondido até que fosse publicamente exposto no Tribunal de Nuremberg. Cabe aqui uma nota histórica interessante: conta-se que no tribunal o juiz era norte-americano, enquanto que o promotor de justiça (acusador) era soviético. Quando um dos réus mencionou o Pacto Ribentrop-Molotov, o promotor rapidamente desconversou. O juiz, no entanto, foi enfático em querer saber do Pacto, que foi exposto publicamente. Nesse sentido, Hitler e Stalin tinham um pacto de não agressão, antes da invasão simultânea à Polônia.

Quem veio primeiro?

A mea-culpa está na página sete, que trata o apoio da esquerda brasileira à Hitler como um terrível equívoco. Mas os autores foram sinceros o suficiente para mostrar os jornais da esquerda, à época, com as propagandas e elogios à Hitler, no qual comandava o nazismo. Não, Hitler não o inventou. O nazismo já existia antes dele, pois “nazi” vem de “nacional-socialismo”, corrente ideológica de esquerda que prega o socialismo dirigido num contexto patriótico de uma nação. Exatamente o mesmo que o fascismo, alterando-se somente a estrutura filosófica. O fascismo tinha intelectuais na sua criação, que por sua vez inspirou também uma melhor arregimentação dos nazistas.

Voltando dos devaneios explicativos, a obra de Joel Pinheiro e Geneton Moraes Neto é uma tentativa de “passar pano” no apoio que a esquerda deu a Hitler. Todavia, sem pedir desculpa pelo apoio ao comunismo soviético, que matou muito mais gente do que o nazismo e o fascismo juntos.

Uma obra difícil de achar, que vale a pena por mostrar as fontes originais dos jornais de esquerda do Brasil que elogiavam Hitler diuturnamente.

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Mulheres Revolucionárias: Catarina, a Grande

Catarina nasceu na Pomerânia, a atual Polônia, em 1729.C Era conhecida como Sophie Friederike Auguste, ou apenas princesa von Anhalt-Zerbst, antes de se casar com Pedro III da Rússia.

Antes de seu casamento, era pouco provável de que conseguisse subir ao trono mas o que ninguém esperava era que Sophie seria uma das rainhas mais famosas da história.

Seu pai era um homem de confiança dos czares da Rússia e Isabel, a czarina, tinha uma afeição especial pela garota.

Para conseguir entrar em acordo matrimonial com o filho do rei, Sophie teve que mudar seu nome e sua religião para conseguir se adaptar à cultura local.

Imagem do Google

Em janeiro de 1762, com a morte de Isabel, os príncipes finalmente subiriam ao trono. Mas essa coroa não ficaria muito tempo na cabeça de Pedro III pois em setembro do mesmo ano, foi assassinado e Catarina assumiria o poder total da coroa.

O amante de Catarina, Gregori Orloff, estava organizando um plano para derrubar o czar há muito tempo, mas acabou sendo descoberto e, correndo o risco de serem condenados por traição ao rei, os dois amantes resolveram dar um golpe de Estado para Catarina ficasse com todo o poder e assim, não fossem decapitados. Mesmo com o golpe, Orloff estava receoso de que o rei ainda conseguisse se vingar e o matou.

Após descobrir o que havia acontecido com seu marido, Catarina tratou de cortar relações com seu amante para que ninguém suspeitasse de sua ligação com o assassino.

Mesmo com todos os escândalos que a envolviam, ela foi uma grande rainha pois teve de lutar contra o Império Otomano durante todo o seu reinado e obteve vitória todas as vezes. Também anexou inúmeros territórios ao Império, fazendo com que a Rússia chegasse ao Mar Negro que é de extrema importância para o transporte comercial.

Além disso, foi ela quem inaugurou a Universidade de Moscou e a Academia Russa. Além de ser diretora da Academia Imperial das Artes, atualmente conhecida como Academia Russa das Ciências e fazia parte do membro da  Academia Real de Ciências da Suécia.

Durante todo seu reinado, Catarina melhorou profundamente o ensino das artes e ciências, tanto que foi a primeira mulher da história a comandar uma academia nacional de ciências.