As outras Anne Frank

Chamadas assim por terem passado por terríveis momentos durante a Segunda Guerra Mundial, as “outras Anne Frank” foram capazes de nos mostrar um pedacinho de suas vidas em poucas palavras.

Além de Anne Frank, outras três garotas deixaram diários com relatos e denúncias de como era a vida dentro de um mundo em guerra.

Rutka Laskier
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Uma delas é a adolescente Rutka Laskier, que contou a sua triste história de vida de forma secreta, pois pegou seu caderno escolar para preencher as páginas em branco em segredo, durante os longos meses em que precisou viver mudando de casa e se escondendo dos nazistas.

Quando foi levada para Auschwitz, pediu para que uma amiga, Stanisława Sapińska, guardasse seu livro.

Foi apenas em 2005, 63 anos depois, que Stanisława contou ao mundo sobre o diário de sua amiga.

A BBC também fez um documentário chamado The Secret Diary of the Holocaust, em 2009.

Renia Spiegel
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A tentativa de desabafo da jovem Renia Spiegel mostrou ao mundo que mesmo sendo perseguida, nunca parou de acreditar que tudo daria certo no final.

Separadas de seus pais, Renia e sua irmã Ariana foram morar com os avós. Em seu diário, Spiegel conta como era sua vida junto com os pais, sobre como sua vida mudou após a invasão nazista, seus medos, seu relacionamento com o jovem Zygmunt Schwarzer e alguns poemas.

Logo precisou se mudar para a casa de seus sogros mas a mudança não duraria muito tempo pois Renia e seus sogros acabaram sendo executados na frente de casa.

Logo após o ataque, seu namorado pegou seu livro e anotou os últimos momentos da garota.

Sua família conseguiu sobreviver e guardou o diário durante muitos anos.

Eva Heyman
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Com apenas 13 anos, Eva Heyman conseguiu descrever com grandes detalhes como a guerra foi ficando cada vez mais restritiva, com leis severas, antijudaicas e confisco de propriedades.

Em seus relatos é possível descobrir como seus direitos e liberdades foram cada vez ficando menores e seus medos, maiores.

Depois da morte de seu melhor amigo, Heyman começou a perceber que sua morte era inevitável. E assim aconteceu, morreu junto com seus avós dentro de um campo de concentração.

Após a publicação do livro, muitos chamaram de enciclopédia do Holocausto. Pouco tempo depois disso, a mãe de Eva ficou extremamente abalada e cometeu suicídio.

Além disso, foram feitas algumas publicações no Instagram feito para a garota.

Hitler / Stalin: O Pacto Maldito

Resenha e dissertação sobre o livro “Hitler / Stalin: O Pacto Maldito”, por Fito.

Publicado em 1990, mesmo ano da fundação do Foro de São Paulo por Lula e Fidel, Joel Silveira e Geneton Moraes Neto se uniram para fazer um livro que explicava os motivos pelo qual a esquerda brasileira dava vivas a Hitler. Dessa forma, reconhecendo-o como socialista (a invenção de que Hitler era de extrema-direita veio com Stalin, após a segunda guerra mundial).

Na obra da Editora Record, dividida em duas partes, Joel trata de como a Europa vivia a época do Pacto Ribentrop-Molotov. Este, ficou escondido até que fosse publicamente exposto no Tribunal de Nuremberg. Cabe aqui uma nota histórica interessante: conta-se que no tribunal o juiz era norte-americano, enquanto que o promotor de justiça (acusador) era soviético. Quando um dos réus mencionou o Pacto Ribentrop-Molotov, o promotor rapidamente desconversou. O juiz, no entanto, foi enfático em querer saber do Pacto, que foi exposto publicamente. Nesse sentido, Hitler e Stalin tinham um pacto de não agressão, antes da invasão simultânea à Polônia.

Quem veio primeiro?

A mea-culpa está na página sete, que trata o apoio da esquerda brasileira à Hitler como um terrível equívoco. Mas os autores foram sinceros o suficiente para mostrar os jornais da esquerda, à época, com as propagandas e elogios à Hitler, no qual comandava o nazismo. Não, Hitler não o inventou. O nazismo já existia antes dele, pois “nazi” vem de “nacional-socialismo”, corrente ideológica de esquerda que prega o socialismo dirigido num contexto patriótico de uma nação. Exatamente o mesmo que o fascismo, alterando-se somente a estrutura filosófica. O fascismo tinha intelectuais na sua criação, que por sua vez inspirou também uma melhor arregimentação dos nazistas.

Voltando dos devaneios explicativos, a obra de Joel Pinheiro e Geneton Moraes Neto é uma tentativa de “passar pano” no apoio que a esquerda deu a Hitler. Todavia, sem pedir desculpa pelo apoio ao comunismo soviético, que matou muito mais gente do que o nazismo e o fascismo juntos.

Uma obra difícil de achar, que vale a pena por mostrar as fontes originais dos jornais de esquerda do Brasil que elogiavam Hitler diuturnamente.

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Hitler / Stalin: O Pacto Maldito

Conflitos do mundo moderno

Análise resumida dos conflitos do mundo e a esperança de paz.

Nós vivemos em um mundo cheio de idas e vindas. Mas, os piores momentos são aqueles em que nos esquecemos que todos dependem um do outro para sobreviver.

conflitos do mundo
Imagem de Forbes Brasil

Desde o ano de 1495 o mundo não conhece um período maior que 25 anos sem ter guerras. Sendo assim, é possível contar mais de 200 guerras entre Estados desde 1815.

A guerra mais longa da história foi a Guerra dos Cem Anos. Todavia, na verdade durou 116 anos.

Conflitos do mundo: E as Guerras Mundiais?

Já durante as Grandes Guerras, a expectativa de vida de um único soldado era de apenas seis semanas. Essa realidade fica ainda mais pesada quando paramos para pensar que até os dias de hoje existam cerca de 250 mil crianças que atuam como soldados em conflitos armados.

O fim da Primeira Guerra foi um dos momentos mais esperados do início do século 20, todos pensavam que ao final de toda aquela confusão, haveria paz, mas infelizmente não foi isso que aconteceu.

O objetivo do tratado de Versalhes era terminar formalmente a guerra. Entretanto, mesmo com mais de um ano entre conferências de paz para propor um acordo bom para todos, esse tratado apenas estimulou o começo da Segunda Guerra.

Mesmo depois de todos esses anos, não podemos dizer que todos nós vivemos em paz. Afinal, cerca de 500 milhões de pessoas vivem em locais com alta instabilidade e grandes riscos de conflito.

É preciso urgentemente agir para que todos possamos viver com paz e tranquilidade. Portanto, pequenas ações são tão importantes quanto qualquer outra.

Comece um ano com positividade e aos poucos, faça do mundo um lugar melhor.

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A mãe das crianças do Holocausto

Seu nome é Irena Sendlerowa, mas também podemos chamá-la de mãe das crianças do Holocausto.

A assistente social do Departamento de Bem Estar Social de Varsóvia era conhecida por muitas famílias como a mão amiga que você pode confiar pois ajudava pessoas necessitadas seja com comida ou medicamentos. Também foi responsável por se unir com uma amiga para limpar os esgotos de guetos locais para evitar a aparecimento de alguma doença contagiosa.

Mas apesar de tanta solidariedade, não foi por isso que sua história ficou conhecida.

Foi apenas em 1999 quando um grupo de estudantes mostrou interesse por seus feitos e resolveu entrevistá-la e só então ela compartilhou sua história.

Ao ver tantas notícias horríveis logo quando a Segunda Guerra Mundial eclodiu, Irena resolveu entrar de cabeça e ajudar ainda mais pessoas. O plano era conversar com os pais de crianças que estavam correndo risco de vida devido ao nazismo e levar estas crianças para um lar temporário, onde ficariam seguras. Como elas não podiam ser vistas, Sendler chegou a utilizar sacos de batatas, de lixo, e até caixões. Logo que chegassem ao novo lar, mudariam de novo para manter sua identidade judia em segredo.

Apesar de todo seu esforço, com o tempo, os nazistas acabaram descobrindo seu plano. Irena foi presa e torturada, suas pernas e pés quebrados. Mesmo depois de todos os obstáculos, sua determinação foi mais forte pois se recusou a dar qualquer tipo de informação sobre o assunto.

Assim que a Segunda Guerra terminou, ela entregou todos os documentos sobre as crianças para o presidente do comitê de salvação dos judeus sobreviventes, mas infelizmente muitos não haviam sobrevivido.

Nobel de Paz

Após sua morte, Irena foi nomeada ao prêmio por indicação do governo da Polônia.

Filme

Em 2009 a CBS produziu um filme em sua homenagem, chamado O Coração Corajoso de Irena Sendler e que foi indicado ao Globo de Ouro de 2010.

Fundação

Podemos encontrar todo o seu trabalho no projeto Life in a Jar.