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Projeto de nova rodovia com destino ao Porto de Santos é lançado

O Governo do Estado de São Paulo planeja construir um corredor multimodal com destino ao Porto de Santos, no litoral paulista. O projeto da nova rodovia, chamado de ‘Linha Verde’, tem por objetivo ser uma alternativa inteligente e moderna para o escoamento de toda a produção nacional. A Manifestação de Interesse Público para as empresas foi publicada na última quinta-feira (25), no Diário Oficial.

Segundo a Secretaria de Logística e Transporte de São Paulo, a expectativa é receber projetos para um corredor multimodal no eixo Planalto/Baixada Santista, o que pode incluir, além de uma rodovia, a construção de uma ferrovia. A ideia é que o novo corredor logístico faça a conexão do Rodoanel à Margem Esquerda do Porto e à Rodovia Cônego Domênico Rangoni.

Conforme explica o governo estadual, os trabalhos fazem parte do planejamento da pasta para criar uma nova matriz de logística no estado, que ofereça modelos mais eficientes no trânsito de cargas e mercadorias.

De acordo com o secretário estadual de Logística e Transportes, João Octaviano Machado Neto, essa nova estrutura logística poderá trazer um grande ganho à economia, já que boa parte do Produto Interno Bruto (PIB) nacional passa pelo Porto de Santos.

A secretaria explica que a nova rodovia também permitirá a implantação de novas tecnologias, como compensação de emissões de gás carbônico decorrentes da operação, veículos com energia limpa, iluminação com energia solar, sistema de monitoramento inteligente e integração com o Centro de Controle.

Ainda segundo o governo, a implantação desse novo ramo logístico cria, também, um novo acesso ao litoral paulista, e pode melhorar o fluxo do Sistema Anchieta/Imigrantes, além de trazer outros benefícios, como:

Plataformas logísticas mais eficientes;

Ter uma nova e eficiente via para o escoamento da produção;

Viagens mais rápidas para a Baixada Santista;

Redução no tempo de abastecimento dos caminhões;

Redução no custo de frete;

Possibilidade de conexão com ferrovias que abastecem o estado;

Agilidade no escoamento da carga de contêineres.

Como participar

Conforme definido pelo governo estadual, os interessados têm 30 dias para apresentar projetos ou estudos nesse sentido, por meio de uma Manifestação de Interesse Privado (MIP). Os estudos devem conter a viabilidade técnica e econômico-financeira dessa nova rodovia, podendo ou não incluir uma malha ferroviária integrada para o transporte de cargas, especialmente de contêineres, originados ou destinados diretamente de ou para os terminais portuários.

A opção pela tecnologia a ser sugerida é livre, e terá que atender aos requisitos operacionais para fluxo de veículos em ambos os sentidos, transpondo a Serra do Mar que se interpõe entre o Planalto e a Baixada Santista.

Fonte: G1 Santos

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Projeto de nova rodovia

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Ecologia da Paisagem no planejamento da conservação da biodiversidade

Ecologia da Paisagem no planejamento da conservação da biodiversidade – Parte III

Farina (1998) descreve 6 métodos de análise da paisagem, que utilizam dados de geoestatística, geobotânica, análise da população animal e ecologia comportamental, entre outros. A seguir, um resumo:

1 – processamento de dados numéricos e espaciais: atributos de manchas (formato, tamanho e arranjo espacial) e atributos de paisagem (complexidade do mosaico);

2- abordagem da geometria fractal: a irregularidade está presente em todos as escalas; utilizada em complexas hierarquias de paisagem e em padrões e processos de escala que necessitam de poderosas ferramentas de análise;

3 – Sistema de Informação Geográfica (SIG): tecnologia para tratamento de dados espaciais; aplicada para escala local a global; processa dados espaciais, sobrepondo mapas, combinando-os e interpretando-os;

4- Sensoriamento remoto: avaliação de imagens capturadas por satélites ou aeronaves permite ampla variedade de aplicação de técnicas;

5- Sistema de Posicionamento Global (GPS): usado no campo, automóvel e aeronave e helicóptero, coleta pontos, linhas e características da superfície;

6- modelos de populações espacialmente explícitas: usados para investigar respostas de organismos a ampla escala de processos ecológicos; descreve padrões de populações em um espaço (paisagens).

Referência

FARINA, A. Methods in landscape ecology. In: FARINA, A. Principles and Methods in Landscape Ecology. Chapman & Hall. 1998. pp. 153-214.

Carolina Estéfano

Mestra em Ciências – ênfase em Análise Ambiental Integrada
(UNIFESP SP)
Bióloga e Gestora Ambiental

Estado de São Paulo lança concessão do Caminhos do Mar

Empresa vencedora será responsável por tornar o local ainda mais atrativo, estimular o turismo, entretenimento e convívio social

Para os últimos três meses de 2020, o Estado lançará editais nas áreas de infraestrutura e serviços de parques. Um destaque é para o Caminhos do Mar, cujo edital de licitação internacional foi publicado na última sexta-feira (18).

O Caminhos do Mar ou a Estrada Velha de Santos, dentro do Parque Estadual Serra do Mar, tem uma área de 274 hectares de Mata Atlântica, um patrimônio ambiental de São Paulo e um acervo histórico-cultural que marca o caminho feito por D. Pedro I quando subiu a serra para declarar a Independência do Brasil.

Os diversos monumentos históricos construídos nesse traçado serão restaurados e poderão ser explorados pelo futuro empreendedor em uma concessão de 30 anos. O parque ainda conta com trilhas e outros atrativos e uma vista excepcional da Serra do Mar.

Estímulo

A empresa vencedora será a responsável por tornar o local ainda mais atrativo, estimular o turismo, o entretenimento e o convívio social, além de executar atividades de esporte e lazer nas áreas de uso público. A abertura dos envelopes está prevista para ocorrer em 4 de novembro.

“O Governo João Doria abre o calendário de editais para a retomada econômica sob os efeitos ainda da pandemia. Será o primeiro teste junto aos investidores para um ativo importante do estado na área de concessão de serviços”, afirma o Vice-Governador Rodrigo Garcia, presidente do Conselho Gestor de Parcerias Público-Privadas.

A ganhadora deverá implantar atrações e serviços, realizar restauros nos monumentos históricos e fazer a gestão da visitação. Em contrapartida, poderá explorar serviços de ecoturismo e uso público. A modalidade é de concorrência internacional, vencendo o certame quem oferecer o maior valor de outorga fixa. O total em investimentos mínimo por parte da concessionária deverá ser de R$ 11 milhões, sendo R$ 5,5 milhões nos três primeiros anos.

“A concessão da área de uso público vai gerar caixa para estimular o turismo e consolidar o Caminhos do Mar em um destino ambiental e turístico, além da melhoria dos serviços aos visitantes. Além disso, vai impulsionar a preservação das áreas verdes e dos animais, inclusive os ameaçados de extinção que ali vivem, bem como a pesquisa, funções que continuarão com o Estado”, afirmou o Secretário da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente (SIMA), Marcos Penido.

Projeto

O projeto foi submetido a consultas públicas em 2020, sendo a primeira entre 21 de fevereiro e 27 de março; posteriormente ao Conselho Consultivo da Unidade – Núcleo Itutinga Pilões do Parque Estadual da Serra do Mar, entre 4 de março e 3 de abril; ao Conselho do SIGAP (Sistema de Informação e Gestão de Áreas Protegidas e de Interesse Ambiental do Estado de São Paulo), em 26 de março; em Audiência Pública (7 de maio) e ao Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema), em 27 de maio.

Após a fase de oitivas públicas, as sugestões de aprimoramento do processo foram analisadas e o Relatório de Aproveitamento das Contribuições pode ser consultado pela internet.

Os interessados em participar da licitação do Caminhos do Mar deverão considerar a implantação de portarias e bilheterias adequadas ao atendimento dos usuários; a requalificação do estacionamento, com adequação da área e abertura de novos espaços; a instalação de tirolesa, que funcionará como atração âncora do Núcleo, além do restauro dos monumentos históricos, entre outras.

As trilhas deverão ser melhoradas, e a Casa de Visitas, reformada, com intervenções elétricas, hidráulicas entre outras. Uma loja de serviços e outra de alimentação terão de ser instaladas.

Vale ressaltar que a preservação das reservas ambientais continuará sob a responsabilidade da SIMA e da Fundação Florestal (FF). Os detalhes do projeto e a documentação necessária para envio de propostas estão disponíveis na internet.

Restauro dos monumentos

O restauro dos nove bens tombados que compõem a Trilha dos Monumentos Históricos do Caminhos do Mar deverá ser feito valorizando o conjunto como obras únicas e independentes, para que estas se mantenham cada qual como parte do conjunto que compõe o percurso. São eles: Pouso de Paranapiacaba, Rancho da Maioridade, Padrão do Lorena, Monumento do Pico, Marco Quinhentista, Belvedere Circular, Pontilhão Raiz da Serra (projetos do Arq. Victor Dubugras, inaugurados em 1922), Ruínas e Calçada do Lorena.

A FF aprovou os recursos para execução do projeto de restauro na Câmara de Compensação Ambiental. O valor a ser disponibilizado pelo Poder Concedente para a realização das obras de restauro não poderá exceder R$ 4.251.853,31.

Os projetos executivos das obras já foram aprovados no Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (CONDEPHAAT). Os monumentos históricos, erguidos nos anos 1920 para comemorar os 100 anos da Independência do Brasil, homenageiam personagens dos primeiros anos do Império.

Estrada Velha de Santos

Na última quarta-feira (16), foi publicada a resolução conjunta entre a SIMA e a Secretaria de Logística e Transportes (SLT) que autoriza o concessionário vencedor da licitação a fazer uso dos trechos da Rodovia Estadual SP-148 (Estrada Velha de Santos).

As atividades permitidas são ecoturismo, lazer, esporte, conscientização, educação ambiental, dentre outras, nos termos do contrato de concessão. Não há permissão para exploração rodoviária.

A via foi a primeira ligação pavimentada entre o planalto e o litoral paulista e serviu de rota para D. Pedro I subir a serra e proclamar a Independência do Brasil, em 1822.

Vale ressaltar que os remanescentes da Calçada do Lorena se misturam a um precioso patrimônio ambiental de Mata Atlântica e da biodiversidade, contemplando a preservação de diversas espécies da fauna e da flora ameaçadas de extinção.

Fonte: Governo de SP