Como controlar o que as crianças publicam nas redes sociais?

A exposição infantil nas redes sociais teve alta desde o início da pandemia a ponto de em março deste ano, um dos diretores do Facebook, Adam Mosseri, confirmar que a empresa estava estudando a possibilidade de uma versão do Instagram para crianças, como forma de controlar o que as crianças publicam.

“As crianças estão cada vez mais perguntando aos pais se podem usar aplicativos que os ajudem a manter o contato com os amigos. Uma versão do Instagram onde os pais têm controle, como tínhamos com o Messenger Kids, é algo que estamos explorando”, disse Mosseri na ocasião.

Em São Paulo, Gabriel Oliveira de 6 anos é cover mirim do cantor Vitão, e recria o estilo do cantor em fotos e vídeos nas redes sociais. A família revela que é preciso filtro sobre o que Gabriel assiste e que não força as gravações.

“A gente procura sempre ver antes dele. Nós assistimos, por exemplo, o clipe da música ‘Flores’ e vimos que tinha um clima mais sensual e achamos legal não mostrar o clipe. Depois ele acabou ouvindo a música na rádio e para ele a letra teve outro significado já que não vê maldade naquilo.”

No final de semana seguinte ao lançamento do clipe, Gabriel assistia TV quando viu a capa do single numa reportagem. Na capa, Vitão e Luísa Sonza estão abraçados e ele pediu para reproduzir ao lado da irmã. E assim fizeram.

A gente procura sempre ficar de olho e filtrar o que ele vê. O Vitão sabe que tem um público infantil, então ele sempre é coerente nas entrevistas quanto a isso e ficamos mais tranquilos.

Gabriela também relata que a família não força o pequeno a gravar os vídeos e que sempre o questionam se deseja reproduzir para lançar nas redes.

“Quando mostramos um clipe ou uma música para o Gabriel, esperamos o retorno dele. A gente deixa essa relação de conteúdo para que ele decida, mas antes passa pelo nosso filtro do que ele vai ver.”

A família conta que quando Vitão sofreu um ataque de haters nas redes sociais após o episódio envolvendo o início do relacionamento com Luísa, as redes de Gabriel também foram alvo de ofensas.

“Nós apagamos comentários e mensagens de ódio e escondemos do Gabriel para que ele não visse. Na época o Vitão deu uma sumida das redes e o Gabriel nos questionou e dissemos que ele estava triste e passando por um momento delicado.”

A família conta que ajuda na montagem do figurino para recriar os clipes e fotos do artista, também em forma de agradecimento ao cantor. Pois Gabriel sofria bullying na escola por ter cabelo comprido e era chamado de “menininha” até mesmo por adultos.

“A identificação com o Vitão foi libertadora para ele e o próprio cantor o incentiva deixando sempre comentários positivos nas publicações. Hoje o Gabriel não liga mais quando falam do cabelo e por isso apoiamos os vídeos e participamos da brincadeira”, conta a irmã.

Como controlar o que as crianças publicam nas redes sociais?
Gabriel Oliveira, cover mirim de Vitão. Foto: Divulgação.

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TSE anuncia parcerias com Twitter e TikTok contra desinformação

Plataformas vão facilitar acesso a informações fidedignas nas eleições

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou hoje (2) parcerias com as redes sociais Twitter e Tik Tok para combater a desinformação durante as eleições municipais deste ano.

As plataformas se comprometeram a facilitar o acesso a informações fidedignas sobre o processo eleitoral, destacando-as em resultados de busca, por exemplo.

Durante o anúncio, por videoconferência, o gerente de Políticas Públicas do Twitter Brasil, Fernando Gallo, pediu que os usuários leiam a política de integridade cívica da plataforma, que veda alguns conteúdos relacionados ao pleito.

Ele também frisou que o Twitter baniu em todo mundo a veiculação de anúncios políticos ou eleitorais. “Entendemos que alcance político deve ser merecido, e não pago, portanto, não vamos vender publicidade nessa eleição”, disse Gallo.

O diretor de Políticas Públicas do TikTok no Brasil, Ricardo Tavares, também ressaltou uma atualização nas políticas da plataforma para deixar mais clara a proibição a conteúdo enganoso.

Uma equipe do TikTok deverá ajudar a Justiça Eleitoral a fazer publicações mais eficazes na rede social de vídeos curtos, que é marcada pela presença de um público mais jovem.

Fonte: Agência Brasil