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Programa de capacitação em Santo André: o maior para a transformação digital do Brasil

Visando contribuir com o processo de transformação digital em curso no Brasil e na cidade de Santo André e colaborar para que não ocorra um “apagão” da mão de obra para o setor de Tecnologia da Informação, a Prefeitura de Santo André, por meio do Parque Tecnológico, lançou nesta sexta-feira (21) o programa CapacitaTech, que reúne e oferece oportunidades para mais de 7.000 cursos de capacitação gratuitos na área de Tecnologia da Informação.

Os cursos de qualificação são ofertados por cerca de 80 organizações e empresas do Brasil e do mundo. Além dos cursos, o CapacitaTech também conta com outras 42 oportunidades para certificações profissionais.

“A capacitação é um recurso valioso para possibilitar novas oportunidades e recolocação no mercado de trabalho. Neste momento de pandemia, em que precisamos fortalecer a retomada econômica, a oferta desses cursos favorece a ocupação de novas vagas de emprego, gerando renda para a nossa gente”, afirmou o prefeito Paulo Serra.

O CapacitaTech será realizado sem custos por parte da Prefeitura, em parceria entre o Parque Tecnológico com o especialista em TI&C Jaime Linhares Laibda Junior, que junto a uma grande comunidade da área, consolida a informação para interessados no setor.

Segundo Junior, a iniciativa tem despertado a atenção até mesmo de outros países. “Criei o Guia em 2009, durante a faculdade, e hoje os documentos já passaram de 100 mil downloads. Essa semana mesmo um pessoal de Moçambique entrou em contato comigo para agradecer. Achei bem bacana a iniciativa da parceria por parte da Prefeitura, que além de tudo ainda ajuda o alcance do guia. Não é comum ver o poder público ter uma iniciativa assim”, contou.

Para conferir todas as ações oferecidas pelo CapacitaTech, basta acessar o Portal do Parque Tecnológico por meio do link https://bit.ly/capacitatech-santoandre.  Como forma de mapear os alunos que estão buscando a qualificação, a Prefeitura também lançou a campanha #CapacitaTechSantoAndré.

Necessidade de mão de obra – Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (BRASSCOM), até 2024 o setor de Tecnologia abrirá cerca de 290 mil vagas de emprego, uma demanda de mais de 70 mil profissionais por ano em um cenário que o Brasil forma em torno de 46 mil. Segundo a Associação, o investimento de R$ 346 bilhões ao ano até 2024, previsto para o setor, fica comprometido caso a demanda de profissionais não seja atendida.

Da escassez de mão de obra e da importância do setor para a economia local vem o esforço do Parque Tecnológico de Santo André, no âmbito do programa Escola de Ouro Andreense, em apresentar soluções práticas para fomentar a qualificação de profissionais para a área, atuando como um hub de oportunidades gratuitas de cursos ofertados por empresas, organizações e entidades.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento e Geração de Emprego, Evandro Banzato, a iniciativa se previne ao apagão de mão de obra qualificada e de formação acadêmica que tem sido debatido em diversos encontros e debates de políticas públicas.

“Lançamos o CapacitaTech alinhados com o quarto objetivo de desenvolvimento sustentável da agenda 2030 da ONU, que visa assegurar uma educação inclusiva, equitativa, de qualidade e, preferencialmente, gratuita de aprendizagem.  Diante de todas essas informações, estamos lançando a maior iniciativa de qualificação para a transformação digital do Brasil atentos ao cenário do mercado de trabalho e nas perspectivas para o futuro”, disse.

Cursos de qualificação profissional – Com a expectativa de melhora no quadro geral da pandemia, a próxima fase de ação da Prefeitura é iniciar um amplo programa para retomada da atividade econômica, com programas estruturados de qualificação ao pequeno empreendedor e aos trabalhadores em geral para a retomada no mercado de trabalho. Também estão previstos programas de fomento ao comércio local e iniciativas para melhorar o acesso a oportunidades de crédito, dentre outras iniciativas a serem anunciadas nos próximos meses.

Partes destas iniciativas já estão sendo iniciados, como o programa de qualificação ao pequeno empreendedor. Por meio do Travessia Grande ABC, realizado em parceria com o Sebrae e Consórcio Intermunicipal do ABC, há a estimativa de atendimento a cerca de 500 empresas.

Também já foram retomadas as oficinas do Circuito Andreense de Empreendedorismo, que é focado no apoio ao empreendedor de bairro e que prevê o atendimento a aproximadamente 400 empresas no ano.

Os programas de qualificação técnica da Escola de Ouro Andreense também já estão retomando sua força, com a oferta de cinco turmas de qualificação que foram realizadas no mês de abril em diversas áreas  e que contaram com pagamento de bolsa auxílio de R$ 210.

Parque Tecnológico de Santo André – Atualmente, Santo André conta com o Parque Tecnológico e de Inovação, que é parte fundamental da política de desenvolvimento econômico já em operação pela Prefeitura e tem como missão promover a inovação e competitividade nas empresas, potencializando as estruturas já existentes na cidade e região, estimulando a extensão tecnológica nas instituições de ensino superior e atuando nas oportunidades econômicas do ABC.

Em breve, o Parque Tecnológico passará a contar com o Cite (Centro de Inovação, Tecnologia e Empreendedorismo de Santo André), um dos braços que sustentará os trabalhos do Parque, unindo diferentes áreas. Na última quarta-feira (19), inclusive, o prefeito Paulo Serra recebeu em seu gabinete o ex-senador José Aníbal, que acompanhou a explanação de como funcionará o espaço.

O Centro de Inovação terá local físico dentro do Parque Tecnológico, que ficará na antiga área da Rhodia Química, em cerca de 7.000 metros quadrados de área construída. O piso térreo trará áreas de exposição, eventos, apresentações, treinamentos, entre outros. Já o piso superior reservará salas integradas para reuniões, apoio administrativo, coworking, entre outras atividades. Assim, os interessados poderão participar por concessão aberta, direcionada, locação de espaços, parcerias institucionais e naming rights.

O projeto executivo segue em realização, com fase de consolidação e licitação programados para o segundo semestre deste ano. A expectativa de entrega é entre 2022 e 2023. Para a construção serão investidos R$ 27 milhões oriundos do Ministério do Desenvolvimento Regional, somados a R$ 2 milhões de contrapartida da Prefeitura.

O Parque Tecnológico de Santo André traz em sua essência a integração e colaboração entre os atores locais de ciência, tecnologia e inovação, e irá se somar às estruturas já existentes das sete cidades que compõem o Polo Tecnológico do ABC, uma região com economia altamente relevante para o país, com o quarto maior PIB do Brasil, terceiro maior valor adicionado da indústria e com o quinto maior mercado consumidor do país.

Entre as iniciativas do Parque Tecnológico está o Hub de Inovação, que apoia e fomenta empresas que queiram desenvolver pesquisas, novos produtos e processos de forma sistemática e continuada.

No início de maio, com o objetivo de promover a competitividade das empresas locais e fomentar o ecossistema de inovação da cidade, o Parque Tecnológico recebeu representantes do Cofip (Comitê de Fomento Industrial do Polo do Grande ABC) para firmar uma parceria entre o Hub de Inovação e a entidade que representa 16 empresas do polo petroquímico.

O Hub de Inovação do Parque Tecnológico faz a ligação entre estas empresas e startups, universidades, Centros Tecnológicos e ICTs da região, promovendo maior integração e fortalecimento do ecossistema de inovação do ABC.

Mais recentemente, no último dia 12, o Hub de Inovação contou com o início da atuação da Mercedes-Benz, que apresentou em encontro promovido pelo Parque Tecnológico seus cinco desafios ligados à eletrificação e ao desenvolvimento de conhecimento e novas competências em baterias de alta potência.

Além da Cofip e da Mercedes, o Hub também conta com iniciativas juntamente com Prometeon Tyre Goup e Tim.

Outro braço fundamental do Parque Tecnológico é o Bureau de Serviços, uma estrutura integrada de atendimento, que unifica a rede de serviços tecnológicos da cidade de Santo André e região. A ferramenta da Prefeitura de Santo André promove mais de 120 serviços ofertados pela rede de inovação da cidade.

Para conferir todas as iniciativas do Parque Tecnológico de Santo André, basta acessar o site http://www3.santoandre.sp.gov.br/parquetecnologico/.


| Texto: Renan Muniz
| Fotos: Helber Aggio/PSA

Programa de capacitação em Santo André

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Lojistas Brasileiros: Como resolver as principais dificuldades

As principais dificuldades dos lojistas brasileiros em 2020 (e como resolvê-las em 2021) 

Por Henrique Carbonell *  

Não há dúvida de que o ano de 2020 foi desafiador para os lojistas brasileiros. Entretanto, falar que a pandemia da Covid-19 foi o principal problema do varejo chega a ser redundante. Claro, tanto o avanço de uma doença global quanto a necessidade de quarentena e isolamento social foram complicadores – mas esse problema afetou a todos, grandes e pequenos, independentemente da região ou segmento. O que cada empresário fez a partir disso é que determinou o sucesso, ou o fracasso, em 2020. Por conta disso, confira as principais dificuldades dos varejistas brasileiros no ano passado e saiba como evitá-las em 2021:

1 – Transformação digital  

A digitalização dos processos em si não é um problema – de fato, pode ser considerada a solução para muitas dificuldades. Porém, poucos varejistas estavam aptos para se movimentarem de uma hora para outra com a chegada do novo coronavírus. De repente, tudo aquilo que ele fazia de forma manual e/ou física precisou migrar para o ambiente virtual por meio de softwares, sistemas e dispositivos. A transformação digital é um processo sem volta no Brasil, e os empreendedores precisam se preparar para realizá-la de forma segura. A melhor dica é encontrar fornecedores que possam orientar e auxiliar as empresas a encontrarem soluções que realmente façam sentido ao negócio.  

2 – Omnichannel 

Simultaneamente à transformação digital iniciada às pressas a partir de março de 2020, os varejistas brasileiros também tiveram que lidar com o aspecto omnichannel do consumidor, tanto no relacionamento com a marca quanto nas relações de compra e venda. Até então, havia mais teoria do que prática no dia a dia do negócio, mas foi preciso incorporar (e integrar) diferentes canais utilizados pelas pessoas, como e-commerce, aplicativos de mensagens, redes sociais, entre tantos outros. Foi uma dificuldade manter a comunicação sem ruído com o cliente, mas a adoção de tecnologias já desenvolvidas nesse preceito e que potencializam a integração de canais pode reduzir qualquer risco.  

3 – Gestão de vendas  

De repente as lojas físicas também precisaram vender pela internet. O WhatsApp passou a ser um importante aliado dos vendedores para conversar com os clientes e até para ofertar produtos. Mas como organizar esse fluxo e estipular metas em um novo contexto? A gestão de vendas do varejo precisou se adaptar a essa realidade, seja na adoção de novas técnicas, seja na estrutura do trabalho a ser desenvolvido. Dessa forma, foi preciso capacitar os colaboradores durante a pandemia, corrigindo em tempo real possíveis questões que surgiam no dia a dia. Para evitar novos problemas, a saída é contar com uma plataforma integrada de gestão empresarial e financeira, capaz de extrair relatórios de vendas para análise dos gestores.  

4 – Logística  

Outro problema decorrente da digitalização imposta pela pandemia da Covid-19 é a logística de entrega dos produtos. Quem já estava acostumado a vender pela internet possuía o know-how necessário para dar conta de todas as demandas. Mas e os varejistas que precisaram montar às pressas seus canais de vendas? A grande maioria sofreu para conseguir entregar os pedidos nos prazos e nas condições desejadas pelos consumidores. Aqui, mais do que encontrar a melhor solução tecnológica voltada à logística, o recomendado é garantir que esse recurso esteja integrado às ferramentas de gestão, permitindo que todo o processo seja automatizado, da confirmação do pedido ao envio da mercadoria.  

5 – Conciliação de cartões  

Por fim, fazer a conciliação financeira das transações de cartões tornou-se uma missão ainda mais primordial para a gestão do pequeno e médio varejista. A prática é essencial por conferir os valores envolvidos em cada transação, incluindo o valor pago nas taxas de administração das máquinas e demais custos envolvidos. Sem um detalhamento específico, é comum a loja pagar mais do que deve. É como um conta-gotas: no mês nem se percebe a diferença, mas depois de um ano há um rombo considerável nas finanças. As melhores plataformas de gestão financeira completam essa tarefa de forma automática, permitindo até mesmo a recuperação dos valores pagos a mais.  

* Henrique Carbonell é sócio-fundador da F360°, empresa especializada em sistema de gestão financeira com conciliação automática de vendas por cartão para o pequeno e médio varejowww.f360.com.br– e-mail:f360@nbpress.com  

Sobre a F360° 

A F360° é uma startup com a missão de transformar a gestão de varejo de franquias e do pequeno e do médio varejista desenvolvendo a melhor ferramenta de gestão do Brasil. O objetivo é gerar eficiência operacional, evitar perdas financeiras aos seus usuários e potencializar as vendas. Desenvolvida por – e para – o varejista, a plataforma oferece, em uma única ferramenta, integração de todos os processos de gestão de uma franquia ou de pequeno e médio varejo. A empresa faz parte da HiPartners, um ecossistema de investimentos focado em empresas inovadoras e com alto potencial de crescimento dentro do conceito de New Retail. Para saber mais, acesse https://www.f360.com.br/.  

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