Investimentos estrangeiros no Brasil caíram pela metade em 2020

Dados da Organização das Nações Unidas, divulgados no domingo, mostram que investimentos estrangeiros no Brasil caíram pela metade no ano passado.

2020 fechou com 33 BILHÕES DE DÓLARES, um dos menores fluxos desde a crise global financeira, em 2009.

Naquele ano, os investimentos somaram 26 BILHÕES.

Agora, a queda chegou a 51 POR CENTO e afetou principalmente as áreas de transportes, serviços financeiros, extração de petróleo e gás, além do setor automotivo.

Durante a crise sanitária, o Brasil interrompeu as privatizações e as concessões de infraestrutura.

O país chega ao Fórum Econômico, que ocorre nesta semana de forma virtual, com uma previsão pouco otimista.

Para James Zhan, representante da Conferência da ONU para Desenvolvimento e Comércio, a recuperação pode ser lenta, pela redução acentuada em novas plantas de produção.

Diferente do que se prevê para países da Europa e outras partes do mundo, que podem, a longo prazo, promover maior integração com os mercados da América Latina.

Principalmente, no setor de tecnologia.

O Brasil também estagnou no ranking dos maiores receptores de investimentos, e permaneceu na mesma quinta posição, que já ocupava em 2011.

Atrás de Índia, Singapura, Estados Unidos e China.

Com informações de Rádio2.

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Investimentos estrangeiros no Brasil caíram pela metade em 2020

Parceria do Consórcio ABC com Turim é destaque em encontro da UE

Painel da 18ª Semana Europeia de Cidades e Regiões abordou intercâmbio desenvolvido deste 2017 entre a entidade regional e a cidade italiana

A cooperação entre o Grande ABC e a cidade de Turim, na Itália, ganhou destaque nesta terça-feira (13/10) na 18ª Semana Europeia de Cidades e Regiões. O evento, promovido anualmente em Bruxelas, reúne municípios e regiões para trabalhar temas como promoção do crescimento, criação de empregos e implementação da boa governança.

Realizado neste ano por meio de videoconferência, o encontro apresentou experiências, lições aprendidas e recomendações futuras de uma representação de cidades em torno de temas prioritários. Entre as 26 parcerias promovidas pelo Programa Internacional de Cooperação Urbana (IUC), iniciativa da União Europeia, três foram selecionadas para participar de um painel que debateu o tema “Mobilidade e Transição Digital”, entre elas o intercâmbio entre o Grande ABC e Turim.

Giuseppe Estivo, do departamento municipal de Mobilidade e Transportes de Turim, apresentou a experiência da cidade italiana com o Grande ABC, iniciada em 2017.

O Consórcio ABC manifestou interesse em participar da segunda fase do programa e destacou as áreas de mobilidade urbana, economia circular, cidades inteligentes e inovação e desenvolvimento econômico como interesses para novas parcerias.

“O programa de cooperação tem mostrado o papel da União Europeia como facilitadora para a troca de experiências. Nosso objetivo é dar continuidade à cooperação entre nossa região e os europeus“, afirmou o secretário-executivo do Consórcio ABC, Edgard Brandão. Foto: Divulgação/Consórcio ABC

AÇÕES E POLÍTICAS GLOBAIS PARA UM BRASIL CARBONO NEUTRO

O Seminário Internacional Inovações Pelo Clima foi capitaneado pelo CBC- Centro Brasil no Clima e contou com a participação de representantes da União Europeia e Abema.

Cerca de trinta representantes de dezoito estados brasileiros se reuniram esta semana em um seminário virtual para apresentar ações e estabelecer metas que permitam que os estados cumpram o acordo de Paris e executem políticas que evitem o aquecimento global. O encontro teve como objetivo criar uma sinergia de políticas globais, nacionais e subnacionais que discutam pautas de proteção ao meio ambiente. O Seminário Internacional Inovações Pelo Clima foi coordenado pelo CBC- Centro Brasil no Clima e contou com a presença de representantes da União Europeia e da Abema.

A reunião foi comandada pelo Diretor Executivo do Centro Brasil no Clima, Guilherme Syrkis, e pelo articulador político do CBCSergio Xavier. O debate foi aberto ao público e trouxe exemplos e soluções para tornar a economia e as cidades mais sustentáveis. O encontro completo pode ser acessado através do: https://www.youtube.com/c/CentroBrasilnoClima/null.

Dos 27 estados brasileiros, apenas 14 apresentam maior engajamento com as questões climáticas e considerando a relação dos estados com o Governo Federal, no âmbito do desmatamento e agricultura para a redução de carbono, foi alertado que o uso do solo, no Brasil é o maior emissor de gases de efeito estufa, o que faz o país ser o sétimo maior emissor de GGE,  no mundo.

Inácio Acenjo, representante da Delegação da União Europeia, no Brasil apontou, que é possível ter crescimento econômico e contemporaneamente, uma redução dos gases do efeito estufa, através de um sistema de governança baseado em objetivos e cumprimento de metas.

“Estamos fazendo assim e está dando certo na Europa. Mas esse é um fato recente, pois há 10 anos ainda se duvidava dos efeitos das mudanças climáticas e questionavam os cientistas. Devemos levar em conta que sem o consenso sobre essa necessidade urgente de uma governança mundial sustentável, não será possível criar políticas de preservação fortes. E quem cria essa consciência, quem faz as cobranças que geram a mudança, somos nós. Políticos, jornalistas e sociedade civil. Essa é realmente a base pra fazer algo sério e eficaz contra as mudanças climáticas. Esse é o único método de assegurar o crescimento do futuro”, afirmou Inácio.

Artur Lemos, Secretário do Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul, além de apresentar as soluções que estão sendo implementadas no estado, comentou durante a reunião, que o meio ambiente não deve ser visto como um problema político e social. Que é preciso ver a sustentabilidade do país como uma solução de saúde pública, ambiental, social e econômica. O secretário ressaltou alguns dos efeitos das mudanças climáticas vivenciados no mundo. “A Gripe Espanhola, o H1N1, o coronavirus, tudo isso tem haver com as mudanças climáticas e não podemos negar. Precisamos criar soluções que possam mitigar o que nós aceleramos com a execução de políticas não sustentáveis”, afirmou.

Entre os presentes na reunião, o Secretário Executivo da Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Amazonas, Mauricio Moleiro Philipp (SEMA/MT) – Coordenador de Mudanças Climáticas da Secretaria de Meio Ambiente do Mato Grosso, José Bertotti (SEMAS/PE) – Secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco, Sádia Gonçalves de Castro (SEMAR/PI) –  Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí, Marcílio Leite Lopes (SEDAM/RO) – Secretário do Desenvolvimento Ambiental de Rondônia, Artur Lemos (SEMA/RS) – Secretário de Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul, Celso Lopes de Albuquerque Junior (SEMA/SC) – Secretário Executivo do Meio Ambiente de Santa Catarina, Luiz Santoro (SIMA/SP) – Secretário Executivo de Infraestrutura e Meio Ambiente de São Paulo, José Sarney Filho (SEMA/DF) – Secretário de Meio Ambiente do Distrito Federal e outros.

SERVIÇO:

CBC Apresenta: Seminário Inovações Pelo Clima
Assessoria de Imprensa:
Luma Araujo – (81) 9 8532.6635 / lumali.araujo@gmail.com