Sobre Ana Paula R. Couceiro

Médica Veterinária , Clinica geral de pequenos animias Mestre em epidemiologia animal e Doutora em Ciências pela Usp. Desenvolvimento de pesquisas com zoonoses bacterianas e micobaterias, e biologia molecularLattes http://lattes.cnpq.br/2427310930264777 Whatsapp (11) 96123-4039

Os gatos possuem comportamentos, conheça mais do seu amigo felino!

Os gatos possuem comportamentos bem interessantes e entende-los pode ajudar a avaliar a saúde de seu amigo.

Os felinos não são muito favoráveis a mudanças. Toda situação que desencadeia alteração da sua rotina pode afeta-los e refletir na sua saúde.

Muito se ouve que gatos não gostam das pessoas e sim da casa. O gato, por não gostar de mudanças, está habituado e familiarizado com determinado ambiente. Por isso, é muito comum o relato dos donos que ao mudarem de casa, o gato fugia e regressava ao endereço antigo. Provavelmente, por estar familiarizado e habituado com aquele local.

Mudanças simples na casa como disposição de móveis, local de caixas de areia, dos comedouros e bebedouros ou mesmo as reformas, são situações estressantes para os felinos e que podem desencadear alterações fisiológicas como: distúrbios urinários, automutilação e falta de apetite.

Gatos não gostam de compartilhar as caixas de areia, e também não usam se as mesmas estiverem muito sujas. O ideal é que sempre haja uma caixa a mais que o número de gatos, por exemplo, se você tem 3 gatos, aconselhamos 4 caixas de areia.

Quanto a areia das caixas, evite ficar trocando de marcas, lembre-se gatos não gostam de mudanças. Portanto, ao perceber que determinada areia é adequada ao seu gato tente manter. De fato, você deve trocar a caixa de areia, um ou duas vezes por semana. Sempre retirar os turrões formados pela urina e as fezes diariamente. Fezes quando não recolhidas diariamente podem facilitar a transmissão de doenças, como a toxoplasmose. Você deve lavar semanalmente as caixas de areia. Utilize água e sabão, e em casos de animais com diarreias, a lavagem deve ser diária.

Os gatos possuem comportamentos, fique atento!

Alguns felinos tem dificuldade de beber agua, e muitos optam por agua corrente por ser mais fresquinha. O que muitas vezes é inviável, o uso de fontes de agua é uma alternativa. Se o animal não se adaptar a fontes, a distribuição de potinhos de agua pela casa auxilia. Ademais, gatos comem pouco e várias vezes ao dia. Sendo assim, forneça sempre pequenas porções de ração durante o dia, sempre respeitando o limite diária de consumo.

Opte por rações sem cor e evite comprar a granel. Ração úmida como sache, não fazem mal aos felinos. Gatos tem o hábito de caçar, e o sache tem a constituição semelhante à caça (70% de proteína e 30% de água) e pode ser usada como alimento. Dessa maneira, coloque o sache em comedouros diferente da ração. Contudo, se o animal não comer em até 2 horas, retire, elas estragam facilmente. Após abertos, os saches devem ser armazenados na geladeira.

Para evitar saídas noturnas e passeios, além da castração, recomendamos telar as janelas e áreas abertas de residências. Afinal, por serem curiosos e caçadores, os gatos podem se acidentar ao cair de janelas ou parapeitos.

Gatos têm o habito de se limpar diariamente. Quando seu animal estiver sujo, pelos eriçados ou com queda acentuada, isto pode indicar que seu amigo não está bem. Sempre observe os olhos e as narinas, pois estas devem estar livres de secreções. Além disso, ao notar secreções de coloração amarelada ou esverdeada, leve seu amigo a uma consulta. Às vezes pode indicar um processo infeccioso.

Estas são só algumas dicas para seus gatinhos!!!

A IMPORTÂNCIA DA CASTRACÃO EM CÃES E GATOS

Será que a castração de cães e gatos traz benefícios, vale a pena fazer? Isto são perguntas frequentes  no consultório veterinário.

Quando falamos sobre castrar, o principal argumento que ouvimos é que a castração evita crias indesejadas e o aumento da população de cães e gatos sem dono. Isto realmente é um dos principais problemas que o procedimento reduz.

Mas temos outros benefícios que devem ser considerados.

As fêmeas felinas e caninas entram no cio até o final da vida.  Uma cachorrinha de 14 anos pode ter cio e pode ter crias. Na maioria das vezes, os animais mais velhos apresentam cio irregular, com intervalos maiores entre eles; os ciclos podem ser mais extensos e intensos (grande quantidade de sangramento por vários dias), em alguns casos isto já é uma indicação de alterações, a idade avançada dificulta  a realização de uma higiene adequada de seus órgãos genitais estando mais propensas a infecções uterinas.

 As infecções uterinas em sua maioria são silenciosas e os sinais clínicos não são claros como: a falta de apetite e episódios de vômitos. Se não diagnosticados a tempo, estas infecções resultam em quadros de septicemia grave levando o animal a óbito. A resolução destas infecções é cirúrgica. E os procedimentos cirúrgicos em animais mais velhos são sempre mais delicados.

O aparecimento de nódulos em mamas pode ser evitado com a castração. Estes nódulos sofrem influencias dos hormônios liberados no cio e por isso são mais frequentes em fêmeas não castradas a partir de 5 a 6 anos de idade

 Doenças reprodutivas e venéreas também são evitadas com a castração. Uma enfermidade comum é o Tumor Venéreo Transmissível (TVT) transmitido durante o acasalamento provocando  lesões nos órgãos genitais (pênis e vagina).

 Nos machos a castração reduz a marcação de território (urinar em todos os lugares) e  a agressividade. Para os felinos, reduz o índice de ferimentos por brigas, evita a transmissão de doenças virais e infecciosas, risco de atropelamentos, fraturas entre outros problemas decorrentes de suas voltinhas.

Com a idade os machos podem desenvolver tumores nos testículos e na próstata. Também apresentam aumento da próstata quando envelhecem, acarretando em dificuldade de urinar, dor, e em alguns casos colaborar para infecções urinarias e formação de cálculos.

A castração é um ato de amor e ajuda a prevenir inúmeras doenças

Intoxicação por produtos de limpeza

Quando temos um pet uma das preocupações é como manter o ambiente limpo e livre dos odores de urina e fezes. Com o objetivo de manter o local do pet higienizado usamos uma diversidade de produtos de limpeza e com isto podemos provocar intoxicações e alergias em nossos animais. Este ano em especial, com a pandemia de Covid -19, aumentamos o nosso hábito de limpar a casa, e com o objetivo de nos proteger temos intensificado a limpeza da casa e dos ambientes em que estamos.  Muitas vezes, os produtos empregados de forma inadequada acabam prejudicando nossos amigos de quatro patas.

Os animais estão em contato com o chão constantemente e ficam expostos a superfícies que foram limpas.  Alguns pets adoram deitar no chão, principalmente após a limpeza, por ser um local bem mais fresquinho.  Este contato pode fazer com que eles apresentem quadros de intoxicação e alergias.

Casos de intoxicação podem ocorrer pela ingestão do produto presente no chão ou mesmo pelo cheiro intenso no local.  Animais intoxicados apresentam vômitos, salivação excessiva, incoordenação entre outros sintomas. O contato dos produtos com a pele dos pets pode provocar alergias caracterizadas por irritação da pele, lambedura excessiva do local afetado, vermelhidão, coceiras e até feridas.

E o que devemos fazer para manter a casa limpa e sem afetar nossos pets?

Existem no mercado pet inúmeros produtos apropriados para o uso em ambientes com animais, e normalmente com especificações de como devem ser diluídos e aplicados.   Uma boa dica é que sempre após a limpeza com qualquer produto passar um pano úmido com agua, com a finalidade de retirar o excesso dos produtos.

Alvejantes, desinfetantes e sabão em pó devem ser evitados, mas caso sejam empregados devem estar bem diluídos para que não deixe resíduos, e em caso de dúvida usar o pano úmido com agua após a limpeza.

Para quem não quer arriscar uma opção é fazer a limpeza com agua e detergente neutro.

Após os passeios dos pets, a limpeza da patinha pode ser feita com lenços umedecidos sem perfume e sempre secar bem. Formulações contendo álcool 70% não devem ser usadas porque podem provocar irritações intensas.

Uma boa semana a todos !

Como prevenir pulgas, carrapatos nos meus pets?

Muitos tutores sabem da importância de prevenir infestações por pulgas e carrapatos nos seus pets. A grande diversidade de produtos muitas vezes dificulta a escolha.  Aqui seguem algumas dicas.

Quem são estes animais que causam tantos transtornos? 

As pulgas e os carrapatos são denominados de ectoparasitas hematófagos, porque parasitam a parte externa do corpo dos pets e alimentam-se de sangue para concluir seu ciclo de vida. Ao realizar o repasto sanguíneo podem transmitir agentes infecciosos responsáveis por doenças que quando não diagnosticadas e tratadas a tempo podem ser fatais. E quando não transmitem doenças, as infestações por estes indivíduos podem desencadear alergias e lesões na pele que são muito desconfortáveis ao animal.

Estes ectoparasitas são muito mais frequentes em estações quentes como: primavera e verão, já que encontram condições ideais de temperatura e umidade para concluir seu ciclo de vida.

No caso das pulgas vale ressaltar que o que encontramos nos animais representa só 5% do que está no ambiente, por isso prevenir é essencial.

A prevenção a estes ectoparasitas requer o uso de produtos específicos disponíveis em diversas apresentações. O tempo de ação dos mesmos é informado em bula e o produto deve ser repetido após este período para manter seu pet prevenido

Vale lembrar que antipulgas e carrapaticidas não funcionam como repelentes, ou seja, não impedem o contato das pulgas e carrapatos com a pele do seu pet.  Mas ao picarem seu animal elas entraram em contato com o medicamento e morrem, diminuindo também a proliferação dos mesmos.

Os produtos disponíveis no mercado são: – as pipetas (colocadas na nuca do animal), a maioria de uso mensal; – os comprimidos que podem ser de uso mensal ou trimestral de acordo com a bula; – as coleiras com duração variada, mas em média 6 a 8 meses. No caso das coleiras e válido verificar se seu pet não apresenta reações ao produto. Alguns animais não se adaptam e podem ter reações alérgicas.

Talcos, sabonetes e shampoos ajudam a eliminar as pulgas e os carrapatos na hora em que são aplicados, mas não tem efeito residual, ou seja, não protegem. Podendo ser empregados como auxiliar a prevenção.

A aplicação de produtos no ambiente deve ser feita sempre com cautela e com orientação de um médico-veterinário. Alguns produtos podem provocar intoxicações quando inalados ou ingeridos. As intoxicações se manifestam como quadros de vômitos, salivação excessiva, tonturas, incoordenação e em alguns casos até convulsões. 

Para escolher um produto preventivo é valido avaliar o que será mais adequado de realizar no seu pet. Um exemplo: não adianta escolher um antipulgas em comprimido se você não consegue dar.  Assim escolha o que for melhor para vocês.

E como diz o velho ditado: “é melhor prevenir que remediar”

Quero ter um amigo de quatro patas

Muitas famílias decidem ter um animalzinho de estimação e quando isto acontece muitas dúvidas surgem.

Vale lembrar que a decisão em ter um amigo de quatro patas deve ser de toda a família. Os animais precisam de nossa ajuda para se alimentar, beber agua, para passeios, higiene e cuidados com a saúde e todos da família devem estar dispostos a colaborar. Os animais não são descartáveis e a expectativa de vida deles pode variar entre 12 a 15 anos, ou seja, seu novo amigo dependerá de você por este período.  

O espaço que dispomos também deve ser adequado. Muitos animais acabam abandonados porque a casa não tem espaço adequado. Por isso antes de adotar ou mesmo adquirir um novo amigo avalie se ele ficará bem na sua casa. Um exemplo frequente são os cães de porte médio e grande que precisam de espaço para correr e se movimentar. Estes cães em locais pequenos exigem passeios frequentes para que se exercitem.

 A disponibilidade para cuidar do novo amigo também deve ser avaliada. Sabemos que gatinhos por exemplo, são animais que tendem a ficar bem sozinhos,  não tem necessidade de passeios, mas precisam de carinho e afeto assim como os cães.

Para gatos, aconselhamos sempre telar as janelas e locais de acesso à rua, para que não sofram quedas, ou saiam para passear. Apesar de muitos gatos serem adeptos a pequenas voltinhas nos bairros, elas podem resultar em problemas como brigas, mordidas, quedas e atropelamentos.

Os comedouros e bebedouros devem ser limpos com frequência. Oferecer sempre água de boa procedência e manter alimentação adequada à idade e ao peso. O nosso amigo deve ter um local para dormir e ele ficar no quintal, providenciar local adequado para se proteger do frio, da chuva e do calor.

As visitas ao veterinário devem ser anuais. Manter as vacinas sempre atualizadas, e realizar a vermifugação e proteção contra pulgas e carrapatos periodicamenet.

Ter um amigo de quatro patas enche nosso coração de alegria. E não se esqueça de sempre retribuir todo amor que eles te oferecem.

Os pets e o calor

Estamos nos aproximando das estações mais quentes do ano, e alguns cuidados devem ser tomados com os pets e o calor.

Os animais possuem poucas glândulas sudoríparas, sendo assim, o controle da sua temperatura é feito pela respiração. Por isso em dias mais quentes é comum que os animais fiquem mais ofegantes.

Algumas raças de cães são mais sensíveis a temperaturas elevadas, principalmente pela dificuldade de perder calor. Animais de pelo longo, de porte grande e cães braquicefálicos podem apresentar problemas na regulação da temperatura.  Cães braquicefálicos são aqueles que apresentam vias áreas curtas, ou seja, cães de focinhos curtos (buldogues, shih-tzu, boxer, pugs), por tal motivo tem mais dificuldade perder calor pela respiração. Para estas raças, aconselhamos evitar passeios nos horários mais quentes do dia. O aumento excessivo da temperatura corporal (hipertermia) pode ocasionar danos irreversíveis à saúde do animal.  Animais com sobrepeso, com doenças cardíacas importantes também devem  seguir as mesmas recomendações.

Sempre devemos avaliar a temperatura do chão (ruas, calcadas. areia) antes de colocar seu pet. Os cães não usam sapatos e suas almofadinhas são suas únicas proteções ao piso quente. Mas elas, assim como nossos pés não suportam o chão quente e podem sofrer queimaduras. Uma dica é sempre colocar seu pé descalço no chão e verificar se a temperatura é suportável.

Animais de pelagens muito claras, animais considerados albinos, ou sem pelos devem receber a aplicação de protetores solares apropriados para pets e indicados pelo veterinário.  Estes produtos irão proteger áreas sensíveis como pontas de orelhas e narinas que sob efeito de radiação solar  podem apresentar lesões como neoplasias.

Em dias quentes sempre leve um suporte com água e ofereça com frequência ao animal. Se ele cansar respeite seu limite e procure um local fresco e com sombra para que ele se recupere.

Dias ensolarados fazem bem a todos, mas sempre com cautela. Aproveitem o passeio! Saiba mais.

Jornal Grande ABC

COMUNICAÇÃO: Existem formas de falar

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A importância da vacinação antirrábica em cães e gatos

A raiva é uma zoonose (pode ser transmitida ao homem) que acomete os mamíferos. Ocasionada por um vírus, provoca um quadro agudo e de evolução rápida. Aproximadamente 100% dos casos a doença é fatal. A transmissão da doença ocorre pelo contato com a saliva de animais infectados, através de mordeduras, lambidas e até arranhaduras.


O período de incubação (tempo para que sintomas apareçam) pode variar de dias e até anos para algumas espécies. Nos seres humanos, os sintomas aparecem em média 45 dias após a mordida.

Cães e gatos infectados podem eliminar o vírus na saliva dias antes dos sintomas clínicos e permanecem eliminando durante toda o período em que estão doentes . Estes animais acabam falecendo 5 a 7 dias após o aparecimento dos sintomas. Os sinais clínicos
comuns em cães e gatos são: agressividade, dificuldade de engolir, salivação intensa e mudança de hábitos alimentares. Nos humanos nota-se irritabilidade, agressividade, sensação de angústia, crises convulsivas, cefaleia.


Para prevenção da raiva em centros urbanos uma das medidas é a vacinação anual de cães e gatos. As vacinas antirrábicas podem ser realizadas em clínicas veterinárias particulares, e pelo Centro de Controle de Zoonoses vinculado a prefeitura de cada município. Anualmente, as prefeituras realizam campanhas de vacinação antirrábica, com o objetivo de imunizar um maior número de cães e gatos, permitindo a diminuição de animais infectados e a transmissão da doença.


Este ano, devido à pandemia de Coronavírus, muitas prefeituras optaram por não realizar campanhas em locais públicos, com o objetivo de evitar aglomerações, mas disponibilizam o serviço de vacinação em seus Centros de Zoonoses. Entre em contato com a prefeitura da sua cidade para se informar sobre a vacina ou converse com um médico veterinário de sua confiança . Ao vacinar você protege seu pet e sua família.