Educação ambiental ajudará para acesso a serviços de saneamento

Com a aprovação do Novo Marco Legal do Saneamento, cidadãos de todo o País aguardam com expectativa melhorias no abastecimento de água e tratamento de esgoto. A educação ambiental ajudará para garantir acesso aos serviços.

O Novo Marco Legal tem entre os seus objetivos ampliar a presença de empresas privadas no setor.  Além disso, a educação ambiental tem um peso importante sobre a qualidade do serviço de saneamento prestado à população.

Em Atibaia (SP), a empresa responsável pela coleta e tratamento de esgoto na cidade que mantém uma parceria público-privada com a SAAE Atibaia, promove ações para conscientizar os moradores locais sobre a preservação do meio ambiente. Sergio Bovo, diretor operacional da Atibaia Saneamento, explica o intuito da iniciativa. 

“Sempre que possível, promovemos palestras educativas nas escolas, além de visitas monitoradas nas nossas estações de tratamento de esgoto.  Tudo isso para demonstrar como ocorre a coleta e o tratamento de esgoto e como ele afeta o meio ambiente”, explica Bovo.

De acordo com o Instituto Trata Brasil, quase 100 milhões de brasileiros não possuem acesso à coleta de esgoto e quase 35 milhões não têm acesso à água tratada.  Édison Carlos, presidente-executivo da organização, afirma que muitas pessoas sequer sabem que têm direito a esgoto e água tratada, por nunca terem tido acesso a esses serviços. Segundo ele, uma educação ambiental eficaz deve ser capaz de informar à população sobre seus direitos como cidadãos. 

Carlos lamenta o fato de que a educação ambiental no País, muitas vezes, está limitada ao tema de reciclagem e coleta de lixo. 

“A educação ambiental tornou-se quase voltada apenas a temas ligados ao lixo.  Quando se fala nela, quase todas as escolas ensinam como separar o lixo, o destino dele, usar poucas embalagens e diminuir o consumo. E isso é apenas um pedacinho do problema. Estamos falando de algo muito mais importante, que é a água e o esgoto afastado e tratado”, diz. 

Objetivos

A Atibaia Saneamento está implementando uma Estação de Tratamento de Esgoto que irá contemplar 25 bairros do município. A parceria público-privada com a Saneamento Ambiental de Atibaia (SAAE) terá fim em 2043.

Em parceria com Brasil 61.

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Educação ambiental ajudará para acesso a serviços de saneamento
Rio de Janeiro – Alunos aprendem a prevenção ao novo coronavírus (Covid-19) na Escola Municipal Pedro Ernesto, através de cartazes, trabalhos escolares, e medidas de higiene e convívio pessoal. (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Projetos receberão R$ 829 mi para continuar obras de saneamento

A previsão é de que os recursos beneficiem 236 ações em 204 municípios de 24 estados e o Distrito Federal, em obras de saneamento

Mais de R$ 829,8 milhões serão liberados pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) para que estados e municípios possam dar continuidade ao andamento das obras de saneamento básico por todo o País. Com a medida do governo federal, serão contempladas iniciativas de abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejo de águas pluviais e de saneamento integrado. A expectativa é melhorar as condições de vida de mais de 10 milhões de pessoas, segundo estimativa do MDR.

Outro ponto em destaque é a possibilidade dessa ação gerar e manter mais de 567 mil empregos. Além disso, esses recursos têm objetivo de beneficiar 236 projetos em 204 municípios do Acre, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins, além do Distrito Federal.

Segundo o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, esses recursos “vão permitir a continuidade de centenas de obras, garantir melhores condições de vida e de higiene para uma parcela significativa da população”. Anteriormente, o ministro já havia afirmado que esse é um processo que começou em 2016 quando o Congresso Nacional reuniu diversas demandas relacionadas ao setor e percebeu que o poder público teria grandes dificuldades em realizar, dentro dos prazos, a universalização do saneamento pelo País.

obras de saneamento

Recursos para Obras de Saneamento

Do total a ser investido, R$ 478,6 milhões são provenientes de restos a pagar. Estes são despesas com compromisso de utilização no orçamento do ministério e que não foram pagas até 31 de dezembro de anos anteriores. Os outros R$ 351,2 milhões serão repassados a empreendimentos em andamento por meio de créditos suplementares aprovados pelo Congresso Nacional.
Uma medida como essa reforça a importância do saneamento para a população, pois é um fator fundamental para o desenvolvimento de um País assim como a melhoria na qualidade de vida. Os serviços de água tratada, coleta e tratamento dos esgotos levam, também, a uma melhor saúde pública, redução da mortalidade infantil, despoluição dos rios e preservação dos recursos hídricos de uma nação.

E quando se fala em obras e projetos, é preciso destacar a necessidade de estudos e investimentos ao longo dos anos, pois esse planejamento vai refletir lá na ponta, para a população, como explica Cláudia Lins, analista Técnica da Confederação Nacional dos Municípios (CNM).

“A qualidade desses serviços, quando bem prestados, influencia na prevenção de desastres como, por exemplo, alagamentos e inundações; além de contribuir para impedir que doenças de veiculação hídrica contaminem a população. Temos benefícios ambientais diretamente relacionados à serviços de saneamento básico. E claro, a água é fonte de vida, por isso é extremamente importante investir no esgotamento sanitário, para que a qualidade dos rios no Brasil melhore e possamos encontrar mananciais que sirvam de fonte de captação”, explicou a analista.

Este ano foram realizadas alterações na legislação sobre este assunto, com as atualizações aprovadas no marco legal do saneamento básico, como a atribuição da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico na competência para editar normas de referência sobre o serviço de saneamento; veda a prestação por contrato de programa dos serviços públicos de que trata o art. 175 da Constituição Federal; aprimora as condições estruturais do saneamento básico no País; estipula prazos para a disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos e autoriza a União a participar de fundo com a finalidade exclusiva de financiar serviços técnicos especializados.

Entenda o que é Saneamento Básico

Saneamento é um conjunto de medidas com objetivo de preservar ou melhorar as condições do meio ambiente para prevenir doenças e promover a saúde, melhorar a qualidade de vida da população e facilitar a atividade econômica. No Brasil, o saneamento básico é um direito assegurado pela Constituição e definido pela Lei 11.445/2007 como o conjunto dos serviços de infraestrutura e Instalações operacionais de abastecimento de água; esgotamento sanitário; limpeza urbana; drenagem urbana; e manejos de resíduos sólidos e de águas pluviais.

Apesar do saneamento básico ser um conjunto de quatro serviços, quando se fala nele, a população brasileira está acostumada apenas ao conceito de serviços de acesso à água potável, à coleta e ao tratamento dos esgotos. Daí a importância dos investimentos no setor para a saúde do povo.

Em parceria com Brasil 61

Diadema: Orçamento e Plano de Obras para 2021 em discussão

Na sessão ordinária desta quinta-feira, 10, os parlamentares de Diadema discutiram 15 Projetos de Lei e votaram e aprovaram 13 deles. Isto porque as propostas de autoria do Executivo, que estima a receita e fixando a despesa do Orçamento-Programa e o que dispõe sobre a aprovação do orçamento do Plano de obras do município de Diadema para o exercício financeiro de 2021 foram apenas discutidos e serão votados na próxima quinta-feira.

Já a proposta de autoria da Mesa da Câmara, que defini a responsabilidade pelo pagamento de multas decorrentes de infrações de trânsito, danos em veículos oficiais ao condutor.

Em seguida, foi aprovado o projeto do vereador Célio Lucas de Almeida, o Célio Boi (PSB), que dispõe sobre a instalação e/ou substituição de tampas e/ou grelhas de boca de lobo de ferro fundido e concreto por tampas e/ou grelhas de boca de lobo ecológicas, confeccionadas em material plástico reciclado no município. E do vereador Marcos Michels (PSB), foi aprovada a proposta que cria o Programa Dinheiro Direto na Escola Diademense (PDDE Diademense), vinculado à Secretaria Municipal de Educação e autoriza o Poder Executivo a celebrar parcerias com as Associações de Pais e Mestres (APMs).

Foi aprovado ainda, em segunda votação, outro projeto do vereador Marcos Michels, que declara o ex-prefeito Gilson Menezes patrono da Guarda Civil Municipal de Diadema. Do vereador Paulo Bezerra (PSB), foi aprovada a proposta que dispõe sobre a divulgação das listas de espera de exames, consultas, cirurgias e outros procedimentos ou ações de saúde, agendadas pelos cidadãos, no âmbito do município.

Outras discussões além Orçamento e Plano de Obras de Diadema

Do vereador Dr. Albino Cardoso (Cidadania), foram aprovados dois projetos. O primeiro implanta o Plano de Emergência em Situações de Riscos em todos os estabelecimentos de ensino no âmbito do município. O segundo dispõe sobre a divulgação dos direitos da pessoa com neoplasia maligna.

Outras duas propostas do Executivo também foram aprovadas. A primeira dispõe sobre diretrizes para creches municipais e conveniadas com o município para permitir o aleitamento materno. A outra, dispondo sobre a revogação da Lei Municipal nº 3.851, de 3 de maio de 2019, que concedeu o uso de próprio municipal à Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo para utilização da 1ª Cia. do 24º Batalhão da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

O mesmo aconteceu com o projeto do vereador Audair Leonel (Cidadania), que dispõe sobre alteração da Lei Municipal nº 4.000, de 21 de setembro de 2020, que instituiu, no âmbito do município, o Dia da Restauração da Plenitude do Evangelho de Jesus Cristo por a igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

Do vereador Jeoacaz Coelho Machado, o Boquinha (Cidadania), foi aprovado o projeto que obriga o uso de capacete como equipamento de segurança para o ciclista em ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas.

Por fim, foram aprovadas duas propostas de autoria da Mesa da Câmara de Diadema. A primeira manteve os subsídios dos agentes políticos do Executivo para o mandato de 2021 a 2024, no mesmo patamar atual. O mesmo aconteceu com o projeto que dispôs sobre a fixação dos subsídios dos vereadores à Câmara de Diadema, para a legislatura de 2021 a 2024. Nos dois casos, não haverá aumento de salário nem do prefeito, vice-prefeita e secretários municipais e nem dos vereadores nos próximos 4 anos.

Sabesp terá usina de reciclagem para produzir asfalto

Companhia vai reciclar sobras de obras para melhorar a reposição do pavimento asfáltico nos serviços em ruas da capital

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São (Sabesp) firmou contrato para implantação de uma usina de reciclagem para produção de base asfáltica a partir de resíduos de obras de saneamento. A solução sustentável deve melhorar a qualidade da reposição do pavimento nos serviços da Companhia em vias públicas e reduzir o descarte de resíduos sólidos em aterros. 

A iniciativa atende à estratégia da Sabesp de adotar o conceito inovador de economia circular, que foca na otimização e no reaproveitamento de materiais, reduzindo custos e beneficiando o meio ambiente.

A usina de reciclagem foi contratada por meio de licitação, vencida pelo consórcio Reintegrar, formado pelas empresas Fremix e Soebe. Serão investidos no projeto R$ 29,6 milhões em 30 meses.

Com a reciclagem das sobras de obras, a Companhia deixará de descartar ao ano 150 toneladas de material nos aterros sanitários, o que atende às diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
 

Fonte: Brasil 61

Cartilha alerta para importância do saneamento básico

O Instituto Trata Brasil elaborou um documento para auxiliar futuros prefeitos (as) e vereadores (as) sobre a importância de inserir o tema nas campanhas; prestação do serviço é obrigação dos municípios

Num país em que 100 milhões de pessoas ainda vivem sem coleta de esgoto e 35 milhões não têm acesso à água potável, resolver esse problema se torna urgente, ainda mais durante a pandemia. A solução encontrada pelo Instituto Trata Brasil, uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), foi inserir a pauta do saneamento básico entre as prioridades de futuros prefeitos (as) e vereadores (as) que serão eleitos em novembro. 

Recentemente, a entidade lançou a cartilha “Saneamento Básico e as Eleições Municipais 2020“.  A ideia é levar candidatos(as) ao pleito municipal e a própria população a conhecerem o cenário brasileiro atual, as principais leis que regem o setor e as obrigações de prefeitos e vereadores com os serviços e o planejamento sanitário.  

“O Trata Brasil sempre se preocupa em criar algum tipo de material nas eleições para ajudar candidatos a entenderem as obrigações em relação ao saneamento básico. E eles têm obrigações. A titularidade do saneamento é do município. Portanto, a primeira autoridade que tem que se preocupar se a cidade está bem atendida com água e esgotamento sanitário é o prefeito”, afirma o presidente do Instituto, Edison Carlos. 

Segundo ele, não é isso que se vê na prática – por isso a urgência do documento. “Na maior parte dos municípios, o prefeito acaba delegando esse serviço para a empresa de água e esgoto como se ele não tivesse responsabilidade”, lamenta. 

Por isso, a ideia foi disponibilizar informações separadas por estado, retratando a realidade de cada unidade federativa. A cartilha lista as obrigações, o que a lei diz sobre o tema e faz sugestões, além de apresentar os indicadores locais. “A gente fala sobre a titularidade, da obrigação do prefeito de cuidar do planejamento, não podendo delegá-lo para ninguém, do cumprimento de contratos. Como dicas, sugerimos que a prefeitura tenha pessoas aptas a acompanharem esses indicadores. São coisas que não demandam recursos, basta ter uma estrutura mínima dentro das prefeituras”, comenta Edison Carlos. 

Na opinião do presidente da entidade, o candidato que abordar esse tema na campanha pode largar na frente, sendo o planejamento para o setor um diferencial. “Os temas das campanhas eleitorais são sempre os mesmos. E as pessoas sofrem por não terem saneamento, a pandemia deixou isso claro. Não adianta o médico orientar a lavar a mão se a pessoa não tem água potável em casa. Os candidatos deveriam se apropriar desse tema. E a população tem que cobrar também, a cartilha também tem esse objetivo”, alerta. 

De acordo com Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), os municípios têm até 2033 para que 99% da população tenha água potável e 90% tenha coleta de esgoto, independentemente de a operadora ser estatal, municipal ou privada. 

“Ou seja, essa decisão vai passar necessariamente pelas mãos do prefeito. Ele tem que se inteirar do que está acontecendo, saneamento está na base de qualquer estrutura. Se você não tem saneamento, você pode gastar milhões em saúde pública que não vai resolver. Não adianta querer uma educação melhor se a criança falta por conta de diarreia. A ideia é provocá-los para sairmos dessa situação medieval em que estamos vivendo”, observa. 

Saneamento e voto

Segundo Edison Carlos, presidente do Trata Brasil, o trabalho desempenhado durante todos esses anos em cima de cartilhas nas eleições serve para quebrar a ideia de que “saneamento não dá voto”. “Há quatro anos, entrevistamos mais de dez prefeitos que foram reeleitos depois de terem priorizado saneamento básico. A gente queria acabar com essa história de que saneamento não dá voto. E tivemos declarações de todos os partidos e ideologias, todos unânimes em dizer ‘eu fiz saneamento básico, a população entendeu a importância e fui reeleito’”, relata. 

O diretor de Relações Internacionais da Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa), Fernando Barreto, ressalta a importância de se falar sobre o tema, especialmente nas eleições.

“O saneamento básico é a grande missão que os prefeitos têm hoje no Brasil. Historicamente, o País tem uma dificuldade a ser superada, que é o acesso à água e ao tratamento de esgoto. A universalização do saneamento deve ser a pauta prioritária de todos os municípios, porque isso protege a saúde, a infância, o direito ao lazer e ao meio ambiente. A moradia digna não existe sem o saneamento básico”, diz. 

Para o professor especialista em ambiente e resíduos Fabrício Soler, a cartilha simplifica e sistematiza para prefeitos (as) e vereadores (as) as atualizações do marco legal do saneamento, publicadas em julho deste ano. “A cartilha traz, entre outros, as metas previstas nesse novo marco legal e a necessidade de revisão dos planos municipais de saneamento básico. Além disso, ela traz informações sobre a repactuação dos contratos de prestação desses serviços, que deve ocorrer até março de 2022, buscando essa universalização dos serviços até 2033”, elenca. 

Entre tantos apontamentos feitos pelo documento, Soler destaca um em especial: o que assegura e/ou reforça que os serviços de saneamento devem dispor de sustentabilidade econômico-financeira. “Ou seja, os municípios devem arrecadar diretamente por meio de taxa ou por concessão em parceira público-privada e assegurar que o valor cobrado faça frente às despesas dos serviços. O que ocorre hoje, em grande parte, é que os municípios não têm receita suficiente para cobrir a despesa. O desafio agora é assegurar uma cobrança específica que faça frente aos custos”, diz. 

Fonte: Brasil 61

Gestão comunitária da água é a esperança para 17 milhões

A conclusão é de um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)

Segundo o estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), nos próximos anos, 17 milhões de pessoas que moram em áreas rurais terão saneamento básico. A pesquisa “Soluções e Dificuldades do Saneamento Rural no Brasil” leva em conta alternativas de gestão comunitária da água e foi feita com base em dados coletados entre 2018 e 2019 pelo IBGE, pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e por pesquisa de campo.

De acordo com o responsável pelo estudo, Gesmar Santos, as populações mais necessitadas da infraestrutura residem, sobretudo, no nordeste e no norte do país como na região amazônica. São populações indígenas, ribeirinhas, quilombolas, produtores rurais, seringueiros e demais habitantes do meio rural. 

O pesquisador explica que os desafios para levar o saneamento básico a estas regiões vai além do difícil acesso. “Primeiro, fazer com que as populações se organizem em associações, em entidades que tenham capacidade de receber os sistemas e dar continuidade a eles. O segundo desafio é garantir o investimento, o financiamento e o terceiro é capacitar as pessoas, os projetos e as instituições que levam até os beneficiados as condições para que se instale os sistemas adequadamente.”

Em julho deste ano o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) sancionou o novo Marco Legal do Saneamento Básico. O principal objetivo da legislação é universalizar e qualificar a prestação dos serviços no setor com meta para alcançar a universalização do serviço até 2033. O marco prevê a garantia de que 99% da população brasileira tenha acesso à água potável e 90% ao tratamento e a coleta de esgoto até esta data. 

De acordo com Wilson Tadeu Lopes, pesquisador da Embrapa Instrumentação, o Brasil ainda não está no caminho certo para alcançar este foco. “Estamos muito longe disso. A grande maioria dos municípios ainda não reconhece o saneamento rural como uma obrigação. Os números são incertos, não existem nos planos municipais de saneamento básico. Geralmente o morador rural ou é descrito de maneira muito periférica ou sequer é mencionado. Tem muito trabalho ainda para se fazer”, conclui.

Segundo explica a professora da Universidade Federal de Minas Gerais e associada ao Observatório dos Direitos à Água e ao Saneamento, Sonaly Rezende a solução apontada pelo estudo do Ipea para moradores de áreas rurais por meio da gestão comunitária, precisa, além do engajamento populacional, de recursos do Programa Nacional de Saneamento Rural (PNSR).

“Uma gestão comunitária está relacionada ao associativismo, ao cooperativismo, a participação popular nos fóruns para tomada de decisão sobre saneamento básico. O PNSR trata dessa questão, define dentro de uma diretriz destinar investimentos públicos para o saneamento rural com o intuito de ampliar o volume ou priorização de beneficiários com menor capacidade de endividamento”, afirma.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) relatou, em 2017, que 55% dos habitantes do meio rural tinham acesso à água tratada de forma segura e apenas 35% tinham acesso a algum sistema de esgotamento sanitário seguro. No Brasil, atualmente, cerca de 31 milhões de pessoas vivem no campo e dependem de soluções individuais ou coletivas.

Fonte: Brasil 61

Fórum sobre saneamento debate oportunidades e desafios ligados ao meio ambiente

Especialistas do setor apresentaram ideias, soluções inovadoras de infraestrutura e qualidade de vida para os brasileiros

O secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado, Marcos Penido, participou virtualmente nesta segunda-feira (14) do Fórum “Saneamento: Desafios e oportunidades para um novo setor”. O evento organizado pelas empresas Híria, LMDM e o jornal O Estado de S. Paulo recebeu patrocínio da Sabesp e da Iguá Saneamento.

O fórum online recebeu 30 palestrantes e debatedores, que apresentaram ideias e soluções inovadoras de infraestrutura que impactam diretamente na qualidade de vida dos brasileiros. Com a iminência da aprovação do novo marco regulatório do setor, o evento visou ao debate e à exposição de medidas e ideias efetivas que transformarão todo o setor.

“Acreditamos que, resolvidas às dúvidas em relação a segurança regulatória para investimentos e a melhora da qualidade dos projetos e contratos, os índices de cobertura e atendimento do setor garantirão saúde para toda a população”, disse Penido.

Painel

Também participaram da iniciativa o secretário de Parcerias do Rio Grande do Sul, Bruno Vanuzzi, a superintendente de Parcerias e Concessões do Estado do Piauí (SUPARC), Viviane Moura, e o professor da Fundação Getulio Vargas Daniel Barcelos Vargas.

O secretário Marcos Penido participou do painel sobre “O novo Saneamento Brasileiro – A visão e os planos de Governadores e Prefeitos para incentivar e liderar o desenvolvimento do setor: o desafio de atrair investimentos necessários para universalizar os serviços”.

O setor de saneamento básico se movimenta rapidamente para apresentar soluções efetivas que proporcionem uma melhor qualidade de vida dos cidadãos. A proposta do novo marco tem como objetivos a universalização do saneamento (prevendo coleta de esgoto para 90% da população) e o fornecimento de água potável para 99% da população até o fim de 2033.

Prazo de plano para fim de lixões nos municípios encerrando

Datas foram definidas pelo Novo Marco Legal do Saneamento.

Com a publicação do Novo Marco Legal do Saneamento, associações de municípios estão alertando os gestores municipais sobre os prazos para que sejam feitas as adaptações contidas na lei. De acordo com as novas regras, todos os municípios devem apresentar até o final de 2020 um documento detalhando como pretendem acabar com os lixões a céu aberto. Além disso, capitais e regiões metropolitanas têm até agosto do ano que vem para substituir os depósitos de lixo por aterros sanitários. 

A Federação das Associações de Municípios do Estado do Pará (FAMEP) alerta que alguns municípios ainda não regulamentaram o que são os grandes geradores de lixo e por isso as empresas não estão sendo cobradas pelos Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS). A entidade ressalta que cobrar o documento é tarefa dos municípios, que também devem fiscalizar coleta de resíduos, limpeza urbana, transportadores, destinação adequada e da logística reversa.

Os gestores locais também são responsáveis por cobrar a taxa de coleta de resíduos e de limpeza urbana dos contribuintes, e por isso precisam adequar o código tributário para poderem realizar os serviços.

Fonte: Brasil 61

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