Inclusão e diversidade: 57% dos profissionais negros levam em conta para escolher empresa para trabalhar

Segundo o último censo do IBGE, 54% da população no Brasil é negra. No entanto, ainda são poucas as empresas brasileiras que focam em atrair esses talentos. Em parceria com o Instituto Guetto, o Indeed, site número 1 de empregos no mundo, realizou uma pesquisa com 245 profissionais negros para entender suas percepções sobre o mercado de trabalho atual no Brasil, com relação a fatores, como inclusão e diversidade, e outros.

Segundo a pesquisa, 17% dos profissionais declararam já ter mudado de emprego por conta de práticas racistas nas empresas. Ainda, 44.5% dos profissionais consideraria trocar de emprego se sofresse ou presenciasse discriminação racial. De acordo com dados do IBGE, em 2020 o desemprego entre negros no Brasil foi 71% maior do que entre brancos.

Para Vitor Del Rey, presidente do Instituto Guetto, os dados refletem que as empresas precisam  abordar essas questões internamente e se esforçar para aumentar o senso de pertencimento de seus colaboradores, o que vai afetar diretamente a retenção de talentos. “O racismo é um grande desafio no processo de contratação e na vivência corporativa. A discriminação contra pessoas negras e pardas aparece de várias formas no dia a dia da empresa, mas começa já nos processos de seleção e promoção de vagas”, afirma.

“É necessário que as empresas fomentem uma cultura aberta às pessoas negras a partir de uma educação racial do setor de RH e com os demais funcionários da empresa. Os profissionais negros precisam se sentir respeitados, ouvidos, pertencentes e capacitados na instituição desde o processo de seleção até cargos de prestígio”. Para Del Rey, as empresas perdem por não investir em políticas internas de RH para integração e inclusão desses profissionais.

Como as empresas podem promover diversidade? 

Segundo os dados do Indeed, é possível destacar algumas ações que as empresas podem considerar para promover a diversidade racial. 72% dos profissionais entrevistados acreditam que as empresas deveriam ter funcionários negros atuando diretamente no processo de recrutamento e seleção, para serem mais inclusivos com esses profissionais durante todo o processo. Além disso, 65% entende que a participação de profissionais negros em processos decisórios e tomada de decisão ajuda a empresa a se tornar mais inclusiva. 

Para mudar o cenário de discriminação nos processos de contratação, 34% dos profissionais entrevistados acreditam que processos seletivos só para negros são eficazes para o aproveitamento de talentos de pessoas negras de uma maneira mais inclusiva. Apesar de gerar controvérsias, a medida é importante por reconhecer o racismo histórico no Brasil e um esforço para tentar repará-lo. 

Atualmente o preconceito racial está presente, por exemplo, quando profissionais negros, mesmo quando ocupam os mesmos cargos, ganham 30% a menos que os brancos, segundo o IBGE. Ainda de acordo com a pesquisa do Indeed, após salários, benefícios e crescimento profissional, o fator decisivo para 57% dos profissionais negros entrevistados ao escolherem a empresa que querem trabalhar é o nível de engajamento da organização com a inclusão e diversidade. 

Metodologia da pesquisa 

Todas as porcentagens apresentadas são dados coletados da pesquisa conduzida pelo Indeed em colaboração com o Instituto Guetto em março de 2021. Através de entrevistas em um painel online com 245 profissionais negros, a pesquisa buscou entender suas percepções sobre o mercado de trabalho atual no Brasil, desde a busca por empresas até suas vivências dentro delas e o impacto em suas carreiras. 

Sobre o Indeed

Mais pessoas encontram empregos no Indeed do que em qualquer outro lugar. O Indeed é o site de empregos nº1 do mundo e permite que os candidatos pesquisem milhões de empregos na web ou em dispositivos móveis em mais de 60 países e 28 idiomas. Mais de 250 milhões de pessoas procuram empregos, publicam currículos e pesquisam empresas no Indeed.4 Para mais informações, visite indeed.com.br 

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Inclusão e diversidade

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Vagas temporárias para Censo 2021 do IBGE no Grande ABC

São mais de 2.700 vagas temporárias para o Censo 2021. Oportunidades são para as funções de recenseador e agente censitário

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) abriu inscrições para o concurso público que vai contratar temporariamente mais de 204 mil pessoas em todo o país para o Censo 2021. São vagas para recenseador, agente censitário municipal e agente censitário supervisor. Para as cidades do Grande ABC, são oferecidas 2.746 vagas.

Para as funções de agente censitário municipal e agente censitário supervisor, as inscrições podem ser feitas até 15 de março, com taxa de R$ 39,49. Já para as vagas de recenseador, as inscrições terminam em 19 de março, e a taxa é de R$ 25,77.
Para todos os cargos, os candidatos precisam ter ensino fundamental completo.

Os salários ofertados variam de R$ 1.700,00 (agente) a R$ 2.100,00 (recenseador), a depender do cargo e carga horária, somados ainda ao valor de R$ 458 de auxílio-alimentação. As inscrições devem ser feitas pelo site www.cebraspe.org.br.

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Vagas temporárias para Censo 2021: Quando serão as provas?

As provas estão marcadas para 25 de abril, respeitando os protocolos sanitários de prevenção da Covid-19, conforme o IBGE. O resultado final para todos os processos seletivos está previsto para 27 de maio.

O secretário-executivo do Consórcio Intermunicipal Grande ABC, Acácio Miranda, ressalta que o Censo demográfico é uma ferramenta imprescindível para a definição de políticas públicas. “No Brasil, o Censo é realizado há mais de 150 anos e reúne uma série de informações sobre os brasileiros, além da contagem da população. A pesquisa é a principal fonte de dados da situação de vida da população brasileira”, afirmou.

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Mais de 200 mil vagas em Concursos; Salários de até R$ 26 mil

Somente IBGE contratará mais de 200 mil temporários, para o Censo Demográfico 2021, elevando o número de vagas disponíveis em concursos públicos na atualidade. Ao todo, há pelo menos 210.594 vagas em todas as regiões do país. A quantidade é referente a concursos nacionais, com mais vagas e salários melhores. Há oportunidades para diversos cargos, com foco em candidatos de todos os níveis de ensino. Os salário podem chegar a R$ 25,7 mil, a depender da função desejada.

Em aberto, há concursos para Defensoria Pública do RJ, Prefeitura de São Pedro da União (MG), Prefeitura de Berilo (MG), Aeronáutica, Marinha, IBGE, CRECI de Pernambuco, Prefeitura de Carmo do Cajuru (MG), Câmara de Planaltina (GO), Guarda Civil de Campo Grande (MS), Prefeitura de Tefé (AM) e Prefeitura de Calçado (PE).

Estas oportunidades são em parceria com o site Lista de Vagas. Visite e confira mais vagas verificadas e reais.

Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro – RJ
38 Vagas – Ensino Superior – Salário de R$ 25.666 – Inscrições até 11/3

Prefeitura de São Pedro da União – MG
17 Vagas – Ensino Fundamental, médio e superior – Salário de R$ 700 até R$ 12.011 – Inscrições de 15/3 até 15/4

Prefeitura de Berilo – MG
129 Vagas – Ensino Fundamental, médio, técnico e superior – Salário de R$ 1.100 até R$ 12 mil – Inscrições até 9/3

Aeronáutica – AC, AL, AM, AP, BA, CE, DF, ES, GO, MA, MG, MS, MT, PA, PB, PE, PI, PR, RJ, RN, RO, RR, RS, SC, SE, SP, TO
Vagas 242 – Ensino Médio – Salário de R$ 1.199 até R$ 3.825 – Inscrições até 17/3

Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de Pernambuco – PE
229 Vagas – Ensino Médio e Superior – Salário de R$ 1.576,74 até R$ 3.441,83 – Inscrições até 22/3

Marinha – SC
15 Vagas – Ensino Fundamental – Salário de R$ 2.320 até R$ 3.388 – Inscrições até 8/3

Prefeitura de Carmo do Cajuru – MG
102 Vagas – Ensino Fundamental, médio, técnico e superior – Salário de R$ 1.127,78 até R$ 3.200,95 22/3 – Inscrições até 22/4

Câmara de Planaltina – GO
108 Vagas – Ensino médio e superior – Salário de R$ 1.500 até R$ 2.100 – Inscrições até 15/3

IBGE – Censo (temporário) AC, AL, AM, AP, BA, CE, DF, ES, GO, MA, MG, MS, MT, PA, PB, PE, PI, PR, RJ, RN, RO, RR, RS, SC, SE, SP, TO
204307 Vagas fundamental e médio – Salário de R$ 1.278 até R$ 2.100 – Inscrições até 19/3

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Guarda Civil de Campo Grande – MS
273 Vagas – Ensino médio – Salário de R$ 1.984,02 – Inscrições até 28/2


Marinha AC, AL, AM, AP, BA, CE, DF, ES, GO, MA, MG, MS, MT, PA, PB, PE, PI, PR, RJ, RN, RO, RR, RS, SC, SE, SP, TO
960 Vagas – Ensino médio – Salário de R$ 1.105 até R$ 1.926 – Inscrições até 26/3

Marinha AC, AL, AM, AP, BA, CE, DF, ES, GO, MA, MG, MS, MT, PA, PB, PE, PI, PR, RJ, RN, RO, RR, RS, SC, SE, SP, TO
20 Vagas – Ensino médio – Salário R$ 1574,12 – Inscrições até 19/3

Prefeitura de Tefé – AM
566 Vagas – Ensino superior – Salário de R$ 1.445,63 – Inscrições até 3/3

Prefeitura de Calçado – PE
174 Vagas – Alfabetizado, fundamental, médio e superior – Salário a partir de R$ 1.100 – Inscrições até 2/3

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Inscrições para Censo 2021 do IBGE estão abertas

O IBGE abriu novamente as inscrições do concurso público para o Censo Demográfico 2021, contando com mais de 200 mil vagas. Previsão de início da coleta de dados no país para agosto.

No total, são exatamente 204.307 oportunidades. Vagas para quase todas as cidades do Brasil. As vagas para cada cargo são:

  • agente censitário municipal (5.450 vagas)
  • agente censitário supervisor (16.959 vagas)
  • recenseador (181.898 vagas)

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Confira as principais informações sobre cada cargo:

  • Agente censitário municipal Salário mensal: R$ 2.100 Escolaridade: ensino médio completo Jornada de trabalho: 40 horas semanais, sendo 8 horas diárias Tempo de contrato: até 5 meses, podendo ser prorrogado conforme a necessidade do trabalho e/ou disponibilidade de orçamento
  • Agente censitário supervisor Salário mensal: R$ 1.700 Escolaridade: ensino médio completo Jornada de trabalho: 40 horas semanais, sendo 8 horas diárias Tempo de contrato: até 5 meses, podendo ser prorrogado conforme a necessidade do trabalho e/ou disponibilidade de orçamento
  • Recenseador Salário mensal: será calculado por produção, conforme a quantidade de lares visitados, o tipo de questionário aplicado e a região Escolaridade: ensino fundamental completo Jornada de trabalho: mínimo de 25 horas semanais Tempo de contrato: até 3 meses, podendo ser prorrogado conforme a necessidade do trabalho e/ou disponibilidade de orçamento.

O concurso tem dois editais. Sendo um para as funções de agente censitário e o segundo destinado para o cargo de recenseador. A taxa de inscrição e o período para se inscrever também são diferentes.

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Inscrições para Censo 2021 do IBGE

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Governo autoriza concurso do IBGE para mais de 207 mil vagas

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, anuncia que vai contratar 207 mil pessoas para a realização do Censo Demográfico 2021. Governo Federal autoriza concurso do IBGE.

O processo seletivo será em âmbito nacional, por meio de concurso autorizado pelo Ministério da Economia.

A maioria das vagas, 183 mil e 100, são para recenseador, com exigência de ensino fundamental completo.

Também há vagas para: agente censitário supervisor, agente censitário municipal ou de pesquisas por telefone, supervisor censitário de pesquisas e codificação e codificador censitário.

O edital para a abertura das inscrições será publicado em até seis meses e os cargos terão duração máxima de um ano.

O IBGE tinha aberto um processo seletivo em março de 2020, com mais de 208 mil e 600 vagas, que foi cancelado por causa da pandemia.

O órgão ainda realiza a devolução da taxa para as pessoas que se candidataram na ocasião.

Para participar do próximo concurso será necessário fazer uma nova inscrição.

Em parceria com Rádio2.

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Governo autoriza concurso do IBGE

Índice de Confiança do Consumidor cai em janeiro, segundo FGV

O Índice de Confiança do Consumidor manteve, em janeiro, a trajetória de queda iniciada em outubro do ano passado. Em relação a dezembro a queda foi de 2,7 pontos e ficou com 75,8 pontos em uma escala de zero a 200 pontos. Foi o menor valor desde junho de 2020, quando atingiu 71,1 pontos, no início da fase de recuperação das perdas sofridas por causa da pandemia de covid-19.

Os dados divulgados nesta terça-feira (26) pela Fundação Getúlio Vargas, mostram que este mês houve piora tanto na percepção dos consumidores em relação ao momento atual, quanto das expectativas para os próximos meses.

Em relação às perspectivas sobre a situação financeira das famílias, após três meses de quedas consecutivas, o indicador acomodou em janeiro, ao variar apenas 0,2 ponto. Com perspectivas mais pessimistas, consumidores sinalizam também um menor ímpeto de compras, isto porque o indicador registrou em janeiro o menor patamar desde julho de 2020.

A economista da FGV, Viviane Seda Bittencourt, explicou que a trajetória de queda da confiança do consumidor por quatro meses seguidos, reflete a preocupação com os rumos da situação econômica do país e com a intensidade da pandemia. As famílias continuam adiando o consumo.

Em parceria com Agência Brasil.

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Índice de Confiança do Consumidor

Em setembro, vendas no varejo sobem 0,6%

Em setembro de 2020, o comércio varejista nacional cresceu 0,6% frente a agosto, na série com ajuste sazonal, quinta alta consecutiva desde maio de 2020. A média móvel trimestral foi de 2,8%. Na série sem ajuste sazonal, em relação a setembro de 2019, o comércio cresceu 7,3%, quarta taxa positiva consecutiva. No acumulado do ano, o varejo registra estabilidade (0,0%), após cinco meses no campo negativo. Já o acumulado nos últimos 12 meses aumentou 0,9%.

No varejo ampliado, que inclui Veículos, motos, partes e peças e Material de construção, o volume de vendas cresceu 1,2% em relação a agosto de 2020, quinta variação positiva consecutiva. A média móvel subiu 4,0% reduzindo o ritmo de crescimento das vendas, comparada à média móvel nos trimestres encerrados em agosto (7,4%) e julho (11,1%). Em relação a setembro de 2019, o comércio varejista ampliado cresceu 7,4%, sua terceira taxa positiva consecutiva.

PeríodoVarejo (%)Varejo Ampliado (%)
Volume de vendasReceita nominalVolume de vendasReceita nominal
Setembro / Agosto*0,62,11,22,2
Média móvel trimestral*2,83,74,04,9
Setembro 2020 / Setembro 20197,313,47,413,1
Acumulado 20200,03,6-3,6-0,1
Acumulado 12 meses0,94,2-1,41,6
*Série COM ajuste sazonal    Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria  

Em setembro, o volume de vendas no varejo subiu 0,6% em relação a agosto e segue trajetória ascendente desde maio de 2020, após o momento de maior queda devido à pandemia de Covid-19. Foi a quinta alta consecutiva, embora com menor magnitude que as anteriores. Com isso, o patamar do comércio varejista, que já havia atingido seu nível recorde no mês de agosto, continua em crescimento. Chama a atenção a recuperação de alguns setores que, nos meses anteriores acumulavam perdas, como Veículos, motos, partes e peças e Tecidos, vestuário e calçados.

Na série com ajuste sazonal, setembro teve predominância de taxas positivas, atingindo cinco das oito atividades pesquisadas. Houve resultados positivos em 13 das 27 UFs, com destaque para: Piauí (5,7%), São Paulo (2,1%) e Espírito Santo (1,8%).

No confronto com setembro de 2019, na série sem ajuste sazonal, as vendas do varejo subiram 7,3% em setembro de 2020, quarta taxa positiva consecutiva. Com isso, o varejo registra estabilidade (0,0%) no acumulado do ano, após seis meses no campo negativo. O acumulado nos últimos doze meses mostra aumento no ritmo das vendas pelo terceiro mês consecutivo, ao passar de 0,5% em agosto para 0,9% em setembro.

comércio varejista ampliado, frente a setembro de 2019, cresceu 7,4% contra aumento de 3,8% em agosto de 2020, terceira taxa positiva consecutiva. A variação acumulada de janeiro a setembro recuou 3,6% ante queda de 5,0% apontada até agosto. O indicador dos últimos doze meses, ao passar de -1,7% até agosto para -1,4% até setembro, mostra redução na intensidade de perda pelo terceiro mês consecutivo.

Cinco das oito atividades pesquisadas tiveram altas

Na série com ajuste sazonal, na passagem de agosto para setembro de 2020, houve alta em cinco das oito atividades pesquisadas: Livros, jornais, revistas e artigos de papelaria (8,9%); Combustíveis e lubrificantes (3,1%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (2,1%); Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (1,1%) e Móveis e eletrodomésticos (1,0%).

Por outro lado, pressionando negativamente, figuraram três setores: Tecidos, vestuário e calçados (-2,4%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,6%); e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0.4%).

No comércio varejista ampliado, na passagem de agosto para setembro, o setor de Veículos, motos, partes e peças registrou crescimento de 5,2% enquanto em Material de construção, o aumento foi 2,6%, ambos, respectivamente, após avanços de 8,3% e 3,6% registrados no mês anterior.

Tabela 1 – BRASIL INDICADORES DO VOLUME DE VENDAS NO COMÉRCIO VAREJISTA E COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO COMPOSIÇÃO DA TAXA MENSAL DO COMÉRCIO VAREJISTA, POR ATIVIDADES
Setembro 2020
AtividadesCOMÉRCIO VAREJISTA COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO
Taxa de variação (%)Composição absoluta da taxa (p.p.)Taxa de variação (%)Composição absoluta da taxa (p.p.)
Taxa Global7,37,37,47,4
1 – Combustíveis e lubrificantes-5,1-0,5-5,1-0,4
2 – Hiper, supermercados, prods.  alimentícios, bebidas e fumo4,42,14,41,4
3 – Tecidos, vest. e calçados-7,2-0,6-7,2-0,4
4 – Móveis e eletrodomésticos28,72,828,71,9
5 – Artigos farmaceuticos, med., ortop. e de perfumaria13,71,313,70,9
6 – Livros, jornais, rev. e papelaria-36,0-0,1-36,0-0,1
7 – Equip. e mat. para escritório informatica e comunicação-7,1-0,1-7,1-0,1
8 – Outros arts. de uso pessoal e doméstico18,92,418,91,6
9 – Veículos e motos, partes e peças  -1,5-0,4
10- Material de construção  31,32,9
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Serviços e Comércio.    Nota: A composição da taxa mensal corresponde à participação dos resultados setoriais na formação da taxa global. 

Vendas avançam 6,3% frente ao mesmo trimestre de 2019

O trimestre encerrado em setembro de 2020, para o comércio varejista, na comparação com o mesmo período do ano anterior, apresentou ganho de 6,3%, maior variação positiva para este indicador desde o quarto trimestre de 2012, quando havia registrado 7,3%.

Houve variação positiva em quatro das oito atividades pesquisadas: Móveis e eletrodomésticos (30,4%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (15,6%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (12,0%) e Hiper e supermercados, produtos alimentícios e bebidas (5,7%).

Por outro lado, quatro atividades fecharam o trimestre no campo negativo: Livros, jornais, revistas e artigos de papelaria (-34,6%); Tecidos, vestuário e calçados (-15,4%); Combustíveis e lubrificantes (-8,3%) e Equipamentos e materiais para escritório e informática (-8,3%),

Ainda na comparação com o trimestre do ano anterior, o comércio varejista ampliado teve alta de 4,2%, influenciado, também, pela atividade de Material de construção, com aumento de 26,0%, recorde histórico da série.

Principais atividades:

Móveis e eletrodomésticos mostrou crescimento de 28,7% no volume de vendas em relação a setembro de 2019, quarto mês consecutivo de avanço. O setor exerceu o maior impacto positivo sobre a taxa do comércio varejista em setembro. Na comparação com agosto, na série com ajuste sazonal, o indicador de setembro ficou em 1,0%, quinta taxa positiva após dois meses de queda. No ano, o setor acumula 9,4% de aumento, no campo positivo pelo terceiro mês consecutivo. No indicador nos últimos 12 meses também houve aumento no ritmo de vendas, saindo de 1,1% em maio para 9,8% em setembro.

Outros artigos de uso pessoal e doméstico, que engloba lojas de departamentos, óticas, joalherias, artigos esportivos, brinquedos, etc., com 18,9% no volume de vendas em relação a setembro de 2019, mostrou estabilidade no ritmo de vendas em relação ao resultado de agosto (18,8%), exercendo a segunda maior contribuição positiva ao resultado geral do varejo. Em relação a agosto, houve queda de 0,6%, primeira variação negativa após quatro meses de crescimento. O acumulado no ano, até setembro (-1,5%), comparado ao mês anterior (-4,2%), mostrou redução de queda, enquanto o indicador dos últimos 12 meses registrou 1,3%, com ganho de 0,9 p.p. em relação ao resultado de agosto (0,4%).

Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com crescimento de 4,4% frente a setembro de 2019, registrou a oitava taxa positiva consecutiva nessa comparação, com ganho de ritmo em relação ao resultado de agosto (3,0%). O segmento representou o terceiro maior impacto positivo na formação da taxa global do varejo. Em relação a agosto, houve redução de 0,4%, terceiro mês consecutivo de queda no volume de vendas. O acumulado no ano, até setembro (5,5%), comparado ao mês anterior (5,6%), mostrou estabilidade no ritmo. No acumulado nos últimos 12 meses, ao registrar 4,2% em setembro, mantém-se em trajetória de crescimento desde março de 2020 (1,6%).

Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, apresentou aumento de 13,7% nas vendas frente a setembro de 2019, quarta variação positiva consecutiva, na comparação com igual mês do ano anterior. Na comparação com o mês imediatamente anterior, o setor apresentou aumento de 2,1%, revertendo taxa de -1,2% registrada em agosto. No acumulado no ano, ao passar de 5,6% até agosto para 6,5% no mês de referência, o setor mostra ganho de ritmo. No acumulado nos últimos 12 meses o setor passa de 6,2% até agosto para 6,8% até setembro.

Tecidos, vestuário e calçados, registrou recuo de 7,2% em relação a setembro de 2019, sétima taxa negativa nessa comparação. A atividade apresentou o maior impacto negativo na formação da taxa global do varejo. Na comparação com o mês anterior, o setor teve queda de 2,4%, após quatro meses de crescimento. Com isso, o acumulado no ano, ao passar de -33,4% em agosto para -30,6% em setembro mostra leve recuperação. O indicador acumulado nos últimos 12 meses, ao passar de -20,0% em agosto para -20,4% em setembro, fica praticamente estável.

Combustíveis e lubrificantes, com queda de 5,1% no volume de vendas em relação a setembro de 2019, exerceu a segunda maior contribuição negativa para o resultado total do varejo. Em relação a agosto de 2020, o setor registrou aumento de 3,1%, quinta alta consecutiva na série dessazonalizada. Com isso, no acumulado no ano, ao passar de -11,7% até agosto para -11,0% até setembro, mostra redução na intensidade de perda. Por outro lado, o indicador acumulado nos últimos 12 meses, apresenta intensificação na perda de ritmo (-7,9%) em relação ao mês anterior (-7,5%).

Livros, jornais, revistas e papelaria recuou 36,0% frente a setembro de 2019. Em relação a agosto, o setor teve variação positiva de 8,9%, após queda de 21,1% no mês anterior. No acumulado no ano, ao passar de -30,0% até agosto para -30,5% até setembro, o setor apresenta estabilidade. Já o acumulado nos últimos 12 meses intensifica ritmo de queda, ao passar de -22,9% em agosto para -24,3% em setembro.

Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação teve queda de 7,1% em relação a setembro de 2019, enquanto a variação em relação a agosto de 2020 foi de 1,1%, quinta taxa positiva. No acumulado no ano, o setor passa de -19,5% até agosto para -18,2% até setembro, mostrando aumento no ritmo de vendas, apesar de estar no campo negativo durante todo o ano de 2020. O acumulado nos últimos 12 meses é de -12,1%, reduzindo ritmo de queda em relação a agosto (-11,6%).

Varejo ampliado

Veículos, motos, partes e peças, ao cair 1,5% em relação a setembro de 2019, assinalou a sétima taxa negativa seguida, exercendo a contribuição negativa mais intensa no mês para o varejo ampliado. Na comparação com o mês imediatamente anterior, o setor registra a quinta taxa positiva consecutiva (5,2% em setembro). No acumulado no ano até setembro (-18,1%) houve ganho de ritmo frente a agosto (-20,2%), embora esse indicador esteja negativo desde março. O acumulado nos últimos 12 meses (-11,6%) até setembro perdeu ritmo em relação ao acumulado até agosto (-10,7%).

Material de Construção, com alta de 31,3% em relação a setembro de 2019, o setor contabiliza a quarta taxa positiva consecutiva e a variação de maior magnitude da série histórica iniciada em janeiro de 2004. O setor foi um dos que apresentou recuperação, registrando sua quinta alta consecutiva no volume de vendas, quando da comparação com o mês imediatamente anterior, na série ajustada sazonalmente. O acumulado no ano mostra aumento de ritmo nas vendas (7,9%), comparado ao mês de agosto (4,9%). O acumulado nos últimos 12 meses, ao passar de 5,0% em agosto para 7,2% em setembro, manteve trajetória de ascensão iniciado em junho de 2020.

Vendas do comércio crescem em 13 das 27 Unidades da Federação

Em setembro, na série com ajuste sazonal, houve resultados positivos em 13 das 27 Unidades da Federação, com destaque para Piauí (5,7%), São Paulo (2,1%) e Espírito Santo (1,8%). Por outro lado, pressionando negativamente, figuram 14 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Maranhão (-5,9%), Amapá (-5,5%) e Ceará (-4,4%).

Para a mesma comparação, no comércio varejista ampliado, a variação entre agosto e setembro foi de 1,2%, com predomínio de resultados positivos em 14 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Roraima (3,7%), Bahia (3,2%) e Espírito Santo (3,1%). Por outro lado, pressionando negativamente, figuram 13 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Maranhão (-3,9), Ceará (-3,7) e Paraíba (-3,3%).

Na série sem ajuste sazonal, frente a setembro de 2019, houve resultados resultados positivos em todas das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Piauí (23,9%), Maranhão (21,6%) e Acre (19,9%). Quanto à participação na composição da taxa do varejo, os destaques foram: São Paulo (5,8%), Minas Gerais (12,6%) e Santa Catarina (5,7%).

Considerando o comércio varejista, o varejo ampliado, no confronto com setembro de 2019, teve resultados positivos todas as 27 Unidades da Federação, com destaque para: Acre (24,5%), Maranhão (23,4%) e Amapá (22,9%). Quanto à participação na composição da taxa do varejo ampliado, destacaram-se São Paulo (3,9%), Minas Gerais (11,3%) e Santa Catarina (11,5%).

Dia Nacional da Alfabetização: poucos avanços na área

Segundo especialistas, o País está longe de alcançar meta de erradicação do analfabetismo em 2024

Neste próximo sábado (14), o Brasil celebra o Dia Nacional da Alfabetização, data comemorada há mais de 50 anos com o objetivo de difundir a importância da leitura e da escrita. Um dia que deveria ser celebrado mas ainda mostra números relevantes de brasileiros analfabetos. Segundo Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Educação, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 11 milhões de cidadãos com 15 anos ou mais ainda não sabem ler e escrever. Entre 2018 e 2019, a taxa de analfabetismo teve uma leve melhora, passando de 6,8% para 6,6%.

Emocionada, Rita Romão de Brito, 54 anos, moradora do Riacho Fundo 2, região administrativa do Distrito Federal, lamenta o fato de não saber ler e escrever. O que mais incomoda a dona de casa é ter que depender de outras pessoas em situações simples, como obter informações no banco. 

“É difícil tenho que depender dos outros. Existe muita maldade. Algumas pessoas te passam para trás. Eu por exemplo, em certas situações, faço a mesma pergunta para mais de uma pessoa”, lamenta. 

Aproximadamente 12 quilômetros de onde vive dona Rita, em Taguatinga, Maria Clara Falcão, 6 anos, vive uma realidade bem diferente. A pequena foi alfabetizada com 5 anos e tomou gosto pela leitura. “Quando aprendi a ler comecei com gibis e outras histórias e fiquei super feliz. É muito legal na escola! Gosto muito de desenhar também!”

Mas, infelizmente, essa não é a realidade de muitos brasileiros e assim como Rita muitas pessoas são analfabetas. Fazendo um recorte por regiões, é possível constatar uma enorme disparidade entre as taxas de analfabetismo em pessoas acima de 15 anos. Nas regiões Sul e no Sudeste, o índice é de 3,3%, o Centro-Oeste aparece em seguida com uma taxa de 4,9% e a região Norte, 7,6%. Já na região Nordeste o percentual é de 13,9%. 

Dia Nacional da Alfabetização

Entre os brasileiros com 60 anos ou mais, os índices de analfabetismo são ainda maiores, alcançando 9,5% na Região Sul; 9,7% no Sudeste; 16,6% no Centro-Oeste; 25,5% no Norte; e 37,2% no Nordeste.

A questão racial também tem grande impacto entre as pessoas que não sabem ler ou escrever.  Enquanto a taxa de analfabetismo entre brasileiros da cor branca com 15 anos ou mais é de 3,6%, na população preta ou parda o índice alcança 8,9%, de acordo com o IBGE.

Segundo o especialista em Educação, Afonso Galvão, a situação da Educação Básica no País ainda é precária. Ele afirma que é preciso um enfrentamento maior contra o analfabetismo. “Não sei se há muito o que comemorar. O que esses dados mostram é uma situação da Educação Básica que ainda é precária em termos de qualidade e que, quantitativamente, não atende a maior parte da população”, explica Galvão.

Meta

Em 2014, foi aprovado o Plano Nacional de Educação (PNE), que tem entre as metas erradicar o analfabetismo a pessoas de 15 anos ou mais até 2024. A iniciativa também tem o objetivo de reduzir à metade a taxa do analfabetismo funcional. 

O presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Luiz Miguel Martins Garcia, defende ações mais integradas do Governo Federal com estados e municípios. Segundo ele, no ritmo em que o problema vem sendo enfrentado, pode demorar mais de um século para que o analfabetismo seja erradicado no Brasil.

“O recuo de 0,2% [entre 2018 e 2019] é um sinalizador que mostra que o País não vai conseguir vencer o analfabetismo mesmo daqui a 100 anos.”

Analfabetismo funcional

Outro gargalo a ser enfrentado pelo poder público brasileiro é reduzir o número de analfabetos funcionais. Segundo o Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), divulgado em 2018, pesquisa idealizada pelo Instituto Paulo Montenegro e pela ONG Ação Educativa, com apoio do Ibope Inteligência, 30% dos brasileiros integravam esse grupo. São considerados analfabetos funcionais, por exemplo, pessoas com dificuldades em interpretar textos simples ou resolver problemas matemáticos cotidianos. 

Outro lado

A reportagem do portal Brasil61.com entrou em contato com o Ministério da Educação para obter informações sobre investimentos e medidas que estão sendo tomadas para combate ao analfabetismo, porém não obteve resposta.

Fonte: Brasil 61