Semana Nacional do Meio Ambiente – Como ajudar?

Dia 5 de junho é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente e o tema deste ano é a Restauração de Ecossistemas! No Brasil, temos a Semana Nacional do Meio Ambiente, que em 2021 será celebrada de 5 a 9 de junho, a data é ideal para pôr a mão na consciência e começar a colocar na rotina ações práticas que contribuem para a restauração do ecossistema.

O nome pode assustar, mas a restauração do ecossistema é mais fácil do que parece e pode ocorrer de várias formas. O professor de sustentabilidade da ESPM, Marcus Nakagawa, em seu livro 101 Dias com Ações Mais Sustentáveis para Mudar o Mundo (http://www.editoralabrador.com.br/produto/101-dias-com-acoes-mais-sustentaveis-para-mudar-o-mundo/), dá dicas simples para você ajudar o ecossistema.

Sabia que comer um produto orgânico já é uma atitude sustentável? A dica número 13, do seu livro: Coma um produto orgânico ou, quem sabe, mais, ressalta a importância de consumir produtos sem agrotóxicos, hormônios, drogas veterinárias, adubos químicos, antibióticos ou transgênicos em qualquer fase da produção. “Os benefícios que os alimentos orgânicos trazem vão muito além dos efeitos para a saúde humana. O não uso de produtos químicos ajuda o solo a se manter mais saudável, diminuindo a poluição ambiental; além disso, os orgânicos protegem a biodiversidade”, explica o autor.

Outra ação, a número 4, é muito simples e está presente na vida da maioria da população mundial, que é: Apague a luz. Nakagawa ressalta que a atualmente, a energia é o grande problema da humanidade, quem tem energia tem poder, polui menos o meio ambiente e esquenta menos o planeta. Então quanto menos

mantivermos as luzes acesas sem necessidade, menos gastaremos energia. “Algumas ideias para sempre se lembrar de apagar as luzes, podem parecer bobas, mas são muito úteis, como deixar uma mensagem perto do interruptor. Ou sempre tentar verificar se as luzes estão apagadas. No caso dessa dica, é questão de costume. Quanto mais você fizer, mais a ação se tornará parte de sua rotina”, finaliza o professor.

Sobre Marcus Nakagawa

Especialista em sustentabilidade, Nakagawa é coordenador do Centro ESPM de Desenvolvimento Socioambiental (CEDS); idealizador, ex-presidente e conselheiro da Abraps (Associação Brasileira dos Profissionais pelo Desenvolvimento Sustentável); palestrante sobre sustentabilidade, empreendedorismo e estilo de vida. 

Marcus é criador da plataforma Dias Mais Sustentáveis (www.diasmaissustentaveis.com), vencedor do Prêmio Jabuti 2019/Economia Criativa com o livro 101 Dias com Ações Mais Sustentáveis para Mudar o Mundo e coautor dos livros “Marketing para Ambientes Disruptivos Administração” por competências e “Nosso mundo: não temos plano B”.

Também participou, em 2020, do TEDx Coutdown, iniciativa global para acelerar as soluções dos problemas climáticos do planeta: www.marcusnakagawa.com.

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Os Benefícios do Selo Água e a importância dos mananciais

A água mineral natural é o único minério de fonte renovável, todos os outros minérios são exauríveis. Isso porque ela faz parte do ciclo hidrológico, ou seja, é a chuva de alguns anos atrás que percorre as rochas, se enriquecendo dos sais minerais e sendo purificada. Quando a água mineral natural chega aos lençóis é trazida para a superfície como a natureza oferece, sem a necessidade de tratamento. Por isso, a importância dos mananciais.

Segundo Cesar Dib, diretor da Lindoya Verão, há 70 anos a empresa é sustentável e oferece uma água pura e cristalina aos consumidores, enriquecida com os principais sais minerais que o corpo humano necessita. “Isso tem sido possível pelo árduo trabalho e pela constante preocupação em manter a qualidade dos mananciais, preservando as áreas de proteção, que no Brasil temos cerca de 700 fontes de água mineral, maior que o estado de Sergipe”, destaca.

A importância dos mananciais

O código de águas minerais de 1945 se espelha à Europa e à França, garantindo que a água mineral natural do Brasil tem uma alta qualidade e, para manter-se assim, é fundamental a preservação das áreas de proteção permanentes. “Nossa água mineral é uma riqueza para o planeta e garante uma qualidade para a saúde da população”. 

O executivo ainda destaca que as pessoas estão, a cada dia, mais preocupadas com uma alimentação saudável, mas se esquecem de que a hidratação antecede a alimentação, sendo necessário manter primeiramente uma boa ingestão de água de qualidade. 

Levando em conta esses pontos, Dib lembra que em 1º de janeiro deste ano o Governo de São Paulo definiu como sendo obrigatório o uso de Selo Fiscal de Controle e Procedência para toda embalagem de água mineral, natural ou potável de mesa, e adicionada de sais, para galões de 10l e 20l destinado à comercialização em território paulista, mesmo que proveniente de outro estado brasileiro. 

Para Dib, o Selo Água é muito relevante, pois dá várias garantias de que a empresa cumpre com todas as suas obrigações social, ambiental, tributária e está em dia com as licenças da CETESB. Uma grande vantagem é a situação igualitária, tirando a disparidade entre as grandes empresas e as que trabalham na informalidade e possibilitando uma concorrência justa. “Pelo lado do consumidor há a certeza da procedência da água, e o Estado consegue ter um controle maior sobre a fiscalização do setor. Atuar na legalidade e ter transparência traz benefícios para toda a cadeia, seja indústria de base, indústria de transformação, varejo, população e governo.”

Os Benefícios do Selo Água

O selo fiscal em garrafões de 10l e 20l é impresso em papel seguro e afixado no lacre dos vasilhames retornáveis. A Valid, especializada em identificação e rastreabilidade, produz o selo da água com itens de segurança para evitar fraudes, tais como numeração alfanumérica, código de check randômico, impressão fluorescente em fundo invisível reativo a luz ultravioleta, entre outros recursos que impedem a sua reprodução. 

Para finalizar, o executivo reforça que o Selo Água terá um impacto positivo para toda cadeia envolvida, mas que também é importante conscientizar a sociedade sobre a necessidade de preservar as áreas de preservação. “O Brasil conta com uma riqueza ímpar que precisa ser valorizada e protegida, pois a água mineral natural é um produto raríssimo”, finaliza Dib. 

Foto: Divulgação.

Sobre Lindoya Verão

Uma das primeiras águas minerais a ser comercializada no Brasil, a Água Mineral Lindoya Verão tem sua trajetória marcada pelo pioneirismo e pela inovação. Em maio deste ano, a empresa comemora 70 anos de história e, desde sua fundação, em 1951, a marca apoia-se em tradição, origem nobre, inovação, design e qualidade. Seu alto padrão foi comprovado internacionalmente já no final da década de 1960, quando  foi escolhida pela Nasa  por sua altíssima qualidade para ser a água mineral dos astronautas da missão Apollo 11 na conquista da Lua, em 1969.

A fim de garantir a quantidade e a qualidade dos seus sais minerais, a água proveniente das fontes da Lindoya Verão passa por cerca de 1.400 análises laboratoriais internas de qualidade por mês. Por ano, são mais de 16 mil, sem contar as análises realizadas por institutos externos. Toda essa preocupação com a qualidade é atestada por importantes institutos de certificação e controle, como o NSF (National Sanitation Foundation) International e o INMETRO.

Sobre a Valid 

Vivemos na economia da confiança. Nessa economia, a moeda é a identidade, e identificação é o que dá valor a ela. Para a Valid (B³: VLID3 – ON), identificação é reconhecer algo ou alguém como verdadeiro. Estamos no seu RG, nos seus cartões de banco, nas transações que faz pelo celular e em todos esses lugares, usamos tecnologia de ponta. Somos 6,000 colaboradores em 16 países levando em consideração as particularidades culturais e regionais, para entregar soluções personalizadas e integradas. No Brasil somos a maior empresa em emissão de documentos de identificação, no mundo ocupamos a 5ª posição na produção de SIM Cards e estamos entre os 10 maiores fabricantes de cartão do planeta. Identificação é nossa razão de ser. Para saber mais, acesse www.valid.com  

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Os Benefícios do Selo Água e a importância dos mananciais
A importância dos mananciais. Foto: Divulgação

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Mulheres indígenas e quilombolas beneficiadas por ONU Mulheres

O Pará vai ter dois municípios contemplados pelo projeto “Direitos Humanos das mulheres indígenas e quilombolas: uma questão de governança” desenvolvido pela ONU Mulheres.

A iniciativa tem o objetivo de trabalhar o empoderamento feminino, com foco nessas comunidades, e conta com o apoio da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) – que vai fazer a escolha das duas cidades no Pará.

A principal meta do projeto é facilitar a inclusão e a participação significativa de indígenas e quilombolas na formulação de políticas, planejamento e orçamento nos âmbitos estadual e municipal, como forma de reduzir a discriminação e as desigualdades com base em gênero, raça e etnia.

Mulheres indígenas e quilombolas

De acordo com a representante da ONU Mulheres Brasil, Anastasia Divinskaya, na prática, o projeto vai apoiar as autoridades estatais e municipais, que são as responsáveis pela garantia de direitos, assim como as mulheres indígenas e quilombolas – que são as portadoras desses direitos. Para Anastasia, a implementação desse projeto vai fornecer um caminho para reduzir desigualdades e práticas discriminatórias.

“As mulheres e meninas indígenas e quilombolas enfrentam taxas de pobreza muito mais elevadas e isso se constitui em uma questão de governança. Esse projeto também é uma homenagem aos esforços incansáveis dessas mulheres para alcançar os seus direitos humanos, além de contribuir para o fortalecimento da democracia no Brasil”, afirmou representante da ONU Mulheres Brasil.

Sônia Guajajara é coordenadora executiva da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) e está trabalhando junto da organização para consolidar políticas mais atuais e relevantes às mulheres indígenas e quilombolas. Segundo ela, um ponto importante é destacar a falta de dados e diagnósticos específicos sobre essas mulheres para que se possa elaborar políticas mais efetivas.

“Não conseguimos ter dimensão do tamanho da violência entre as mulheres indígenas. É muito importante que comecemos a buscar formas de ter esse diagnóstico, de ter indicadores para avaliarmos os instrumentos de Estado, se estão ou não adequados, para que possamos começar a discutir outras ferramentas e instrumentos que venham a atender essa realidade”, declarou coordenadora executiva da APIB.

O secretário de Estado de Justiça e Direitos Humanos do Pará, Alberto Barros, reforçou que o estado não vai medir esforços para garantir que o projeto tenha efetividade em todo o território paraense. “Espero que juntos possamos lutar e dar efetividade e garantia aos direitos das mulheres quilombolas e indígenas”, disse.

Depois que os municípios forem escolhidos, será possível estabelecer políticas para as mulheres indígenas e quilombolas. Neste primeiro momento, os estados do Pará e do Maranhão são os pioneiros a receber o projeto que foi desenvolvido em parceria com a Embaixada da Noruega.

Em parceria com Brasil 61.

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Programa Águas Brasileiras revitalizará bacias do País

Programa Águas Brasileiras vai revitalizar bacias hidrográficas do País. Para selecionar os interessados em investir na iniciativa, o Ministério do Desenvolvimento Regional publicou o primeiro edital de chamamento público. O objetivo é selecionar projetos que contemplem o uso sustentável dos recursos naturais e a melhoria da disponibilidade de água, em quantidade e qualidade, para usos múltiplos.

Podem participar instituições privadas, com ou sem fins lucrativos. As propostas devem ser voltadas para as bacias hidrográficas São Francisco, Parnaíba, Taquari e Tocantins-Araguaia; e devem contemplar os seguintes eixos temáticos: manejo florestal sustentável; proteção e recuperação de áreas de preservação permanente e de áreas de recarga de aquíferos; implantação de sistemas agroflorestais; contenção de processos erosivos; soluções sustentáveis de saneamento no meio rural e reuso de água no meio urbano; técnicas de engenharia natural para infiltração da água; ações que levem à redução da criticidade hídrica; e economia circular da água.

O Programa Águas Brasileiras do MDR conta com a parceria da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico. O prazo para apresentar as propostas encerra em 11 de fevereiro. 

Em parceria com Brasil 61

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Programa Águas Brasileiras

Orçamento 2021 terá redução na verba para meio ambiente

Verba do governo para o Meio Ambiente na Proposta de Lei Orçamentária Anual de 2021 é a menor dos últimos 21 anos. Orçamento 2021 terá redução superior à 1/4, tendo em vista o previsto em 2020.

Relatório do Observatório do Clima, divulgado pelo G1, mostra que o documento, que ainda será analisado pelo Congresso, destina um bilhão 720 milhões de reais.

Na comparação com 2020, são 27 vírgula quatro por cento a menos do orçamento para a fiscalização ambiental e o combate a incêndios florestais.

Sobre 2019, a queda é ainda maior, de 34 e meio por cento.

O Ministério da Economia criticou a metodologia do Observatório do Clima, mas a entidade manteve a análise.

O corte na previsão de orçamento ocorre após um ano com altas taxas de desmatamento e queimadas no Brasil.

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Inpe, em 2020 foram desmatados mais de oito mil e 400 quilômetros quadrados na Amazônia Legal.

O instituto informa que foi o segundo pior ano de desmatamento desde 2015.

Com informações de Rádio2.

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Orçamento 2021 terá redução na verba para meio ambiente
Terra Indígena Pirititi, Roraima Ibama combate desmatamento ilegal na Terra Indígena Pirititi, Roraima Foto: Felipe Werneck/Ibama

Economia Verde: Agenda iniciada por “Governadores pelo Clima”

No dia em que o Acordo de Paris completa cinco anos, secretários estaduais de meio ambiente se reúnem para definir ações conjuntas para reduzir emissões, rumo a Economia Verde

Resultado do I Encontro Internacional Governadores Pelo Clima, será instituído nesta quinta-feira (10) o Secretariado do Conselho dos Governadores pelo Clima, iniciativa encabeçada pelo Centro Brasil no Clima (CBC), com apoio da União Europeia. Esta  primeira reunião contará com os Secretários de Meio Ambiente dos estados brasileiros que assinaram a carta de compromisso do projeto, lançado em outubro, com a missãode criar um Conselho de Governadores Pelo Clima, que una ideias, conhecimentos e forças, dos mais diversos setores, para criar um inovador modelo de governança climática, subnacional, visando impulsionar eixos verdes da economia e gerar empregos sustentáveis nas diversas regiões do país. O encontro virtual acontece às 14:30h.

A reunião contará com a presença da presidente da ABEMA, Mauren Lazzaretti (secretária de Meio Ambiente do Mato Grosso) e cerca de 20 secretários estaduais de Meio Ambiente e representantes dos governadores. Já estão confirmados: José Sarney Filho (DF), ex-Ministro do Meio Ambiente, Fabricio Machado (ES), José Mauro de Lima O’ de Almeida (PA), José Antônio Bertotti (PE), Sádia Castro (PI), Arthur Lemos Junior (RS), Marcos Penido (SP), Andrea Vulcanis (GO), Eduardo Taveira (AM), Joao Carlos Oliveira (BA), Artur Bruno (CE) e Erico Barboza (AC).

“O Secretariado será o centro de uma rede colaborativa de projetos inovadores, visando apresentar aos governadores ações concretas para desenvolver uma nova economia regenerativa, que, simultaneamente, gere emprego, reduza desigualdades, capture carbono e recupere ecossistemas”, destaca Sérgio Xavier, articulador político do CBC. 

Nesta reunião inicial será apresentada e definida a governança, o suporte colaborativo (que envolverá organizações não governamentais, academia, instituições empresariais, entidades internacionais e fontes de financiamento) e indicados os passos de atração de investimentos para cadeias econômicas de baixo carbono das diversas regiões.

Economia Verde: Primeiros Passos

O Secretariado representaos primeiros passos práticos do projetopara implementar,  de forma inédita no Brasil, uma agenda subnacional de ação que ao mesmo tempo preserve o meio ambiente e leve em consideração uma economia regenerativa que reduza desigualdades através do compromisso com o meio ambiente.

“Os estados estão largando na frente e dando o exemplo de ação em prol da resolução da questão climática e da implementação das metas do Acordo de Paris. E isso pode não só trazer benefícios ao meio ambiente, mas também colocar os governos estaduais em posição privilegiada para aproveitar oportunidades de financiamento internacional”, avalia Guilherme Syrkis, diretor-executivo do CBC.

Economia Verde

O objetivo do encontro é estabelecer o modelo de governança do Conselho, definindo o cronograma de ações para 2021, além de estabelecer os temas prioritários de ação. Entre estes assuntos, estarão questões como a urgente recuperação econômica do país, através de processos integrados, que possam simultaneamente regenerar ecossistemas, fortalecer empresas e gerar milhões de empregos, aproveitando oportunidades de investimento em energias renováveis, reflorestamentos, saneamento, reciclagem, bioeconomia, bem como em inovações tecnológicas e de processos produtivos, com uso mais eficiente dos recursos públicos e privados.

Na ocasião, será feita uma homenagem ao ambientalista Alfredo Sirkis, idealizador e fundador do CBC, falecido em julho de 2020, que completaria nesta semana 70 anos de vida. O “descarbonário” Sirkis foi um dos criadores da iniciativa Governadores pelo Clima e participou do seu pré-lançamento, ainda em 2019.

SERVIÇO:

Aliança “Governadores Pelo Clima” instala secretariado

e inicia agenda para impulsionar economia verde, no Brasil

Gestão de Resíduos Sólidos: Consórcio ABC e SIMA definem plano de trabalho 2021

O encontro virtual definiu propostas de ação na Gestão de Resíduos Sólidos para o próximo ano de acordo com as demandas da região

O Consórcio Intermunicipal Grande ABC e o Comitê de Integração de Resíduos Sólidos (Cirs) da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente (Sima) se reuniram nessa segunda- feira (7/12), por meio de videoconferência, para definir o plano de trabalho para 2021 do protocolo celebrado  entre os entes de fomento ao desenvolvimento de cooperação técnica para a gestão de resíduos sólidos.

A reunião contou com a participação do coordenador do CIRS, José Valverde, do assessor estratégico Ivan Mello e dos técnicos Wagner Cabelho e Tana Bassi. Representaram o Consórcio ABC, o secretário-executivo, Edgard Brandão, o diretor de Programas e Projetos, José Carlos Orosco, e a coordenadora Lívia Rosseto.

O plano de ação foi definido de acordo com as demandas da região. A estratégia para o próximo ano deverá focar em três frentes: resíduos da construção civil com o envolvimento das entidades representantes do setor; planejamento regional a partir do plano de resíduos do Alto Tietê de 2021 e da logística reversa de resíduos eletroeletrônicos.

“O objetivo é focarmos em pautas importantes para a região como a questão da reciclagem e rastreamento de resíduos da construção civil, participação dos municípios no processo de planejamento do plano para o Alto Tietê e bem como a  possibilidade de implementarmos projeto piloto para a efetivação da logística reversa, que pode ser ampliado para toda região”, destacou Edgard Brandão.

 José Valverde destacou a importância da parceria e reforçou a necessidade da elaboração do plano de trabalho para o próximo ano para garantir a efetividade das ações. A proposta do Consórcio ABC é apresentar o cronograma de execução do plano aos prefeitos das sete cidades e aos técnicos do Grupo de Trabalho (GT) Resíduos Sólidos no início da gestão de 2021.

Ecologia da Paisagem no planejamento da conservação da biodiversidade – Parte IV

EXEMPLOS DE APLICAÇÕES PRÁTICAS NO PLANEJAMENTO DA CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE Ecologia da Paisagem no planejamento

A conexão entre SEs/SAs e uso da terra urbana e em áreas de proteção ambiental necessitam seguir leis para um planejamento e gestão mais adequados, que permitam a conservação in situ e a manutenção destes serviços para usufruto atual e futuro na promoção do bem-estar e qualidade de vida humanos.

O planejamento da terra deve estar pautado nas métricas de paisagem para verificação do uso da terra, mudança da cobertura do solo para acompanhamento das áreas de proteção e criação de sistemas sociecológicos que deem conta de analisar a expansão urbana e suas demandas de SES/SAs (JÁUREGUI et al., 2019).

Hardt et al. (2014) apontam a criação de cenários futuros junto à elaboração de mapas de expectativas legais como valiosos para mostras os diferentes estados de conservação florestal, no auxílio de tomada de decisão em situações com interesses conflitantes entre usos da terra e agentes sociais.

A implementação de ações

Ecologia da Paisagem no planejamento
Do mirante da Vila de Paranapiacaba, é possível avistar a cidade de Cubatão-SP. Foto: André Benetti, 2014.

A implementação de ações conservacionistas pode ser dificultada quando ocorre suscetibilidade dos fragmentos florestais aos impactos de vias de acesso, campos perturbados e usos urbanos, por exemplo. Fragmentações contínuas diminuem a conectividade estrutural, iniciando processos de extinção de espécies mais sensíveis (HARDT et al., 2019).

A criação de corredores ecológicos e esforços de conservação dentro destes, podem aumentar o potencial de recolonização de espécies e o estabelecimento bem-sucedido de populações viáveis de reprodução, a longo prazo, em um processo de conservação regional (STRICKER et al., 2019).
Dorning et al. (2015) verificaram que estratégias conservacionistas que excluem o desenvolvimento de áreas prioritárias de proteção causam maior fragmentação das florestas; enquanto que as estratégias de preenchimento aumentaram a perda de recursos prioritários nas proximidades das áreas urbanas.

Os cenários de mudança de uso e cobertura da terra não apenas confirmaram que uma falha em agir provavelmente resultaria em perdas para uma rede de conservação, mas também que todos os planos de conservação não têm efeito equivalente, destacando a importância de analisar trocas entre abordagens alternativas de planejamento de conservação (DORNING et al., 2015).

Instrumentos como fomento à criação de cooperativa de beneficiamento de produtos a partir de frutos da terra, incentivo a adoção de Pagamento por
Serviços Ambientais, elaboração material técnico e de divulgação para a cidade (Educação Ambiental), elaboração de zoneamentos e criação de cenários de forma participativa com todos os stakeholders envolvidos, leis específicas, extração sustentável de frutos da terra, implantação de turismo rural e em Unidades de Conservação são alguns exemplos a serem utilizados para tentar sanar em partes, o acoplamento conservação dos SEs/SAs com um uso da terra que favoreça as diretrizes da sustentabilidade.

Referências – Ecologia da Paisagem no planejamento

DORNING, M. A. et al. Simulating urbanization scenarios reveals tradeoffs between conservation planning strategies. In: Landscape and Urban Planning, 2015 pp. 28-39.
HARDT, E. et al. Evaluating the ecological effects of social agent scenarios for a housing development in the Atlantic Forest. In: Ecological Indicators, 2014. pp. 120-130.
JÁUREGUI, C. H. et al. Aligning landscape structure with ecosystem services along an urban-rural gradient. Trade-offs and transitions towards cultural
services. In: Landscape Ecol. 2019, pp. 525–1545.
STRICKER, H. K. et al. Multi-scale habitat selection model assessing potential gray wolf den habitat and dispersal corridors in Michigan, USA. In: Ecological Modelling, 2019. pp. 84-94.

Carolina Estéfano
Mestra em Ciências – ênfase em Análise Ambiental Integrada (UNIFESP SP)
Bióloga e Gestora Ambiental

Fórum discute desenvolvimento sustentável na Amazônia Legal

A iniciativa visa mapear perspectivas e buscar soluções concretas para temas relacionados ao desenvolvimento sustentável e melhoria da qualidade de vida na região

Ocorreu nesta quarta-feira (4) o primeiro dia do Fórum Mundial Amazônia+21. A iniciativa visa mapear perspectivas e buscar soluções concretas para temas relacionados ao desenvolvimento sustentável da região e melhoria da qualidade de vida na área da Amazônia Legal.  A abertura do evento contou com painéis com uma abordagem sobre a agenda de projetos e ações do Governo Federal.

Os debates sobre os desafios e as soluções para a Amazônia se darão a partir de quatro eixos temáticos: negócios sustentáveis, cultura, financiamento dos programas e ciência, tecnologia e inovação. Participaram da abertura o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, o presidente da Federação das Indústrias de Rondônia (FIERO) e da Agência de Desenvolvimento de Porto Velho, Marcelo Thomé. 

O presidente da CNI destacou que um plano consistente de desenvolvimento econômico e social da Amazônia precisa conciliar a conservação da floresta e melhoria da qualidade de vida. “Os desafios são enormes, são complexos, mas nós temos que fazer as escolhas certas e nesse caso o Brasil poderá ser o líder mundial da economia de baixa emissão de carbono e da bioeconomia”, destacou Robson. 

Esteve presente representando o ministro do Meio Ambiente o Secretário da Amazônia e Serviços Ambientais, Joaquim Álvaro Pereira Leite. Para tratar do desenvolvimento do agronegócio na região, em nome do Ministério da Agricultura, a apresentação foi conduzida pelo secretário de Agricultura Familiar do Mapa, Fernando Schwanke. 

A agenda de preservação e desenvolvimento do governo prevê cinco pontos. O primeiro é a regularização fundiária, seguido pelo zoneamento econômico e ecológico que permite a escolha das áreas que podem ser exploradas. O terceiro, é o pagamento por serviços ambientais, como o programa Floresta+. O quarto ponto é a Bioeconomia e o quinto a fiscalização e o controle das áreas. 

Outro ponto discutido nos debates foi a segurança jurídica para atração de novos investimentos. A regularização fundiária foi apontada como um dos grandes gargalos que atrasa e inibe investimentos na região amazônica. Também foi abordada a questão da infraestrutura, tanto em modais, quanto em energia e telecomunicações.

As realidades do povo amazônico, empresas locais e o desenvolvimento das cidades igualmente foram temas discutidos durante os debates prévios do evento que se estende até o final desta semana. 

Fórum de Cidades Pan-Amazônicas

O segundo bloco contou com o lançamento do Fórum de Cidades Pan-Amazônicas, uma plataforma de diálogo e troca de informações de governos locais para o desenvolvimento sustentável. Anuska Soares, coordenadora de projetos do Programa Regional de Segurança Energética e Mudança Climática para a América Latina, da Fundação Konrad Adenauer (KAS), destacou a relevância da nova iniciativa.   

“Essa troca de experiências, boas práticas e conhecimento entre os governos locais, para promover o desenvolvimento sustentável das cidades localizadas na Amazônia é importantíssimo. Pois só eles têm o conhecimento efetivo do que passa em cada cidade”, afirmou. 

Além disso, painéis abordaram também o capital humano e novas demandas de economia sustentável, com foco na educação em áreas que se apresentam como oportunidade riquezas e renda na Amazônia, com plena proteção do bioma. Foi explorado um novo olhar sobre a formação profissional para a promoção do desenvolvimento da região.

Sobre o Fórum

Desta vez acontecendo de forma híbrida, virtual e presencial, em razão da pandemia de Covid-19, o evento está programado para ocorrer até o dia 6 de novembro. Com uma agenda técnica e encontros preparatórios, foram realizadas reuniões temáticas prévias nos meses de agosto a outubro. 

O Fórum conecta governos, empreendedores, cientistas, pesquisadores, setor produtivo, investidores e sociedade a fim de dialogarmos sobre a geração de riquezas na região amazônica, com proteção plena ao bioma.

O evento é promovido pela Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (Fiero), Agência de Desenvolvimento de Porto Velho e Prefeitura de Porto Velho. A Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e Instituto Euvaldo Lodi (IEL) são correalizadores. O evento conta ainda com apoio do governo do estado. A programação completa e os painéis podem ser acompanhados ao vivo pelo site amazonia21.org

Fonte: Brasil 61

Amazônia+21: modelos de desenvolvimento regional sustentável

A programação do evento está prevista para os dias 4, 5 e 6 de novembro e ocorrerá de forma virtual

Com o intuito de estimular a identidade cultural e econômica da região amazônica, o Fórum internacional Amazônia+21 tem como propósito ajudar a criar novos modelos de desenvolvimento regional sustentável. A programação do evento está prevista para os dias 4, 5 e 6 de novembro e ocorrerá de forma virtual. O acesso será gratuito e contará com tradução simultânea para o inglês e espanhol.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), Marcelo Thomé, explica que Amazônia+21 é um fórum de diálogos que visa promover a comunicação entre os mais variados agentes que atuam no território amazônico, entre eles o governo, o setor produtivo e a sociedade civil organizada.

“Desde o dia 19 de agosto, quando iniciamos essa jornada, já tivemos dois encontros. Tivemos encontros sobre infraestrutura, regularização fundiária e agricultura na Amazônia. Sobre cidades amazônicas e, ainda, cultura e agricultura, como preparação para o evento principal, em novembro”, destaca o presidente da FIERO.  

O evento deve contar com a participação de cientistas, pesquisadores, especialistas, empresários, empreendedores, investidores, órgãos de fomento, governantes e chefes de Estado. Além da FIERO, o Amazônia+21 é promovido com o apoio da Prefeitura de Porto Velho, através da ADPVH, com correalização da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Instituto Euvaldo Lodi (IEL).

Para ter acesso aos debates, os interessados devem se inscrever aqui. O acesso por este canal é importante, principalmente para quem não tem domínio da língua inglesa ou espanhola, já que a tradução simultânea só será disponibilizada por esta plataforma e alguns convidados não falam português.

Eventos anteriores

Antes da realização do Fórum internacional Amazônia+21, outros eventos importantes foram realizados. Em um deles, no último dia 14, foi debatido o assunto vida nas cidades amazônicas e oportunidades de negócios sustentáveis.  Para o aprofundamento do tema, foi necessária a divisão em dois diálogos.

O primeiro apresentou a temática “Cidades e Desenvolvimento Sustentável”, com informações repassadas pelo gerente de Relações Institucionais do Iclei América do Sul, Rodrigo Corradi. A prefeita de Boa Vista, Teresa Surita, chegou a apresentar um projeto de sustentabilidade de energia por meio de investimentos em energia fotovoltaica.

“Nossa capital é a única que não é interligada ao sistema nacional de energia elétrica. E preocupados com poluição, focamos no investimento em placas solares, pois a região nos permite”, afirmou.

O projeto piloto foi desenvolvido na comunidade indígena Darora, que conta com cerca de famílias. Com o sucesso da experiência, outras cinco usinas solares foram construídas e atendem diversos órgãos públicos, como a prefeitura, secretarias municipais, mercado municipal e pontos de ônibus climatizados.

“Até o final do ano entregaremos mais uma usina, que, somada às já concluídas, representará uma economia de R$ 5 milhões/ano, a preservação de 245.629 árvores, abastecimento de mais de 9 mil residências e diminuição de 7,5 milhões em emissão de gás carbono”, salientou Teresa Surita.

Na avaliação do diretor regional da ONU-Habitat para América Latina e Caribe, Elkin Velásquez, atualmente há uma necessidade de progresso na agenda da sustentabilidade. Segundo ele, incluir a região no chamado bloco da panamazônia é um meio de chamar a atenção dos governos para a importância da sustentabilidade e do desenvolvimento.

Fonte: Brasil 61