A Conquista do Ocidente

A resenha de “A Conquista do Ocidente” é de autoria de Fito

Sylvain Besson tem uma coragem incomum: com documentos nas mãos para provar tudo o que diz, foi além do politicamente correto, além das ameaças de morte, e publicou uma obra que relata, com provas, como o movimento islâmico mundial está conquistando, a passos largos, o ocidente.

O Califado Mundial é um objetivo cravado na alma dos muçulmanos, de modo que todos devem colaborar na implantação deste Califado com todas as suas forças. Para eles, o objetivo de Alá sobre a terra é estabelecer este Califado. Com documentos comprobatórios de movimentações políticas para implantação desta agenda religiosa, Besson traz, ponto a ponto, os detalhes sobre este objetivo, que vem sendo implantado a olhos vistos.

O ateísmo / agnosticismo cada vez maior na Europa abre espaço para esta estrutura religiosa, que não encontra muitos opositores. Vem, assim, ganhando espaço ao ponto de haver bairros inteiros de muçulmanos, nos quais não existem leis dos países europeus. Só a sharia.

Um relatório de 1982, publicado no livro, mostra a implantação progressiva desta agenda, que mostra que não há um crescimento orgânico do islã na Europa, mas sim a implantação específica e induzida de pontos culturais e políticos nos povos europeus, que não têm qualquer forma de impedir a aculturação que sofrem.

Sem um esteio cultural cristão e clássico, a Europa deixa de sê-la, tornando-se mera ajuntadora de países, que esquecem suas próprias histórias, e derrogam a cada dia de sua forma de viver: uma civilização plena. Paulatinamente, a Europa se torna Arábia.

Existe saída? Para Besson não há resposta pronta. Ele denuncia os passos da implantação do Califado Mundial (principalmente na França), mas os guerreiros que poderiam impedir foram mortos ou emasculados por décadas de politicamente correto, feminilização da masculinidade e aceitação de tudo sem critério. Há quem diga que todas as culturas têm o mesmo valor. Uma cultura que mata tem o mesmo valor de uma cultura que salva? Jamais.

O livro lista os “pais espirituais” do movimento político-religioso que vem desmontando a Europa, que claramente, sem qualquer pudor, declaram abertamente pautas xenofóbicas, machistas, coletivistas etc., acusando outrem de fazer o mesmo.

Criou-se um grupo incriticável, intocável, que tudo pode. Todos os direitos, nenhuma
obrigação.

O destino da Europa, ao ler A Conquista do Ocidente, é deixar de ser Ocidente.

Onde adquirir “A Conquista do Ocidente?

Link na Amazon

Gostou da resenha?

A Conquista do Ocidente

Assine nossa Newsletter e fique por dentro das notícias, assim que publicadas, ou como desejar. Portanto, confira informações no email recebido.

Além disso, leia mais em Caderno Cultural.

Dez Livros que Estragaram o Mundo – E continuam estragando

Esta resenha “Dez Livros que Estragaram o Mundo…” é de autoria de Fito

A análise de Benjamin Wiker conseguiu mostrar, de uma só vez, quinze obras que trouxeram um mal ao ocidente, infelizmente, por causa da grande quantidade de leitores que consumiram a perfidez escrita nas páginas.

Começando por Maquiavel, já começa “detonando” sua obra, que alimentou diversos psicopatas que comandaram o mundo nos últimos séculos. Depois René Descartes, que oferece péssimas soluções para problemas reais. Thomas Hobbes, que relativizou o bem e o mal.

Em consequência, Jean-Jacques Rousseau, hipócrita de mão cheia, que faz o discurso mais non sense que já vi: o homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe. Ora, se a sociedade é feita de homens, a mesma deveria ser boa, pela natureza bondosa intrínseca. Mas exigir raciocínio dos analfabetos funcionais emitidos pelas universidades brasileiras é demais, não é?

Depois vemos a obra do satanista Karl Marx, e seu padrinho-apadrinhado Friedrich Engels, responsável pela morte indireta de mais de 100 milhões de pessoas só no século 20, fora de guerras. Junto vem John Stuart Mill, que ensinou um hedonismo terrível. Segue-se a obra eugênica de Charles Darwin, baseada na obra de seu avô, cheia de premissas sabidamente falsas há décadas.

Perfila-se na obra comentários a Friedrich Nietzsche, possivelmente um inspirador de um austríaco chamado Adolf. Após, Vladimir Lênin, um dos maiores genocidas (ou democida?) do mundo. Seguindo a linha eugênica, a socialista Margaret Sanger, maior influenciadora de assassinatos de bebês em gestação, principalmente de negros, que, segundo ela, eram muitos. Absurdo dos absurdos!

As obras analisadas continuam com Adolf Hitler, Sigmund Freud e a desconhecidíssima Margaret Mead. Também não ficam de fora o monstro imoral Alfred Kinsey, indutor de estupros, bem como uma das piores feministas, Betty Friedan.

Enfim, uma seleção de obras de extensa destruição moral é analisada e desmentida na obra de Benjamin Wiker, que nos alerta para fazer o correto: queimar livros? Jamais!

Ler essas péssimas obras é descobrir, com nossa própria razão, o mal que elas causaram no ocidente. Jamais censura, mas sim entendimento.

Onde adquirir “Dez Livros que Estragaram o Mundo”?

Link na Americanas.com.br

Gostou da resenha?

Dez Livros que Estragaram o Mundo

Assine nossa Newsletter e fique por dentro das notícias, assim que publicadas, ou como desejar. Portanto, confira informações no email recebido.

Além disso, leia mais em Caderno Cultural.

A Rebelião das Massas – um livro atual

José Ortega Y Gasset é quase um profeta: descreveu o futuro do ocidente sem saber que o fazia, ao descrever aquilo que já via acontecer ao seu redor há quase um século. Sua obra A Rebelião das Massas, ao descrever o “homem-massa”, me faz pensar que o mesmo pegou uma máquina do tempo, viu o nosso presente, e voltou para seu próprio tempo para descrever o que via.

Se engana quem pensa que o “homem-massa” seja o homem comum, das massas populacionais. Pelo contrário, é o indivíduo formado pela falsa educação, falsa ciência, falsa política, falsa vida. Um conjunto de absurdidades que vivenciamos sem perceber. Se não pararmos para refletir, sobrevivemos em automático.

O ser humano médio, ou “homem-massa” é aquilo que vemos até dentro de casa: dá opiniões sobre tudo sem saber nada; acredita piamente que pensa “criticamente”; vive o oposto do que prega; mente para si o tempo todo. O ocidente já perdeu a guerra, só falta dividir os despojos.

Este nosso ocidente, criador das mais belas artes, da maior alta cultura já presenciada desde que caminhamos nesta terra, está com os dias contados. E falo isso com pesar, pois o seu substituto é uma ditadura pedida pelo homem-massa. Quem será que vai dominar? Certamente diversos grupos, como os metacapitalistas, o comunismo russo-chinês e o califado mundial, em constantes tensões entre eles.

O que mais entristece é saber que é o próprio homem-massa pede para ser menos responsável por sua própria vida, pedindo uma ditadura sobre si, para decidir para ele o que é melhor para ele e para todos os outros. Simplesmente não consegue perceber (e aí vem novamente a falsa educação) que está tomando para si e para seus filhos e netos um peso incarregável, uma tonelada de problemas indizíveis, que destruirá a si mesmo.

Não é à toa que o livro do Apocalipse narra que no futuro haverá escravidão. Diferentemente de antigamente, a escravidão será de crianças para intercurso, e não de adultos para trabalho.

Exagero? O tempo dirá. Voltando a Ortega, fica sua obra como um alerta do que nós nos tornamos, vivendo hedonisticamente, abraçando a não-cultura como normalidade de vida.

Onde adquirir “A Rebelião das Massas – um livro atual”?

Link na Estante Virtual

Gostou da resenha?

A Rebelião das Massas

Assine nossa Newsletter e fique por dentro das notícias, assim que publicadas, ou como desejar. Portanto, confira informações no email recebido.

Além disso, leia mais em Caderno Cultural.

Os EUA e a Nova Ordem Mundial – um debate entre gigantes

Resenha escrita pro Fito. Confira sobre o livro “Os EUA e a Nova Ordem Mundial – um debate entre gigantes”

Acompanhei passo a passo, num blog à época, da equipe que organizou um debate escrito, extremamente formidável, entre Alexandre Dugin e Olavo de Carvalho, semana após semana. Um debate que NUNCA houve antes semelhante no Brasil, por causa da falta total de intelecto no país.

Alexandre Dugin era (ainda é) um desconhecido no Brasil, conselheiro pessoal e espiritual de Vladimir Putin, que proclama a necessidade de restaurar um império cristão russo para resgatar um nacionalismo soviético-fascista, e proteger o mundo contra os bilionários da política e da mídia.

Olavo já mostrava os três esquemas globalistas, que Dugin conhecia, mas acreditava que os EUA estivessem dentro do esquema. Carvalho prova que os EUA não está, e Dugin, após o debate, deu o braço a torcer, subscrevendo a tese de Carvalho.

Os três esquemas globalistas são grupos que querem implantar um poder global, às vezes juntos, às vezes em conflito. O mais antigo é o Califado Universal, em que todo muçulmano crê, para implantar um governo islâmico mundial.

O segundo é o comunismo russo-chinês, iniciado a partir do comunismo marxista.

O terceiro são os metacapitalistas, pessoas que adquiriram tanto dinheiro que querem
estar fora do capitalismo, para não perder o poder que têm, como a família Rothschild, família Rockfeller, as Big Techs, Fundação Bill e Melinda Gates, maçonaria e por aí vai.

Todos têm o mesmo objetivo: destruir o cristianismo e o ocidente, que tem como bastião o povo dos EUA (não necessariamente seu governo, que é fortemente influenciado pelos metacapitalistas). Com Biden no poder agora, veremos que a destruição da cultura conservadora se dará a passos largos.

Dugin viu que Carvalho tinha razão (os fãs do escritor dizem abertamente “Olavo tem razão” há anos). A obra é um primor do debate. São centenas de referências literárias,
históricas, políticas, que trazem ao leitor a sensação de perdimento em meio a tanto conhecimento, ou falta do mesmo. Vale da página virada e cada centavo gasto.

Onde adquirir “Os EUA e a Nova Ordem Mundial – um debate entre gigantes”?

Link na Estante Virtual

Gostou da resenha?

Assine nossa Newsletter e fique por dentro das notícias, assim que publicadas, ou como desejar. Portanto, confira informações no email recebido.

Além disso, leia mais em Caderno Cultural.

Os EUA e a Nova Ordem Mundial - um debate entre gigantes

Contra o Aborto – A filosofia a serviço da vida humana

Francisco Razzo fez algo inédito no Brasil: escreveu sobre filosofia para provar que a vida começa na concepção, adotando frontalmente uma posição pró-vida e contra o aborto. A de Razzo vem no sentido de que devemos utilizar o raciocínio filosófico para provar que a melhor e única posição possível frente ao aborto é tratando-o como homicídio, de modo que somente esta posição se assume como verdade.

Em sua obra, o autor utiliza diversos argumentos filosóficos que demonstram que o feto, ou embrião, ou zigoto é pessoa humana, pois a sua plenitude é justamente como pessoa humana, merecedora de dignidade própria. Até mesmo o direito à propriedade pode ser invocado, pois o feto, ou ser humano em gestação, tem a propriedade de seu corpo físico.

Atuando em áreas até mesmo fora do comum, como na pessoalidade extracorpórea, temos argumentos para demonstrar que o ser humano é o que é, e, portanto, é merecedor de dignidade própria, igual a qualquer outro ser humano.

A única “falha” que encontrei no livro foi a falta de um argumento, levantado por mim há anos, e que, em minhas pesquisas, descobri que Olavo de Carvalho já tinha escrito o mesmo: a posição da garantia da possível vida. Vejamos como isso se dá.

Partindo do pressuposto que é possível, ainda que remotamente, que o feto / embrião / zigoto seja uma pessoa humana viva, temos dois comportamentos possíveis: proteger ou não proteger. Se adotarmos a proteção e, no futuro, descobrirmos cientificamente que não é pessoa humana viva, não teremos com o que nos preocupar, pois apenas fomos excessivamente protetivos com aquilo que não era pessoa humana viva.

No entanto, se adotarmos a não proteção, e, no futuro, descobrirmos cientificamente que eram pessoas humanas vivas, teremos sobre nossos ombros o peso de termos assassinado milhões ou bilhões de pessoas humanas vivas indefesas.

Enfim, Francisco Razzo traz uma obra necessária ao país, pois desvenda os movimentos políticos e sociais que trabalham a favor do aborto no Brasil e no mundo, mostrando que existe até mesmo interesse econômico em venda de tecidos fetais para pesquisas médicas de duvidosa legalidade. Antes disso, somente em artigos esparsos era possível encontrar tal informação. A edição e publicação de um livro para documentar esse movimento político é essencial.

Onde adquirir “Contra o Aborto – A filosofia a serviço da vida humana”?

Link na Amazon.

Gostou da resenha?

Assine nossa Newsletter e fique por dentro das notícias, assim que publicadas, ou como desejar. Portanto, confira informações no email recebido.

Além disso, leia mais em Caderno Cultural.

Contra o Aborto

Os livros de Star Wars – O filme que mudou o cinema

Poucos filmes mudaram a história do cinema e influenciaram a cultura ocidental como Star Wars. Um arsenal infinito de livros, histórias em quadrinhos, jogos eletrônicos, brinquedos, miniaturas, séries e demais produtos foi lançado no mercado, com a marca Star Wars.

Tratando-se de uma coluna cultural sobre livros, vamos falar logo de cinco: os livros de Daniel Wallace para Star Wars: O Caminho Jedi, o Livro dos Sith, o Manual do Império, O Arquivo Rebelde e O Código do Caçador de Recompensas.

Daniel Wallace fez com estes cinco livros algo que raramente se vê: o que você tem em mãos é o livro “real”, ou seja, não é um livro, mas o “verdadeiro” manual que foi encontrado em algum lugar, com anotações de pessoas ligadas ao tema.

O livro de O Caminho Jedi está “comido” nas bordas, como se tivesse sido manuseado por diversas pessoas ao longo dos anos. A apresentação é assinada por Luke Skywalker, de modo que você, leitor, o recebeu das mãos do mesmo, com anotações em grafias e cores diferentes, de Yoan, Thame Cerulian, Dookan, Qui-Gon Jinn, ObiWan Kenobi, Anakin Skywalker, Ahsoka Tano, Darth Sidious e finalmente o Luke. Somente na última página que vemos informações de edição. Assim, o leitor é mergulhado na fantasia-realidade desde a primeira página.

O Livro dos Sith é composto de vários pedaços de livros diferentes, encadernados por Darth Sidious, mas encontrado por Luke, que entregou ao leitor. Darth Sidious juntou os pedaços dos livros, e comenta cada um deles: um pedaço das anotações de Mar Sorzus Syn, um texto de Darth Malgus, um outro de Darth Bane, outro da Mãe Talzin e um de Darth Plagueis (mestre de Darth Sidious). Como o anterior, só há informação de editora e autor na última página. O leitor é mergulhado no mundo dos Sith.

O Manual do Império é um guia para o comandante, ensinando como funciona o Império e as forças armadas dele. É incrível que todo o tempo o livro (encontrado por Luke, e entregue a você, leitor) fala claramente que o Império é a salvação da galáxia, que os cidadãos são protegidos da escória rebelde, e que é um orgulho participar do Império como oficial. É prefaciada pelo próprio Imperador Palpatine. Obra belíssima.

Em O Arquivo Rebelde há uma coletânea meio desorganizada de informações da Aliança Rebelde, extremamente descentralizada, que teria sido finalizada alguns anos antes de Star Wars: Uma Nova Esperança. Da mesma forma, o livro tem a textura diferente dos demais, como se fosse um material mais resistente, por passar de mão em mão, recheado de informações de inteligência coletada pela Aliança contra o Império.

Na derradeira obra, O Código do Caçador de Recompensa, a Aliança entrega a você, leitor, uma encadernação do Código em sua última versão, a Imperial, mais um adendo (com papel diferente e tinta diferente) das Sentinelas da Morte, com anotações de Boba Fett, Jango Fett entre outros, falando detalhes extremamente práticos do ofício de Caçador de Recompensa. O livro chega a ser realista demais.

Enfim, temos no Brasil todas as obras publicadas, de excelente aparência e em bom papel, tinta impecável, que te faz mergulhar de cabeça no mundo imaginado por George Lucas. Infelizmente, O Caminho Jedi só é encontrado em sua versão usada, pois não localizei versão nova do mesmo. As demais obras são encontradas em livrarias novas em folha. Se é para mergulhar de cabeça no mundo de Star Wars, estes cinco livros são um oceano de fantasia.

Onde comprar? Na Amazon você encontra todos os títulos, acesse neste link.

Gostou “Os livros de Star Wars – O filme que mudou o cinema”?

Assine nossa Newsletter e receba nossas publicações em seu email. Aproveite e leia mais resenhas e obras em nosso Caderno Cultural.

Os livros de Star Wars – O filme que mudou o cinema

Almanaque dos Anos 90

Em 2008 foi trazido à baila pela editora Agir o livro de Silvio Essinger, “Almanaque dos Anos 90”, que dá uma avalanche de saudades para quem viveu esse época “sem lei” no Brasil (só os anos 80 eram mais “sem lei”, mas isso é para outro
dia).

Dividido em Música, Televisão, Cinema, Mídia, Tecnologia, Comportamento e Esportes, o livro é um calhamaço de curiosidades desta época em que vivi a adolescência. O saudosismo impera nesta obra. Recheado de fotos e ilustrações, cada imagem faz referência a um sem-número de emoções encobertas pelo dia-a-dia que vivemos, mostrando o melhor (e o pior) da cultura pop da época. Os noventistas vão se deliciar em ler as páginas que rememoram momentos embalados pelo sentimentalismo
jovem, no qual não havia grandes preocupações.

A parte ruim do livro é justamente o fato de ser quase todo preto-e-branco, poucas páginas coloridas. Uma obra que se vale de grande visualidade deveria se manter o mais colorida possível, pois se é para trazer sentimento, que venha completo. Dá para ter uma noção de que Os Simpsons (página 106) começou no final de 1989 e continua até hoje no canal Fox, ano após ano? E os celulares de “flip” que apareciam nos jornais?

Curiosidades do Almanaque

O famoso Motorola StarTac era símbolo de que você era uma pessoa de negócios atualizada, que unia o financeiro com o tecnológico em alto estilo.

A obra agrada a todos, dos descolados aos nerds, mas a quantidade de revistas com nudez é exagerada. No entanto… estes eram os anos 90: revistas de TV, como a Revista Manchete, com seios à mostra. Playboy, então, era quase toda liberada na própria capa. Definitivamente, os anos 90 eram uma terra sem lei.

Aproveita-se para incluir aqui um aviso inusitado: o livro está praticamente esgotado, sendo encontrado com mais facilidade em sebos (a Estante Virtual pode ser a melhor opção online), o que demonstra que a falta de reimpressões veio da baixa quantidade de vendas, embora seja uma obra de nostalgia total para quem tem interesse em reviver a adolescência ou juventude com cenas memoráveis.

Link do “Almanaque dos Anos 90”

Está disponível na Amazon

Leia mais em nosso Caderno Cultural.

Almanaque dos Anos 90

Hitler / Stalin: O Pacto Maldito

Resenha e dissertação sobre o livro “Hitler / Stalin: O Pacto Maldito”, por Fito.

Publicado em 1990, mesmo ano da fundação do Foro de São Paulo por Lula e Fidel, Joel Silveira e Geneton Moraes Neto se uniram para fazer um livro que explicava os motivos pelo qual a esquerda brasileira dava vivas a Hitler. Dessa forma, reconhecendo-o como socialista (a invenção de que Hitler era de extrema-direita veio com Stalin, após a segunda guerra mundial).

Na obra da Editora Record, dividida em duas partes, Joel trata de como a Europa vivia a época do Pacto Ribentrop-Molotov. Este, ficou escondido até que fosse publicamente exposto no Tribunal de Nuremberg. Cabe aqui uma nota histórica interessante: conta-se que no tribunal o juiz era norte-americano, enquanto que o promotor de justiça (acusador) era soviético. Quando um dos réus mencionou o Pacto Ribentrop-Molotov, o promotor rapidamente desconversou. O juiz, no entanto, foi enfático em querer saber do Pacto, que foi exposto publicamente. Nesse sentido, Hitler e Stalin tinham um pacto de não agressão, antes da invasão simultânea à Polônia.

Quem veio primeiro?

A mea-culpa está na página sete, que trata o apoio da esquerda brasileira à Hitler como um terrível equívoco. Mas os autores foram sinceros o suficiente para mostrar os jornais da esquerda, à época, com as propagandas e elogios à Hitler, no qual comandava o nazismo. Não, Hitler não o inventou. O nazismo já existia antes dele, pois “nazi” vem de “nacional-socialismo”, corrente ideológica de esquerda que prega o socialismo dirigido num contexto patriótico de uma nação. Exatamente o mesmo que o fascismo, alterando-se somente a estrutura filosófica. O fascismo tinha intelectuais na sua criação, que por sua vez inspirou também uma melhor arregimentação dos nazistas.

Voltando dos devaneios explicativos, a obra de Joel Pinheiro e Geneton Moraes Neto é uma tentativa de “passar pano” no apoio que a esquerda deu a Hitler. Todavia, sem pedir desculpa pelo apoio ao comunismo soviético, que matou muito mais gente do que o nazismo e o fascismo juntos.

Uma obra difícil de achar, que vale a pena por mostrar as fontes originais dos jornais de esquerda do Brasil que elogiavam Hitler diuturnamente.

Onde adquirir “Hitler / Stalin: O Pacto Maldito”?

Link na Amazon

Gostou da resenha?

Assine nossa Newsletter e fique por dentro das notícias, assim que publicadas, ou como desejar. Portanto, confira informações no email recebido.

Além disso, leia mais em Caderno Cultural.

Hitler / Stalin: O Pacto Maldito

A Vida Secreta de Fidel: um comunonazifascista latino-americano

A Vida Secreta de Fidel: um comunonazifascista latino-americano

Resenha e dissertação sobre o livro “A Vida Secreta de Fidel”, por Fito.

Quando Juan Reinaldo Sánchez conseguiu fugir de Fidel Castro para os EUA, trouxe à luz revelações espantosas, como a ilha “particular” de Fidel em Cuba (como se toda a Cuba não fosse sua propriedade). O mais importante, contudo, foi a demonstração de que o comunista, enquanto líder, é idêntico a um líder nazista ou a um líder fascista. Nada muda.

O comunismo é uma ditadura em torno da ideologia do proletariado contra a burguesia. No nazismo, os inimigos são as raças inferiores. No fascismo, o inimigo são os países burgueses. Simplificação rasa, mas suficiente para prosseguir. Os totalitarismos coletivistas, revolucionários, esquerdistas, socialistas etc. estão descritos fielmente na pessoa de Fidel (trocadilho involuntário), que Juan cuidou mais do que a própria vida. Ser guarda pessoal de Fidel por dezessete anos mostrou ao mesmo que a vida do ditador era nababesca e cheia de frivolidades, ao mesmo tempo que o ditador sustentava guerrilheiros. Até Lula é mencionado, em sua visita em 1989, um ano antes de criar o Foro de São Paulo (quiçá foi nesta reunião que idealizou-se tal grupo).

Fidel era comunista, pois levava o povo a combater a burguesia. Era nazista, pois sustentava a superioridade espanhola, enquanto perseguia e matava negros e homossexuais. Era fascista, pois pregava que seu país deveria lutar contra os países burgueses (EUA, por exemplo).

Afagado pela mídia internacional, Fidel é descrito em minúcias que somente quem vivia colado ao ditador poderia dizer. E como sempre, Juan foi traído pelo ditador, como sói acontecer com quem discorda uma vírgula do pensamento castrista. Ou Maoísta. Ou Stalinista. Ou Leninista. Ou Polpotista. Ou Hitlerista. Enfim, totalitário.

A leitura é mais leve do que se imagina, levando em conta a descrição dos atos perpetrados pela pessoa de Fidel, bem como os discursos (longos, por sinal) em que Fidel se colocava como um herói acima do bem e do mal. O autor mostra, sem levar em conta disso, que está descrevendo o padrão comportamental de todo líder socialista que já passou por esta Terra.

A leitura vale cada real pago.

Onde comprar “A Vida Secreta de Fidel”?

Link na Amazon

Jornal Grande ABC

A Vida Secreta de Fidel

O Jornal Grande ABC é feito para você, e por vocês. Nossos colaboradores e jornalistas estão todos dias buscando novidades e matérias. Assim, produzindo material especial para nossos leitores. Nosso foco são as cidades de Mauá, Diadema, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, São Caetano do Sul, São Bernardo do Campo e Santo André. Além disso, cobrimos o que acontece no Brasil e no Mundo, incluindo esporte, entretenimento e tecnologias.

Não possuímos nenhuma vinculação política ou partidária. Da mesma forma, sem ligações com outras mídias já existentes na região. Nossa fundação se deu em 07 de Setembro de 2020. Desde então, cada dia estamos crescendo e chegando em mais dispositivos e usuários. Por isso, nossa maior satisfação é entregar material de qualidade para nossos leitores. Portanto, cada nova visita e comentário, nos dão mais fôlego para seguirmos firmes e fortes neste projeto.

Quer receber mais notícias, em qualquer momento? Assine nossa Newsletter, basta inserir seu e-mail logo abaixo, e receba as publicações todos os dias.

Junte-se a 368 outros assinantes

É um prazer ter você conosco. Aproveite para deixar comentário aqui embaixo. Salve nosso Site. Volte Sempre!

O Jardim das Aflições: o sofrimento de estar só

Resenha autoral sobre o livro O Jardim das Aflições; Twitter do autor

A Magnum Opus do filósofo Olavo de Carvalho é o introito perfeito para a abertura do Caderno Cultural do Jornal Grande ABC: o jardim no qual Cristo esteve só, em seu sofrimento.

Olavo de Carvalho nos traz uma ideia original, como parece ser do seu feitio, em que a humanidade busca a nova realização do império universal a cada geração, inconscientemente agindo neste objetivo. Mas me salta aos olhos outro aspecto da obra Olaviana (embora há quem diga Olavista): a solidão tão própria daquele que é chamado por Deus para realizar algo.

No Evangelho Segundo Mateus, capítulo 26, versículo 39, está escrito (Bíblia Literal do Texto Tradicional, de Hélio de Menezes Silva): E, havendo Ele ido um pouco mais adiante, prostrou-se sobre o Seu rosto, orando e dizendo: “Ó Meu Pai, se possível é, passa para longe de mim este cálice; no entanto não seja como Eu quero, mas como Tu queres”.

Este é o chamado que Olavo recebeu, e nos convida: a vida intelectual é uma vida espiritual de transformação dolorida, um tormento na alma, em que a solidão só cresce, diminuindo-se a si mesmo ao ponto de quase desaparecer. Então surge uma luz na alma, que faz aproximar aqueles que amam a sabedoria. E a solidão começa a
desaparecer, pois o amor de Deus faz jorrar amor de si mesmo e de volta dos outros
que buscam a Luz.

Olavo é um alquimista sem saber que é. O Mutus Liber diz, em latim, que “Ore, leia, leia, leia, releia, trabalhe e encontrarás”. É o que vemos surgir da obra O Jardim das Aflições, pois o autor precisou passar seu próprio jardim para destroçar a si mesmo, até que pudesse aceitar o que Deus determinou, e surgir dali como outra pessoa que,
embora a mesma, fosse totalmente diferente para si e para os outros.

Em minha pequena busca intelectual, li a obra em um momento tão quebrado de mim mesmo que enxerguei a dor humana junto da minha, e parei de questionar o mal que me sobrevinha. Dali, tudo melhorou, pois mudei. Este chamado de Olavo de Carvalho está na obra, embora seja complicada de enxergar. Talvez a mudança de mentalidade do leitor venha em seu próprio ritmo, mas vem de todo jeito.

Indico também o filme de mesmo nome, de 2017, no qual a tranquilidade de alguém que sabe quem é e o que não é, é o que mais transparece na tela.

Gostou de “O Jardim das Aflições: o sofrimento de estar só“?

Então, assine nossa Newsletter. Não deixe de comentar logo abaixo também.

O jardim das aflições