Mulheres Revolucionárias: Grace Hopper

Grace Hopper é conhecida por ser uma cientista da computação norte-americana e contra-almirante da Marinha.

No ano de 1949 ela entrou para a equipe de desenvolvimento do UNIVAC I, o primeiro computador eletrônico de grande escala. Ela queria provar que podíamos usar a nossa linguagem e a máquina poderia transformá-lo em linguagem de programação, mas sua ideia logo foi negada.

Mulheres Revolucionárias: Grace Hopper
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Foi apenas em 1952 que Grace e sua equipe desenvolveram um compilador de linguagem de computador, chamado A-0. Ele traduzia um código matemático e transformava em código binário legível por máquinas, o que fez com que o sonho de Hopper ficasse um passo mais perto de ser realizado.

Continuando suas pesquisas mesmo sem acreditarem nela, conseguiu desenvolver a Flow-Matic, a primeira linguagem de programação a ser adaptada para o idioma inglês. Ela serviu para o desenvolvimento do COBOL (Common Business Oriented Language), usado no processamento de bancos de dados comerciais.

Além disso, ela é conhecida por ser a autora do termo bug, que usamos até hoje para falar quando algo está com problema.

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Mulheres Revolucionárias: Mária Telkes

Formada em físico-química na Universidade de Budapeste, Mária Telkes decidiu se tornar cidadã norte-americana em 1937, onde começou a trabalhar para a Westinghouse Electric onde foi capaz de desenvolver instrumentos que convertiam calor em energia elétrica.

Mulheres Revolucionárias: Mária Telkes

Logo começou a trabalhar em dispositivos termoelétricos movidos a luz solar no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) como parte do Projeto de Conversão de Energia Solar, e em 1939 se destacou por uma de suas invenções mais importantes, o destilador solar que convertia água salgada em potável. Com o novo sistema, foi possível entregar água para soldados que lutavam na Segunda Guerra Mundial e diminuir as demandas em lugares onde a água era escassa, como as Ilhas Virgens.

Continuou trabalhando com energia solar durante toda a sua vida, mas um dos projetos de maior destaque foi a construção da primeira residência aquecida com energia solar em Massachusetts.

Além disso, também ajudou a desenvolver materiais capazes de suportar as temperaturas extremas do espaço.

Ao longo de sua carreira, recebeu diversos prêmios por sua grande contribuição ao mundo.

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Mulheres Revolucionárias: Marie Van Brittan Brown

Em uma época onde a criminalidade só aumentava e muitas vezes não era possível contar com a ajuda da polícia para a segurança, Marie Van Brittan Brown percebeu que se quisesse se sentir mais protegida, deveria fazer o trabalho por conta própria.

Mulheres Revolucionárias: Marie Van Brittan Brown

Na década de 1960, o racismo e o medo em homens e mulheres era muito comum, mesmo dentro da própria casa. Com a ajuda de seu marido,

Pensando nisso, Marie começou a planejar como faria para que conseguisse saber quem estava em sua porta de qualquer lugar de sua casa. Com a ajuda de seu marido, Albert Brown, que era técnico em eletrônica e assim criaram o primeiro sistema de segurança residencial.

O sistema funcionava com câmeras e microfones bidirecionais vinculados com uma televisão, possibilitando áudio e imagem ao vivo quando alguém estivesse na porta de sua casa, podendo ser identificado facilmente. Além disso, ele também contava com um botão para ligar imediatamente para a polícia e um controle remoto que trancava as fechaduras das portas.

Em 1969 Marie e Albert conseguiram uma patente pelo design do projeto.

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Mulheres Revolucionárias: Hedy Lamarr

Hedy Lamarr foi uma estrela de Hollywood na década de 1940, mas o papel mais interessante que já interpretou, foi ser ela mesma.

A atriz austríaca era razoavelmente famosa em seu país, mas decidiu se aventurar em terras norte americanas para fugir do nazismo.

Mulheres Revolucionárias: Hedy Lamarr

Certo dia percebeu que um dos clientes de seu marido, Friedrich Mandl, era Benito Mussolini e percebendo a situação em que se encontrava, resolveu se separar. Mandl era um dos homens mais influentes da Áustria e mesmo sendo contra o nazismo, apoiava o fascismo.

Após fugir do casamento, em 1937, foi para os Estados Unidos atrás de uma nova vida. Conseguiu um contrato com o chefe dos estúdios MGM, Louis B. Mayer, e a partir daí sua carreira crescia cada vez mais.

Conforme os anos passavam, Hedy ficava cada vez mais preocupada com a sua família, que ainda estava na Áustria e correndo risco de vida, já que o nazismo estava tomando conta do país.

Aflita com toda a situação, decidiu tomar uma atitude e criar uma espécie de torpedo. Com todos os anos observando seu marido trabalhando, percebeu que o torpedo era o que mais precisava de ajustes, já que até um inimigo poderia interceptar o sinal.

Começou a estudar e montar um plano com seu amigo, George Antheil. Os dois trabalharam nessa invenção por meses, até que conseguiram transmitir um sinal de rádio sem que houvesse nenhuma interrupção ou intercepção. Levaram o projeto para o Conselho Nacional de Inventores e algum tempo depois, o próprio presidente do conselho admitiu a ideia e aconselhou que fosse usado como sistema dentro da Marinha.

Mas quando o projeto chegou aos ouvidos do presidente dos Estados Unidos, ele se recusou a aceitar um projeto de uma mulher.

Foi apenas em 1962, na  Crise dos Mísseis, que experimentaram pela primeira vez em um combate real. Depois de um tempo, o sistema que Hedy havia intentado foi utilizada para criar novas tecnologias, como o WI-FI e o GPS.

Para conhecer mais da vida da atriz, é possível ler o livro baseado em sua história, A Única Mulher, de Marie Benedict. E assistir ao documentário Bombshell.

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Mulheres Revolucionárias: Annette Kellerman

Annette Kellerman nasceu com raquitismo e achou a solução na natação, aos 13 anos já estava saudável mas não desistiu do esporte e conseguiu quebrar vários recordes mundiais. Com tantas conquistas impressionantes, resolveu organizar exibições onde fazia saltos ornamentais e nadava em um aquário repleto de peixes, era uma grande atração e depois de tantos shows, acabou se tornou uma grande empresária.

Mas acabou sendo presa em 1907 pois defendia o direito das mulheres se vestirem como quiserem, época onde usar maiô era proibido, então cometeu atentado ao pudor quando foi vista em uma praia com essa peça de roupa. Ficou presa apenas um dia mas acabou vendo o incidente como uma oportunidade e criou sua própria linha de trajes de banho, sendo todas impróprias para a época.

Mulheres Revolucionárias: Annette Kellerman

Alguns anos mais tarde, em 1914, entrou para o mundo cinematográfico fazendo o papel de sereia no filme A Filha de Netuno, onde aparecia de maiô da cor de sua pele e em um filme preto e branco, parecia que estava nua.

Já em 1916 participou do filme A Daughter of the Gods onde desta vez fez uma cena de fato nua, com apenas seus longos cabelos cobrindo seus seios, sendo a primeira cena com nudez nas telonas. A repercussão do filme foi muito grande, chegando a ser censurado em vários lugares, mesmo com o filme e as atuações de Kellerman sendo aclamados pela crítica.

Após ter feito toda sua carreira nos Estados Unidos, ao final de sua vida decidiu voltar para o país onde nasceu, na Austrália, para levar uma vida tranquila com seu marido até morrer, em 1975.

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Mulheres Revolucionárias: Ada Lovelace

Durante o século XVIII, Ada Lovelace se tornou a primeira programadora da história. Podemos dizer que muito das evoluções científicas e tecnológicas se devem, em parte, a ela.

Nos dias 8 e 15 de outubro é celebrado o Ada Lovelace Day, uma comemoração criada pela ex-diretora executiva do Open Rights Group, Suw Charman-Anderson, para dar mais visibilidade aos grandes feitos de mulheres ao longo dos anos.

Mulheres Revolucionárias: Ada Lovelace

Assim que nasceu, em 1815, seu pai (o famoso poeta Lord Byron) ficou extremamente desapontado por Ada não ser menino e decidiu deixar sua filha e esposa por esse motivo.

Sua mãe, Anne Isabella Milbanke, era matemática e estimulou os estudos da filha desde muito jovem, dando ênfase nos ensinamentos de matemática e ciências.

Também conheceu grandes personalidades que acabavam virando seus tutores, como o conhecido pai do computador, Charles Babbage.

Sendo uma criança muito criativa, aos 12 anos já tinha ideias para a criação de máquinas, já que após seu estudo sobre anatomia de pássaros, teve a ideia de construir um mecanismo a vapor em forma de cavalo com asas que voava.

Quando tinha 28 anos fez a tradução de um artigo escrito por Luigi Menabrea sobre uma máquina de calcular mas também adicionou algumas anotações próprias, dicas de como a máquina poderia ser programada. A publicação de seu trabalho aconteceu em 1843, muitos anos antes do mundo sequer ter a capacidade de por os conhecimentos de Lovelace em prática.

Ela acreditava que qualquer coisa poderia ser transformada em números e depois, reproduzidas, assim como os computadores atuais.

Infelizmente Ada faleceu muito jovem, pois estava com câncer uterino.

Foi apenas em 1953 que suas ideias foram estudadas e colocadas em prática. A Linguagem de Programação Ada foi criada em sua homenagem.

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10 filmes e documentários para entender o feminismo

É importante que todos entendam como é ser uma mulher e que tenham conhecimento sobre a luta que as mulheres passam todos os dias. Então aproveite o mês das mulheres para atualizar sua lista de filmes e documentários, assim, você pode entender melhor sobre o que realmente é essa batalha.

Miss Representation 

She’s beautiful when she’s angry

Virou o jogo: a história de Pintadas

Nanette

 As Sufragistas 

Explained 

Feminists: what were they thinking

Estrelas Além do Tempo

Libertem Angela Davis 

Mary Shelley

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Mulheres Revolucionárias: Zacimba Gaba

Zacimba Gaba, a princesa de Angola. A guerreira no Brasil.

No ano de 1690 seu povo foi dizimado por uma invasão portuguesa. Todos os sobreviventes viraram escravos quando chegaram no Brasil. O que ninguém sabia é que entre eles estava Zacimba.

Mulheres Revolucionárias: Zacimba Gaba
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Ela foi vendida junto com alguns de seus antigos súditos para um fazendeiro e ele não fazia ideia do status da princesa, mas logo percebeu que os outros escravos a tratavam de forma diferente.

Após a descoberta, a princesa foi proibida de sair da Casa Grande e submetida a agressões físicas, psicológicas e sexuais.

A princesa não se deu por vencida e decidiu que envenenaria o seu senhor. Teve a ideia de usar o pó de amassar sinhô, um veneno extraído de cobra.

Precisava tomar muito cuidado para não envenenar nenhum de seu povo pois toda comida que era servida para o fazendeiro, os escravos precisavam experimentar antes. Por isso não podia ser descoberta e como resultado, o envenenamento levou alguns anos, mas sua vingança finalmente havia chegado.

Após a morte de todos os torturadores da fazenda, buscou todos os outros escravos e fugiu. Logo fundou seu próprio quilombo, para proteger todos os escravos que conseguissem fugir e precisassem de abrigo. Aos poucos o quilombo virou ponto de referência para aqueles que precisavam de ajuda.

Passou o resto de sua vida ajudando a salvar vidas e destruindo navios negreiros e ajudando escravos.

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8 mulheres negras que fizeram história

  • Claudette Colvin
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A garrota se recusou a ceder seu assento no ônibus para uma mulher branca e se mudar para a parte de trás do ônibus no Alabama, Estados Unidos, em 1955. Claudette fez isso nove meses antes de Rosa Parks fazer o mesmo. Depois disso, foi levada para a prisão onde ficou até sua mãe buscá-la e pagar fiança.

  • Shirley Chisholm 
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Em 1968 tornou-se a primeira mulher negra a ser eleita para o Congresso dos Estados Unidos e poucos anos mais tarde, também tentou se candidatar para a presidência do país.

  • Henrietta Lacks
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No ano de 1951, Henrietta foi diagnosticada com cancêr cervical. Decidiu então enviar uma amostra de suas célular para um laboratório para ajudar nos estudos medicinais. Suas célular eram tão especiais e diferentes das outra que ficaram conhecidas como células “HeLa”, elas são usadas para estudar os efeitos de drogas, hormônios e vírus no crescimento de células cancerosas, sem precisar fazer experiências em humanos.

  • Ruby Bridges
Imagem do Change.org

Ruby foi a primeira criança negra a se dessegregar e ter seus estudos garantidos em uma escola apenas para brancos, no ano de 1960, quando tinha apenas 6 anos.

  • Dr. Rebecca Lee Crumpler
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Após anos de estudo, Rebecca se tornou a primeira mulher afro-americana a se tornar doutora em medicina nos Estados Unidos.

  • Alice Allison Dunnigan
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A jornalista Alice foi a primeira mulher negra a virar correspondente na Casa Branca e também integrou as galerias de imprensa do Senado e da Câmara dos Representantes

  • Mae C. Jemison
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Jemison se tornou a primeira mulher a ser admitida no programa de treinamento de astronautas da NASA e apenas alguns anos mais tarde, em 1992, ela finalmente se tornou a primeira mulher negra a ir para o espaço, servindo como especialista em missões a bordo do Ônibus Espacial Endeavour.

  •  Daisy Lee Gatson Bates 
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A ativista, advogada e editora criou um jornal chamado Arkansas State Press, com foco nos direitos civis. Ficou conhecida após defender o chamado The Little Rock Nine, um grupo de jovens que queriam o direito de estudar em uma escola que apenas brancos frequentavam.

10 filmes sobre saúde mental que te farão refletir

Transtornos mentais e tudo que envolve a saúde mental costumam ser carregados de preconceitos e na maioria das vezes esses preconceitos acabam prejudicando quem mais precisa de ajuda.

Para entendermos melhor, e nos colocarmos no lugar do outro, aqui vai uma lista de filmes que te farão entender melhor alguns problemas sérios, como a depressão.

  • Felicidade Por Um Fio
  • Querido Menino 
  • O Mínimo para Viver
  • Na Natureza Selvagem
  • Uma Mulher Sob Influência
  • O Lado Bom da Vida
  • Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças
  • As Vantagens De Ser Invisível
  • A Garota Ideal
  • Demolição 

Mulheres revolucionárias: Wu Yi

Wu Yi, também chamada de senhora de ferro na mídia chinesa, foi a vice-primeira-ministra da China entre 2003 e 2008. Ficou famosa por denunciar os Estados Unidos de politizar problemas comerciais entre os dois países.

Ela foi uma das líderes mais visíveis da sua época. Ficou conhecida por ser Ministra da Saúde durante o surte de SARS.

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Na China é difícil encontrar mulheres no poder até os dias de hoje, quanto mais alto o papel na hierarquia politica, menor é a porcentagem de mulheres ocupando estes cargos.

“Eles reinam na política chinesa onde existe uma atmosfera de clube, são todos velhos amigos”, disse a historiadora Leta Hong Finche em entrevista para o Partido Comunista Chinês sobre a masculinidade dentro do mundo político do país.

Mesmo assim, Wu conseguiu entrar para a lista de mulher mais poderosa do mundo, ficando em terceira lugar, depois da chanceler alemã Angela Merkel.

Atualmente ela vive aposentada e longe da vida pública.

Mulheres revolucionárias: Elizabeth I

Sem nenhuma duvida de quem sucederia o trono, em janeiro de 1559 Elizabeth I foi coroada rainha da Inglaterra. Conhecida como Gloriana, a jovem Rainha das Fadas, desta vez, uma mulher foi recebida de braços abertos pela população.

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Mesmo com todos os gritos de aprovação com a nova rainha, ainda restava um obstáculo para Elizabeth, se casar. O que era um grande desafio, pois ela se considerava casada com o seu povo. Um herdeiro era necessário para manter a dinastia intacta, porém ela nunca pensou na possibilidade, nunca se vira como a esposa de um rei. Não aceitaria que um homem governasse o seu país, o seu povo.

Conhecida também como “a rainha virgem”, muitos especulam até hoje o que realmente aconteceu para que ela nunca tenha se casado.

O seu único interesse romântico conhecido da época foi Robert Dudley, seu amigo de infância. Todos sabiam que ele era o “favorito da rainha” mas nunca conseguiram provar um romance verdadeiro. Mesmo que Elizabeth demonstrasse ter ciúmes de Robert, nunca considerou casar-se com ele. Os dois permaneceram amigos até o último dia de suas vidas.

Infância

A princesa Elizabeth teve uma vida difícil enquanto crescia pois sua mãe, Anne Boleyn, foi condenada por traição, isso significava que ela poderia ser uma filha ilegítima. E isso logo surgiu na cabeça de Henry VIII, seu pai.

Portanto, cresceu longe de sua família e não tinha mais direito ao trono. Apenas em 1543 que foi considerada realmente filha do rei.

Religião

Ao contrário de sua irmã Mary I, decidiu ir por um caminho com mais aceitação e tolerância religiosa, pois mesmo sendo protestante, não obrigava seus súditos a seguirem a mesma religião e assim acabou com a perseguição religiosa que havia se instaurado no país com a rainha anterior.

Invencível armada

Em 1588, o rei da Espanha organizou uma armada para atacar a Inglaterra e acabar com a influência que o país tinha sob os Países Baixos. Com a vantagem sendo da Espanha, por ter um número de navios superior, todos achavam que a vitória era óbvia, mas com todos os investimentos que a Inglaterra havia feito em sua frota, seus navios eram mais bem preparados para aguentar um imprevisto. E foi exatamente o que aconteceu. A maior tempestade que os tripulantes já haviam visto aconteceu durante a guerra e os navios espanhóis não aguentaram e afundaram. A baixa de navios e tripulação foi alta para os dois lados mas a Espanha levou a pior nesse episódio. Em terra firme, em Tilbury, a rainha Elizabeth I aguardava a frota espanhola para a batalha, enquanto dava um discurso encorajador para seus súditos apenas algumas horas antes de saber que já havia ganhado a guerra.

Novo mundo

Em 1584, Elizabeth queria expandir seus horizontes e enviou Walter Raleigh para navegar as águas da América do Norte e assim, descobriu e colonizou Virginia (nome dado em homenagem à rainha), agora um dos 50 estados dos Estados Unidos.

No ano seguinte, com a ajuda de John White, um famoso explorador, descobriram Roanoke Island, agora conhecida como Carolina do Norte. Raleigh também passou pela costa brasileira, descobrindo novos animais e especiarias. Também pensou ter descoberto o El Dorado, uma lenda onde diz que havia uma cidade feita inteiramente por ouro e ter inúmeros tesouros.

Últimos anos

Depois de ter pego varíola e a doença ter deixado várias manchas em sua pele e pouco cabelo em sua cabeça, quanto mais sua fisionomia mudava, mais Gloriana ficava aborrecida, já que sua imagem era extremamente importante em seu trabalho.

Em 1598, a rainha começou a trocar cartas com Jaime VI, o filho de Mary Stuart e rei da Escócia. Um de seus conselheiros, Robert Cecil, fez com que todas as cartas fossem enviadas em extrema confidencialidade.

Em 1603 as coisas começaram a piorar quando alguns amigos próximos de Elizabeth morreram e isso a deixou com depressão. Alguns meses depois do incidente, decidiu entrar em seu quarto, no palácio de Richmond, e se recusava a sair, morrendo pouco tempo depois.

Em suas últimas palavras, disse que deixava seu trono para Jaime VI, terminando assim, uma linhagem inteira dos monarcas da casa Tudor.

Mulheres Revolucionárias: Cristina da Suécia parte II

Caso tenha perdido a primeira parte desta história, clique aqui.

Embora Cristina odiasse que a rotulassem com qualquer assunto feminino, todos esperavam que ela se casasse para que o país tivesse um rei governante e logo produzissem herdeiros para o trono. Logo em 1630, os planos de casamento já estavam sendo feitos, mesmo que ela ainda tivesse 4 anos de idade.

A ideia era que ela se casasse com seu primo Frederico Guilherme, com 11 anos na época, mas pouco tempo depois perceberam que o acordo não iria funcionar e logo foram em busca de um novo pretendente mas o mesmo problema aconteceu com o novo futuro marido, o filho do rei Cristiano IV da Dinamarca, Ulrich, 15 anos mais velho que a garota.

O grande problema que ninguém queria aceitar era que a futura rainha não queria dividir seus direitos reais com ninguém.

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Alguns anos mais tarde uma nova chance estava acontecendo, aos olhos dos conselheiros reais. Um novo romance estava acontecendo, e dessa vez foi completamente pelo acaso. Cristina havia se apaixonado por seu outro primo, Carlos Gustavo, filho do Conde Paladino, com quem havia sido amiga desde a infância.

Mas logo perceberam que para ela, era mais uma aventura romântica do que um relacionamento sério. A rainha adorava encontros escondidos, cartas e declarações de amor mas sempre tomava o devido cuidado para não se comprometer demais com ninguém.

Quando fez 18 anos e o Conselho de Regência foi dissolvido sem nenhum casamento próximo a acontecer. Foi só 5 anos mais tarde que a rainha resolveu tornar Carlos Gustavo o seu herdeiro oficial, fez um discurso onde afirmava que nunca iria se casar pois sua personalidade não servia para aquilo, mesmo que já tivesse rezado inúmeras vezes para que conseguisse.

E assim se fez, ao longo dos anos a rainha nunca se casou mas de tempos em tempos tinha casos amorosos que causavam escândalos.

Em 1665, começou a se aventurar com o Coronel da Guarda da Rainha e Embaixador Extraordinário na França. Cristina até ajudou a pagar dívidas de seu amante real até o fim do relacionamento entre os dois, onde já havia engatado outro interesse romântico com uma de suas serventes, conhecida como Belle. Essa aventura se tornou altamente polêmica, principalmente com pessoas mais conservadoras como o embaixador inglês Bulstrode WhiteLocke, quando Cristina disse em uma conversa que Belle era tão bela por fora quanto por dentro.

Mesmo depois de abdicar sua coroa, anos mais tarde, para seu primo, continuou com sua vida cheia de aventuras até morrer, fazendo muitos amigos e inimigos ao longo dos anos.

Mulheres Revolucionárias: Cristina da Suécia parte I

A quarta e única sobrevivente filha dos reis Gustavo Adolfo II e Maria Eleonora era Cristina. Assim que a garota nasceu, em 1626, foi considerada menino e só mais tarde perceberiam que era uma garota. até hoje

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Mesmo que não seja possível descobrir o motivo da confusão, Cristina teria de carregar piadas com seu nome por toda a vida.

Mesmo assim, ela dizia que quando era criança, tinha aversão por todas as coisas de “menina”, como roupas apertadas e espalhafatosas. Ao contrário do que normalmente acontecia, pois apenas homens eram ordenados a terem uma educação rigorosa, o rei Gustavo havia instruído sua filha a ser muito estudiosa e ela chegava a estudar 12 horas por dia. Ela se interessava por todos os assuntos que na época eram masculinos, como política, literatura e história.

Tal intelecto foi muito bem recebido quando o rei morreu em combate na Guerra dos Trinta Anos e com isso, Cristina se tornaria a rainha da Suécia.

Com a morte de seu marido, em 1632, Maria Eleonora ficou entrou em um luto eterno, obsessiva com rituais, rezas e escuridão, já que ordenou que todas as peças do castelo agora fossem pretas, para que não entrasse luz solar. Além disso, colocou um caixão ao lado de sua cama com o coração de Gustavo dentro dele e obrigava que sua filha, agora rainha, dormisse ao seu lado todos os dias durante 3 longos anos.

Essa experiência marcou profundamente Cristina, que começou a se questionar sobre os ensinos religiosos que havia recebido e mostrou que pensava por si própria.

Alguns anos mais tarde, em 1651, planejava se converter para o catolicismo mesmo sabendo que essa atitude não seria aceita pela Suécia luterana e que não poderia continuar sendo a rainha do país.

Já em 1654, com certeza de sua fé, fez um plano com um companheiro, o Conde Christophe Von Donha, e resolveu trocar de lugar com ele. Vestida como Conde, viajou escondida para Roma, onde foi recebida com muita pompa, o que normalmente não acontecia com mulheres daquela época, mas o papa desejava celebrar mais uma rainha convertida pois precisava restaurar a imagem da Igreja, que havia sido desgastada pela revolta protestante.

Já a cerimonia de abdicação da rainha, que aconteceu no mesmo ano, foi diferente pois quando Cristina ordenou que tirassem sua coroa, ninguém se adiantou para cumpri-la mas no final do dia, estava sem os trajes reais e o herdeiro que ela havia apontado, rei Carlos X, foi coroado. Sem despedidas oficiais, foi em direção à fronteira dinamarquesa com uma pequena escolta de 4 pessoas.

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Após passar por países como Alemanha e Países Baixos, foi recebida pela Igreja Católica em Bruxelas. Após sua comunhão, adotou o segundo nome de Alexandra, o que poderia ser uma homenagem ao papa Alexandre VII.

Quando voltou para Roma, primeiramente foi uma convidada muito querida mas após alguns anos, começou a ser inconveniente pois era esperado de uma mulher católica ser modesta e pura mas Cristina era o oposto. Logo as intrigas e comentários começaram a surgir pois ela frequentava teatros com conteúdos de baixo calão e tinha vários amantes.

Vendo que não tinha mais futuro ali, tentou voltar ao poder real em 1668, mas dessa vez na Polônia. Com uma monarquia eletiva, pensou que teria chances de conseguir a coroa mas o povo dali queria um homem para os liderar, não uma mulher com a reputação manchada com inúmeros escândalos.

Depois de perder mais uma vez a coroa, decidiu viver no Palazzo Riario e voltou a focar em seus estudos. Patrocinando expedições arqueológicas, promoveu o teatro e muito mais. Em pouco tempo o Palazzo Riario ficou conhecido por suas atividades culturais e intelectuais.

Quando morreu, em 1689, seu corpo foi velado com uma grande cerimonia.

As outras Anne Frank

Chamadas assim por terem passado por terríveis momentos durante a Segunda Guerra Mundial, as “outras Anne Frank” foram capazes de nos mostrar um pedacinho de suas vidas em poucas palavras.

Além de Anne Frank, outras três garotas deixaram diários com relatos e denúncias de como era a vida dentro de um mundo em guerra.

Rutka Laskier
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Uma delas é a adolescente Rutka Laskier, que contou a sua triste história de vida de forma secreta, pois pegou seu caderno escolar para preencher as páginas em branco em segredo, durante os longos meses em que precisou viver mudando de casa e se escondendo dos nazistas.

Quando foi levada para Auschwitz, pediu para que uma amiga, Stanisława Sapińska, guardasse seu livro.

Foi apenas em 2005, 63 anos depois, que Stanisława contou ao mundo sobre o diário de sua amiga.

A BBC também fez um documentário chamado The Secret Diary of the Holocaust, em 2009.

Renia Spiegel
Imagem do Google

A tentativa de desabafo da jovem Renia Spiegel mostrou ao mundo que mesmo sendo perseguida, nunca parou de acreditar que tudo daria certo no final.

Separadas de seus pais, Renia e sua irmã Ariana foram morar com os avós. Em seu diário, Spiegel conta como era sua vida junto com os pais, sobre como sua vida mudou após a invasão nazista, seus medos, seu relacionamento com o jovem Zygmunt Schwarzer e alguns poemas.

Logo precisou se mudar para a casa de seus sogros mas a mudança não duraria muito tempo pois Renia e seus sogros acabaram sendo executados na frente de casa.

Logo após o ataque, seu namorado pegou seu livro e anotou os últimos momentos da garota.

Sua família conseguiu sobreviver e guardou o diário durante muitos anos.

Eva Heyman
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Com apenas 13 anos, Eva Heyman conseguiu descrever com grandes detalhes como a guerra foi ficando cada vez mais restritiva, com leis severas, antijudaicas e confisco de propriedades.

Em seus relatos é possível descobrir como seus direitos e liberdades foram cada vez ficando menores e seus medos, maiores.

Depois da morte de seu melhor amigo, Heyman começou a perceber que sua morte era inevitável. E assim aconteceu, morreu junto com seus avós dentro de um campo de concentração.

Após a publicação do livro, muitos chamaram de enciclopédia do Holocausto. Pouco tempo depois disso, a mãe de Eva ficou extremamente abalada e cometeu suicídio.

Além disso, foram feitas algumas publicações no Instagram feito para a garota.

Mulheres Revolucionárias: Mary Kenner

Mary Kenner foi a responsável pelo desenvolvimento do absorvente feminino, porém a discriminação racial impediu que sua invenção fosse levada a sério por 30 anos.

Mary Kenner
Imagem do Google

Com seu perfil criativo, garantiu uma vaga na Universidade de Howard mas não conseguiu terminar por conta de problemas financeiros, mesmo assim não desistiu de suas ideias geniais.

Kenner desenvolveu inúmeras ideias e patentes ao longo dos anos, como o porta-papel higiênico feito especialmente para pessoas cegas ou com artrite e uma esponja que sugava a água do guarda-chuva para que não molhasse o chão quando estivesse secando. Depois que sua irmã, Mildred, desenvolveu esclerose múltipla, criou acessórios para andadores que ajudariam pessoas com deficiências físicas.

Uma de suas invenções foi um cinto higiênico ou guardanapo sanitário. Mary conseguiu criar uma espécie de absorvente que reduzia as chances da menstruação vazar e as mulheres adoraram a ideia. Em 1956, conseguiu sua patente e logo uma empresa entrou em contato mostrando interesse em sua ideia mas assim que a reunião presencial aconteceu, descobriram que era uma mulher negra e descartaram a possibilidade de parceria imediatamente. Dessa forma, ela nunca conseguiu dinheiro com sua invenção pois a patente expirou e virou domínio público.

Mesmo com tantas invenções importantes e criativas, Kenner nunca conseguiu ganhar dinheiro ou fama, mas até os dias de hoje continua sendo a mulher negra (americana) com mais invenções produzidas.

Antes de falecer, em 2006, contou sobre sua vida para a escritora Zing Tsjeng. Hoje sua história faz parte da coleção de livros Mulheres Esquecidas.

Leia mais em Blog PS e História e Luta.

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Conflitos do mundo moderno

Análise resumida dos conflitos do mundo e a esperança de paz.

Nós vivemos em um mundo cheio de idas e vindas. Mas, os piores momentos são aqueles em que nos esquecemos que todos dependem um do outro para sobreviver.

conflitos do mundo
Imagem de Forbes Brasil

Desde o ano de 1495 o mundo não conhece um período maior que 25 anos sem ter guerras. Sendo assim, é possível contar mais de 200 guerras entre Estados desde 1815.

A guerra mais longa da história foi a Guerra dos Cem Anos. Todavia, na verdade durou 116 anos.

Conflitos do mundo: E as Guerras Mundiais?

Já durante as Grandes Guerras, a expectativa de vida de um único soldado era de apenas seis semanas. Essa realidade fica ainda mais pesada quando paramos para pensar que até os dias de hoje existam cerca de 250 mil crianças que atuam como soldados em conflitos armados.

O fim da Primeira Guerra foi um dos momentos mais esperados do início do século 20, todos pensavam que ao final de toda aquela confusão, haveria paz, mas infelizmente não foi isso que aconteceu.

O objetivo do tratado de Versalhes era terminar formalmente a guerra. Entretanto, mesmo com mais de um ano entre conferências de paz para propor um acordo bom para todos, esse tratado apenas estimulou o começo da Segunda Guerra.

Mesmo depois de todos esses anos, não podemos dizer que todos nós vivemos em paz. Afinal, cerca de 500 milhões de pessoas vivem em locais com alta instabilidade e grandes riscos de conflito.

É preciso urgentemente agir para que todos possamos viver com paz e tranquilidade. Portanto, pequenas ações são tão importantes quanto qualquer outra.

Comece um ano com positividade e aos poucos, faça do mundo um lugar melhor.

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10 filmes para entrar no clima natalino

Com o natal tão próximo, é hora de assistir aqueles deliciosos filmes de praxe, ou então aproveitar para adicionar novos itens à lista. Confira a seleção no clima natalino:

  • A Felicidade Não Se Compra
  • Os Fantasmas de Scrooge
  • Esqueceram de mim
  • Grinch

+ do Clima Natalino

  • Uma segunda chance para amar
  • A origem dos guardiões
  • O amor não tira férias
  • Barbie em uma canção de natal
  • Meninas malvadas
  •  O Estranho Mundo de Jack

Jornal Grande ABC

clima natalino

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A cara do movimento sufragista

A cara do movimento sufragista: conheça como as mulheres lutaram por seus direitos

Entre os séculos XIX e XX, um grande movimento ocorreu em vários países, esse movimento defendia o direito da mulher ao voto. O voto feminino era negado por motivos sexistas dentro da política, pois essa área era exclusiva de homens. Dessa forma, a prerrogativa usada na época era de que as mulheres eram incapazes de atuar nesse meio. Todavia, mesmo sem nenhuma ter sequer uma oportunidade de provar o contrário.

Onde teve início a cara do movimento sufragista?

O movimento começou a surgir quando mulheres da classe burguesa que tiveram acesso à educação perceberam que embora a democracia reinar, muitas injustiças ainda eram visíveis.

A cara do movimento sufragista
Imagem por Pirata Cultural

O primeiro país a reconhecer esse direito foi a Nova Zelândia, em 1893. Um dos grandes nomes por trás desse sucesso era Kate Sheppard, que defendia inúmeras causas ligadas ao movimento. Por exemplo, como a organização de reuniões, projetos e petições ao Parlamento, a abolição de roupas restritivas como o espartilhos e também promovia atividades físicas em uma época que esporte não era uma área muito feminina.

A cara do movimento sufragista
Kate Sheppard
Imagem do Google

Assim como Sheppard, muitos nomes ficaram famosos ao redor do mundo. Como Emmeline Goulden Pankhurst, a fundadora (juntamente com seu marido, Richard Marsden Pankhurst) da Liga Do Voto das Mulheres, uma organização muito importante para o movimento ocorrido na Inglaterra.

A cara do movimento sufragista
Emmeline Goulden Pankhurst
Imagem do Google

É importante citar Millicent Fawcet, a líder do movimento na Inglaterra, presidente da União Nacional das Sociedades de Sufrágio Feminino. Além disso, de também fundadora do Newnham College, uma universidade inglesa voltada para mulheres.

A cara do movimento sufragista
Millicent Fawcet
Imagem do Google

Outro nome é o de Annie Kenney, uma trabalhadora que lutava por seus direitos. Todavia, ficou famosa quando foi presa com um grupo de mulheres (mulheres como Christabel Pankhurst, a filha de Emmeline, faziam parte deste grupo) sob acusações de suposta agressão contra o ex-secretário de Estado das relações exteriores e da Commonwealth, Sir Edward Grey.

A cara do movimento sufragista
Annie Kenney
Imagem do Google

A cara do movimento sufragista nos filmes

Então, para entender melhor a história deste movimento, é possível assistir filmes que abordam o tema.

  •  As Sufragistas de 2015
  • Our Times, de 2002
  • Anjos Rebeldes, de 2004
  • License to Thrive, de 2008

Jornal Grande ABC

COMUNICAÇÃO: Existem formas de falar

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Mulheres Revolucionárias: Jane Grey e Mary I

Conheça Jane Grey e Mary I

Antigamente apenas os homens poderiam comandar um país, o rei era quem liderava, comparecia em reuniões estratégicas e políticas importantes. A rainha era conhecida apenas como a esposa do rei, não sendo uma monarca reinante.

Mas muitas mulheres tentaram mudar a história, não ficaram quietas pois sabiam que eram capazes de ir muito além do que escolher as flores do jardim do castelo. Porém, quando sempre que almejaram este poder, estas mulheres foram criticadas e condenadas.

Mas e quando todos os homens da linhagem real estão mortos?

Em 6 de julho de 1553 Edward III, o único herdeiro homem de Henry VIII, estava morrendo. Pela primeira vez na história da Inglaterra, todas as opções para a realeza, eram mulheres.

Seguindo a lógica, a coroa deveria ser passada para Mary, a filha mais velha. Depois, para Elizabeth, sua irmã mais nova.

Mas Edward estava disposto a fazer de tudo para que sua irmã, de diferente religião, não ocupasse seu lugar e mudasse a religião de seu país. Antes de morrer, preparou um documento a excluindo do poder.

Este documento, permitia que suas primas também ficassem com o poder e então Jane Grey entra em cena, já que era da mesma religião que Edward. Pensando nisso, ele deixou um testamento para que os filhos homens de Jane pudessem usar a coroa, para que desta forma, nenhuma mulher ficasse no comando.

O que ele não esperava, era sua repentina morte.

Sem tempo para produzir herdeiros, Jane foi colocada no testamento como futura rainha, pois seu marido poderia governar. E talvez um dia, o casal tivesse estes tão sonhados filhos.

Quando Jane soube, recusou o trono pois achava que sua prima Mary era a verdadeira herdeira do trono inglês mas este pedido era uma ordem, pois não podia ser recusado.

Mas Jane não foi manipulada como um fantoche e não aceitou que seu marido fosse rei, aceitaria que ele fosse apenas duque, pois não tinha o sangue real.

Poucos dias depois, vendo toda essa disputa, Mary decidiu juntar um exército para recuperar seu lugar no trono real.

Com uma guerra inesperada e poucos aliados, Jane perdeu seu não tão querido trono depois de 9 dias e Mary saiu como vitoriosa e tornou-se a rainha da Inglaterra.

Gostou de saber sobre Jane Grey e Mary I? Conheça mais Mulheres Revolucionárias!

Como funcionava a medicina na época Tudor

Na época Tudor, os médicos seguiam os ensinamentos de Aristóteles, onde o corpo tinha quatro elementos importantes – sangue, fleuma, bile amarela e bile negra- e todas as doenças eram causadas pelo excesso de um desses elementos. Para curar, os médicos faziam o uso de drogas que provocavam vômitos (essas drogas podiam incluir partes de animais e minerais) e muitas vezes sanguessugas eram colocadas nos pacientes para tirar o excesso de sangue (em tentativas mais agressivas, facas e serras eram usadas). Como funcionava a medicina na época Tudor

Como já era de se esperar, muitos ferimentos e doenças acabavam infeccionando ou piorando e o paciente morria.

Como funcionava a medicina na época Tudor
Imagem do Google

ATROCIDADES. FATO OU FAKE? Como funcionava a medicina na época Tudor

Para ter uma ideia melhor sobre estas atrocidades, a historiadora formada pela PUC, Thays Macedo, explica:

“Nessa época, métodos como a cauterização, o uso das mesmas ferramentas em vários pacientes ainda era muito comum” explica Thays. “Principalmente durante as guerras, onde médicos treinavam suas habilidades nós campos, queimando feridas para conter hemorragias e arrancando dentes a sangue frio para evitar infecções, o que muitas vezes não era eficaz. Então, começa-se observar que suturar os ferimentos ao invés de cauterizar, tinha mais eficácia contra infecções futuras e provocava menos dor.” Como funcionava a medicina na época Tudor

“Alguns cientistas também começam a observar que doenças que eram causadas por agentes externos, deveriam ser tratados com medicamentos mais específicos, como exemplo a sífilis ( ou doença francesa)” diz Macedo. “A doença começou a aparecer na Europa em meados do século XV, onde ainda se tem discussões sobre sua origem ser do continente americano ou não, causou uma grande epidemia, pois não se sabia como trata-la. A doença só começou a ser controlada quando o uso do mercúrio no tratamento começou a ser feito, isso muitos anos depois de sua chegada. Outras doenças como gripe, o tifo e o sarampo, foram espalhadas pelos europeus durante as grandes navegações, levando nativos a quase extinção pela falta de conhecimento e tratamento da doença.”

Porém, muitas descobertas foram feitas a partir dos erros que eram cometidos, é então que começa a influência de uma medicina mais parecida com o que conhecemos hoje.

Mulheres Revolucionárias: Catarina, a Grande

Catarina nasceu na Pomerânia, a atual Polônia, em 1729.C Era conhecida como Sophie Friederike Auguste, ou apenas princesa von Anhalt-Zerbst, antes de se casar com Pedro III da Rússia.

Antes de seu casamento, era pouco provável de que conseguisse subir ao trono mas o que ninguém esperava era que Sophie seria uma das rainhas mais famosas da história.

Seu pai era um homem de confiança dos czares da Rússia e Isabel, a czarina, tinha uma afeição especial pela garota.

Para conseguir entrar em acordo matrimonial com o filho do rei, Sophie teve que mudar seu nome e sua religião para conseguir se adaptar à cultura local.

Imagem do Google

Em janeiro de 1762, com a morte de Isabel, os príncipes finalmente subiriam ao trono. Mas essa coroa não ficaria muito tempo na cabeça de Pedro III pois em setembro do mesmo ano, foi assassinado e Catarina assumiria o poder total da coroa.

O amante de Catarina, Gregori Orloff, estava organizando um plano para derrubar o czar há muito tempo, mas acabou sendo descoberto e, correndo o risco de serem condenados por traição ao rei, os dois amantes resolveram dar um golpe de Estado para Catarina ficasse com todo o poder e assim, não fossem decapitados. Mesmo com o golpe, Orloff estava receoso de que o rei ainda conseguisse se vingar e o matou.

Após descobrir o que havia acontecido com seu marido, Catarina tratou de cortar relações com seu amante para que ninguém suspeitasse de sua ligação com o assassino.

Mesmo com todos os escândalos que a envolviam, ela foi uma grande rainha pois teve de lutar contra o Império Otomano durante todo o seu reinado e obteve vitória todas as vezes. Também anexou inúmeros territórios ao Império, fazendo com que a Rússia chegasse ao Mar Negro que é de extrema importância para o transporte comercial.

Além disso, foi ela quem inaugurou a Universidade de Moscou e a Academia Russa. Além de ser diretora da Academia Imperial das Artes, atualmente conhecida como Academia Russa das Ciências e fazia parte do membro da  Academia Real de Ciências da Suécia.

Durante todo seu reinado, Catarina melhorou profundamente o ensino das artes e ciências, tanto que foi a primeira mulher da história a comandar uma academia nacional de ciências.

15 filmes para refletir sobre o racismo

Para celebrar o Dia Nacional da Consciência Negra, constituído oficialmente pela Lei nº 12.519 em 2011, por que não assistir filmes que falam a respeito desta luta?

  • Fruitvale Station – A Última Parada (2013)

O voto das mulheres durante a proclamação da República

Em 1889, durante a proclamação da República, a escolha do primeiro presidente do Brasil nunca esteve tão perto.

O país deixava de ter um imperador, Dom Pedro II e passaria a ter um governo provisório sob comando do marechal Deodoro da Fonseca. O objetivo era preparar as eleições de 1894.

As mulheres começaram a se empolgar com a ideia de que com um novo regime, a oportunidade de conseguirem o direito do voto seria enorme.

imagem por TSE

Já que apenas os homens podiam votar naquela época, eles pensaram que o pedido pelo voto feminino era apenas um capricho, não um assunto sério de direitos iguais.

Para que suas vozes fossem ouvidas, as mulheres começaram movimentos e campanhas sufragistas. O assunto era sempre assunto nos jornais.

Vendo o crescimento da popularidade do movimento, o governo propôs uma emenda em que mulheres com diplomas que não fossem casadas ou tivessem filhos, poderiam votar mas a ideia foi rejeitada. O principal argumento dos que se opunham era o perigo que isso poderia acarretar.

Como no contexto mundial as mulheres também não tinham esse poder, não foi possível conseguir uma base sólida para o que poderia acontecer e ser colocado em prática.

No Brasil, o voto feminino só seria efetivamente aprovado em 1932, no governo de Getúlio Vargas, depois de muitos anos de luta.

 
 
Imagem por UVESP

Mulheres Revolucionárias: James Barry

Um dos médicos mais famosos do século 19 foi James Barry, mais conhecido como Margaret Ann Bulkley, uma mulher nascida em County Cork, na Irlanda.

Pois é, o médico James na verdade era uma mulher.

Imagem do Google

Antes de entrar para a Universidade de Edimburgo, James Barry nunca existiu. Como naquela época as mulheres eram proibidas de estudar medicina, Margaret orquestrou o plano de se passar por um homem. Depois que terminasse os estudos, iria para a Venezuela, onde seu tio conseguiria um emprego como médica e ela estaria livre para exercer seu cargo como médica, mas antes disso acontecer, seu tio morreu e seu plano virou permanente, pois teve que viver a vida toda ocultando sua verdadeira identidade.

Quando conseguiu ingressar para o exército, onde trabalharia como médico, conseguiu fazer grandes descobertas, como a importância da higiene (já que naquela época isso não era muito comum), e com isso conseguiu salvar a vida de vários pacientes, se destacando na área da medicina.

Podemos dizer que alguns de seus maiores destaques foi deter a expansão da cólera e da lepra no continente africano, duas doenças causadas por bactérias que estavam em alta naquela época. Além de melhorar consideravelmente as condições de soldados feridos da guerra, também foi o primeiro cirurgião a realizar uma cesariana bem sucedida na África, onde mãe e filho conseguiram sobreviver.

Mas tudo isso foi ofuscado quando rumores de seu relacionamento com um homem, o político Charles Somerset, foram divulgados.

Como todos pensavam que James era homem, aquele relacionamento era simplesmente inaceitável para a sociedade da época. A carreira de ambos foi prejudicada por este motivo.

Com o passar dos anos, quando já estava com a saúde debilitada, James voltou para a Inglaterra, onde viria a falecer pouco tempo depois.

Uma enfermeira que cuidava do cadáver do médico ficou chocada quando levantou o lençol e descobriu que James, na verdade era uma mulher. E não apenas uma mulher, pois cicatrizes em seu estômago indicavam que Margaret era mãe.

O julgamento das bruxas de Salem

Todos nós já ouvimos falar sobre as Bruxas de Salem, mas quem realmente conhece a história verdadeira por trás das lendas que nos contam?

Entre os anos de 1692 e 1693 em Salem, nos Estados Unidos, aconteceu uma caça às bruxas onde 150 pessoas foram presas e 25 morreram.

Imagem do Google

Tudo começou quando uma garota ficou doente e ninguém conseguia explicar o que estava acontecendo com ela. Hoje a hipótese é que ela teria ingerido um fungo presente no pão.

Poucos dias depois, outras garotas afirmaram que estavam com os mesmos sintomas. Diante desta situação o médico da vila, William Griggs, falou que aquilo era obra do sobrenatural e todos acreditaram.

Como naquela época era comum que qualquer acontecimento desconhecido fosse culpa de uma bruxa, logo todos na vila começaram a culpar uma escrava que cuidava de crianças e contava histórias do folclore de seu país para elas.

Estas mesmas crianças afirmaram que a mulher era bruxa e até começaram a culpar outras mulheres de feitiçaria.

Se vendo sem saída, as mulheres confessaram um crime que não cometeram.

Toda essa repercussão fez o governador criar uma corte para que estas bruxas fossem julgadas, porém nenhuma teve a oportunidade de se defender.

Imagem do Google

A primeira acusada foi Bridget Bishop, que foi acusada de ter roubado ovos e depois se transformado em gato. Sua pena foi de morte por enforcamento.

Já a escrava que havia sido a primeira a ser acusada de bruxaria, confessou e disse que o objetivo destas feitiçarias era de acabar com os puritanos.

Outra vítima que teria sido apontada pelas crianças, foi uma menina de 4 anos, que acabou com uma sentença de prisão.

O caso que mais despertou horror nas pessoas foi de Martha Corey, uma cristã que era sempre vista na igreja, pois se até uma cristã fazia parte, qualquer um poderia.

Além dos humanos condenados, também houveram alguns cachorros que foram mortos por serem, supostamente, parceiros e cúmplices das bruxas.

O julgamento só teve encerramento no ano seguinte, depois de levar inúmeras pessoas presas ou mortas.

Atualmente, é possível visitar o Museu das Bruxas de Salem.

Mulheres Revolucionárias: Kathrine Switzer

Kathrine Virginia Switzer, ou apenas Kathy, entrou para a história sendo a primeira mulher a participar da Maratona de Boston, em 1967, uma época na qual acreditavam que as mulheres não eram capazes de correr maratonas, mas Kathrine provou que todos estavam errados.

Durante várias décadas, apenas homens podiam participar de atividades e eventos como uma maratona. Para poder participar da corrida, quando foi preencher o formulário de inscrição, colocou apenas as iniciais de seu nome (K. V. Switzer) e por ser um nome neutro, todos acharam que era um homem. O clima de frio e chuva foi um aliado pois todos estavam de agasalho e capuz, fazendo com que ela se camuflasse e ninguém a notasse.

Mas isso não durou muito tempo pois um carro com a imprensa e alguns organizadores do evento passou ao seu lado e logo perceberam que aquela pessoa não era um homem. No mesmo instante começaram a gritar e perseguir a mulher, que não se intimidou.

Imagem do Google

Para ajudar, o namorado de Kathy foi na direção do organizador que gritava ameaças e o derrubou no chão.

Mesmo com todos os obstáculos, ela sabia que precisava continuar e terminar a corrida, pois só assim as mulheres seriam vistas como capazes.

Porém mesmo finalizando a prova, as mulheres só seriam aceitas na prova cinco anos depois.

A criação do Outubro Rosa

Comemorado no mundo inteiro, o movimento do laço rosa popularmente conhecido como Outubro Rosa, simboliza a luta contra o câncer de mama.

A criação do Outubro Rosa

Ele teve inicio nos Estados Unidos, onde ações de apoio começaram a crescer.

Estas ações começaram graças a Fundação Susan G. Komen for the Cure, que organizou um evento chamado Corrida pela Cura, em 1990. Vendo que o evento foi um sucesso, todos os anos a fundação começou a promover esse evento, se tornando anual.

Depois disso, muitas entidades começaram a criar eventos com o mesmo tema, inicialmente as cidades eram decoradas com os laços rosas, depois surgiram outras atividades, como um desfile de modas com sobreviventes do câncer de mama, jogos e outros.

Quando estes movimentos chegaram aos ouvidos do Congresso Americano, em outubro, resolveram tornar o mês (americano) de prevenção do câncer de mama.

Já no Brasil, o movimento só ficou conhecido nos anos 2000, quando um grupo de mulheres simpatizantes da causa decidiram iluminar o Obelisco do Ibirapuera em um dia de comemoração do parque.

Esta ação repercutiu em jornais e revistas, fortalecendo o movimento e criando uma onda de ações parecidas com esta.

Foi apenas em 2008 que o movimento realmente ganhou força em várias cidades do Brasil, se tornando famoso até os dias atuais.

Mais informações aqui.

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A criação do Outubro Rosa

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A mãe das crianças do Holocausto

Seu nome é Irena Sendlerowa, mas também podemos chamá-la de mãe das crianças do Holocausto.

A assistente social do Departamento de Bem Estar Social de Varsóvia era conhecida por muitas famílias como a mão amiga que você pode confiar pois ajudava pessoas necessitadas seja com comida ou medicamentos. Também foi responsável por se unir com uma amiga para limpar os esgotos de guetos locais para evitar a aparecimento de alguma doença contagiosa.

Mas apesar de tanta solidariedade, não foi por isso que sua história ficou conhecida.

Foi apenas em 1999 quando um grupo de estudantes mostrou interesse por seus feitos e resolveu entrevistá-la e só então ela compartilhou sua história.

Ao ver tantas notícias horríveis logo quando a Segunda Guerra Mundial eclodiu, Irena resolveu entrar de cabeça e ajudar ainda mais pessoas. O plano era conversar com os pais de crianças que estavam correndo risco de vida devido ao nazismo e levar estas crianças para um lar temporário, onde ficariam seguras. Como elas não podiam ser vistas, Sendler chegou a utilizar sacos de batatas, de lixo, e até caixões. Logo que chegassem ao novo lar, mudariam de novo para manter sua identidade judia em segredo.

Apesar de todo seu esforço, com o tempo, os nazistas acabaram descobrindo seu plano. Irena foi presa e torturada, suas pernas e pés quebrados. Mesmo depois de todos os obstáculos, sua determinação foi mais forte pois se recusou a dar qualquer tipo de informação sobre o assunto.

Assim que a Segunda Guerra terminou, ela entregou todos os documentos sobre as crianças para o presidente do comitê de salvação dos judeus sobreviventes, mas infelizmente muitos não haviam sobrevivido.

Nobel de Paz

Após sua morte, Irena foi nomeada ao prêmio por indicação do governo da Polônia.

Filme

Em 2009 a CBS produziu um filme em sua homenagem, chamado O Coração Corajoso de Irena Sendler e que foi indicado ao Globo de Ouro de 2010.

Fundação

Podemos encontrar todo o seu trabalho no projeto Life in a Jar.

Mulheres Revolucionárias: Bertha Von Suttner

Bertha Felicie Sophie Von Suttner, uma mulher austro-húngara que influenciou a criação do Nobel da Paz.

Uma mulher que rompeu padrões dentro de uma sociedade onde a mulher não era ouvida, apenas belas, recatadas e do lar.

Durante boa parte de sua vida, ela publicou novelas e livros como Inventário de uma Alma, onde compartilha de ideias evolucionistas como de Darwin. Já quando tinha seus 46 anos, Bertha publicou o romance Abaixo as Armas, que foi um sucesso mundial, onde fala sobre as tragédias de uma guerra pela perspectiva feminina, defende o pacifismo e a ideia de que podemos resolver qualquer coisa apenas conversando, ou seja, sem armas.

Seu pai sendo marechal de campo do Império e conselheiro militar, essa oposição era vista como um ato de rebeldia naquela época.

Pouco tempo depois, organizou o primeiro Congresso Internacional da Paz, em Viena, além de ser eleita vice-presidente do Gabinete Internacional da Paz, também ajudou e fundou grupos e sociedades que ajudavam a promover a paz.

Um de seus trabalhos mais conhecidos foi com Alfred Nobel, onde o influenciou a colocar a categoria Paz na premiação. Enquanto mantinha Alfred informado de tudo o que acontecia no mundo dentro deste assunto, Von Sutter recebe o primeiro Nobel da Paz em 1905, se tornando a primeira mulher a receber tal prêmio.

Em 1914 ajudou na organização do 23º Congresso Mundial da Paz, mas alguns meses depois, em junho, morreu vítima de câncer, apenas dois meses antes do início da Primeira Guerra Mundial.

Mulheres Revolucionárias: Rosa Parks

Em 1955, nos Estados Unidos, depois de um dia cansativo de trabalho, uma mulher negra se recusava a dar seu lugar no ônibus para um homem branco, causando grande impacto no país e no mundo.

Essa mulher foi Rosa Parks.

Naquela época, a lei dos Direitos Civis americana dizia que apenas pessoas brancas poderiam votar, entrar em igrejas, lojas e tinham preferência em transporte público. Pois caso algum branco ficasse sem conseguir se sentar, o negro deveria se levantar e dar seu assento ou até descer do ônibus.

Cansada dessas regras, Rosa se recusou a levantar. O motorista parou o ônibus e chamou a polícia para prendê-la.

Com tamanha repercussão, a mulher foi visitada na prisão por Matin Luther King Jr. e membros da NAACP (Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor) fazendo com que o caso de Rosa se tornasse o estopim contra a desigualdade.

Tudo isso a tornou alvo de ameaças de morte e dificuldade em conseguir emprego. Mas tudo valeu a pena, uma vez que até hoje ela é conhecida como mãe do movimento dos direitos civis.

Todo esses acontecimentos, levaram a protestos e boicotes, pois os simpatizantes da causa decidiram parar de usar o transporte público e caminhar para seus destinos, dando grande prejuízo para a empresa.

O movimento só terminou quando, em 1956, a Suprema Corte dos Estados Unidos declarou inconstitucionais as leis de segregação.

Para conhecer melhor a sua trajetória, é possível assistir ao filme A História de Rosa Parks.