Categoria: Meio Ambiente e Cidadania

  • Preservação ambiental gerada por comunidades locais com turismo

    O turismo de base comunitária, que envolve o protagonismo de comunidades locais em atividades sustentáveis, pode transformar madeireiros e caçadores de animais silvestres em defensores ambientais.

    A mudança de mentalidade está entre os frutos gerados por projetos espalhados pelo país, cujos representantes conversaram com a Agência Brasil.

    Reputado por ser um dos precursores do turismo de observação no Brasil e chamado de birdman (homem-pássaro, em inglês), por seu amplo conhecimento de aves, o estadunidense Douglas Trent relata como iniciou a estruturação da Reserva Ecológica do Jaguar. O projeto, de ecoturismo comunitário, está localizado em Poconé (MT).

    Desde que teve um dos seus primeiros contatos com o Brasil, já pôde dimensionar o impacto do garimpo em disputas territoriais. Trent veio ao país em 1980, quando havia acabado de se formar em Ciências Ambientais pela Universidade do Kansas.

    A visita à região amazônica era um sonho de Trent, que, logo na viagem de ida, de ônibus, escutava diálogos de outros passageiros sobre a ambição em torno do ouro que poderiam extrair dali. Todavia, também deparou, pela primeira vez, com um espécime de onça-preta em seu habitat natural.

    Também chamada de jaguar-preto, a onça-preta é uma variação da onça-pintada, mas com pelagem escura, por conter mais melanina. Mas, a onça-pintada é um dos animais sob risco de extinção, atualmente, e que vive em quatro biomas. São eles o Cerrado, a Mata Atlântica, a Amazônia e o Pantanal.

    Comunidades locais e turismo: História

    Em 1981, Trent criava a Focus Tour Environmentally Responsible Travel, empresa de ecoturismo, passando a oferecer passeios de contemplação de animais da região. Naquela época, estabeleceu relação com o fazendeiro Lerinho de Arruda Falcão, que abriu as portas da propriedade para a observação de araras-azuis.

    Conforme relata Trent, porém, o fazendeiro e sua família matavam onças, sob a justificativa de que precisavam proteger o gado que criavam. Com a maior proximidade entre os dois, convenceu Lerinho a parar com a matança e a entrar para o ramo de ecoturismo.

    Atualmente a Reserva Ecológica do Jaguar deriva do trabalho de 50 famílias. Para o projeto, foram feitas diversas capacitações de membros da comunidade, para que se tornassem guias e equipes de hospedagem profissionais. Uma das atividades desenvolvidas para tocá-lo adiante foi envolvê-las em levantamentos da fauna local, já que estavam mais familiarizadas com os animais.

    comunidades locais
    Bichos do Pantanal, Instituto Sustentar – Douglas Trent/Instituto Sustentar/Direitos Reservados

    Aspectos sociais e econômicos

    Trent diz que um dos aspectos centrais para avançar na conscientização das pessoas foi entender o contexto socioeconômico em que a comunidade vivia. “Eu percebi que um dos problemas quanto à preservação da natureza é a pobreza. Se vou trabalhar com a natureza, tenho que trabalhar para reduzir a pobreza”, afirma.

    Após a operadora de turismo, surgiu o Instituto Sustentar, ONG sediada em Belo Horizonte e filial em Cáceres (MT), ao qual Trent se dedica atualmente. A reserva, por sua vez, está sob responsabilidade da família Falcão. Trent também é mentor do projeto Bichos do Pantanal, do Instituto Sustentar, desenvolvido no âmbito no programa Petrobras Socioambiental, desde 2012, e que conta com uma rede de cooperação com lideranças locais.

    A diretora executiva do Instituto Sustentar, Jussara Utsch, diz que a ajuda de profissionais de outros países deve ser valorizada. “Às vezes, nós, brasileiros, estigmatizamos um pouco, mas a verdade é que a gente precisa valorizar um pouco essa visão internacional, que pode estar nos ajudando aqui”, defende.

    Eduardo Arruda, que administra a pousada da Reserva Ecológica do Jaguar, após o falecimento do pai, conta uma dos primeiros aprendizados sobre a proteção da natureza. “A primeira coisa que o Douglas me falou, há muitos anos, foi: é o país com a maior biodiversidade do planeta, mas há desconexão do brasileiro com a própria natureza.”

    Amazônia extraordinária e comunidades locais

    No baixo Rio Negro, Amazonas, outra iniciativa fez reverberar discursos fundamentais em torno da preservação ambiental. Trata-se da Poranduba Amazônia, reserva de desenvolvimento sustentável do Rio Negro, que fica em frente ao Arquipélago de Anavilhanas, um dos maiores do mundo, e abrange duas comunidades: a Tumbira e a Santa Helena do Inglês, cada uma com 30 famílias, aproximadamente.

    “Poranduba” é uma expressão indígena, que significa “histórias fantásticas” contadas entre os povos da Amazônia, incluindo contos, fábulas e mitos. Também remete a “relação”, “sentir”, “escutar”.

    Poranduba, Amazônia
    Poranduba, Amazônia – Bruno Mangolini/Poranduba Amazônia/Direitos Reservados

    O psicólogo Bruno Mangolini morava na capital paulista, quando decidiu que sua vida devia tomar outro rumo, bem distante da zona urbana e do sudeste do Brasil. Em 2017, fez as malas e se mudou para a região, depois de sua companheira, que atuava em projetos nos arredores, adquirir uma casa.

    Comunidades locais na Amazônia

    Já estava ali havia algum tempo, até que uma comunidade vizinha à sua lançou a ideia de que poderiam gerar renda com atividades turísticas. Mangolini sentiu que poderia fazer a ponte entre moradores e turistas, em virtude de sua experiência com viagens. A partir daí, a comunidade passou a discutir quais serviços poderia oferecer, quem estaria envolvido com cada atividade e como se daria a remuneração dos participantes.

    Em 2019, o projeto se concretizou. Segundo Mangolini, das cerca de 30 pessoas que compõem a equipe, a maioria tem baixa renda e precisa do turismo para ter uma qualidade de vida melhor. Tudo é decidido coletivamente, inclusive a aplicação de recursos obtidos e que podem ser usados para melhorias na estrutura que atende a comunidade. “A gente tem esse compromisso de ir além do turismo, mas não só, de fazer o turismo ser um vetor do desenvolvimento local, estimulando práticas sustentáveis, tanto pelos moradores como pelos visitantes. E esperamos, além de gerar renda, conseguir melhorar a infraestrutura da comunidade, porque, como estamos isolados, o poder público não é muito atuante para resolver problemas básicos, como água, luz e outras coisas”, comenta, pontuando que o transporte na região é feito de barco.

    A transformação de comunidades locais

    Um dos trabalhadores da reserva, Roberto Brito, conhecido como Roberto Tumbira, era madeireiro antes de começar a atuar no projeto. Ele seguiu os passos dos avós, tanto maternos quanto paternos, e do pai, que não teve condições de estudar. Todos eles, conta, acabaram indo para esse ramo, ilegal, porque “o que se tinha para fazer era trabalhar na estação de madeira”.

    Brito comenta que a transição de perspectivas teve início em 2008, quando a comunidade em que vive passou a ter contato com o conceito de sustentabilidade e de preservação ambiental, com oficinas promovidas pelo governo amazonense. “Eu era uma das pessoas que olhavam a floresta derrubada como forma de sustento e trabalhei mais de 26 anos tirando madeira”, reconhece.

    “Coletivamente, era mais fácil resolver as coisas. Na época, nossas reivindicações eram muito por educação da comunidade e legalização da nossa área [de atividade], que era a madeira. Só que, graças a Deus, as coisas foram ter outro rumo. A educação chegou na nossa comunidade e eu ainda com espírito de madeireiro, querendo a legalização. Quando a educação chegou, foi abrindo muita clareza, oportunidade pra gente ver como o mundo seria se vivesse de modo sustentável.”

    Desde 2011, Brito começou a trabalhar com turismo. “Tenho dois filhos adultos, na época eram pequenos. Eu pensava: se não tiver educação, o meu filho vai ser mais um madeireiro, clandestino, como meu pai”, diz ele.

    Quilombos e a preservação

    Em Taubaté, interior de São Paulo, a técnica em turismo e historiadora Solange Barbosa é uma das mulheres que compartilham experiências pela Rota da Liberdade, da qual é presidente. Com uma equipe de cinco pessoas e parceiros, o projeto tem como objetivo promover ações de turismo em comunidades negras tradicionais e foi considerado um dos dez melhores projetos de geoturismo do mundo, pela National Geographic, em 2009.

    Através da Rota da Liberdade, os turistas têm a oportunidade de escutar a história revisada de pessoas escravizadas do interior paulista. Conforme explicou Solange, em entrevista, pesquisadores de áreas como antropologia, sociologia e história têm bastante interesse nos roteiros, que foram adaptados para atender especificamente a esse grupo, além de outros existentes, que incluem gastronomia típica e demais passeios.

    comunidades locais
    Roda d’água no Quilombo da Fazenda – Solange Barbosa/Rota da Liberdade/Direitos Reservados

    Comunidades locais indígenas

    Solange relata que o princípio de tudo foi uma ideia que surgiu ainda nos tempos de faculdade, que acabou sendo aprimorada e apresentada à Secretaria de Turismo e Cultura do município, com ajustes sugeridos por seus professores. Ela, que já foi consultora do programa Rota do Escravo, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), menciona que o grupo apresenta aos visitantes um arquivo histórico que documenta a presença de indígenas na região e também a chegada de africanos, no século 17.

    “Tem muitos públicos diferenciados que buscam a informação. A história do negro ainda está sendo contada no Brasil. A gente tinha uma história oficial, de que todo negro era escravo e que todo escravo vinha da África. Pronto. E a gente tem vivido, nos últimos 10, 12 anos, uma busca de outras narrativas. Os documentos históricos, arqueológicos, estão revelando essas outras histórias, e a gente está usando isso pra contar também”, diz.

    Solange cita ainda o roteiro pedagógico Saberes do Chão, com visitas a um quilombo. “A gente traz o turista para uma vivência real, com pessoas reais, distante daquela coisa que foi contada nos livros. O quilombo é um valhacouto [refúgio] de escravos fugidos, isso está lá em 1700, é o que está escrito. Aí, a gente mostra o que é realmente um quilombo, o que é uma comunidade quilombola, o quanto a sua área está preservada justamente pela sua ação, pela sua própria presença”, finaliza Solange.

    “Preservação ambiental gerada por comunidades locais com turismo” é com informações da Agência Brasil

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  • MDR pretende retomar obras habitacionais paralisadas

    Obras habitacionais paralisadas: 100 mil são da faixa 1 e 1/5 do programa Minha Casa Minha Vida. Outras 50 mil moradias pertencem à modalidade Programa Oferta Pública.

    No Brasil, as obras paralisadas em habitação atingem a marca de 150 mil moradias. Desse total, 100 mil são da faixa 1 e 1/5 do programa Minha Casa Minha Vida. O número consta em panorama divulgado recentemente pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR). Apesar disso, a Pasta garante a retomada dos projetos nos pequenos municípios brasileiros.

    Segundo o ministro Rogério Marinho, a ideia é que em 2021 essas obras sejam retomadas, levando em conta que muitas famílias se cadastraram para receber uma moradia e estão na expectativa de realizar o sonho da casa própria.

    “Vai ser dada a oportunidade para que as entidades parceiras que não tiveram a possibilidade de entregar as obras, tenham o prazo reaberto. Nós imaginamos que pelo menos 90% dessas obras sejam retomadas e boa parte concluídas em 2021, porque estão em graus muito próximos de conclusão. Eu imagino a frustração de um cidadão brasileiro que se inscreveu num programa habitacional, sendo que essa é uma das maiores conquistas da cidadania. Ou seja, ter um teto, ter um lar e uma referência familiar”, destaca o ministro.

    Ainda de acordo com o MDR, outras 50 mil moradias paralisadas pertencem à modalidade Programa Oferta Pública, vinculada ao Programa Minha Casa, Minha Vida e que atendia os entes municipais com população de até 50 mil habitantes. Outra informação é de que foram retomadas 30 mil moradias referentes às faixas 1 e 1/5 do Minha Casa, Minha Vida, restando ainda 70 mil.

    Para a Confederação Nacional de Municípios (CNM) entre os principais motivos da paralisação das obras estão pontos relacionados às questões fundiárias do terreno, ambientais, fragilidade de projetos básicos e executivos, descontinuidade de liberação de recursos de cronograma físico financeiro não cumpridos e empresas que decretaram falência.

    “Arranjos jurídicos” e retomada de obras habitacionais paralisadas

    Ao considerar pequenas cidades e as obras paralisadas da Oferta Pública, cerca de 1.800 municípios foram impactados devido à necessidade de arranjos jurídicos com a Secretaria do Tesouro Nacional (STN), Ministério da Economia e a Medida Provisória 996/2020 que criou o Casa Verde Amarela para viabilizar a retomada desses serviços de infraestrutura.

    O ministro Rogério Marinho afirma que, em janeiro de 2021, será possível a retomada e a conclusão de 90% dessas obras.  Nesse período, está previsto a reabertura do prazo para a conclusão de moradias paralisadas nesses municípios.

    “Nosso compromisso é buscar resoluções para os problemas que foram causados ao longo do tempo. Nós retomamos 30 mil dessas unidades e as outras 70 mil remanescentes devem ser retomadas. A ideia é que em 2021 possamos manter nossos esforços junto à Caixa Econômica, junto às prefeituras, com a nossa Secretaria de Habitação, nossa consultoria jurídica e com os diversos atores envolvidos nesse processo”, pontua.  

    O MDR também pretende disponibilizar, ainda em janeiro, os primeiros chamamentos públicos para os municípios que desejam participar do novo programa de Regularização Fundiária Urbana e Melhorias Habitacionais, vinculado ao novo programa habitacional – o Casa Verde e Amarela.
     

    Parceria com Brasil 61

    Jornal Grande ABC

    obras habitacionais paralisadas

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  • Projetos receberão R$ 829 mi para continuar obras de saneamento

    A previsão é de que os recursos beneficiem 236 ações em 204 municípios de 24 estados e o Distrito Federal, em obras de saneamento

    Mais de R$ 829,8 milhões serão liberados pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) para que estados e municípios possam dar continuidade ao andamento das obras de saneamento básico por todo o País. Com a medida do governo federal, serão contempladas iniciativas de abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejo de águas pluviais e de saneamento integrado. A expectativa é melhorar as condições de vida de mais de 10 milhões de pessoas, segundo estimativa do MDR.

    Outro ponto em destaque é a possibilidade dessa ação gerar e manter mais de 567 mil empregos. Além disso, esses recursos têm objetivo de beneficiar 236 projetos em 204 municípios do Acre, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins, além do Distrito Federal.

    Segundo o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, esses recursos “vão permitir a continuidade de centenas de obras, garantir melhores condições de vida e de higiene para uma parcela significativa da população”. Anteriormente, o ministro já havia afirmado que esse é um processo que começou em 2016 quando o Congresso Nacional reuniu diversas demandas relacionadas ao setor e percebeu que o poder público teria grandes dificuldades em realizar, dentro dos prazos, a universalização do saneamento pelo País.

    obras de saneamento

    Recursos para Obras de Saneamento

    Do total a ser investido, R$ 478,6 milhões são provenientes de restos a pagar. Estes são despesas com compromisso de utilização no orçamento do ministério e que não foram pagas até 31 de dezembro de anos anteriores. Os outros R$ 351,2 milhões serão repassados a empreendimentos em andamento por meio de créditos suplementares aprovados pelo Congresso Nacional.
    Uma medida como essa reforça a importância do saneamento para a população, pois é um fator fundamental para o desenvolvimento de um País assim como a melhoria na qualidade de vida. Os serviços de água tratada, coleta e tratamento dos esgotos levam, também, a uma melhor saúde pública, redução da mortalidade infantil, despoluição dos rios e preservação dos recursos hídricos de uma nação.

    E quando se fala em obras e projetos, é preciso destacar a necessidade de estudos e investimentos ao longo dos anos, pois esse planejamento vai refletir lá na ponta, para a população, como explica Cláudia Lins, analista Técnica da Confederação Nacional dos Municípios (CNM).

    “A qualidade desses serviços, quando bem prestados, influencia na prevenção de desastres como, por exemplo, alagamentos e inundações; além de contribuir para impedir que doenças de veiculação hídrica contaminem a população. Temos benefícios ambientais diretamente relacionados à serviços de saneamento básico. E claro, a água é fonte de vida, por isso é extremamente importante investir no esgotamento sanitário, para que a qualidade dos rios no Brasil melhore e possamos encontrar mananciais que sirvam de fonte de captação”, explicou a analista.

    Este ano foram realizadas alterações na legislação sobre este assunto, com as atualizações aprovadas no marco legal do saneamento básico, como a atribuição da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico na competência para editar normas de referência sobre o serviço de saneamento; veda a prestação por contrato de programa dos serviços públicos de que trata o art. 175 da Constituição Federal; aprimora as condições estruturais do saneamento básico no País; estipula prazos para a disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos e autoriza a União a participar de fundo com a finalidade exclusiva de financiar serviços técnicos especializados.

    Entenda o que é Saneamento Básico

    Saneamento é um conjunto de medidas com objetivo de preservar ou melhorar as condições do meio ambiente para prevenir doenças e promover a saúde, melhorar a qualidade de vida da população e facilitar a atividade econômica. No Brasil, o saneamento básico é um direito assegurado pela Constituição e definido pela Lei 11.445/2007 como o conjunto dos serviços de infraestrutura e Instalações operacionais de abastecimento de água; esgotamento sanitário; limpeza urbana; drenagem urbana; e manejos de resíduos sólidos e de águas pluviais.

    Apesar do saneamento básico ser um conjunto de quatro serviços, quando se fala nele, a população brasileira está acostumada apenas ao conceito de serviços de acesso à água potável, à coleta e ao tratamento dos esgotos. Daí a importância dos investimentos no setor para a saúde do povo.
     

    Em parceria com Brasil 61

  • Gratuidade do Bom Prato até 30/04 para moradores de rua

    Além disso, a gratuidade do Bom Prato para jantares e refeições aos finais de semana e feriados serão servidos pela rede até 28 de fevereiro

    O Governador de SP determinou a prorrogação da gratuidade das refeições oferecidas na Rede Bom Prato. Os moradores em situação de rua terão direito a gratuidade até o dia 30 de abril. A decisão publicada nesta quarta-feira (30) no Diário Oficial passa a valer a partir de hoje.

    “A prorrogação da gratuidade nas refeições é uma das nossas ações de proteção social para amparar as pessoas em situação de maior vulnerabilidade social”, diz a Secretária de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo, Célia Parnes.

    A gratuidade nas refeições da Rede Bom Prato para pessoas em situação de rua teve início em junho, mediante cadastramento das Prefeituras e apresentação do cartão com QR Code pelos beneficiários.

    Desde o início da pandemia da COVID-19, os 59 restaurantes Bom Prato adaptaram o atendimento. Portanto, passando a servir três refeições diárias (café da manhã, almoço e jantar) em embalagens descartáveis e para retirada, inclusive aos finais de semana. Por mês, mais de 3 milhões de refeições servidas na rede. Desde então, ao todo mais de 23 milhões de refeições servidas. Além disso, mais de 500 mil servidas gratuitamente para a população em situação de rua cadastrada.

    Gratuidade do Bom Prato
    Foto: Divulgação

    Gratuidade do Bom Prato jantares e finais de semana

    Além disso, o Governo de São Paulo prorrogou também a oferta de jantares e refeições nos finais de semana e feriados. A Rede Bom Prato servirá nestes dias até 28 de fevereiro. Critérios técnicos determinarão em quais unidades haverá implantação da medida. Nesse sentido, a demanda e local definirão as escolhas.

    O site da Secretaria de Desenvolvimento Social divulgará a relação das unidades e horários de funcionamento

    Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo

  • Sustentabilidade vista pelos jovens em concurso de desenho

    Exposição “Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável” está disponível no site do Acervo do Estado. Resultado demonstra como a sustentabilidade vista pelos jovens hoje em dia.

    O Governo do Estado divulgou neste sábado os 20 desenhos vencedores do Concurso de Desenho “Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”. A exposição virtual está disponível em www.acervo.sp.gov.br.

    Alunos dos anos finais do Ensino Fundamental (6º. ao 9º. anos) e do Ensino Médio da rede pública estadual foram convidados a participar. Dessa forma, mostrar por meio de desenhos realizados com diferentes técnicas, como eles entendem as cinco áreas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Estas, estabelecidas na Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) – pessoas, planeta, paz, prosperidade e parcerias.

    A iniciativa marca a comemoração dos 75 Anos da ONU. Além disso, é fruto da parceria entre as Secretarias da Casa Civil, da Educação, de Governo e de Relações Internacionais. O Acervo Artístico-Cultural dos Palácios, vinculado à Secretaria de Governo, também participou da organização do concurso e realizou a exposição virtual com os trabalhos vencedores. O projeto teve o apoio da Representação da UNESCO no Brasil – Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.

    Concurso mostra sustentabilidade vista pelos jovens

    Comissões multidisciplinares formadas nas escolas e nas Diretorias de Ensino avaliaram os trabalhos inscritos e selecionaram 200 desenhos finalistas. Uma comissão julgadora integrada por representantes das Secretarias responsáveis pela organização do concurso. Além disso, de consultoras do setor de Educação da UNESCO no Brasil, definiu os vencedores.

    Os critérios de avaliação foram a pertinência em relação ao tema, criatividade e originalidade e qualidade plástica da produção artística, dentre outros. Todos os desenhos apresentados foram acompanhados por um texto explicativo sobre o conceito da criação.

    Sustentabilidade vista pelos jovens

    Agenda 2030 no Currículo Paulista

    A Agenda 2030 dialoga com todas as áreas de conhecimento e componentes curriculares do Currículo Paulista.

    “Uma das competências trabalhadas nas escolas é a defesa de ideias que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável. Os 17 ODS e os 5P´s da sustentabilidade tratam desses temas com uma linguagem universal e os alunos souberam traduzir esses conteúdos em seus desenhos”, explica Rossieli Soares da Silva, Secretário da Educação.

    Ana Cristina Carvalho, Curadora do Acervo Artístico-Cultural dos Palácios do Governo, destacou a conscientização dos alunos da rede pública sobre os temas da Agenda 2030. Por exemplo, como o enfrentamento da pobreza, da fome e a busca pela equidade. “Em cada desenho há uma descoberta de caminhos e muita esperança”, registrou.

    Para a Coordenadora de Educação da UNESCO no Brasil, Rebeca Otero, o concurso contribui para o alcance da meta 4.7 do ODS 4 – Educação de Qualidade, que visa, até 2030, promover a educação para o desenvolvimento sustentável e estilos de vida sustentáveis. Portanto, estabelecendo uma ponte com o conjunto dos ODS. “A UNESCO no Brasil reconhece que esta iniciativa do concurso está alinhada com os princípios da Educação para o Desenvolvimento Sustentável”, afirmou.

    Jornal Grande ABC

    COMUNICAÇÃO: Existem formas de falar

    O Jornal Grande ABC é feito para você, e por vocês. Nossos colaboradores e jornalistas estão todos dias buscando novidades e matérias. Assim, produzindo material especial para nossos leitores. Nosso foco são as cidades de Mauá, Diadema, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, São Caetano do Sul, São Bernardo do Campo e Santo André. Além disso, cobrimos o que acontece no Brasil e no Mundo, incluindo esporte, entretenimento e tecnologias.

    Não possuímos nenhuma vinculação política ou partidária. Da mesma forma, sem ligações com outras mídias já existentes na região. Sendo assim, nossa fundação se deu em 07 de Setembro de 2020. Desde então, cada dia estamos crescendo e chegando em mais dispositivos e usuários. Por isso, nossa maior satisfação é entregar material de qualidade para nossos leitores. Portanto, cada nova visita e comentário, nos dão mais fôlego para seguirmos firmes e fortes neste projeto.

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  • Workshop de moda inclusiva

    Workshop de moda inclusiva: Os desafios e possibilidades da moda inclusiva dentro do contexto da pandemia foram ministrados para mais de 50 pessoas

    Nesta segunda (07), a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, em parceria com o Centro de Tecnologia e Inovação, realizou o Workshop online “Moda Inclusiva: cenário pós pandemia”.

    Os mais de 50 espectadores presentes puderam aprender com o conteúdo do workshop que foi baseado em três temas: Adaptabilidade em novo momento de mercado; Visão mercadológica e Tendência de futuro ao segmento.

    De acordo com a gestora de moda inclusiva da Secretaria, Izabelle Palma, a moda inclusiva é um segmento que traz vestibilidade melhor à pessoa com deficiência, com funcionalidades que priorizam a adaptabilidade da peça. “Leva à uma autonomia, dando oportunidade às pessoas e o direito de escolha. A moda inclusiva também dá apoio às pessoas com deficiência a se vestir com mais facilidade”, afirmou.

    A representante da marca de moda inclusiva Angels Grace, Grace Santos e pela Fundadora do SB Shop & I’mperfection in Fashion, Samanta Bullock também estiveram presentes para palestrar sobre a temática.

    “Quando falamos em moda inclusiva, falamos sobre olhar uma roupa na vitrine e ela servir para a pessoa com e sem deficiência. Pessoas com deficiência são consumidores também, a moda inclusiva é uma tendência e com ela cada vez mais estamos entrando em um consumo inteligente”, declarou Grace Santos.

    Cada tema tratado durante o evento foi articulado levando em conta a inclusão de pessoas com deficiência dentro da moda e a adaptação da moda inclusiva dentro deste período de pandemia.

    Samanta Bullock abordou as tendências dos próximos anos e sua relação com os desafios do segmento, ressaltando que a moda inclusiva evoluiu, trazendo mais autonomia às pessoas com deficiência. “A roupa feita à pessoa com deficiência era uma roupa hospitalar, vista como uma pessoa incapaz, acamada. E hoje, o Brasil está muito à frente nessa questão da moda inclusiva, justamente por conta de uma Secretaria voltada às pessoas com deficiência”, disse.

  • Bazar Solidário Ong Mãos que Abençoam

    Dia 24 de outubro a ONG Mãos que Abençoam realizaria o BAZAR SOLIDÁRIO. Por conta da pandemia do coronavírus, adotamos medidas adicionais para prevenção de todos. Porém, dia 12 de Dezembro será realizado, anote na agenda! Haverá venda de roupas masculinas, femininas e acessórios. Os projetos sociais e assistenciais atendidos pela ONG receberam toda a verba arrecadada.

    A data de primeiro de dezembro marca o Dia de Doar. Vamos contribuir para construirmos um mundo melhor, a partir de nosso bairro, cidade, região.

    O evento acontecerá respeitando as normas de proteção contra covid-19, com o uso de máscaras, álcool em gel e número limitado de pessoas dentro da tenda.

    Onde?

    A ONG realizará o Bazar na Alameda São Caetano, no número 1160, Jardim Santa Maria – São Caetano do Sul. Entre 9h e 15h do dia 12 (sábado) de Outubro. Telefone de contato (11) 2311-1118.

    Sobre a ONG Mãos que Abençoam

    Uma Organização sem fins lucrativos, de promoção ao desenvolvimento social que trabalha desde 2013, na assistência social e humanitária das pessoas em situação de rua.

    O trabalho conta com o apoio financeiro de pessoas físicas que contribuem com um valor mensal denominadas associados e com comerciários que nos apoiam com doações.

    Missão: Contribuir para que as pessoas em situação de exclusão na cidade de São Caetano do Sul possam recuperar sua cidadania, através de um novo projeto de vida, resgatando valores éticos e morais”.

    Visão: Ser um centro de referência no apoio integral a pessoas em situação de exclusão.

    Valores:
    AMOR ao próximo e a vida
    RESPEITO aos direitos humanos
    INTEGRIDADE no serviço prestado
    TRANSPARÊNCIA na atividade em que atuamos
    HOSPITALIDADE no acolhimento dos beneficiários
    FÉ na transformação e resgate de vidas

    Bazar Solidário Ong Mãos que Abençoam, participem. O mês de Dezembro inicia com o Dia de Doar. Vamos seguir com esta iniciativa por todo o mês, e ajudar e abençoar o próximo.

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