Categoria: Meio Ambiente e Cidadania

  • Os Benefícios do Selo Água e a importância dos mananciais

    A água mineral natural é o único minério de fonte renovável, todos os outros minérios são exauríveis. Isso porque ela faz parte do ciclo hidrológico, ou seja, é a chuva de alguns anos atrás que percorre as rochas, se enriquecendo dos sais minerais e sendo purificada. Quando a água mineral natural chega aos lençóis é trazida para a superfície como a natureza oferece, sem a necessidade de tratamento. Por isso, a importância dos mananciais.

    Segundo Cesar Dib, diretor da Lindoya Verão, há 70 anos a empresa é sustentável e oferece uma água pura e cristalina aos consumidores, enriquecida com os principais sais minerais que o corpo humano necessita. “Isso tem sido possível pelo árduo trabalho e pela constante preocupação em manter a qualidade dos mananciais, preservando as áreas de proteção, que no Brasil temos cerca de 700 fontes de água mineral, maior que o estado de Sergipe”, destaca. 

    A importância dos mananciais

    O código de águas minerais de 1945 se espelha à Europa e à França, garantindo que a água mineral natural do Brasil tem uma alta qualidade e, para manter-se assim, é fundamental a preservação das áreas de proteção permanentes. “Nossa água mineral é uma riqueza para o planeta e garante uma qualidade para a saúde da população”. 

    O executivo ainda destaca que as pessoas estão, a cada dia, mais preocupadas com uma alimentação saudável, mas se esquecem de que a hidratação antecede a alimentação, sendo necessário manter primeiramente uma boa ingestão de água de qualidade. 

    Levando em conta esses pontos, Dib lembra que em 1º de janeiro deste ano o Governo de São Paulo definiu como sendo obrigatório o uso de Selo Fiscal de Controle e Procedência para toda embalagem de água mineral, natural ou potável de mesa, e adicionada de sais, para galões de 10l e 20l destinado à comercialização em território paulista, mesmo que proveniente de outro estado brasileiro. 

    Para Dib, o Selo Água é muito relevante, pois dá várias garantias de que a empresa cumpre com todas as suas obrigações social, ambiental, tributária e está em dia com as licenças da CETESB. Uma grande vantagem é a situação igualitária, tirando a disparidade entre as grandes empresas e as que trabalham na informalidade e possibilitando uma concorrência justa. “Pelo lado do consumidor há a certeza da procedência da água, e o Estado consegue ter um controle maior sobre a fiscalização do setor. Atuar na legalidade e ter transparência traz benefícios para toda a cadeia, seja indústria de base, indústria de transformação, varejo, população e governo.” 

    Os Benefícios do Selo Água

    O selo fiscal em garrafões de 10l e 20l é impresso em papel seguro e afixado no lacre dos vasilhames retornáveis. A Valid, especializada em identificação e rastreabilidade, produz o selo da água com itens de segurança para evitar fraudes, tais como numeração alfanumérica, código de check randômico, impressão fluorescente em fundo invisível reativo a luz ultravioleta, entre outros recursos que impedem a sua reprodução. 

    Para finalizar, o executivo reforça que o Selo Água terá um impacto positivo para toda cadeia envolvida, mas que também é importante conscientizar a sociedade sobre a necessidade de preservar as áreas de preservação. “O Brasil conta com uma riqueza ímpar que precisa ser valorizada e protegida, pois a água mineral natural é um produto raríssimo”, finaliza Dib. 

    Foto: Divulgação.

    Sobre Lindoya Verão

    Uma das primeiras águas minerais a ser comercializada no Brasil, a Água Mineral Lindoya Verão tem sua trajetória marcada pelo pioneirismo e pela inovação. Em maio deste ano, a empresa comemora 70 anos de história e, desde sua fundação, em 1951, a marca apoia-se em tradição, origem nobre, inovação, design e qualidade. Seu alto padrão foi comprovado internacionalmente já no final da década de 1960, quando  foi escolhida pela Nasa  por sua altíssima qualidade para ser a água mineral dos astronautas da missão Apollo 11 na conquista da Lua, em 1969.

    A fim de garantir a quantidade e a qualidade dos seus sais minerais, a água proveniente das fontes da Lindoya Verão passa por cerca de 1.400 análises laboratoriais internas de qualidade por mês. Por ano, são mais de 16 mil, sem contar as análises realizadas por institutos externos. Toda essa preocupação com a qualidade é atestada por importantes institutos de certificação e controle, como o NSF (National Sanitation Foundation) International e o INMETRO.

    Sobre a Valid 

    Vivemos na economia da confiança. Nessa economia, a moeda é a identidade, e identificação é o que dá valor a ela. Para a?Valid?(B³: VLID3 – ON), identificação é reconhecer algo ou alguém como verdadeiro. Estamos no seu RG, nos seus cartões de banco, nas transações que faz pelo celular e em todos esses lugares, usamos tecnologia de ponta. Somos 6,000 colaboradores em 16 países levando em consideração as particularidades culturais e regionais, para entregar soluções personalizadas e integradas.?No Brasil somos a maior empresa em emissão de documentos de identificação, no mundo ocupamos a 5ª posição na produção de SIM?Cards?e estamos entre os 10 maiores fabricantes de cartão do planeta. Identificação é nossa razão de ser. Para saber mais, acesse?www.valid.com

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    Os Benefícios do Selo Água e a importância dos mananciais
    A importância dos mananciais. Foto: Divulgação

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  • Dia Mundial da Terra: Os ecossistemas locais e nossa rotina

    Rodrigo Berté* é autor de Dia Mundial da Terra: Os ecossistemas locais e nossa rotina

    Em um protesto contra as emissões atmosféricas e a poluição no mundo, o senador dos Estados Unidos Gaylord Nelson levou como pauta ao senado a criação de um dia especial para se pensar no planeta, na Gaia, a “teia da vida”. A data: 22 de abril de 1970, esta então se tornou o Dia Mundial da Terra.

    Ao longo da sua existência o planeta Terra já sofreu muitas mudanças, e ainda vem sofrendo. As mudanças passadas – já muito distantes do nosso tempo – não tinham o reflexo da ação humana como vemos e sentimos atualmente. A pressão que o homem exerce negativamente sobre o planeta vem aumentando ao longo dos anos, e mais do que as comprovações disso ao alcance da vista, há diversos levantamentos. Um dos dados mais marcantes está na pesquisa apresentada por cientistas israelenses, um registro preocupante apresentado na revista científica The Nature sobre a quantidade muito maior de objetos (de massa antrópica) produzida pelo homem, em comparação à quantidade de massa natural.

    Também a Organização das Nações Unidas realizou um estudo denominado “VISÃO 2050”. O documento indica, por meio de gráficos, os desafios da sustentabilidade com a pegada ecológica de cada país e a pressão sobre o planeta. A partir dele percebe-se que devemos urgentemente estabelecer um novo padrão de vida e de consumo que seja sustentável, com a inserção do hábito de reutilizar materiais, em especial aqueles oriundos da matéria-prima natural, bem como racionalmente utilizar os recursos da natureza.

    O Brasil, por sua vez, necessita urgentemente de políticas públicas mais “claras” sobre a proteção ambiental e, em especial, políticas voltadas para cada importante ecossistema que possui. Defendo que o território nacional deve ser mapeado pela diversidade ecológica e por ações que se diferenciam de região por região. O olhar para o ecossistema local, para as comunidades etnoecológicas, para a diversidade e para a proteção devem garantir a conservação de nossos recursos naturais preciosos. E há outra necessidade, a de descentralizar os órgãos de proteção ambiental nos âmbitos municipal, estadual e federal, a fim de garantir que as licenças emitidas não sejam irregulares, ou que venham com “carteirada” política.

    Para um planeta sustentável convido todos a, nesse Dia Mundial do planeta Terra, fazer um importante exercício de reflexão e de inserção de algumas dicas no dia a dia de todos nós: (1) evitar o desperdício de água, de alimentos, de recursos; (2) comprar de forma sustentável e aliada aos programas da agricultura familiar; (3) trocar produtos entre as pessoas, estimulando o consumo consciente; (4) destinar adequadamente o lixo, ou no mínimo evitar aumentar sua quantia. O ideal é gerar uma quantidade menor do que a dos dias atuais; (5) plantar, plantar e plantar muitas árvores; (6) ter compaixão e empatia com o semelhante, ensinando sempre que possível; (7) e denunciar os crimes ambientais.

    Há muitas outras ações necessárias também – e que somam muito mais do que sete dicas –, porém se cada um fizer o seu papel na sociedade sustentável que almejamos, estaremos exercendo a cidadania ideal e olhando para o nosso futuro comum, o futuro do nosso planeta.

    (*) Rodrigo Berté é Ph.D em Educação e Ciências Ambientais, e diretor acadêmico do Centro Universitário Internacional UNINTER 

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    Dia Mundial da Terra
    Rodrigo Berté
    Divulgação

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  • Histórias do personagem André liberadas para download gratuito

    Com o propósito de levar cada vez mais informações sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), o Instituto Mauricio de Sousa (IMS), em parceria com a Revista Autismo e o Instituto Singular, preparou uma surpresa especial! Até o final de abril, considerado o mês do autismo, as histórias em quadrinhos do André, personagem com autismo da Turma da Mônica, estarão disponíveis para download por meio do link https://institutosingular.org/baixe-agora/livros.

    A ação visa dar auxílio às pessoas para que saibam dos sintomas do espectro, alerte pais, familiares e professores sobre a importância do diagnóstico precoce e esclareça sobre o comportamento que deve ser adotado com uma criança autista.

    Para o diretor executivo do Instituto Mauricio de Sousa, Amauri Sousa, a iniciativa é uma excelente oportunidade para que se tenha acesso à informação de qualidade, de maneira clara e lúdica. “Ficamos muito felizes com o reconhecimento que os conteúdos desenvolvidos dentro da parceria entre o Instituto Mauricio de Sousa e a Revista Autismo têm recebido. Consideramos importante que as histórias com o André cheguem ao maior número possível de pessoas, levando não apenas informações sobre o espectro do autismo, mas também representatividade”.

    Sobre o Instituto Mauricio de Sousa (IMS)

    Fundado nos anos 90, o IMS realiza projetos, campanhas e ações sociais focados na construção de conteúdos que, por meio de uma linguagem clara e lúdica, estimulam o desenvolvimento humano, a inclusão social, o incentivo à leitura, o respeito entre as diferenças, a formação de cidadãos conscientes e conhecedores de seus deveres e direitos.

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    Histórias do personagem André liberadas para download gratuito
    Arte: Divulgação

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  • Banho da Esperança leva dignidade à pessoas em situação de rua

    Empresas e cidadãos se unem para construir e doar trailes de banho a instituições que se dedicam a cuidar de pessoas em situação de rua. Confira sobre Banho da Esperança

    Em 2020, em meio a pandemia, integrantes do Mitzvah Day Brasil aceitaram um desafio – arrecadar fundos para ajudar o projeto assistencial do padre Paulo Leandro da Silva, assessor da Pastoral do Povo de Rua em Guarulhos. O MItzvah Day é um projeto que existe há 11 anos em mais de 40 países e propõe que civis, independente da religião ou crença, ajudem sua comunidade da forma que puderem. Há três anos começou a ser realizado no Brasil.

    O projeto Pastoral do Povo de Rua existe há 10 anos e promove ações diárias de doação de alimentos e, a cada dois meses, atendimentos de higiene pessoal como banhos, cabeleireiro, atendimento odontológico, etc, além de doação de roupas e afeto para pessoas em situação de rua. Até o momento, para realizar esta ação, o padre conta com a ajuda de um trailer emprestado.

    Foi nesse contexto que surgiu a ONG Banho da Esperança visando captar recursos financeiros para construir e doar um trailer que permita ao padre Paulo executar seu projeto de forma contínua. Para isso, foram realizadas atividades como lives e vaquinhas online, além de contribuições e doações de artistas e da iniciativa pública e privada. Em abril deste ano, a parceria Banho da Esperança – Pastoral do Povo de Rua em Guarulhos comemora seu primeiro feito –  a doação de um trailer novinho com dois chuveiros, água quente, torneiras, espelhos e armários para o projeto.

    Ao longo de 2020, juntos, Banho da Esperança e Pastoral buscaram e conseguiram o patrocínio da Bolsa dos Valores e da Quimatic/Tapmatic, além de apoiadores como a Lorenzetti, a CIP (Congregação Israelita Paulista) e civis de todo o País que juntos arrecadaram dinheiro e materiais para a construção do trailer, que já tem data para ser entregue.

    No dia 11 de abril de 2021, será feita a entrega para a Pastoral do Povo da Rua em mais uma ação que pretende atender o máximo de pessoas em situação de rua. “É a realização de um sonho. Poder proporcionar aos nossos amigos essa oportunidade toda semana é sem dúvida a melhor notícia que tivemos em meio a tempos tão difíceis”, afirma padre Paulo.

    Estarão presentes  Célia Parnes – Secretaria de desenvolvimento social do estado de São Paulo, Rabino Michel Schlesinger da Congregação Israelita Paulista,   Bispo diocesano de Guarulhos Dom Edmilson, Eliane Lorenzetti Bez Chleba – Presidente da Lorenzetti, Diretoria da Quimatic/Tapmatic e Ricardo Cabral – Presidente da Bolsa dos Valores.

    Diante do bom resultado de 2020, a ONG Banho da Esperança já iniciou o cadastro de novas instituições que atuam com pessoas em situação de rua. O objetivo é, assim como fez com a pastoral de Guarulhos, contribuir com outros projetos em São Paulo e, em breve, em todo o País.

    À frente do Banho da Esperança está a empresária Patricia Strebinger, que coordena todas as iniciativas junto com as diretoras Larissa Lopes e Desirée Suslick. Com o apoio de todos, a ONG pretende levar mais dignidade para a população em situação de rua distribuindo amor e afeto a quem mais precisa. “Queremos devolver à essas pessoas o amor próprio e a autoconfiança. Percebemos que quando eles se olham no espelho limpos e higienizados, conseguem se enxergar e ter mais esperança de dias melhores”, afirma Patricia.

    A ONG já está em busca de novos apoiadores e patrocinadores para a construção de mais trailers de banho, com melhorias como a inclusão de baias para banho de pets, pois, afinal dignidade é um direito de todos.

    Quer conhecer e contribuir? Acesse: https://www.banhodaesperanca.com.br/

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    Banho da Esperança

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  • Parques nacionais recebem cadeiras de rodas para trilhas

    Nesta terça-feira (2) começou a distribuição de cadeiras de rodas adaptadas para trilhas de ecoturismo, e os parques nacionais recebem estes equipamentos.

    A previsão é de que mais de 20 parques nacionais sejam atendidos com o equipamento, segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA). A entrega do primeiro lote de cadeiras adaptadas foi feita na Floresta Nacional de Brasília, no âmbito do programa Parque+. 

    A iniciativa conta com a parceria do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Além do Distrito Federal, onde foi entregue o primeiro lote, os parques que receberão o equipamento estão localizados na Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

    Há previsão de que parques nacionais como os de Serra dos Órgãos (RJ), Ubajara (CE) e São Joaquim (SC) também recebam o equipamento ao longo dos próximos meses. Até o momento, 30 cadeiras foram adquiridas. Cada uma suporta uma pessoa de até 90 quilos, e poderá ser usada também em casos de resgate de acidentados em locais de difícil acesso.

    Em parceria com Brasil 61.

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    Parques nacionais recebem cadeiras de rodas para trilhas
    Cadeiras de rodas especiais serão distribuídas em parques nacionais de todas as regiõesO Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, entregou hoje (2/2), na Floresta Nacional de Brasília, o primeiro lote de cadeiras de rodas adaptadas para o transporte em trilhas de ecoturismo. Essa é a primeira entrega do programa Parque+, assinado também na data de hoje pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) para a promoção do ecoturismo em parques nacionais e entornos.
  • Grupo de trabalho elaborará agenda para agricultura sustentável

    Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) cria grupo de trabalho (GT) que elaborará da Agenda Estratégica para a Agricultura Sustentável. A medida foi publicada na Portaria n°26 do Diário Oficial da União. O grupo será responsável por propor medidas e ações para o desenvolvimento da sustentabilidade no setor, como indicador de avaliação e monitoramento, recomendações e cenários para o alcance de metas.

    O assessor de Assuntos Socioambientais da pasta, João Adrien, reforça a importância desse trabalho, tendo em vista as diversas agendas que tratam do setor agropecuário, em 2021. Segundo ele, a proposta do GT é aprofundar as Diretrizes para o Desenvolvimento Sustentável da Agropecuária Brasileira.

    Segundo a publicação, o grupo deverá apresentar relatórios periódicos ao Mapa, sobre o andamento das atividades. A duração do trabalho será de 60 dias, podendo ser prorrogado por igual período, se necessário. A atuação do GT é considerada prestação de serviço público e não predispõe remuneração.

    O grupo será formado por representantes das secretarias vinculadas ao Mapa e os setores privado, acadêmico e outros órgãos públicos são convidados a participar e contribuir com a iniciativa.

    Em parceria com Brasil 61.

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    Grupo de trabalho elaborará agenda para agricultura sustentável

  • Acordo de R$ 38 bi visa reparar danos por rompimento de barragem

    Acordo de quase R$ 38 bilhões foi assinado nesta quinta-feira (04) para reparar danos coletivos, socioeconômicos e ambientais pelo rompimento da barragem da mina Córrego do feijão, em Brumadinho, Minas Gerais.

    A Vale,o governo do estado, o Ministério Público Federal, Estadual e as Defensorias Públicas da União e de Minas Gerais assinaram o termo de Medidas de Reparação da tragédia que matou 270 pessoas e deixou outras 11 desaparecidas, em 25 de janeiro de 2019.

    As negociações para esse acordo demoraram quatro meses e ocorreram por intermédio do Tribunal de Justiça de Minas Gerais com a participação de órgãos do judiciário, governo local e a mineradora.

    A Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos do Rompimento da Barragem da Mina Córrego do Feijão afirma que foi excluída do processo de negociação. Diante disso, durante a reunião para assinatura do acordo, realizada a portas fechadas nesta quinta-feira (04), integrantes do Movimento dos Atingidos das Barragens protestaram em frente ao Tribunal de Justiça mineiro.

    Andressa Rodrigues, que perdeu um filho na tragédia e é secretaria da associação de vítimas, lamenta que as negociações tenham sido realizadas sem conhecimento público.

    O judiciário mineiro garante que esse acordo não excluí as indenizações individuais dos atingidos, que podem buscar a garantia de seus direitos, nem o andamento de processos criminais e trabalhistas junto ao Poder Judiciário. E lembra R$8 bilhões da Vale foram bloqueados para garantir indenizações a ex-trabalhadores da mina Córrego do Feijão.

    Cerca de 30% do total de mais de R$37 bilhões do termo assinado nesta quinta-feira (04) vão beneficiar o município e a população de Brumadinho. Mas, todo o estado de Minas Gerais será favorecido com investimentos, como destaca o governador de Minas Gerais, Romeu Zema.

    Já a Vale assegura que a reparação de Brumadinho é uma prioridade, desde as primeiras horas após o rompimento. Afirma que seu compromisso é promover a reparação integral dos danos para atenuar o sofrimento das pessoas.

    Acrescenta que mais de 8.900 pessoas já fazem parte de acordos para indenizações civis ou trabalhistas, que somam cerca de R$2,4 bilhões. E destaca ainda que mais de 3 mil pessoas já aderiram ao Programa de Assistência Integral aos Atingidos.

    Com Agência Brasil.

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    Acordo de R$ 38 bi visa reparar danos por rompimento de barragem

  • BNDES cria programa para incentivar redução de CO2

    A diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou a criação de um programa que tem como objetivo incentivar e reduzir as emissões de CO2 no setor de combustíveis. Por meio dele, serão concedidos empréstimos a empresas produtoras de biocombustíveis para estimulá-las a melhorar a eficiência energético-ambiental. Confira BNDES cria programa para incentivar reduções nos combustíveis.

    Segundo a instituição, o BNDES RenovaBio faz parte da agenda do banco voltada para estimular boas práticas ambientais, sociais e de governança. Além disso, segundo o banco, o programa pretende contribuir para o aumento da produtividade e da difusão de inovações tecnológicas, e, dessa forma, garantir aos consumidores o menor preço e a maior oferta de biocombustíveis ainda mais sustentáveis.

    As empresas que poderão pedir os empréstimos são as produtoras de biocombustíveis participantes da Política RenovaBio, e que tenham sede e administração no Brasil. Os empréstimos podem ser requeridos até 31 de dezembro de 2022.

    O valor máximo de cada empréstimo será de R$100 milhões por unidade produtora e o prazo total de pagamento será de até 96 meses, incluída uma carência de até 24 meses.

    Em parceria com Brasil 61

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    BNDES cria programa para incentivar redução de CO2
  • Fome aumenta no Brasil, na medida em que caem as doações

    A pandemia do novo coronavírus trouxe inúmeros desafios que vão além do campo da saúde. Pesquisadores apontam aumento dos casos de transtornos mentais – como depressão e ansiedade – decorrentes do isolamento social e das incertezas em relação à Covid-19. Aulas remotas acentuaram a desigualdade na educação do País. E o fechamento de atividades econômicas não essenciais levou ao agravamento da crise financeira no Brasil, com estimativa de queda de 4,3% do PIB, segundo o Ipea, além da taxa recorde de 14,2% no desemprego, segundo o IBGE. Com isso, a fome aumenta no Brasil nos últimos meses.

    Uma das situações mais graves enfrentadas por muitas famílias é a fome. Uma pesquisa do Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF) mostra que mais de 20,7 milhões de brasileiros passaram a se alimentar de forma ainda mais irregular desde o início da pandemia, por falta de dinheiro para comprar comida.

    Para tentar compensar a falta de renda das famílias brasileiras, o governo federal lançou, em abril de 2020, o Auxílio Emergencial, com 5 parcelas de R$ 600 e outras quatro de R$ 300 da extensão do benefício. Os valores socorreram 68 milhões de brasileiros, mas foi negado a 35 milhões que não atendiam aos critérios do programa. Ao final de 2020, o Auxílio Emergencial foi cortado. 

    Com a situação à mesa tão precária, diversas instituições filantrópicas se mobilizaram ao longo do ano para levar alimentos às famílias em situação de vulnerabilidade socioeconômica. No entanto, as doações vêm caindo.

    Fome aumenta no Brasil: Alternativa com Banco das Favelas

    A favela de Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo, possui população de 100 mil habitantes – maior que 94% dos municípios brasileiros. Segundo o líder comunitário da região, Gilson Rodrigues, a comunidade não consegue atender às recomendações da Organização Mundial da Saúde. “A realidade das favelas é que as pessoas vivem de maneira aglomerada. Existe uma constante falta de água. O serviço do SAMU não vem até locais periféricos. E a situação se agrava devido à fome e ao desemprego”, comenta.

    Segundo ele, a demanda por alimentos cresceu em Paraisópolis, ao passo que as doações diminuíram nos últimos meses. A União dos Moradores e do Comércio conseguia entregar 10 mil marmitas por dia, com as doações. Em setembro, o número caiu para 5 mil. Agora em janeiro, a organização só consegue entregar 500 marmitas diariamente. Gilson Rodrigues avalia que a queda nas doações se deu pela dificuldade financeira provocada pela pandemia.

    Diante do cenário, o G10, grupo formado pelas dez maiores favelas do Brasil – Rocinha (RJ), Rio da Pedras (RJ), Higienópolis (SP), Paraisópolis (SP), Cidade de Deus (AM), Baixadas da Condor (PA), Baixadas da Estrada Nova Jurunas (PA), Casa Amarela (PE), Coroadinho (MA) e Sol Nascente (DF) –, se mobilizou para levar doações de cestas básicas, álcool em gel, máscaras e cartões vale-refeição para seus moradores.

    Fome aumenta no Brasil, na medida em que caem as doações

    O líder comunitário, e também coordenador nacional do G10 Favelas, Gilson Rodrigues, explica que os alimentos são adquiridos na própria comunidade, para estimular as vendas do comércio local – que emprega 21% dos trabalhadores de Paraisópolis. Outra iniciativa para mitigar os impactos econômicos é o G10 Bank.

    “O G10 Bank pretende ser a maior rede de apoio de micro e pequenos negócios das favelas do Brasil, oferecendo crédito, mentoria e desenvolvimento, garantindo que as favelas possam continuar prosperando como estavam em 2019”. Segundo Gilson, o objetivo do G10 Bank é oferecer crédito e serviços bancários para reverter recursos para a população que mais precisa. Atualmente, 45 milhões de brasileiros estão desbancarizados, sendo a maior parte composta por moradores das favelas.

    O G10 também criou o “Comitê das Favelas – Presidentes de Rua”, no qual cada morador voluntário é responsável por acompanhar, durante a pandemia, 50 casas da comunidade. O objetivo é monitorar e apoiar as famílias; chamar o socorro médico, se necessário; distribuir cestas de alimentos e identificar moradores que queiram empreender, para serem auxiliados pelo G10 Bank. 

    Povos e comunidades tradicionais

    Os povos tradicionais no Brasil – indígenas, quilombolas e ribeirinhos – também foram afetados pela Covid-19. Para reduzir a fome dessas comunidades, o governo federal distribuiu cerca de 400 mil cestas de alimentos para 222 mil famílias dessas localidades. Ao todo foram disponibilizados R$ 45 milhões para a ação. 

    Arte - Brasil 61

    O Secretário Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Paulo Roberto, destaca a Medida Provisória 1008/2020, que dará continuidade no atendimento a essa população.

    “Como a pandemia não encerrou, em outubro, o Presidente da República editou a MP 1008 que dá um recurso extraordinário ao Ministério da Cidadania, para continuar a operar no enfrentamento a essa questão tão urgente que é a fome. A fome não pode aguardar, não pode esperar a burocracia”, ressalta.

    Além do Ministério, outros órgãos participaram da entrega das cestas e da disponibilização dos recursos, como a Companhia Nacional de Abastecimento, Fundação Nacional do Índio e Fundação Cultural Palmares.

    Organizações Não-Governamentais

    Aline Araújo Silva mora com o marido e mais quatro filhos, no bairro de Feitosa, em Maceió/AL. Ela conta que, durante a pandemia, o marido ficou desempregado e não podia fazer bicos, por conta do isolamento social. As dificuldades foram amenizadas graças ao trabalho da Legião da Boa Vontade (LBV).

    “Graças à LBV, nós conseguimos passar por isso. Desde o início da pandemia, a LBV vem ajudando com doações de cesta básica, cesta verde e o que eles têm conseguido doar para a gente”, relata.

    A LBV possui 82 unidades físicas de atendimento, espalhadas por todas as regiões do Brasil, sendo Norte e Nordeste as de maior vulnerabilidade socioeconômica. Segundo o assessor de comunicação da LBV em Brasília, José Gonçalo, a instituição vai distribuir mensalmente, enquanto durar a pandemia, cestas de alimentos e kits com material de limpeza e higiene para as famílias atendidas. Ele detalha como elas são selecionadas.

    “São famílias inseridas em serviços e programas já desenvolvidos pela instituição, em todas as suas unidades; além das que participam de atividades de instituições parcerias da LBV e cadastradas nos Centros de Referência de Assistência Social dos Municípios (CRAS)”, explica.

    Pelo site lbv.org é possível conferir fotos e informações sobre os atendimentos da instituição pelo Brasil e as formas de doar.

    Outro trabalho que merece destaque é a “Ação contra o Coronavírus”, da ONG Ação da Cidadania. Durante a pandemia, em 2020, a instituição conseguiu arrecadar 50 milhões de reais, somando doações de recursos e alimentos. Contudo, o diretor-executivo da ONG Ação da Cidadania, Kiko Afonso, avalia que o número ainda é pequeno perante à dificuldade alimentar dos brasileiros.

    “Conseguimos apoiar três milhões de pessoas, com um sustento de uma cesta básica, que dá mais ou menos para um mês de alimentação. Ou seja, é muito pouco, comparado com a necessidade que se tem, quando se olha os dados do IBGE, de 2018 – dois anos antes da Covid – que mostra que temos mais de 80 milhões de brasileiros com algum grau de insegurança alimentar”, avalia.

    O diretor-executivo afirma que esse tipo de ação precisa ser contínua, no entanto, as doações vêm caindo.

    “Assim que o drama passa, a tragédia passa e a mídia não está mais olhando esse problema de forma ostensiva, as pessoas começam a diminuir a doação. Além da questão cultural, de que as pessoas não têm o hábito de doação contínua, ainda tem o problema da crise. As pessoas estão sem dinheiro, as empresas estão sem dinheiro”. Ele afirma que as pessoas em necessidade não podem esperar para receber apoio para comer; elas precisam comer agora.

    Kiko Afonso ainda ressalta que, com o fim do Auxílio Emergencial, as doações serão ainda mais necessárias em 2021. Para doar para a ONG Ação Cidadania, acesse o site: acaodacidadania.org.br.

    “Fome aumenta no Brasil, na medida em que caem as doações” em parceria com Brasil 61

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    Fome aumenta no Brasil, na medida em que caem as doações
  • Violência contra crianças: Governo oferece curso para identificar

    Estão abertas as inscrições para que profissionais recebam capacitação com objetivo de identificar violência cometidas contra crianças que estão na primeira infância. O curso é voltado para pessoas que atuam diretamente nas visitas às famílias do programa Criança Feliz, do Governo Federal. Segundo o edital divulgado, o treinamento será realizado por meio de dois cursos na modalidade de Ensino a Distância (EAD). A ideia é estimular ações formativas e informativas realizadas pelos setores público, privado e da sociedade civil sobre a importância do desenvolvimento infantil e o enfrentamento de toda e qualquer violência nesta etapa da vida.

    Os cursos são disponibilizados por uma parceria entre o Ministério da Cidadania e o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (SNDCA/MMFDH) e a ação pode beneficiar as mais de 870 mil crianças que são atendidas pelo Programa. O primeiro curso terá como tema a “Contextualização da Violência na Primeira Infância”. O segundo vai falar sobre as “Ferramentas para a prevenção e o enfrentamento à violência contra crianças na primeira infância”.

    Inscrições

    Segundo o Edital, serão consideradas elegíveis para desenvolver os cursos pessoas jurídicas que realizam pesquisas e capacitação relativas à área temática proposta. Além do desenvolvimento das capacitações, a instituição selecionada deverá elaborar material digital que será disponibilizado no Portal de Capacitação do Ministério da Cidadania (MC).

    As inscrições já estão abertas e poderão ser feitas até 19 de fevereiro de 2021. Para ter acesso ao edital, os interessados devem acessar o portal da Joint Operations Facility – JOF, das Nações Unidas Brasil. Informações adicionais sobre o processo seletivo estão disponíveis no site da United Nations
    Development Programme

    Em parceria com Brasil 61

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    Governo oferece curso para identificar violência contra crianças

  • Medicamentos vencidos devem ter descarte adequado

    O descarte adequado de medicamentos vencidos ou que deixaram de ser usados deverá ser totalmente implantado no Brasil, até junho de 2022.

    A medida foi regulamentada em decreto assinado no ano passado pelo presidente Jair Bolsonaro, que marcou Dia Mundial do Meio Ambiente.

    Foi estipulado o prazo de dois anos, para que fabricantes e distribuidores de remédios adotem as medidas necessárias.

    Dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, apontam que cerca de 30 mil toneladas de medicamentos são jogadas fora todos os anos no Brasil.

    Além de poluir o solo e os lençóis freáticos, eles podem ser ingeridos ou animais ou até por pessoas que consumirem água contaminada.

    Para que seja feito o descarte correto, deverão ser instalados pontos de coleta em farmácias, drogarias e outros estabelecimentos.

    A determinação é para que haja pelo menos um ponto fixo de recebimento a cada dez mil habitantes.

    Eles servirão para que a população possa descartar remédios vencidos ou que deixaram de ser usados, a fim de garantir que tenham uma destinação ambientalmente adequada.

    A expectativa é que as ações comecem a ser adotadas ainda este ano. 

    “Medicamentos vencidos devem ter descarte adequado” com informações de Rádio2.

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    Medicamentos vencidos devem ter descarte adequado
    Photo by Pixabay on Pexels.com
  • Pandemia intensifica problema do descarte de plásticos

    A pandemia da covid-19 intensificou um problema que vem se acumulando há, pelo menos, mais de 70 anos. O relatório Atlas do Plástico, publicado pela Fundação alemã Heinrich Böll, chama a atenção para o aumento do consumo de plásticos na pandemia. Por exemplo, por conta das entregas de alimentos em casa, que cresceram com o isolamento social, seja pelo consumo de máscaras descartáveis.

    Segundo a ABRELPE, a associação brasileira de empresas de limpeza pública e resíduos especiais, houve um aumento de 25% a 30% na coleta de materiais recicláveis durante a pandemia. Mas, o problema no Brasil se recicla apenas 1% dos 11 milhões de toneladas de plásticos produzidos por ano. Por outro lado, esse índice chega a 97% no caso das latas de alumínio.

    Atlas e o descarte de plásticos

    O atlas do plástico destaca ainda que o Brasil é o quarto maior produtor de lixo plástico do mundo, o que representa 13% do total dos resíduos sólidos produzidos anualmente pelo país, segundo o Sindicato Nacional das Empresas de Limpeza Urbana.

    A cientista marinha Lara Iwanicki, da ONG Oceana, que trabalha no combate à poluição marinha, destaca que 325 mil toneladas de plástico chegam ao mar todos os anos, trazendo graves consequências para todo o meio ambiente. Portanto, para a ativista, se faz necessário reduzir a quantidade de plástico colocada no mercado.

    O Atlas do Plástico ressalta que o consumo de embalagens descartáveis ganhou força a partir de 1950 com a descoberta de um resíduo da indústria petroquímica que poderia ser usado para fazer PVC. Enquanto de 1950 a 2017, a humanidade produziu mais de 9 bilhões de toneladas de plástico. Isso representa mais de uma tonelada para cada pessoa hoje viva no planeta.

    descarte de plásticos
    Foto Martine Perret/UNMIT

    Com informações de Agência Brasil

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