Categoria: Saúde

  • Governador do Amazonas institui novas medidas contra pandemia

    O Governador do Amazonas institui novas medidas de restrição, plano de abastecimento de oxigênio para as unidades hospitalares e remoção de pacientes para hospitais de outros estados.

    Diante do colapso no sistema de saúde com a falta de oxigênio nos hospitais na última quinta-feira (14), o governador do Amazonas, Wilson Lima, anunciou ações frente ao recrudescimento da pandemia da Covid-19 no estado. A medida inclui novas medidas de restrição, plano de abastecimento de oxigênio para as unidades hospitalares e remoção de pacientes para hospitais de outros estados.

    Segundo o governador, a ampliação das medidas de restrição visa a proteção da vida das pessoas. O novo decreto restringe também o transporte coletivo de passageiros em rodovias e rios e suspende a circulação de pessoas nas ruas em todo o estado, com toque de recolher entre às 19h e 6h.

    Em relação ao abastecimento de oxigênio nas unidades hospitalares, o governo do Estado ressaltou que as medidas para solucionar as dificuldades logística estão sendo adotadas junto ao governo federal. Também foi iniciada a transferência de pacientes para unidades hospitalares de cinco estados. Além do translado desses pacientes, o governo instituiu um grupo de apoio psicossocial para pacientes e familiares.

    “Governador do Amazonas institui novas medidas contra pandemia” em parceria com Brasil 61

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    Governador do Amazonas institui
  • Nova cepa do coronavírus gera incertezas entre autoridades

    Nova cepa do coronavírus causa incertezas entre autoridades de saúde e a população em geral. O Ministério da Saúde já registrou suspeita de casos da variante do vírus, no estado de São Paulo. Segundo o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do estado, essa nova cepa é a mesma detectada recentemente no Reino Unido e nos Estados Unidos.

    Além disso, o Ministério da Saúde foi notificado pelo Governo do Japão sobre a presença de nova variante do vírus, em viajantes brasileiros que chegaram em Tóquio, após passarem uma temporada no Amazonas. Nesses casos, as variações são as mesmas encontradas no Reino Unido e África do Sul.

    Para detalhar o assunto, a epidemiologista e pesquisadora do CNPq, Ethel Maciel, concedeu uma entrevista exclusiva ao portal Brasil61.com. A especialista também é enfermeira, professora titular da Universidade Federal do Espírito Santo e pós-doutora em Epidemiologia pela Universidade Norte-Americana Johns Hopkins.

    Segundo Ethel Maciel, é comum que esse tipo de vírus sofra mutação, mas até então, nenhuma das alterações anteriores tinham mudado a estrutura viral, tornando-o desapercebido pelo sistema imunológico humano. “Ele fez uma mudança naquelas espículas do vírus, que formam a coroa. Essa mudança conseguiu tornar essa variante (B117) 70% mais transmissível.”

    Nova cepa do coronavírus

    Segundo a especialista, mesmo que a variante não cause doenças mais graves, ela tem maior capacidade de transmissão entre as pessoas, podendo atingir mais indivíduos que já possuem comorbidades. Além disso, foi identificado maior número de infecções da nova cepa do coronavírus em crianças.

    A preocupação também gira em torno das vacinas e resultados de exames. “A vacina faz uma apresentação do vírus para nosso organismo, para treiná-lo a como combater aquele vírus. Então qualquer mudança que ele consiga despistar no nosso sistema imunológico é ruim. A resposta fica mais lenta a esse agressor”, explica a Ethel Maciel. No entanto, empresas como a Pfizer e a Moderna informam que essa mudança não teve impacto na vacina.

    Em relação aos testes da Covid-19, a Anvisa já divulgou uma nota técnica, alertando os laboratórios brasileiros, sobre os exames que detectam a doença pela coroa do vírus. De acordo com a doutora Ethel, esse tipo de diagnóstico pode ser ineficaz para identificar a nova cepa do coronavírus.

    Nova variação do vírus

    A doutora Ethel Maciel alerta para uma segunda variação do coronavírus, diagnosticada no final mês de dezembro, na África do Sul, que é ainda mais preocupante, já que fez várias mudanças na coroa do vírus. Mutação já foi identificado em pacientes na Bahia e em São Paulo. Segundo ela, a comunidade cientifica ainda não sabe qual é o impacto disso nas vacinas. A expectativa é que os imunizantes sejam disponibilizados o mais rápido possível, para diminuir a circulação do vírus e impedir essas mutações.

    Vacina na rede particular

    A doutora Ethel Maciel afirma que as vacinas podem ser comercializadas na rede particular, desde que primeiro seja garantida a distribuição na rede pública. Ela ressalta que é papel do Estado promover a vacinação de sua população, e destaca um acordo feito pela Organização Mundial da Saúde com as fabricantes, para que as doses desenvolvidas só fossem vendidas para os governos.

    A epidemiologista avalia que não seria justo que a vacina fosse disponibilizada apenas para pessoas que podem pagar. Segundo ela, é preciso começar a imunização pelos grupos prioritários, para evitar complicações de saúde, até que a coberta vacinal atinja 70% da população. “A vacina não é um remédio. Ela é uma estratégia de prevenção, que só funciona se for coletiva, se muitas pessoas se vacinarem, porque cria a imunidade de rebanho. A estimativa é que 70% da população do Brasil precisa ser vacinada para adquirir essa imunidade”, explica.

    Nos últimos dias, o Instituto Butantan e o governo de São Paulo anunciaram que a eficácia da Coronavac, desenvolvida em parceria com farmacêutica chinesa, obteve 50,38% de eficácia global, no estudo clínico desenvolvido no Brasil. Além disso, o imunizante possui 78% de eficácia para casos leves e 100% contra casos moderados e graves da Covid-19. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está analisando o pedido de uso emergencial da vacina, assim como do imunizante desenvolvido pela Fundação Oswaldo Cruz, em parceria com a AstraZeneca.

    Segundo a epidemiologista Ethel Maciel, o governo federal deveria ter firmado parcerias com outros laboratórios, antes mesmo da comprovação de eficácia, para que tivéssemos mais opções de vacina para este momento. “E a gente vai precisar de mais vacinas. Uma boa coisa para o Brasil fazer agora talvez seja começar a negociar com a Jansenn. Eles estão prometendo uma finalização do estudo em janeiro. E é uma vacina de uma dose só, então muito mais simples para a gente operacionalizar”, comenta.

    Papel dos municípios

    A epidemiologista Ethel Maciel acredita que não haverá dificuldade na operacionalização da vacinação, já que os municípios brasileiros possuem vasta experiência com outros imunizantes. Mas ressalta a importância de organizar um local, onde as pessoas vacinadas devam ir, caso apresentem alguma reação adversa.

    A gestão municipal também precisa fazer a conta de quantas doses da vacina serão necessárias para imunizar cada grupo prioritário da cidade, de acordo com o Plano Nacional de Imunização do governo federal. A partir desse cálculo, o Ministério da Saúde encaminha o número de doses estipulado para cada localidade.

    Além disso, os municípios devem organizar as salas de vacinação. A doutora Ethel Maciel cita o caso do município de Vitória, no Espírito Santo. “A gente já faz, por exemplo, na vacina da gripe, o agendamento online. A ideia do governo agora é disponibilizar um aplicativo para que a gente possa fazer isso no Brasil todo, para evitar a aglomeração”, explica.

    Mesmo com a vacinação, a população precisa manter os cuidados. “Mesmo que inicie a campanha, até que 70% da população seja vacinada, vai demorar um pouco. Então a gente vai precisar ainda seguir aquelas orientações, de utilizar máscara. 2021 vai ser um ano que a gente ainda vai utilizar máscara, vai precisar fazer distanciamento físico. Álcool em gel e a lavagem das mãos vão ser nossos aliados”, afirma a epidemiologista.

    Arte - Brasil 61

    Enem e retorno das aulas

    Nos próximos dias 17 e 24 de janeiro, quase 6 milhões de estudantes vão realizar, presencialmente, as provas do Exame Nacional do Ensino Médio. Em entrevista exclusiva ao portal Brasil61.com, o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep/MEC), Alexandre Lopes, afirmou que o órgão investiu R$ 69 milhões em medidas de prevenção à Covid-19, para que as provas sejam realizadas de forma segura.

    No entanto, a epidemiologista Ethel Maciel avalia a situação como preocupante, já que milhões de pessoas, entre estudantes e funcionários, vão se locomover para a realização do certame. “No meio de uma segunda onda, nós mobilizarmos tantas pessoas assim, se movimentado pelas cidades, eu considero muita irresponsabilidade, nesse momento. Do tempo que a gente estava esperando para fazer o Enem, eu acredito que o governo já deveria ter criado uma outra solução para essa prova”. Segundo avaliação da epidemiologista, a data da prova deveria ser revista, pelo menos até a aplicação das vacinas.

    A especialista ressalta que a nova variante do coronavírus e a segunda onda dos contágios trazem uma preocupação a mais, em relação ao retorno das aulas. “Nós esperávamos que essa segunda onda chegasse um pouco mais tarde, depois de março, abril. E a gente foi surpreendido, em novembro e dezembro, com aumento exponencial de casos no Brasil. Nesse momento não tem segurança para o retorno presencial das aulas”. A doutora Ethel Maciel defende que os profissionais da educação estejam nas primeiras fases da vacinação.

    Estudos sobre medicamentos

    A epidemiologista comenta sobre os estudos de medicamentos para tratar a Covid-19. “No momento, nós não temos nenhum medicamento aprovado contra a Covid-19, que tenham tido eficácia e segurança. Nós temos alguns estudos que ainda estão em fase 2 e 3. Eles seriam utilizados para tratar a infecção e prevenir a doença grave e fatal. Mas não seriam dados indiscriminadamente”, comenta. A previsão é que os resultados desses estudos fiquem prontos a partir do mês de abril.

    Por fim, a epidemiologista recomenda que o País tome medidas mais restritivas, para evitar um colapso do sistema de saúde. “A gente deveria fazer o lockdown, fazer uma restrição, para que a gente pudesse começar com um pouco mais de tranquilidade. Várias previsões matemáticas apontam que se a gente não tomar uma decisão hoje, janeiro vai ser trágico e fevereiro ainda mais. As chances de termos um colapso no serviço de saúde agora é real”, alerta.

    Acompanhe a seguir a entrevista completa com a epidemiologista e pesquisadora do CNPq, Ethel Maciel.

    “Nova cepa do coronavírus gera incertezas entre autoridades” é com informações de Brasil 61

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  • Pesquisadores estudam efeitos da Covid-19 em pacientes curados

    Passados 10 meses da declaração da Organização Mundial de Saúde (OMS) de que o planeta vive uma pandemia do novo coronavírus, estudiosos ainda tentam compreender os efeitos da doença no corpo humano. Um estudo chinês publicado na revista científica Lancet mostrou que 76% de um total de 1.655 pacientes que contraíram a doença, e que foram internados, apresentaram sintomas e sequelas da enfermidade seis meses após a alta hospitalar.

    Para a elaboração do estudo, os pesquisadores aplicaram um questionário a pessoas curadas da Covid-19, com idade entre 47 e 65 anos, para avaliar a qualidade de vida e os sintomas. Além disso, também foram realizados testes físicos. Fadiga ou fraqueza muscular foram os sintomas mais relatados (63%), seguido por sintomas de ansiedade e depressão (23%).

    Os pesquisadores afirmam também que a redução de anticorpos em pacientes com infecção aguda pela Covid-19 acende o sinal de alerta para uma reinfecção da doença.

    A técnica de enfermagem Vania Lucia da Silva, 55 anos, moradora da região administrativa de Ceilândia, no Distrito Federal, precisou ficar internada e foi entubada após ser diagnosticada com a Covid-19. Após receber alta, ela conta que perdeu 14 kg e, até hoje, sente reflexos da doença em seu dia a dia.

    “Quando eu saí do hospital, eu fiquei duas semanas no oxigênio e precisei fazer fisioterapia pulmonar por quase dois meses. A minha força muscular e minha resistência física também diminuíram.”

    Neste ano, a Secretaria de Saúde de Goiás deu início ao programa Reabilita Goiás, que tem o objetivo de qualificar as equipes de Atenção Primária e fortalecer a assistência integral à saúde a pessoas infectadas pelo coronavírus que ainda apresentam sequelas ou limitações resultantes da doença. A iniciativa está sendo aplicada apenas no município de Inhumas, mas a pasta afirma que pretende expandi-la em outras localidades.

    O tratamento terá duração de oito semanas e a reabilitação será feita três vezes por semana, sendo um dia de forma presencial e dois dias de forma remota. Essa divisão visa submeter o paciente a exercícios físicos e, assim, aumentar a intensidade deles aos poucos.

    Hemerson Luz, médico especialista em Infectologia, explica que diversas pessoas que tiveram casos graves da Covid-19 apresentam complicações no pulmão, o que dificulta a realização até mesmo de tarefas cotidianas simples.

    “Esses pacientes geralmente têm uma perda importante de capacidade pulmonar e podem ter cansaço constante e falta de ar em atividades que antes eles conseguiam fazer. A fisioterapia respiratória precoce é uma forma de tratar esse problema”, diz.

    Pesquisadores estudam efeitos da Covid-19 em pacientes curados

    Investigação

    Por se tratar de uma doença nova, médicos e pesquisadores de todo o planeta ainda investigam os efeitos a médio e longo prazo da Covid-19 em pacientes curados. Também há relatos de pessoas que, mesmo curadas, tiveram sequelas no cérebro, coração, rins, e no sistema vascular.

    “Pesquisadores estudam efeitos da Covid-19 em pacientes curados”, com informações de Brasil 61

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  • Importância da alimentação nos primeiros anos para as crianças

    Uma pesquisa constatou que o consumo de alimentos considerados não saudáveis cresceu nas casas com crianças e adolescentes durante a pandemia; especialista em nutrição explica a importância da alimentação saudável nos primeiros anos, depois dos seis meses de vida e fala da participação da família nesse processo.

    É preciso acabar com o mito de que alimentação saudável é cara e inacessível. A conclusão é da nutricionista e consultora Márcia Vitolo, que prega que crianças de até dois anos devem ter contato com todo tipo de alimento in natura e minimamente processado para formação de hábitos alimentares saudáveis. “O Brasil tem uma imensidão de possibilidades”, externa Márcia, que fez o pós-doutorado em nutrição pela Rutgers University (EUA).

    Em uma pesquisa publicada no final do ano passado, o Ibope Inteligência, com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), coletou informações de 1,5 mil famílias brasileiras e traçou um perfil em meio à maior crise sanitária do século. As entrevistas mostraram alguns dados preocupantes. Nas casas com crianças e adolescentes, o consumo de alimentos industrializados cresceu no comparativo entre julho e novembro. Nas residências sem crianças e/ou adolescentes, o consumo de refrigerantes e bebidas açucaradas, por exemplo, era de 29%. Com a presença de crianças e de jovens de até 17 anos, o número subiu para 34%.

    Para Márcia, A Alimentação nos primeiros anos de vida é decisiva para a formação de hábitos alimentares, crescimento e desenvolvimento da criança.

    “A partir dos dois anos, a criança até pode consumir alimentos não tão saudáveis, mesmo porque as crianças são sociáveis, elas vão frequentar lugares que terão esses alimentos. Mas minha linha é a seguinte: até dois anos, os bebês são menos expostos a ambientes de socialização. Por isso, eles têm que ser protegidos”, reforça a especialista.

    Em um bate-papo com a nutricionista e consultora Márcia Vitolo, ela explica a importância da alimentação in natura e minimamente processada para bebês, ou seja, alimentos saudáveis.

    Quais os alimentos mais indicados para as crianças de até 2 anos?

    “Primeiro que esse período é extremamente importante e determinante para aspectos futuros de saúde e formação de hábitos alimentares. Então, podemos resumir de maneira prática a questão dos alimentos mais importantes dessa forma: até seis meses de idade, é recomendado o aleitamento exclusivo. É o leite materno e só o leite materno. As situações individuais serão orientadas por profissionais de saúde, em casos especiais. Mas a recomendação é que todas as crianças podem e devem ser amamentadas até seis meses com o leite materno, ele “aguenta” tudo, ele atende todas as necessidades da criança.

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    A partir dos seis meses, começa a introdução dos alimentos complementares. Eles são todos os considerados in natura, minimamente processados, alimentos que nós chamamos de saudáveis. Vamos descrever o que são esses alimentos saudáveis, para ficar bem didático: se a família vai ali na parte de hortifrutigranjeiro de um mercado, tudo aquilo que está nessa parte pode dar para o bebê a partir dos seis meses. Se for à feira, tudo que estiver ali nos corredores pode dar para o bebê. O que isso significa: que a partir dos seis meses não tem restrição de tipo de verdura, de fruta, de legume, nenhuma! É verdura, fruta, legume, cereal, grão, carnes, tudo pode dar. Tem o mito de que não pode dar carne de porco ou peixe nesse início e não existe isso.

    O Brasil tem uma imensidão de possibilidades. É só olhar as carnes: temos frango, peixe, porco… O que nós restringimos são os alimentos ultraprocessados, que normalmente vêm nos pacotes e nas caixas, que têm aditivos, que não se parecem com comida, que foram modificados. As carnes processadas também não recomendamos que deem aos bebês até dois anos, que são as linguiças e as salsichas. Pode dar a carne de porco, mas não a linguiça ou a salsicha. Esses alimentos a gente deve evitar e retardar até lá na frente, até dois anos a gente deve ter um cuidado maior.

    A partir dos dois anos, a criança pode consumir alimentos que não são tão saudáveis? Até pode, mesmo porque as crianças são sociáveis, elas vão frequentar lugares que terão esses alimentos. Minha linha é a seguinte: até dois anos, os bebês são menos expostos a ambientes de socialização. Eles não vão a festas sozinhos, não andam com amiguinhos (risos). Por isso, eles têm que ser protegidos.”

    https://youtube.com/watch?v=juSEioPb0Sw

    Ainda em relação à amamentação exclusiva, o que a mãe come pode influenciar nos gostos e preferências da criança?

    “Não. O próprio leite materno tem uma variação de sabor muito grande, ele propriamente dito. No início, ele é diferente do final da mamada. De manhã ele é de um jeito; à noite, de outro. Então, a criança que recebe o leite materno começa a receber variação de sabores que têm a ver com o próprio mecanismo fisiológico, e não tanto da alimentação da mãe. É claro que a mãe tem que ter uma alimentação saudável porque a composição do leite pode mudar, mas aí eu não estou falando do paladar [da criança].

    Eu prefiro não dizer que o que a mãe come pode passar para o bebê porque isso gera uma responsabilidade grande para a mãe – e que não é tão verdadeira. Ela também precisa de energia, precisa de 500 calorias a mais e quer comer algum alimento que dê prazer a ela. Então ela se priva de comer um chocolate, um doce por medo de o bebê gostar. Essa relação não é tão direta. A mãe se sente culpada de tudo e não tem que ser assim. Alergia por meio do que a mãe come é muito rara no Brasil. O que ela tem que ter é uma alimentação saudável para ela, porque a amamentação é um dos momentos fisiológicos mais especiais da natureza, além da gestação.

    Outra coisa que quero esclarecer é que não há nenhuma evidência de que o que a mãe come provoca cólica no bebê. Não tem. Cólicas existem porque têm que existir, é um processo de adaptação e que existem técnicas que melhoram. Os profissionais de saúde já sabem de algumas, como a pega correta, a mãe estar tranquila – porque o estresse aumenta a cólica no bebê – e essa é uma das partes mais difíceis. A gente sabe que a maior parte das ocorrências das cólicas é no fim da tarde, e é quando a mãe está mais cansada. Então, a mãe fica estressada e o bebê fica estressado também, porque ele sente, é um reflexo.

    Oriento as mães a colocarem uma música clássica ou uma música no celular que acalme.”

    A alimentação adequada ou inadequada na infância pode impactar na vida adulta? Por quê?

    Sim, pode. Impacta muito e já temos muitas evidências, não são suposições. Há um aspecto muito importante que é o da formação da preferência alimentar. São as papilas gustativas que acabam sendo treinadas para gostar de determinados alimentos. Nós já nascemos com a preferência pelo açúcar, para o doce. Isso é biológico, todos nós nascemos, isso a pessoa gostando ou não, porque tem a ver com a sobrevivência. Nosso organismo é ainda muito primitivo do ponto de vista biológico. Nos primórdios, os alimentos doces eram mais calóricos e seguros – e não eram veneno. Na natureza, os amargos seriam os venenosos. Então, nascemos com isso por uma questão de sobrevivência. Quando a criança, precocemente, recebe um alimento com açúcar, um alimento doce, aquilo já desencadeia uma preferência. E aí vai depender do quanto é oferecido, em que idade, e os dois anos de vida são muito importantes nesse aspecto. Se for apresentado a ela esse sabor, até mesmo de alimentos ultraprocessados e com aditivos, ou do sal dos salgadinhos (ou a ‘crocância’ deles), já começa a formar a raiz da preferência. E as preferências alimentares são determinadas por volta dos dois ou três anos de idade.

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    Por isso, estamos numa campanha para garantir que as crianças sejam protegidas. É o não dar, o não oferecer [o alimento ultraprocessado]. A criança não vai sair para comprá-los, porque ela é um bebê. Então, se nenhum adulto oferecer, a criança não vai andar e pegar o alimento – claro, se deixar balas e doces acessíveis e espalhados, por exemplo, ela vai comer e vai adorar. A gente tenta fazer essa prevenção. A partir dos dois anos, pode oferecer esse tipo de alimento de uma maneira mais esporádica para não criar também o radicalismo. Temos que pensar que vivemos em sociedade e que as festas estão regadas de alimentos não saudáveis, ricos em açúcar e gordura. O bebê tem a vida inteira para experimentar esse tipo de alimento, então é realmente um cuidado que os adultos devem ter até os dois anos, e a gente sabe que é só não oferecer.

    https://youtube.com/watch?v=eqx-clR_cVI

    Doenças como obesidade e hipertensão já podem ser desencadeadas na infância?

    Sim, nós já constatamos em nossas pesquisas a prevalência de crianças de seis anos com o colesterol aumentado, com hipertensão e com alterações. E, claro, isso não vem do nada. E aí se for investigar, é uma alimentação inadequada, é um ganho de peso excessivo que ninguém prestou atenção. Nós temos que vigiar, essa vigilância tem que ser feita. Não podemos esperar. Porque primeiro a criança começa com a alimentação inadequada, o ganho de peso vem depois. Vem devagarinho e quando a gente vê… Então, temos que prestar atenção se a criança está comendo demais, se ela mostra sinais de que está insaciável, ver como está a atividade física dela. Esses elementos são muito importantes. Nada de radicalizar, mas é olhar e ver o que dá para melhorar, até porque a criança cresce. Com o adulto é mais difícil, mas com a criança é mais fácil de alterar esse comportamento.

    A senhora percebeu alguma diferença na alimentação das crianças brasileiras em meio à pandemia? Qual? Por que a senhora acha que isso aconteceu?

    A situação já estava ruim, muito ruim. Eu era mais flexível em relação à alimentação das crianças, mas comecei a ficar mais rigorosa até os dois anos porque acompanhei vários estudos e vi a introdução muito precoce de açúcar no bebê. Então, já estava ruim antes da pandemia.

    Para a gente saber se houve um impacto com a pandemia, vamos ter que esperar para ver as pesquisas. A única pesquisa que conheço até agora é a do Ibope/Unicef, com as 1,5 mil famílias. O que a gente tem são alguns relatos que em algumas situações até melhorou. Logo no início da pandemia, muitas pessoas viram que a situação iria piorar e isso sensibilizou algumas famílias a cozinhar em casa.

    Mas temos também essa situação de famílias que se desestruturaram. Crianças em casa, estressadas, sobrecarga no trabalho doméstico e houve um maior consumo de produtos industrializados, como mostrou essa pesquisa do Unicef com o Ibope. Essa é a questão, a portabilidade, a facilidade [em consumir alimentos industrializados]. Realmente, é mais fácil mesmo. Na população vulnerável, a gente sabe que tem a facilidade da conservação desses alimentos, eles não estragam, então são fáceis. Tem a questão do acesso, de preço. A gente tem que pensar o que move, como é feita essa alimentação dentro da família.

    O grande desafio é a gente formar os hábitos alimentares nos dois, três primeiros anos de vida, porque a gente consegue ter controle. Depois de os hábitos já formados, é mais difícil. A gente consegue introduzir [novos hábitos], sem dúvida, com exemplo do que se come em casa, mas é muito importante preparar esse alicerce da formação nos primeiros anos de vida e depois manter um equilíbrio, sem radicalismos.”

    https://youtube.com/watch?v=ZJMbUG2o4iQ

    Quais as alternativas para famílias brasileiras que ficaram com a renda prejudicada nessa pandemia se alimentarem de forma adequada?

    Aqui eu vou resgatar uma campanha do Ministério da Saúde que é o arroz com feijão. Ainda é a nossa alimentação básica, inclusive das famílias que conseguem receber cesta básica. O arroz com feijão é uma combinação linda e maravilhosa para as famílias, para as crianças e inclusive para o bebezinho a partir dos seis meses. É excelente porque tem proteína de boa qualidade, o feijão tem ácido fólico, muitos micronutrientes que até são difíceis de encontrar em alimentos mais caros.

    Importância da alimentação nos primeiros anos

    E aí o que dá para fazer a mais? Tentar comprar uma carne mais barata, até em pouca quantidade. É possível termos uma alimentação saudável bem de baixo custo, sempre priorizando aqueles alimentos in natura, que estão na época (vegetais, frutas). Por exemplo, o abacate é um alimento excelente. É altamente calórico e sustenta. Pode amassar e dar para o bebê. No Brasil, temos alimentos minimamente processados de baixo custo que conseguem atender as necessidades. A banana é outro exemplo. Em alguns países da América Central, ela é fonte até de proteína e não é das frutas mais caras.

    Acho que a gente tem que sair dessa ideia de que alimentação saudável é cara e que não dá para população de baixa renda alcançar.

    “Importância da alimentação nos primeiros anos” é Com informações de Brasil 61

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  • Primeira fase da vacinação imunizará 5 milhões contra a covid-19

    Cinco milhões de brasileiros e brasileiras serão imunizados contra a covid-19 no primeiro momento da vacinação, e 40 milhões de pessoas devem receber o medicamento até o mês de abril. A informação foi passada pelo Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, a 130 prefeitos em uma reunião por videoconferência nesta quinta-feira (14).EbcEbc Primeira fase da vacinação imunizará grupos de risco.

    O presidente da Frente Nacional dos Prefeitos, Jonas Donizette, que participou da reunião com o ministro da Saúde, disse que todos os municípios devem receber as doses das duas vacinas inicialmente disponíveis – Coronavac e AstraZeneca – ao mesmo tempo.

    O presidente da entidade de prefeitos destacou que o inicio da vacinação depende da logística para a importação dos medicamentos da Índia e da liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que está programado para ocorrer no próximo domingo. Nesta quinta-feira, o Ministério da Saúde informou que, por conta da logística internacional do trânsito aéreo, o voo que iria para a Índia buscar as doses da AstraZeneca atrasou, sendo adiada a partida para sexta-feira à noite.

    Jonas Donizette ainda explicou qual será o critério inicial para distribuição das doses, segundo informou o ministério na reunião com os prefeitos.

    O presidente da Frente Nacional dos Prefeitos disse que a distribuição será proporcional a cada população dos municípios, podendo ser um pouco maior para os locais com populações indígenas ou quilombolas, consideradas mais vulneráveis ao vírus. O ministro da Saúde ainda informou os prefeitos que a expectativa é vacinar 40 milhões de pessoas até abril, privilegiando também os profissionais da educação.

    “Primeira fase da vacinação imunizará” é Com informações de Agência Brasil

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    Primeira fase da vacinação imunizará
    Vacina, vacinação,seringa, covid 19
  • Manaus terá prioridade na vacinação contra Covid-19

    Em pronunciamento realizado na manhã desta quarta-feira (13) em Manaus, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, reafirmou que os estados receberão as vacinas em três ou quatro dias após a autorização da Anvisa. Manaus terá prioridade na vacinação.

    Em pronunciamento realizado na manhã desta quarta-feira (13) em Manaus, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, reafirmou que os estados receberão as vacinas contra a Covid-19 em três ou quatro dias após a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para início da imunização.

    “Vamos vacinar em janeiro e Manaus será a primeira cidade a receber o imunizante. A vacina será distribuída simultaneamente em todos os estados na sua proporção de população, mas Manaus terá essa prioridade”, disse.

    A agência reguladora informou que está prevista para o próximo domingo (17) a reunião da Diretoria Colegiada que decidirá sobre pedidos de autorização para uso emergencial, temporário e experimental das vacinas do Instituto Butantan e da Fiocruz. A data representa o penúltimo dia do prazo estabelecido pela própria Agência como meta para análise dos pedidos.

    A capital amazonense voltou a ter hospitais lotados por conta do vírus. Nos últimos dias, a cidade registrou recorde de novas internações que superaram números vistos em abril e maio, quando houve colapsos no sistema público de saúde e funerário. O prefeito, David Almeida (Avante), decretou novamente estado de emergência por 180 dias e afirmou que a cidade vive seu pior momento da pandemia, sem descartar um novo lockdown.

    Ao lembrar que sua família mora na cidade, Pazuello afirmou que o governo federal está acompanhando de perto a situação do município. “Quero deixar claro para todos que nós não estamos nem um pouco afastados de viver o problema de Manaus, nós estamos dentro do problema como todos os senhores. Essa é a sensação que tem que ser compreendida, nós estamos juntos. Podem contar comigo, com o presidente da República, ele me apoia em tudo, cem por cento”, declarou.

    Na última semana, o Ministério da Saúde providenciou o envio de 131 ventiladores pulmonares para o estado do Amazonas, sendo 78 apenas para Manaus. O Ministério da Defesa também está providenciando o transporte de 1.500 cilindros de oxigênio para o município.

    Em decorrência da viagem emergencial do ministro a Manaus esta semana, foi adiada a reunião com os presidentes da Confederação Nacional de Municípios (CNM) e das entidades municipalistas estaduais que estava marcada para hoje. Segundo a pasta, a reunião pode ocorrer ainda nesta semana. A videoconferência também terá como pauta o planejamento e a execução da vacinação contra a Covid-19 nos demais municípios.

    “Manaus terá prioridade na vacinação contra Covid-19” é com informações de Brasil 61

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    Manaus terá prioridade na vacinação contra Covid-19
    (Brasília – DF, 27/04/2020) Coletiva de imprensa com Ministro da Saúde, Nelson Teich. Fotos: José Dias/PR
  • Vacinação contra covid-19: governos já pensam em atrasar 2ª dose

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que o mundo não deve alcançar este ano a imunidade coletiva contra a covid-19. Isso porque a quantidade de vacinas que podem ser fabricadas não é suficiente. Por isso, pesquisadores começaram a pensar em alternativas para vacinação contra covid-19.

    No Reino Unido e no Brasil, os governos já falam na possibilidade de atrasar a segunda dose da vacina desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca e pela Universidade de Oxford. Aqui no Brasil, o estudo sobre esse imunizante é conduzido pela Fiocruz.

    A médica Raquel Stucchi, da Sociedade Brasileira de Infectologia, avaliou que a estratégia de atrasar a segunda dose para vacinar mais pessoas pode funcionar, mas a segunda dose ainda é necessária e precisa ser aplicada no máximo 3 meses depois da primeira.

    O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, comentou, na semana passada, sobre a possibilidade de atrasar a segunda etapa de vacinação. De acordo com ele, a primeira dose já garante 71% de imunidade ao novo coronavírus.

    A infectologista Raquel Stucchi afirmou que a segunda dose deve ser para toda a população, respeitando os grupos prioritários. Para ela, seria antiético fazer a segunda vacinação para um grupo mais restrito de pessoas.

    Há três anos, o Brasil enfrentou um surto de febre amarela e a quantidade de vacinas na época também era insuficiente. A solução encontrada foi fracionar, dividir a dose que garantiria imunidade por 10 anos, em 10 doses menores, que protegessem as pessoas por pelo menos um ano.

    A infectologista explicou que já existia pesquisa sobre a eficácia do fracionamento daquela vacina, mas a ciência ainda não sabe se essa solução pode servir para a vacina contra a covid-19.

    Raquel Stucchi lembrou que, acidentalmente, parte dos voluntários da pesquisa da vacina de Oxford/AstraZeneca recebeu meia dose na primeira etapa de vacinação e esse esquema teve mais eficácia na comparação com quem recebeu a dose inteira. Mas, segundo ela, até mesmo essa vacina deve ser aplicada com doses inteiras.

    As primeiras unidades da vacina de Oxford/AstraZeneca devem chegar ao Brasil no sábado (16). Serão 2 milhões de doses, fabricadas pelo Instituto Serum, da Índia. Se o uso emergencial das vacinas da Fiocruz e do Butantan for aprovado pela Anvisa, as doses devem começar a ser distribuídas já na semana que vem.

    “Vacinação contra covid-19: governos já pensam em atrasar 2ª dose” com informações de Agência Brasil

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    Vacinação contra covid-19: governos já pensam em atrasar 2ª dose
    Vacina, vacinação,seringa, covid 19
  • Reinfecção por mutação da Covid-19 na Bahia é o 1º no mundo

    Os casos de reinfecção por coronavírus indicam que a prevenção deve continuar mesmo entre as pessoas que já tiveram a doença. Reinfecção por mutação da Covid-19, leia abaixo:

    Embora seja considerado raro o paciente adquirir Covid-19 mais de uma vez, alguns episódios já foram confirmados no Brasil e há outros em investigação.

    Um dos mais recentes é o de uma mulher de Salvador, que foi infectada pela segunda vez por uma mutação do coronavírus.

    No programa de hoje vamos explicar por que essa reinfecção chamou a atenção da comunidade científica.

    Eu sou a Sig Eikmeier e neste Saúde e Bem Estar converso com o médico Bruno Solano, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz, a Fiocruz, e do Instituto D’or de Pesquisa e Ensino, o IDOR, em Salvador.

    Ele fala sobre a paciente que foi infectada duas vezes por Covid-19 no Estado da Bahia.

    O especialista o que há de diferente nessa reinfecção para o caso seja considerado inédito:

    A proteína Skipe, ou proteína S, onde foi verificada a mutação, é utilizada pela Covid-19 para entrar na célula humana:

    O estudo é conduzido no IDOR, com a colaboração da Fiocruz e da Universidade Federal de Minas Gerais, a UFMG:

    O médico Bruno Solano diz que os estudos realizados até agora no mundo todo indicam que as vacinas disponíveis são eficazes contra as novas variantes.

    Mas os pesquisadores estão atentos e monitoram as mutações da Covid-19, para saber como está a evolução do vírus.

    “Reinfecção por mutação da Covid-19 na Bahia é o 1º no mundo” com informações de Rádio2.

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    Reinfecção por mutação da Covid-19 na Bahia é o 1º no mundo
  • Pazuello confirma para janeiro início da vacinação

    A vacinação contra covid-19 no Brasil deve começar três ou quatro dias após a liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, afirmou hoje (13) o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.EbcEbc Pazuello confirma para janeiro, confira:

    Já a Anvisa informou que deve dar um parecer sobre o pedido para uso emergencial das vacinas da AstraZeneca e da Coronavac no próximo domingo (17).

    O ministro está em Manaus, capital do Amazonas, que sofre o segundo colapso do sistema de saúde desde o início da pandemia. Lá, Pazuello cravou que a vacinação começa ainda neste mês de janeiro. Até então, o ministro da Saúde, mais cauteloso, dizia que a vacinação poderia começar até o final de fevereiro.

    Pazuello informou ainda que o avião que decolou nesta quarta-feira para a Índia deve voltar ao Brasil no próximo dia 16, com as primeiras doses da vacina AstraZeneca.

    Em Manaus, o ministro tem acompanhado as ações para aliviar o sistema de saúde local. Além disso, ele informou que estão sendo abertos 350 novos leitos, entre UTIs e leitos clínicos.

    A cidade também sofre com a falta de tubos de oxigênio para os pacientes graves da covid-19. Uma força-tarefa foi montada para levar oxigênio para Manaus com aviões privados e da FAB, além da tentativa de abrir 10 usinas para produção de oxigênio em Manaus, nos próximos dias.

    A capital amazonense registrou nesta terça-feira (12) o maior número de enterros desde o início da pandemia, 166 no total. Antes da crise sanitária, a média de enterros era de 30 diários.

    “Pazuello confirma para janeiro início da vacinação” é com informações de Agência Brasil

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    Pazuello confirma para janeiro

  • Anvisa divulga orientações para farmácias combaterem a Covid-19

    Documento pretende reduzir os riscos de exposição à Covid-19 entre as equipes de profissionais que trabalham nas farmácias e drogarias e aos clientes. Confira “Anvisa divulga orientações para farmácias”.

    Novas orientações foram divulgadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para reduzir os riscos de exposição à Covid-19 entre as equipes de profissionais que trabalham nas farmácias e drogarias e aos clientes. Medidas simples, a partir da adoção de princípios de prevenção e controle de infecções e distanciamento social enquanto durar a pandemia.

    Entre as medidas apontadas no documento, divulgado nessa semana, as farmácias e drogarias devem estabelecer barreiras (preferencialmente físicas) entre funcionários e usuários, como também entre os próprios clientes. Além disso, recomenda o distanciamento seja de no mínimo 1 metro entre elas; e limitar o número de pessoas no interior do estabelecimento para evitar aglomeração no balcão de atendimento ou nas áreas de pagamento.

    Além disso, esses estabelecimentos podem definir estratégias para diminuir o tempo que o usuário permanece na fila e estratégias para controlar o fluxo da entrada de clientes no estabelecimento. Se as condições climáticas permitirem, disponibilizar local externo para área de espera.

    “Anvisa divulga orientações para farmácias” em parceria com Brasil 61

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    Anvisa divulga orientações para farmácias
  • Novo coronavírus teria circulado no Brasil em novembro de 2019

    Causador da covid-19, o novo coronavírus teria circulado em território brasileiro desde o fim de novembro de 2019. Isso significa que o vírus pode ter chegado antes mesmo que as autoridades de saúde chinesas informassem à OMS a descoberta de uma nova doença. O que só ocorreu no fim de dezembro de 2019.EbcEbc

    A informação foi divulgada nesta terça-feira (12), pelo secretário de Saúde do Espírito Santo, Nésio Fernandes, e pelo diretor-geral do Lacen, Laboratório Central de Saúde Pública do estado, Rodrigo Rodrigues.

    Rodrigo é um dos sete autores de um artigo publicado na revista científica Plos One sobre os resultados da reanálise de algumas amostras de sangue colhidas a partir de 1º de dezembro de 2019, de pacientes capixabas que estavam com suspeita de dengue ou chikungunya. Segundo o secretário de saúde, Nésio Fernandes, a decisão de enviar para análise amostras de sangue armazenadas pelo Centro de Hemoterapia e Hematologia do Espírito Santo, foi tomada em agosto de 2020.

    Confusão com vírus da Dengue

    Isso aconteceu depois de constatada a semelhança entre alguns dos sintomas da dengue e da chikungunya com os da covid-19. Sendo assim, podem ter confundido os médicos antes que eles soubessem mais a respeito da ação do novo coronavírus. Lembrando que, aqui no país, o 1º caso da doença foi notificado no final de fevereiro de 2020.

    Ainda de acordo com Nésio Fernandes, em agosto, a Secretaria estadual de Saúde autorizou a reanálise de mais de 7 mil amostras de sangue. Estas, colhidas nos 8 meses anteriores para que verificassem as hipóteses de dengue ou chikungunya.

    De acordo com o diretor-geral do Lacen, Rodrigo Rodrigues, apesar da confirmação do 1º caso da covid-19 no Brasil, no fim de fevereiro, e do fato da OMS ter reconhecido a situação pandêmica, em março também do ano passado, “muitos casos da doença continuaram se perdendo devido à suspeita de arboviroses” durante mais algum tempo.

    Balanço do Ministério da Saúde, divulgado na noite desta terça-feira (12), aponta que o país registrou, em 24 horas, 1.110 mortes e 64.025 casos de infecção pelo novo coronavírus.

    O número de pessoas infectadas desde o início da pandemia chegou a 8.195.637. O total de óbitos chegou a 204.690.

    Conforme o balanço do ministério, 717.240 pessoas estão com casos ativos, em acompanhamento por profissionais de saúde. Além disso, mais de 7.200.000 pacientes se recuperaram da doença.

    “Novo coronavírus teria circulado no Brasil em novembro de 2019”, com informações de Agência Brasil

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    Novo coronavírus teria circulado no Brasil em novembro de 2019
    Photo by CDC on Pexels.com
  • Entenda os resultados da CoronaVac

    50,4% ou 78% de eficácia? Entenda os resultados da CoronaVac e os percentuais diferentes.

    O Instituto Butantan divulgou nessa terça-feira os dados completos de eficácia da vacina contra o coronavírus que está desenvolvendo em parceria com o laboratório chinês Sinovac, a CoronaVac. E O índice de eficácia foi de 50,4%.EbcEbc

    Todavia, número bem abaixo do índice divulgado na última quinta-feira, de 78%.

    Com os dados completos, fica claro que esses 78% se referem à prevenção apenas de casos leves, mas exclui da conta os casos muito leves e os casos assintomáticos.

    Os dados também confirmam que a CoronoaVac é eficiente em evitar as formas mais graves da Covid-19. Não existiram doentes graves entre os voluntários que tomaram a vacina. Entre os voluntários que tomaram placebo foram sete casos.

    Mas, como o número de pacientes é muito bem pequeno, os cientistas tratam esse resultado como uma tendência. Portanto, não como uma informação definitiva de que a CoronaVac pode evitar todas as formas graves da doença, como explicou o diretor médico de pesquisa do Instituto Butantan, Ricardo Palácios.

    Na semana passada, o governo de São Paulo chegou a garantir que a vacina era 100% eficaz contra casos graves da doença.

    Reações adversas

    Por outro lado, não houve registros de reações adversas graves entre as pessoas que tomaram a CoronaVac. Apenas 0,3% dos voluntários apresentaram reações leves, como dor de cabeça, dor no local da aplicação e um pouco de fadiga. Para Ricardo Palácios, está claro que a vacina é segura.

    Apesar dos números mais modestos divulgados nessa terça-feira, os resultados se mostraram suficientes para mobilizar um batalhão de cientistas em defesa do início imediato da vacinação no Brasil.

    A bióloga Natália Pasternak lembrou que a vacina é adequada ao sistema de vacinação brasileiro.

    Para a infectologista do Hospital Emília Ribas Rosana Richtmann, uma das principais referências no atendimento a pacientes com Covid-19 no Brasil, não dá para desprezar a eficácia de 78% na prevenção de casos leves da doença.

    O pedido de uso emergencial da CoronaVac teve registro na Anvisa na última sexta-feira. Nesse sentido, o painel de andamento da análise das vacinas da Agência, o Butantan ainda precisa apresentar pouco mais de 5% dos documentos exigidos. Cerca de 40% do processo já passou por análise da agência. Diferente da divulgação dos números incompletos da semana passada, dessa vez o governador de São Paulo, João Doria, não participou da coletiva de imprensa.

    “Entenda os resultados da CoronaVac” é com informações de Agência Brasil

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    Entenda os resultados da CoronaVac