Dr Marcelo Válio é autor de ‘Aumento da População de Moradores de Rua na pandemia’
Conforme o CENSO 2019 da Prefeitura da Cidade de São Paulo, a população de rua na cidade saltou de 15.905, em 2015, para 24.344 em 2019. Aumento de 53% no período.
Contudo a meu ver, o critério da época para o CENSO foi deficitário e número real deve ser ainda maior, face o deslocamento e dinâmica dos moradores de rua, que se espalham pela cidade como um todo. Veja-se como exemplo o bairro do Campo Belo, mais precisamente nos arredores da Avenida Roberto Marinho.
Com a pandemia, infelizmente houve um crescente dos moradores de rua, e essa situação é notória e flagrante junto a Praça da Sé e a Faculdade de Direito do Largo São Francisco da USP.
Anteriormente as causas típicas eram crise econômica, desemprego, renda, conflitos familiares, moradia, saúde, migração, saída do sistema penitenciário e uso abusivo de álcool e drogas.
Hoje, além desses fatores, a Pandemia da COVID 19 foi fatal para esse enorme aumento. Famílias tiveram que deixar suas casas diante da falta de condições em pagar seus alugueis, e um novo perfil de moradores de rua nasceu.
O Ipea estimou, em estudo publicado em março de 2020, que o número de pessoas em situação de rua chegou a 222 mil. Esse novo perfil de morador de rua revela que eram trabalhadores simples e humildes, com filhos em escolas municipais e estaduais, e que se sustentavam com seus mínimos rendimentos, gerando anteriormente uma mínima condição digna de vida.
Contudo, muitos agora estão em situação indigna e de pobreza extrema. E o acolhimento municipal que já era precário, agora é ainda maior. Não houve um mínimo de coordenação nacional para uma resposta de acolhimento para essas pessoas durante a pandemia.
As medidas de acolhimento urgente na Pandemia não foram diferentes das épocas sem Pandemia. A invisibilidade social da população em situação de rua é notória. Faltou e falta política de urgência na vigilância em saúde e socioassistencial da população de rua em plena Pandemia.
Os invisíveis continuam invisíveis e agora são muito mais discriminados pois a sociedade já parte da idéia que estão infectados pelo vírus da COVID 19. Isso fez com que as atitudes solidárias diminuíssem também. Muitos que levavam comida e roupas aos moradores de rua deixaram de praticar sua solidariedade por medo.
Nesses casos, é o Poder Público que deve dar uma resposta imediata e urgente, pois o problema social pode se agravar, com risco de cumulação de um surto de COVID junto a essa sofrida população.
Recordo-me, quando tinha escritório na Rua Senador Paulo Egídio, de inúmeras conversas com adolescentes e adultos de rua. Lecionava também em uma Universidade na XV de Novembro e acabei ajudando muitos moradores com simples conversas.
A atenção e uma mínima palavra já era uma ajuda. Muitas vezes comprava marmitas e doava roupas. Muitos se tornaram amigos. Entretanto, os problemas de subsistência desta população ganharam maior evidência na PANDEMIA.
Diante da gravidade e de calamidade pública junto a essa população, é minha obrigação reiterar que os moradores de rua são sujeitos de direto, com direitos garantidos em lei.
Pandemia e Aumento da População de Moradores de Rua
Todo morador na rua têm direitos fundamentais que devem ser respeitados, implementados e efetivados. Tem direito à vida com saúde, trabalho, educação, segurança, moradia, assistência social e lazer.
Tratar o ser humano morador de rua sem o devido respeito aos seus mínimos direitos, é no mínimo ferir o princípio da dignidade da pessoa humana. As pessoas de rua têm o direito de ficar nos espaços públicos e são livres para estarem nesses locais, não podendo ser desrespeitadas no seu direito de ir, vir e permanecer.
Têm direito a uma moradia digna e participar de programas especiais de moradia através de habitação popular federal, estadual e municipal. Outrossim é direito também desta numerosa população, o social de exercício de qualquer tipo de trabalho, ofício ou profissão, atendimento a saúde adequada, a alimentação digna, a educação, ao lazer e ao esporte.
Assim, indispensável uma atuação forte do Ministério Público e da Defensoria Pública para a tutela desta sofrida população.
Sobre o professor pós doutor Marcelo Válio: graduado em 2001 PUC/SP, Marcelo Válio é especialista em direito constitucional pela ESDC, especialista em direito público pela EPD/SP, mestre em direito do trabalho pela PUC/SP, doutor em filosofia do direito pela UBA (Argentina), doutor em direito pela FADISP, pós doutor em direito pelo Universidade de Messina (Itália) e pós doutorando em direito pela Universidade de Salamanca (Espanha), e é referência nacional na área do direito dos vulneráveis (pessoas com deficiência, autistas, síndrome de down, doenças raras, burnout, idosos e doentes).
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Dr° Marcelo Válio. Foto: Divulgação
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Iniciativa realizada em parceria com a Strong Esags; Resultados do estudo de demanda foram apresentados em reunião do Conselho Municipal de Turismo
A Prefeitura de Santo André divulgou nesta quarta-feira (14) os resultados do Estudo de Demanda Turística, ação realizada em parceria com a Strong Esags que mapeou a atividade turística da cidade. Os números foram divulgados em reunião virtual do Conselho Municipal de Turismo (Comtur).
A iniciativa teve início em outubro de 2020 e teve como objetivo identificar o perfil socioeconômico e hábitos de consumo de turistas de Santo André, bem como seu nível de conhecimento e percepções sobre os serviços e atrativos turísticos oferecidos na cidade. Os resultados são utilizados para alinhar as políticas públicas que promovam e alavanquem o turismo como eixo de desenvolvimento econômico.
A pesquisa desenvolvida atende ao Plano Diretor de Turismo de Santo André e levou em consideração a avaliação dos turistas a respeito da cidade. Como forma de apoio, a Strong Esags utilizou alunos de todos os cursos para suporte técnico e operacional, como projeto interdisciplinar de extensão.
O estudo concluiu que a parte do público que procura lazer e descanso em Paranapiacaba, busca locais próximos à sua moradia para roteiros de curta estadia com bom custo-benefício para viagens em família e com amigos, e a outra parte do público que frequenta a cidade a negócios tem permanência maior e vem de localidades mais distantes, viajando também em grupos, porém menores ou com a família.
No estudo, foi possível verificar que 30% dos visitantes possuem faixa etária de 30 a 39 anos, sendo 51% homens e 49% mulheres. O levantamento mostra ainda que 87% dos visitantes são do próprio Estado de São Paulo e 29% visitam a cidade acompanhados dos filhos. Ao todo, 44% dos turistas são assalariados e 32% possuem ensino superior completo.
A maior parte dos turistas retorna para sua cidade de origem no mesmo dia e visita Santo André a lazer e turismo com veículo próprio. Entre os que fazem pernoite da cidade, 55% se hospedam em hotéis. Quase metade dos turistas gastam até R$ 100 no município, sendo 70% em restaurantes.
Ao todo, foram 638 questionários válidos preenchidos e os resultados têm margem de erro de 5%. A pesquisa foi realizada de forma digital na Vila de Paranapiacaba e em shoppings, hotéis, estações, parques, templos religiosos e centros comerciais.
Para José Marcos Santos, membro titular do Comtur e membro do Conselho de administração do Hotel Blue Tree, o Estudo de Demanda Turística é fundamental para o mapeamento dos turistas da cidade. “Gostaria de elogiar a iniciativa da Prefeitura e a organização do trabalho do Comtur. A pesquisa foi fundamentada para ser colhida em vários locais e isso acaba gerando um resultado muito interessante que nós não tínhamos. Uma informação de qualidade. Vemos com bons olhos e vamos estudar com muito carinho, pois dali vamos tirar várias propostas para trabalhar e inclusive atrair turistas para a nossa hotelaria”, contou.
De acordo com o secretário de Desenvolvimento e Geração de Emprego, Evandro Banzato, as atividades ligadas ao turismo são consideradas estratégicas para a gestão pública, principalmente na retomada econômica após a pandemia.
“Teremos o lançamento do Portal de Turismo de Santo André, campanha dos pontos mais importantes do município, solicitação do selo MIT (Município de Interesse Turístico) e também parte de todo este trabalho contempla o Estudo. Ele foi feito em uma parceria muito importante com a Strong Esags, que nos auxiliou na interpretação dos dados. É com muita alegria que compartilhamos o resultado deste estudo com a comunidade andreense e do Grande ABC”, disse o secretário.
Município de Interesse Turístico – O Estudo de Demanda Turística é uma das exigências para que Santo André seja reconhecida como Município de Interesse Turístico (MIT). No último mês, o deputado estadual Thiago Auricchio (PL), a pedido da Prefeitura, protocolou na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo a requisição para o reconhecimento de Santo André como cidade turística. A iniciativa agora passará por uma análise técnica pela Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo.
A cada três anos, o Grupo Técnico de Análise dos Municípios Turísticos (GAMT), do Governo do Estado, faz um ranking entre as cidades com interesses turísticos. O próximo deverá ser realizado ainda este ano e, caso Santo André tenha uma boa colocação, terá a oportunidade de se tornar MIT, podendo obter recursos de até R$ 700 mil por ano, mediante a apresentação de projetos turísticos ou de infraestrutura turística.
Para que uma cidade possa se tornar MIT, seguindo a Lei 1261/15, ela precisa cumprir quatro exigências: entregar estudo de demanda turística referente ao ano anterior ao projeto de lei, inventário da oferta turística, plano diretor municipal de turismo e Conselho Municipal de Turismo instituído e atuante.
Turismo de Santo André – Com seus mais de 700 mil habitantes e sua história de 468 anos, Santo André passou a ter a atividade turística como preponderante em decorrência da ascensão da Vila de Paranapiacaba como patrimônio histórico e ambiental, tombado pelo Condephaat (Estado de São Paulo) em 1987, pelo Iphan (Federal) em 2002 e pelo Comdephaapasa (Municipal) em 2003. A Vila de Paranapiacaba foi incluída entre os 100 monumentos mais importantes do mundo pelo World Monuments Fund, organização não governamental que atua na área de preservação de sítios históricos.
Dessa forma, tendo a Vila como principal atrativo, outras vocações turísticas altamente relevantes foram sendo desenvolvidas, como a gastronômica, referência na Região Metropolitana de São Paulo, e a do turismo de negócios, contando com uma ampla rede hoteleira preparada para receber trabalhadores, técnicos e especialistas que visitam as inúmeras empresas de alta tecnologia instaladas no local.
Desde 2019, o turismo de negócios também vem sendo fortalecido pela atuação do novo Parque Tecnológico de Santo André, que fomenta a inovação na cidade, e pelo programa Turismo Industrial e de Inovação, que realiza visitas guiadas a grandes empresas.
Além disso, o município possui uma série de atrações de lazer, educacionais e religiosas, que a qualificam para o recebimento do título de Município de Interesse Turístico do Estado de São Paulo.
A cidade conta com 11 parques, sendo oito localizados na parte urbana e duas unidades de grande porte situadas em áreas de proteção ambiental: o Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba e o Parque Natural Municipal do Pedroso, este banhado pela Represa Billings, propiciando a possibilidade do turismo ecológico e de aventura.
Como referências do turismo na área educacional, a cidade possui a Sabina – Escola Parque do Conhecimento, com o Planetário Johannes Kepler, um dos mais modernos da América Latina, atraindo milhares de visitantes todos os anos. O município ainda possui mais de dez instituições de ensino superior, dentre elas Universidade Federal do ABC, Senai, Senac, FGV Strong, Fatec e Etec, que atraem visitantes, cientistas e pesquisadores em decorrência dos cursos, eventos e palestras oferecidos por todas estas instituições.
Como não bastassem tantas modalidades turísticas, Santo André também é referência nacional no turismo religioso, em especial por conta do Santuário Nacional da Umbanda, reconhecido em 2019 como patrimônio imaterial do Estado de São Paulo. Trata-se de uma referência nacional e internacional para os seguidores da Umbanda e Candomblé, recebendo anualmente milhares de visitantes de diversas cidades e estados brasileiros.
A cidade ainda tem o benefício de estar em localização privilegiada, no centro da Região Metropolitana de São Paulo, maior mercado consumidor do Brasil, facilmente acessada por transportes públicos (trem e ônibus) e servida diretamente por rodovias como Anchieta e Imigrantes, estando muito próxima ao Rodoanel. Além disso, está próxima do Aeroporto de Congonhas, do aeroporto de Guarulhos e do Porto de Santos.
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Resultados do Estudo de Demanda Turística de Santo André. Pinguinário Sabina. Foto: Ricardo Trida/PSA
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Medida, voltada apenas para quem depende do comércio e turismo na Vila, da prefeitura de Santo André em que suspende cobrança de aluguel, será válida enquanto estabelecimentos e Parque Nascentes estiverem fechados por causa da pandemia
A Prefeitura de Santo André, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, suspendeu a exigência de pagamento de locações de imóveis em Paranapiacaba para quem depende do comércio e do turismo local.
A decisão foi tomada diante da necessidade expressada por moradores e empreendedores da Vila, afetados pelo fechamento do comércio e do Parque Municipal Nascentes de Paranapiacaba, que estão com as atividades interrompidas por causa da pandemia de Covid-19.
“Nossos esforços para garantir dignidade e segurança para a nossa gente são contínuos. Por isso, assim como no ano passado, vamos suspender a cobrança de aluguéis para ajudar os moradores e comerciantes da Vila de Paranapiacaba neste momento mais agudo da pandemia. Uma medida protetiva, até que possamos retomar atividades econômicas”, afirmou o prefeito Paulo Serra.
A suspensão será válida enquanto tais atividades não estiverem autorizadas a funcionar. Os aluguéis poderão ser renegociados em momento posterior e pagos em até 18 meses.
Desta forma, a Prefeitura atende a uma solicitação feita por entidades que representam os moradores e empreendedores da Vila, que nesta semana se reuniram com integrantes da Secretaria de Meio Ambiente para avaliar ações preventivas e medidas de enfrentamento à pandemia.
O encontro foi realizado nesta terça-feira (13), com a presença do secretário de Meio Ambiente, Fabio Picarelli, da representante da sociedade civil, Val Matos, além de representantes da Associação de Moradores e Empreendedores de Paranapiacaba (AMEP), Associação de Moradores e Empreendedores de Paranapiacaba (AMA) e União Serrana de Comerciantes e Prestadores de Serviços de Paranapiacaba (USCPP).
“Todas as medidas que adotamos no auge da primeira onda surtiram o efeito desejado. Basta notar que nenhuma morte por Covid foi registrada até o momento em Paranapiacaba. Agora, diante do agravamento da pandemia, é muito importante repetir as medidas bem sucedidas que foram tomadas, em especial as de apoio aos moradores e empresários. Estamos atentos e sensíveis às necessidades locais ”, disse o secretário de Meio Ambiente, Fabio Picarelli.
A Prefeitura seguirá adotando medidas de apoio aos moradores e empreendedores de Paranapiacaba, e continuará reforçando o combate à Covid-19 na Vila, por meio de ações de prevenção e desinfecção.
“Vamos seguir fazendo tudo o que for necessário para continuarmos com zero mortes por Covid-19 na Vila“, frisou Picarelli.
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Paranapiacaba. Foto: Alex Cavanha/PSA
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Comerciantes do setor de bares, restaurantes e motéis do Riacho Grande, subdistrito de São Bernardo, estão unidos em prol da própria sobrevivência. O grupo está mobilizado e quer sensibilizar os governantes sobre a difícil situação pela qual estão passando e alertar que se as medidas não forem tomadas, vão falir! Eles alegam que querem apenas trabalhar, adotando todos os protocolos de saúde e segurança, para tentar recuperar os seus estabelecimentos.
O setor foi duramente afetado pelos impactos provocados pela crise em função da pandemia. Além de terem ficado fechados por longo tempo, os que permanecem no mercado ainda estão em fase restritiva de funcionamento e alertam que lhes restam pouco tempo de vida, caso a situação persista. Sem faturamento, os empresários não conseguem manter os custos com aluguel, impostos e funcionários.
Os estabelecimentos, que estão dentro da área de jurisdição do Sehal (Sindicato das Empresas de Hospedagem e Alimentação do Grande ABC), representam a luta e o alerta que vêm sendo defendidos pelo sindicato patronal. “Já lançamos a campanha Não Somos os Culpados, Queremos Trabalhar para levar ao conhecimento de toda a sociedade a situação desse setor e que também impacta a vida de outras pessoas e famílias, pois se trata de um segmento importante na economia, gera emprego e renda. Não é possível que não seremos ouvidos”, ressalta o presidente do Sehal, Beto Moreira.
Outro fato que dobra a agonia dos empresários locais é o fato de o distrito ser ponto turístico. Por conta da situação, muitas atrações tiveram que ser fechadas, o que diminuiu o movimento e circulação de pessoas, já que pela tradição, após as visitas, os turistas encerravam o passeio com almoço ou lanche no centro do Riacho. “Essa ausência de turistas, tanto das cidades vizinhas, quanto de outras localidades e ainda os que estão de passagem, também afeta os motéis, que sentiram o movimento despencar com a crise”, acrescenta Beto.
Por isso, os empresários, a maioria de pequeno porte, tem se reunido frequentemente para buscar saídas. Já fizeram uma carreata até o Paço Municipal de São Bernardo do Campo e agora planejam um novo movimento, previsto para 15 de abril, desta vez incluindo também um panelaço.
Expectativa x realidade – Sandra Lopes, dona do Melos Café e Bistrot, restaurante que fica em um dos principais pontos de passagem no Riacho, na Estrada do Rio Acima, conta que já demitiu quatro funcionários. Antes, eram seis. “Estamos com muitas dificuldades, operando com 5% da capacidade, quase pagando para trabalhar, e sem condições de arcar com todo o orçamento. Temos que reabrir para voltar a trabalhar”, sugere.
Comerciantes do Riacho Grande: Sandra Lopes. Foto: Davi Bonfim
A empresária, tradicional comerciante de outro ramo de atividade, abriu o estabelecimento em agosto do ano passado, ainda na pandemia. “Tivemos a coragem de investir em um local onde conhecemos, já temos tradição, e na época acreditávamos que a situação iria mudar. Na verdade, fomos enganados com dados camuflados, pois a crise nunca melhorou. Precisamos de ajuda porque não dá para aguentar mais um mês”, revela.
Na atual fase vermelha do Plano São Paulo, medida do Governo do Estado lançada para evitar a propagação do novo coronavírus, voltou a permissão para o take away (retirada no local), sistema que representa o mínimo em vendas no seu estabelecimento, e também o delivery, modalidade em que ela não tinha normalmente. “Tanto um formato quanto o outro não é suficiente”, desabafa.
Quem também revela estar vivendo um pesadelo é Cassia Nascimento, dona do bar Carne e Cachaça, no centro do distrito. Ela e o marido, Fábio Reche, têm na atividade, a principal fonte de renda. “O nosso foco é o horário noturno, antes com música ao vivo e shows, atrações e tipo de atendimento que dependem dos clientes presencialmente. Mas, as pessoas não saem de casa e as vendas por retirada ou delivery são poucas. Na verdade, são amigos e clientes fiéis que estão nos ajudando. Não temos faturamento, já estamos trazendo dinheiro de casa, retirando o pouco que resta da poupança para nos mantermos abertos”, afirma.
Cássia e Fábio tocam o negócio sozinhos. “Tivemos que demitir os únicos dois funcionários”. O jeito foi fazer um malabarismo com as finanças e reorganizar o estoque de mercadorias no ponto comercial, que também é alugado. Segundo Cássia, o bar, que tem expertise em variedade de bebidas nacionais e importadas, agora trabalha com o mínimo em quantidade. “Nossos freezers estão quase vazios porque não temos condições de comprar. Quanto mais compramos aumenta nosso poder de negociação com o fornecedor. Só que não é isso que estamos conseguindo”, lamenta.
Comerciantes do Riacho Grande: Cássia Nascimento. Foto: Davi Bonfim.
Para Cássia, a maior angústia é não ver uma luz no fim do túnel. “Estamos desesperados. Temos uma família e não temos de onde tirar nosso sustento e seguimos empurrando com a barriga sem saber o que ainda vai acontecer. A culpa não é nossa”, afirmou. De acordo com a empresária, a fiscalização, que é frequente nos estabelecimentos locais, deveria ser mais intensa nas proximidades onde atuam os clandestinos. “Somos prejudicados por uns poucos, enquanto nós que trabalhamos corretamente somos impedidos de trabalhar”.
O Sehal segue na luta para ajudar o setor a se reerguer, fornece todas as informações necessárias para os empresários neste momento de dificuldade e de dúvidas sobre como proceder diante de tantas imposições e restrições para o funcionamento dos seus estabelecimentos. Como representante legal da categoria, cobra ações efetivas do poder público. E ainda coloca seu departamento jurídico, formado por profissionais especializados, à disposição dos seus associados.
Inclusive, protocolou ofício na Prefeitura de São Bernardo e no Consórcio Intermunicipal (reúne as sete prefeituras) reivindicando a abertura de bares e restaurantes no horário do almoço, entre 12h e 16h para atendimento, e mais uma hora, até 17h, para a organização, serviços de limpeza e encerramento das atividades. “Ainda estamos aguardando a resposta das prefeituras e esperamos contar com a sensibilidade dos representantes públicos”, finaliza Beto Moreira.
Sobre o Sehal
Fundado em 12 de julho de 1943, o sindicato é uma entidade sem fins lucrativos e tem como objetivo apoiar os empresários reciclando conhecimento em várias áreas. Representa cerca de oito mil estabelecimentos na Região do Grande ABC. Fornece apoio com profissionais renomados nas áreas jurídicas, sanitária, organizacional, parceria com escolas e faculdades, além de lutar pela simplificação da burocracia nos âmbitos municipal, estadual e federal com redução dos impostos e ainda contribuir para a qualificação dos empresários e trabalhadores.
Oferece ainda cursos gratuitos ou com condições especiais para associados e ministrados por professores altamente qualificados, em salas de aula equipadas com datashow, cozinha completa com utensílios e insumos para as aulas práticas. É também considerado um dos sindicatos patronais mais atuantes do Brasil em razão das diversas conquistas e expansão no número de associados.
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Comerciantes do Riacho Grande: Comércios fechados. Foto: Davi Bonfim
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Todos os idosos do Estado já tem início da imunização definido; mais 2,24 milhões de pessoas passam a integrar os públicos da campanha de vacinação contra covid-19
O Governador João Doria anunciou nesta quarta-feira (14) a ampliação da campanha de vacinação contra COVID-19, que agora vai alcançar integralmente todos os idosos do Estadão de São Paulo, com o cronograma definido para pessoas na faixa etária de 60 a 64 anos.
“A vacinação dependerá da entrega da vacina Astrazeneca da Fiocruz. A Fiocruz informou o Governo do Estado de SP, os governadores e o Ministério da Saúde sobre a entrega da vacina. Essas pessoas nessas faixas etárias serão vacinadas majoritariamente com a vacina da Fiocruz, mas também com a vacina do Butantan”, afirmou o Governador.
O novo grupo totaliza 2,24 milhões de pessoas, incluindo 840 mil com 63 e 64 anos, que poderão receber a primeira dose a partir do dia 29 de abril. As demais 1,4 milhão de pessoas têm 60, 61 e 62 anos, com cronograma a partir de 6 de maio.
“Todas as pessoas que já completaram seu esquema vacinal, com duas doses, dentro do prazo de 21 a 28 dias, receberam a vacina do Butantan”, disse a coordenadora do Plano Estadual de Imunização (PEI), Regiane de Paula.
Desde segunda-feira (12), doses estão sendo aplicadas nos idosos com 67 anos. A partir da próxima quarta-feira (21), será a vez dos que têm 65 e 66 anos, totalizando mais 760 mil pessoas. Também em abril, o cronograma passou a incluir os idosos de 68 anos, profissionais da ativa das forças de Segurança e trabalhadores da Educação de escolas públicas e privadas a partir de 47 anos.
O Vacinômetro do Estado de São Paulo marcou, às 12h55 de hoje, 8.262.320 doses aplicadas, somando 5.787.906 de primeira dose e 2.474.414 da segunda, número que equivale ao total de pessoas que já completaram o esquema vacinal, incluindo os mais de 167,8 mil trabalhadores da Educação e 149,8 mil de Segurança que receberam doses até ontem (13).
Todas as pessoas que integram os públicos da campanha podem acessar o site Vacina Já ( vacinaja.sp.gov.br ) para confirmar o pré-cadastro. O preenchimento do formulário leva de um a três minutos e economiza até 90% do tempo de atendimento nos postos de vacinação. O pré-cadastro não é obrigatório, mas facilita o trabalho dos profissionais da saúde e beneficia a população atendida.
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Foto: Divulgação
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Inscrições da segunda temporada iniciam também no próximo mês.
O Disney+ irá lançar no próximo 28 de maio, a primeira temporada de Launchpad, coleção de seis curtas-metragens de novos cineastas
Os cineastas foram selecionados entre mais de 1100 candidatos dos EUA, com a oportunidade de compartilhar suas perspectivas e visões criativas com o público mundial.
Cada cineasta recebeu mentoria de executivos de várias divisões da empresa, incluindo Disney+, Lucasfilm, Marvel Studios, Pixar, Walt Disney Animation Studios e Walt Disney Studios Motion Picture Production.
O objetivo do Launchpad da Disney é diversificar os tipos de histórias que estão sendo contadas e dar acesso àqueles que historicamente não as tiveram. Inspirados na jornada da vida, esses seis primeiros curtas-metragens para o Disney+ são baseados no tema, “Descobertas”.
Segunda temporada
Inscrições para a segunda temporada de Launchpad, que será baseado no tema “Conexão”, serão aceitas a partir de 10 de maio de 2021 com a adição de uma linha de roteiristas: launchpad.disney.com.
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Jornal Grande ABC
O Jornal Grande ABC é feito para você, e por vocês. Nossos colaboradores e jornalistas estão todos dias buscando novidades e matérias. Sendo assim, produzindo material especial para nossos leitores. Portanto, nosso foco são as cidades de Mauá, Diadema, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, São Caetano do Sul, São Bernardo do Campo e Santo André. Além disso, cobrimos o que acontece no Brasil e no Mundo, incluindo esporte, entretenimento e tecnologias. Entretanto, não possuímos nenhuma vinculação política ou partidária. Da mesma forma, sem ligações com outras mídias já existentes na região. Nossa fundação se deu em 07 de Setembro de 2020. Desde então, cada dia estamos crescendo e chegando em mais dispositivos e usuários. Por isso, nossa maior satisfação é entregar material de qualidade para nossos leitores. Portanto, cada nova visita e comentário, nos dão mais fôlego para seguirmos firmes e fortes neste projeto.
As principais dificuldades dos lojistas brasileiros em 2020 (e como resolvê-las em 2021)
Por Henrique Carbonell *
Não há dúvida de que o ano de 2020 foi desafiador para os lojistas brasileiros. Entretanto, falar que a pandemia da Covid-19 foi o principal problema do varejo chega a ser redundante. Claro, tanto o avanço de uma doença global quanto a necessidade de quarentena e isolamento social foram complicadores – mas esse problema afetou a todos, grandes e pequenos, independentemente da região ou segmento. O que cada empresário fez a partir disso é que determinou o sucesso, ou o fracasso, em 2020. Por conta disso, confira as principais dificuldades dos varejistas brasileiros no ano passado e saiba como evitá-las em 2021:
1 – Transformação digital
A digitalização dos processos em si não é um problema – de fato, pode ser considerada a solução para muitas dificuldades. Porém, poucos varejistas estavam aptos para se movimentarem de uma hora para outra com a chegada do novo coronavírus. De repente, tudo aquilo que ele fazia de forma manual e/ou física precisou migrar para o ambiente virtual por meio de softwares, sistemas e dispositivos. A transformação digital é um processo sem volta no Brasil, e os empreendedores precisam se preparar para realizá-la de forma segura. A melhor dica é encontrar fornecedores que possam orientar e auxiliar as empresas a encontrarem soluções que realmente façam sentido ao negócio.
2 – Omnichannel
Simultaneamente à transformação digital iniciada às pressas a partir de março de 2020, os varejistas brasileiros também tiveram que lidar com o aspecto omnichannel do consumidor, tanto no relacionamento com a marca quanto nas relações de compra e venda. Até então, havia mais teoria do que prática no dia a dia do negócio, mas foi preciso incorporar (e integrar) diferentes canais utilizados pelas pessoas, como e-commerce, aplicativos de mensagens, redes sociais, entre tantos outros. Foi uma dificuldade manter a comunicação sem ruído com o cliente, mas a adoção de tecnologias já desenvolvidas nesse preceito e que potencializam a integração de canais pode reduzir qualquer risco.
3 – Gestão de vendas
De repente as lojas físicas também precisaram vender pela internet. O WhatsApp passou a ser um importante aliado dos vendedores para conversar com os clientes e até para ofertar produtos. Mas como organizar esse fluxo e estipular metas em um novo contexto? A gestão de vendas do varejo precisou se adaptar a essa realidade, seja na adoção de novas técnicas, seja na estrutura do trabalho a ser desenvolvido. Dessa forma, foi preciso capacitar os colaboradores durante a pandemia, corrigindo em tempo real possíveis questões que surgiam no dia a dia. Para evitar novos problemas, a saída é contar com uma plataforma integrada de gestão empresarial e financeira, capaz de extrair relatórios de vendas para análise dos gestores.
4 – Logística
Outro problema decorrente da digitalização imposta pela pandemia da Covid-19 é a logística de entrega dos produtos. Quem já estava acostumado a vender pela internet possuía o know-how necessário para dar conta de todas as demandas. Mas e os varejistas que precisaram montar às pressas seus canais de vendas? A grande maioria sofreu para conseguir entregar os pedidos nos prazos e nas condições desejadas pelos consumidores. Aqui, mais do que encontrar a melhor solução tecnológica voltada à logística, o recomendado é garantir que esse recurso esteja integrado às ferramentas de gestão, permitindo que todo o processo seja automatizado, da confirmação do pedido ao envio da mercadoria.
5 – Conciliação de cartões
Por fim, fazer a conciliação financeira das transações de cartões tornou-se uma missão ainda mais primordial para a gestão do pequeno e médio varejista. A prática é essencial por conferir os valores envolvidos em cada transação, incluindo o valor pago nas taxas de administração das máquinas e demais custos envolvidos. Sem um detalhamento específico, é comum a loja pagar mais do que deve. É como um conta-gotas: no mês nem se percebe a diferença, mas depois de um ano há um rombo considerável nas finanças. As melhores plataformas de gestão financeira completam essa tarefa de forma automática, permitindo até mesmo a recuperação dos valores pagos a mais.
* Henrique Carbonell é sócio-fundador da F360°, empresa especializada em sistema de gestão financeira com conciliação automática de vendas por cartão para o pequeno e médio varejowww.f360.com.br– e-mail:f360@nbpress.com
Sobre a F360°
A F360° é uma startup com a missão de transformar a gestão de varejo de franquias e do pequeno e do médio varejista desenvolvendo a melhor ferramenta de gestão do Brasil. O objetivo é gerar eficiência operacional, evitar perdas financeiras aos seus usuários e potencializar as vendas. Desenvolvida por – e para – o varejista, a plataforma oferece, em uma única ferramenta, integração de todos os processos de gestão de uma franquia ou de pequeno e médio varejo. A empresa faz parte da HiPartners, um ecossistema de investimentos focado em empresas inovadoras e com alto potencial de crescimento dentro do conceito de New Retail. Para saber mais, acesse https://www.f360.com.br/.
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Lojistas Brasileiros: soluções
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No fim de semana, as equipes da World’s Edge e da Relic Entertainment apresentaram o primeiro Age of Empires IV: Fan Preview para falar sobre a comunidade de fãs que adoram jogar Age of Empires em todo o mundo.
O evento incluiu uma análise aprofundada do Age of Empires IV, com um novo trailer focado na jogabilidade, a revelação de novas civilizações e mais detalhes sobre a campanha do jogo. Os fãs também viram os bastidores da Relic Entertainment e algumas notícias sobre atualizações para Age of Empires II: Definitive Edition e Age of Empires III: Definitive Edition.
Para os fãs que curtem a franquia, é possível visitar a Vila Virtual! Explore os edifícios, as experiências, aprenda mais sobre o Age of Empires 4 e desfrute de conteúdo de vídeo exclusivo. Seja criativo produzindo seu próprio medalhão de avatar, um cartão postal da vila ou até mesmo seu próprio brasão de armas. Há muito mais para descobrir, por que não fazer uma visita?
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Foto: Divulgação.
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O YouTube é a mídia social que mais cresce no mundo. De acordo com dados divulgados pela própria plataforma, já são mais de dois bilhões de usuários conectados ao redor do globo, assistindo a mais de um bilhão de horas em vídeo todos os dias. Cada vez mais pessoas se apropriam dessa ferramenta para compartilhar ou mesmo divulgar algum tipo de conhecimento de forma amadora ou profissional.
O YouTube é uma importante ferramenta dentro de uma estratégia de marketing digital por seu poder de aproximação e sua capacidade de gerar conexão genuína com o público, especialmente no último ano.
Pesquisa realizada pela Nielsen Brasil, em parceria com a Toluna, para investigar os hábitos de consumo de mídia durante o isolamento social, revela que 86% dos entrevistados aumentaram o tempo dedicado ao YouTube desde o começo da pandemia. Ao contrário do que aconteceu com outras mídias, a plataforma segue em ascensão entre os usuários e tende a permanecer entre os canais de streaming mais utilizados mesmo após o período pandêmico.
Monetizando canais no YouTube
Marcas e produtores de conteúdo que apostam nessa mídia social têm nas mãos uma excelente alternativa para divulgação de seus serviços e para ganhar dinheiro. Isso porque, para além da receita publicitária gerada pelo Google AdSense, o YouTube oferece outra opção de monetizar vídeos por meio da ajuda dos seguidores durante as transmissões ao vivo: o Super Chat (clique aqui).
O usuário que assiste a um conteúdo ao vivo paga certo valor para ter sua mensagem destacada no chat. O preço varia de R$ 1 a R$ 500 – quanto maior o valor, mais tempo a mensagem fica em destaque. Quem paga por um Super Chat pode escrever comentários coloridos para chamar mais atenção. O valor doado fica aparecendo junto com o nome do doador.
Pode parecer muito dinheiro para pouco benefício, mas para quem faz parte do universo digital e tem seus influenciadores favoritos essa é uma forma de gerar conexão com o ídolo. Funciona mais ou menos como ir a um show ou peça de teatro e estar mais perto do seu cantor ou ator favorito.
Do lado do influenciador, além da remuneração – 70% da doação – há ainda a possiblidade de fortalecer os vínculos com a audiência, aumentando o engajamento das pessoas com o conteúdo produzido. Por engajamento, entende-se curtidas, comentários e compartilhamentos realizados pelos usuários. É por meio dessa ação que os produtores de conteúdo vão ganhando destaque e tornando-se autoridades em seus nichos.
Além disso, o Super Chat também permite que o influenciador conheça melhor o seu público e entenda quais conteúdos mais atraem, o que aumenta as chances de conseguir patrocínio de alguma marca que se relacione àquele público-alvo.
Como receber o dinheiro
A adesão do produtor de conteúdo ao Super Chat é feita por meio de um passo a passo simples no estúdio de criação do YouTube. Para ter acesso, basta ter no mínimo 18 anos e seguir as diretrizes da plataforma para a produção dos conteúdos.
Uma vez que os requisitos sejam cumpridos, será possível aderir ao recurso e monetizar a produção de conteúdo on-line. Para receber a porcentagem do valor pago pelos usuários será necessário contar com uma empresa que faça transferências internacionais. Isso porque todo pagamento do YouTube é feito em moeda estrangeira.
Embora os bancos ofereçam esse tipo de serviço, há no mercado opções para envio e recebimento de remessas para o exterior de forma mais barata e menos burocrática. Importante fazer uma pesquisa e checar a credibilidade dessas empresas.
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Foto: NordWood Themes/Unsplash
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Pesquisa realizada pela ADP Research Institute, no fim de 2020, em 25 países em todo o mundo, incluindo o Brasil, mostrou como a COVID-19 influenciou o engajamento dos funcionários e sua resiliência no local dos trabalhadores. No estudo, o engajamento é definido como uma atitude positiva e dedicada em relação ao trabalho e ao empregador. Já a resiliência, é definida como a capacidade de resistir a condições desafiadoras no local e durante o trabalho. Foram entrevistados cerca de 27 mil colaboradores.
Globalmente, o envolvimento continua baixo. “Em comparação com outro estudo anterior, que realizamos em 2018, a porcentagem de funcionários totalmente envolvidos, diminuiu um ponto percentual. Hoje, 14% dos trabalhadores estão totalmente engajados. Arábia Saudita (21%), Índia (20%) e África do Sul (19%) lideram a pesquisa, já Coreia do Sul, Taiwan e China são os países com menor taxa de engajamento, com 6%, 8% e 8%, respectivamente . No Brasil, houve um ganho de 4% no engajamento dos trabalhadores, que subiu de 14% em 2018, para 18% em 2020”, pontua Mariane Guerra, vice-presidente de Recursos Humanos da ADP na América Latina.
No caso da resiliência, o índice também é baixo. Apenas 15% dos colaboradores em todo o mundo são altamente resilientes. Os países com maior porcentagem de funcionários altamente resilientes são: Índia (32%), Arábia Saudita (26%) e Emirados Árabes Unidos (24%), já os com a menor taxa são Taiwan, Suécia e Coreia do Sul, com 8% cada. No Brasil, a taxa de trabalhadores altamente resilientes, chegou à casa dos 16%, um a mais que a média global.
Resiliência e COVID-19
Para fim do estudo, os países foram divididos em três grupos: Alto impacto (Brasil, França, Itália, Espanha, Suécia, Inglaterra e Estados Unidos), Impacto moderado (Argentina, Canadá, Índia, Israel, México, Holanda, Rússia, Arábia Saudita e África do sul) e Baixo impacto (Austrália, China, Egito, Alemanha, Japão, Coréia do Sul, Cingapura, Taiwan e Emirados Árabes Unidos), com base em vários critérios relacionados com a COVID-19, nomeadamente casos médios por milhão, mortes médias por milhão e taxa de desemprego.
O fato de um país ter experimentado alto ou baixo impacto, não teve efeito estatisticamente significativo no engajamento ou resiliência no local de trabalho. A diferença entre eles foi de, no máximo, três pontos percentuais.
Experiência pessoal com o COVID-19
Enquanto os efeitos de nível macro em países não afetaram a resiliência e o engajamento, os efeitos de nível micro sim, porém na direção oposta do que se era esperado.
As pessoas que tiveram uma experiência pessoal com a COVID-19 demonstraram níveis muito mais elevados de resiliência. Esse nível variou bastante por país e tipo de trabalho: 61% dos egípcios e 51% dos brasileiros têm sido afetados pessoalmente, enquanto apenas 6% dos japoneses e 5% dos taiwaneses sentiram o efeito.
As mudanças no local de trabalho devido à pandemia, acabaram produzindo muitos efeitos secundários na economia e nas empresas. Entre as mudanças apontadas pelo estudo, podemos citar: maior uso de tecnologia, mais horas de trabalho, migração para o trabalho virtual, demissões (diminuição de salário ou de jornada), incentivo a tirar férias antecipadas, promoções colocadas em espera, entre outras.
Segundo Mariane, a experiência de mudança também influenciou nas expectativas das pessoas em relação ao futuro do trabalho. Quanto mais mudanças os trabalhadores experimentaram, maior a probabilidade de preverem que elas se tornariam permanentes. No geral, 97% dos trabalhadores experimentaram uma ou mais dessas mudanças. Nenhum país ficou abaixo dos 90% de seus trabalhadores passando por mudanças, como resultado do COVID-19.
Conclusão
O estudo do Engajamento assume novas dimensões e importância devido à pandemia da COVID-19. Foram quatro objetivos principais. Determinar o nível global de engajamento e de resiliência no local de trabalho, compreender os impulsionadores do envolvimento e resiliência no trabalho, além de capturar como as empresas mudaram em todo mundo e como, provavelmente, essas alterações permanecerão em suas vidas.
Os níveis de engajamento e resiliência dos trabalhadores no local de trabalho permaneceram baixos, em relação ao levantamento anterior. Esses fenômenos são altamente relacionados, mas independentes. O mais surpreendente é que, a resiliência no local de trabalho aumenta com a experiência direta em relação ao COVID-19.
Essa descoberta tem implicações profundas para os gestores das empresas. As pessoas precisam de fatos, não de ilusões. A experiência da realidade e a gravidade do problema, ajudam a construir a resiliência no local de trabalho, fazendo com que as pessoas enfrentem seus medos, e utilizem toda a sua capacidade de superação.
Sobre a ADP (NASDAQ-ADP)
A companhia oferece produtos de ponta, serviços de alta qualidade e experiências excepcionais para que as pessoas alcancem o máximo potencial no trabalho. Os serviços e produtos da empresa para RH, Talento, Benefícios, Folha de Pagamento e Compliance são baseados em dados, mas desenhados para pessoas. Saiba mais em: https://www.adp.com.br.
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Notícias virais sobre dinheiro fácil, como a de um jovem que transformou R$ 30 mil em R$ 700 mil durante a pandemia atrai para a prática da compra e venda diária de ações. Investidores incautos acumulam prejuízos e geram lucros a quem surfa nessa onda vendendo cursos, livros e ilusões.
No ínicio deste ano, tornou-se um viral nas redes sociais a trajetória de um jovem carioca de 24 anos e origem humilde que, atuando como day trader durante a pandemia, conseguiu transformar R$ 30 mil em R$ 700 mil. Contudo, histórias como essa atraem outros investidores para a ilusão do dinheiro fácil e rápido. A maioria acabam acumulando prejuízos e, alguns, como vimos no Fantástico desse domingo, acabam até caindo em golpes.
Histórias de superação como essa costumam ser inspiradoras. Contudo, a forma como ela é compartilhada na internet acaba confundindo as pessoas e reforçando uma compreensão equivocada de que um investimento de altíssimo risco pode ser uma fonte de renda.
Pesquisas mostram que quase a totalidade dos seguem por esse caminho têm prejuízo. Os pesquisadores Fernando Chague e Bruno Giovannetti, da Fundação Getúlo Vargas, chegaram a conclusões espantosas em seu trabalho.
Foram acompanhados todos os indivíduos que começaram a fazer day trade em ações no mercado brasileiro entre 2013 e 2016 (98.378 indivíduos), chegando-se nas seguintes revelações:
99,43% dos indivíduos não persistiram na atividade (apresentaram menos
de 300 pregões com day-trades);
considerando-se os day-traders que persistiram (operaram por mais de
300 pregões), a performance média foi negativa;
apenas 127 indivíduos foram capazes de apresentar lucro bruto diário
médio acima de 100 reais em mais de 300 pregões.
Nas palavras dos próprios pesquisadores: “Entre os 1.551 que persistiram, apenas 8 conseguiram apresentar lucro bruto diário médio maior do que a remuneração de entrada de um caixa de banco (160 reais por dia).”
No entanto, ao se observar que o número de novos investidores, inclusive muito jovens, nota-se que os resultados parecem não ter desanimado quem acredita na possibilidade do dinheiro fácil.
“A essência de se comprar uma ação é você se tornar sócio de uma grande empresa. Então, qual o sentido de você ficar comprando e vendendo a sua sociedade diariamente?”. Quem traz essa reflexão é o Educador Financeiro do canal “Dinheiro Com Você”, William Ribeiro, que também faz o alerta para os riscos dessa prática.
“A grande maioria das pessoas que estão se interessando pelo investimento em ações ainda acredita que tudo se resume a ficar acompanhando gráficos e apostando nas subidas e descidas dos preços. Day trading é uma atividade extremamente extenuante, que já levou vários investidores e famílias à ruína. Às vezes, o pior que pode acontecer é você começar ganhando dinheiro e acreditar que descobriu as regras do jogo. Os raríssimos day traders que ganham dinheiro, realizam a atividade como seu ofício, não é um hobby para se realizar no litoral ou no semáforo (aliás, quem, em sã consciência, deixaria de tomar caipirinha na praia para operar?).”
O Sonho do Dinheiro Fácil
Os Investidores que têm mais chances em conseguir lucro no day trade são aqueles que menos precisam disso para sobreviver. Pessoas que já construíram patrimônio e levam esse capital para o mercado financeiro para investir, para rentabilizá-lo.
“Quem tira dinheiro do seu próprio orçamento familiar para investir já começa perdendo, porque vai ser impossível não deixar o lado psicológico interferir nas operações”, explica o Educador Financeiro.
“Algumas pessoas afirmam que, assim como em qualquer outra atividade, poucos são os que se dedicam e têm sucesso. No caso do day trading isso é uma falácia, porque as pesquisas mostram que os operadores não ficaram melhores com o passar do tempo. Além disso, para efeito de comparação, as chances de ser aceito em Harward são de 4,7%, muito superiores aos 0,13% dos daytraders que têm como resultado mais de R$100 brutos por dia.”, destaca.
Quem realmente ganha com o day trade?
O grande foco das pesquisas sobre day trade é sobre consistência. Foi demonstrado que quanto maior é o número de pregões operados, menos provável é a sua chance de sucesso.
Desta forma, sempre teremos alguns vencedores pontuais, como certamente é o caso do jovem estagiário que se tornou “milionário” repentinamente. Ainda assim, por mero efeito da aleatoriedade, é bem possível que alguns poucos traders tenham sucesso repetidas vezes. “Se fizéssemos um campeonato de cara ou coroa, o campeão brasileiro certamente teria acertado um número bizarro de vezes, talvez dezenas delas. Nem por isso teria algum mérito por suas escolhas, mas certamente seria capa de revista e poderia lançar um curso ensinando como ser um vencedor nesta modalidade.”, afirma Ribeiro.
Definitivamente, day trade é um negócio lucrativo. Mas, de acordo com os estudos, quem faz dinheiro com ele são somente as corretoras (que ganham taxas), a Bolsa de Valores e os vendedores de curso.
William faz um último alerta a quem, mesmo assim, ainda pensa em arriscar.
“Tome cuidado com os gurus, com as dicas das outras pessoas. Será que se alguém tivesse o mapa da mina de ouro iria compartilhar com você e precisaria do seu dinheiro? Acrescento que, se tais dicas fossem divulgadas, brevemente seriam inócuas, uma vez que ficassem em domínio público e todos copiassem a estratégia.
Se o próprio dono da corretora soubesse desta fórmula, certamente criaria um exército de robôs, operando 24 horas por dia, o que certamente daria muito menos dor de cabeça do que administrar milhares de clientes dentro de uma corretora.
Se você deseja ser um day trader, já sabe que as chances estão contra você e que isso será um “trabalho” dos mais desgastantes e perigosos, diga-se. Caso contrário, não nunca priorize day trading com relação ao seu próprio ofício, porque é nele que você sabe ganhar dinheiro e pode aperfeiçoar-se de verdade”, conclui.
Entender a Jornada do Investidor evita erros e prejuízos
Em uma definição simples, o Educador Financeiro e apresentador do canal “Dinheiro Com Você”, William Ribeiro, explica o conceito da Jornada do Investidor como sendo “o processo que reflete a evolução das pessoas no domínio dos conceitos do mundo dos investimentos”.
Ter a consciência de como funciona essa jornada e seus possíveis caminhos, além de torná-los mais fáceis, é condição essencial para ter uma relação saudável e rentável com os investimentos.
“Muita gente me pergunta como começar e onde investir. E é logo no começo que as pessoas cometem dois erros principais: superestimar ou subestimar os riscos. Para o primeiro caso, é mais fácil: basta buscar conhecimento e ter disciplina para superar o medo de investir.
Já o segundo erro é de solução mais complexa. É preciso ter ciência de que investimento nenhum deixa ninguém rico no curto prazo. Mas também implica domar-se em seus instintos para não pular de cabeça em investimentos cujo risco é incompatível com seu perfil e jornada do investidor”, explica Ribeiro.
Em qual ponto inicia a sua jornada?
A jornada do investidor é uma estrada repleta de ramificações e com diferentes pontos de partida. Um único caminho errado pode atrapalhar e retroceder anos de caminhada, como alerta o Educador Financeiro.
“O seu extrato bancário é um resultado que pode estar positivo ou negativo, refletindo um balanço das boas decisões financeiras da sua vida, frente à aquelas apostas (ou gastos desnecessários) que retiraram dinheiro da sua conta.
Um bom investidor sempre se questiona a respeito do quanto pode perder, ao passo que os iniciantes irremediavelmente procuram por investimentos cujo risco não podem suportar, como na renda variável”, pondera Ribeiro.
Para saber de onde um novo investidor deveria partir, basta uma análise simples para um primeiro diagnóstico das três possíveis situações que Ribeiro explica abaixo:
A pessoa deseja começar a investir, pode até ter separado algum dinheiro, mas tem dívidas acumuladas.
Antes de pensar em aplicar qualquer quantia, a melhor coisa a fazer é livrar-se das pendências. É impossível encontrar qualquer investimento que tenha um retorno superior aos juros cobrados pelas instituições financeiras, especialmente se estivermos falando do rotativo do cartão de crédito e do cheque especial.
Além dos juros altos, as dívidas tiram o sossego e a liberdade. Então, nesse caso, o primeiro passo é olhar para trás, encontrando um meio de quitar todas as suas pendências e focar na geração de renda para aumentar seus recursos.
Não é raro encontrar pessoas que tentam justificar sua ansiedade em colocar dinheiro em algum investimento, mesmo estando endividadas. “Se eu não fizer dessa forma eu não começo” ou “Dívidas eu sempre vou ter, se não for assim, não consigo comprar nada”, estão entre os absurdos que cegam as pessoas para o problema.
Como falamos no início, a disciplina é indispensável para começar essa jornada. E se este argumento ainda não for suficiente, partimos para um argumento infalível: a ponta do lápis.
Vamos imaginar um aspirante a investidor hipotético que está começando errado a sua jornada e deu início a um plano de previdência privada com contribuições mensais de mil reais, ao mesmo tempo em que está utilizando o limite de seu cheque especial. Veja só:
Conta com Limite (Cheque Especial)
Plano de Previdência
Saldo inicial (R$)
0,00
0,00
Após primeiro aporte (R$)
-1.000,00
1.000,00
Juros ao mês (exemplos)
8 %
0,5 %
Perdas x Ganhos (R$)
– 80,00
5,00
O que vemos na tabela acima é uma pessoa que, para ganhar R$ 5,00 de rendimento, pagou R$ 80,00 em juros da dívida. Se essa atitude se estende ao passar do tempo, a bola de neve dos juros fatalmente acabará com qualquer possibilidade de progresso financeiro na Jornada do Investidor.
Então, não há outro caminho que não seja acabar com todas as dívidas, buscando aumentar a renda e economizar mais, para conseguir sobrar mais dinheiro para investir.
A pessoa quer começar a investir, mas ainda não tem uma reserva financeira.
Aqui, estão consideradas as pessoas que já não têm dívidas e decidiram começar a investir pela primeira vez, começando do zero. Ou seja, não têm nenhuma reserva de emergência ou, como costumamos chamar, um “colchão financeiro”. Esta é uma etapa indispensável antes de seguir para investimentos de maior risco.
Seja para preparar o colchão financeiro, ou aportar em investimentos mais arrojados, é fundamental garantir que, na balança, o ganho seja maior do que o gasto. Afinal, toda riqueza construída no mundo foi edificada sob a quantia que se foi poupada, evidentemente.
O Colchão Financeiro é o passo mais importante da jornada do investidor por um motivo: garante que a segurança financeira da família não será comprometida, caso um investimento se mostre inviável, ou para momentos de escassez na geração de renda (seja por motivo de demissão, falta de clientes, etc);
O ideal é conseguir separar, no mínimo, 10% dos ganhos e destiná-los para uma reserva. Lembrando que os 90% restantes precisam ser suficientes para cobrir todas as despesas do mês. Você poderá afirmar que realmente já conta com um colchão financeiro formado quando essa reserva for o equivalente à soma de pelo menos seis meses de todos os seus gastos mensais. Há quem se sinta seguro com um montante que cubra um ano das despesas.
Para a reserva de emergência, não é adequado optar por ativos de maior rentabilidade, justamente por apresentarem maiores riscos. Para este objetivo financeiro, o ideal é aproveitar os benefícios que oferece a Renda Fixa, que são o baixíssimo risco e a liquidez, como é o caso do Tesouro Selic ou CDBs de liquidez diária.
É importante ter a consciência de que ninguém ficará rico investindo o dinheiro do colchão financeiro. A função da reserva é prover recursos que estejam prontamente disponíveis para qualquer adversidade que a vida nos apresentar, como problemas de saúde, perda de emprego ou acidentes.
Quer começar a investir e já tem uma reserva financeira segura.
Se uma pessoa não tem dívidas e já conta com uma reserva financeira de emergência, ela pode começar aqui a jornada em direção ao acúmulo de patrimônio.
“A partir daqui os caminhos são muitos, por onde seguir vai depender muito do perfil de cada um, de quanto se tem para investir, prazo, quais os planos desse investidor para o dinheiro, entre diversos outros fatores que podem influenciar nas decisões e seus resultados. Exatamente por isso, acredito que o mais interessante seja adotar o conceito que chamamos de “diversificação financeira”, avalia o Educador Financeiro.
Dentro da própria Renda Fixa também há opções que oferecem um pouco mais de rentabilidade, como pode ser o caso do Tesouro IPCA+ ou Pré-Fixado. Porém, são produtos que possuem um prazo de vencimento, cujo resgate antecipado (embora seja possível) pode trazer perdas pela chamada “marcação a mercado”.
Contudo, mesmo optando pelos investimentos mais sofisticados desta categoria, a Renda Fixa não oferece retornos muito grandes. Via de regra, são instrumentos que utilizamos mais como proteção do poder de compra de um dinheiro guardado, ou seja, visando protegê-lo da inflação.
Para ganhos maiores (e incertos, diga-se), é indispensável dar continuidade nessa jornada. Veja que primeiro pensamos em proteger, para só então subirmos o próximo degrau da jornada.
Um produto que costuma ser bastante indicado para quem deseja dar os primeiros passos na renda variável, são os Fundos de Investimento Imobiliários. Com quotas tão acessíveis como na casa dos cem reais, os FII possibilitam que pequenos investidores participem de empreendimentos imobiliários de alto padrão, como shoppings, lajes corporativas e galpões logísticos.
Por possuírem receita razoavelmente previsível dos aluguéis e do lastro imobiliário destes ativos, a oscilação das quotas (negociadas na bolsa de valores) não costumam sofrer grandes volatilidades, sendo características ideais para quem está começando a conviver com um pouco mais de risco.
A partir daí, o investidor pode se dar ao luxo de experimentar, sempre aos poucos e aplicando a diversificação, investimentos mais arrojados, como ações de empresas na bolsa de valores, criptomoedas, e até no mundo do empreendedorismo.
Independente do ponto de partida, o importante é começar
Acumular patrimônio é uma questão de disciplina e de dar tempo ao tempo, tanto para que os ativos financeiros possam gerar frutos (os proventos), quanto para que o investidor não pule etapas da jornada financeira.
“Definitivamente, investir não é só para gente rica. Mas, para ficar rico, investir é primordial. Tudo a seu tempo, um passo de cada vez. A jornada do investidor é fundamental para que, um dia, haja a independência financeira, em que o dinheiro trabalha para o investidor, não o contrário. Mas só é possível para aqueles que entendem e respeitam a jornada do investidor”, finaliza Ribeiro.
Sobre William Ribeiro
William Ribeiro é CEO do Dinheiro Com Você, empresa de consultoria, treinamento e Educação Financeira, focada em finanças pessoais e investimentos, além de uma produtora de conteúdo multiplataforma da qual faz parte um dos maiores e mais importantes canais de educação financeira do pais: www.youtube.com/dinheirocomvoce.
Possui título de MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e é graduado em Engenharia da Computação pelo Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel). Sua experiência de mais de 20 anos no empreendedorismo lhe trouxe a independência financeira e o consequente maior propósito da sua vida: levar seu conhecimento adiante, ajudando milhares de pessoas a terem uma vida financeira mais próspera.
Além de especialista no mercado financeiro, William também é autor e prepara o lançamento de seu primeiro livro (pela Alta Books) sobre o tema, uma publicação alinhada com o propósito de todo o seu trabalho que é desmistificar os investimentos no Brasil.
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William Ribeiro, educador financeiro e CEO do Dinheiro Com Você Foto: Divulgação
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Maior programa habitacional da história do Brasil, que já entregou em torno de 4,5 milhões de unidades habitacionais em todo o país, o Programa Minha Casa Minha Vida já não existe mais. Ele foi substituído pelo Programa Casa Verde e Amarela, sancionado pelo Presidente Jair Bolsonaro em janeiro deste ano.
Com o objetivo de atender a 1,6 milhão de famílias de baixa renda até 2024, o Programa Casa Verde e Amarela traz algumas mudanças estruturais, que alteram sua própria forma de atuação. Mas quais são essas mudanças? A Plano&Plano preparou este conteúdo especialmente para você entender as diferenças entre o antigo e o novo programa e saber o que mudou no novo programa habitacional do governo.
O que é o Programa Minha Casa Minha Vida?
Lançado em 2009 pelo então Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o objetivo do Programa Minha Casa Minha Vida era combater o problema do déficit habitacional, incentivar a economia, gerar empregos por meio da construção civil e, principalmente, oferecer à população de baixa renda a possibilidade de realizar o sonho da casa própria. Esse foi um dos principais programas de seu governo, ao lado do Bolsa Família, com amplo alcance social e econômico.
Em 2008, o Brasil contabilizava um déficit habitacional de nada menos do que 7,9 milhões de moradias, segundo Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Tal número significa que 21% da população brasileira da época não tinha onde morar.
O Programa Minha Casa Minha Vida oferecia condições especiais de financiamento para a população de baixa renda, por meio de subsídios, e taxas de juros abaixo do valor de mercado. Quando criado, o PMCMV estava disponível para famílias com renda mensal de até R$ 7 mil, mas esse valor passou, em 2017, para R$ 9 mil. Em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, por exemplo, o imóvel financiado não podia ultrapassar o valor de R$ 240 mil. Em capitais do Norte e Nordeste, o teto limite era de R$ 180 mil.
A meta do programa era construir e entregar à população um milhão de habitações até 2012, o que foi plenamente alcançado. Até aqui, o PMCMV já formalizou contratos para a construção de quase 6 milhões de unidades habitacionais , entregando cerca de 4,5 milhões de casas e apartamentos.
Como funcionava o Programa Minha Casa Minha Vida?
As concessões de benefícios do Programa Minha Casa Minha Vida eram feitas por faixa de renda. Os beneficiados foram divididos em quatro grandes grupos:
Faixa 1 (renda familiar mensal de até R$ 1.800,00) – até 90% de subsídio do valor do imóvel. O financiamento é pago em até 120 prestações mensais, que não podem passar de R$ 270,00, sem cobrança de juros.
Faixa 1,5 (renda familiar mensal até R$ 2.600,00) – até R$ 47.500,00 de subsídio, com cobrança de 5% de juros ao ano.
Faixa 2 (renda familiar mensal de até R$ 4 mil)- subsídio de até R$ 29 mil, com cobrança de juros de 5 a 7% ao ano.
Faixa 3 (renda familiar mensal de até R$ 9 mil) – sem subsídio e cobrança de juros de 8,16% ao ano.
Os interessados em adquirir uma casa ou apartamento pelo Programa Minha Casa Minha Vida não podiam ser donos de outro imóvel e estar negativados, a exceção daqueles que estavam na faixa 1 do programa. O imóvel a ser financiado devia ser novo, e a contratação podia ser feita junto a Caixa Econômica Federal ou diretamente com uma construtora parceira, como a Plano&Plano, especialista na construção de apartamentos do programa Minha Casa Minha Vida.
O que é o Programa Casa Verde e Amarela?
O Programa Casa Verde e Amarela foi criado pelo Presidente Jair Bolsonaro para substituir o Programa Minha Casa Minha Vida. Lançado em agosto de 2020, sob coordenação do Ministério do Desenvolvimento Regional, sua meta é atender a 1,6 milhão de famílias de baixa renda até 2024.
Além de financiamento habitacional, o Programa Casa Verde e Amarela também atua na regularização fundiária e na melhoria de residências. A meta do governo é regularizar 2 milhões de moradias e melhorar 400 mil unidades habitacionais também até 2024. O Presidente Jair Bolsonaro sancionou a Lei 14.118/21 em 13 de janeiro, instituindo o Programa Casa Verde e Amarela, que substitui e elimina o Programa Minha Casa Minha Vida.
Quais são as principais mudanças do Programa Casa Verde e Amarela?
O Programa Casa Verde e Amarela traz algumas importantes mudanças, que ampliam sua atuação:
O PMCMV atuava apenas com a construção e financiamento da casa própria. O programa habitacional do atual governo constrói e financia unidades habitacionais, mas também atua na regularização fundiária e na melhoria de casas e apartamentos já construídos.
O programa habitacional extinto tinha uma taxa de juros única para todo o país, variando apenas de acordo com a faixa do mutuário. O Programa Casa Verde e Amarela tem taxas de juros variadas de acordo com a faixa de renda e, também, a cidade onde o imóvel financiado está localizado. Cidades das regiões Norte e Nordeste tiveram uma redução nas taxas de juros em até 0,5% para famílias com renda mensal de até R$ 2 mil e 0,25% para as que ganham entre R$ 2 mil e R$ 2,6 mil.
Em relação à melhoria habitacional, serão contemplados proprietários de imóveis selecionados para a regularização fundiária, cuja renda familiar mensal não ultrapasse R$ 2 mil. O proprietário precisa estar cadastrado no CadÚnico.
Já em relação à regularização fundiária, o governo concederá o título que garante o real direito sobre o imóvel para famílias com renda mensal de até R$ 5 mil. Casas localizadas em áreas de risco ou não passíveis de regularização não serão contempladas.
A segmentação dos beneficiados também mudou. Agora, são 3 faixas na área urbana e mais 3 na área rural.
Na área urbana:
Faixa 1 – renda familiar até R$ 2 mil mensais
Faixa 2 – renda familiar entre R$ 2 mil e R$ 4 mil mensais
Faixa 3 – renda familiar entre R$ 4 mil e R$ 7 mil mensais
Na área rural:
Faixa 1 – renda familiar até R$ 24 mil anuais
Faixa 2 – renda familiar entre R$ 24 mil e R$ 48 mil anuais
Faixa 3 – renda familiar entre R$ 48 mil e R$ 84 mil anuais
As regiões Norte e Nordeste também passaram a ter um limite do valor dos imóveis financiados mais alto em cidades com até 100 mil habitantes, passando de R$ 78 mil para R$ 90 mil.
Valores recebidos como auxílio-doença, auxílio-acidente, seguro-desemprego e Bolsa Família, entre outros, não contarão mais no cálculo de renda para definição da faixa do programa do beneficiado.
Você sabia que a Plano&Plano é especialista em construção e financiamento de apartamentos do Programa Casa Verde e Amarela?
As mudanças do novo programa habitacional do governo e a menor taxa de juros para financiamento imobiliário da história deste País facilitaram ainda mais a possibilidade de você realizar o sonho da casa própria. Criada na década de 90, a Plano&Plano é, hoje, uma das maiores construtoras e incorporadoras do Brasil, e é uma referência quando se fala em Programa Minha Casa Minha Vida e, agora, Casa Verde e Amarela.
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