Economia solidária é uma das soluções para recuperação pós-pandemia

CEO do Instituto LIVRES – organização do terceiro setor que atua desde 2006 com propósito de oferecer desenvolvimento integral às comunidades que habitam em áreas do sertão do Brasil, Clever Murilo Pires, aponta a economia solidária como uma das soluções para o planeta no pós-crise derivado da pandemia.

O executivo é mestre em Economia de Empresas e conhece a fundo as mazelas das comunidades menos favorecidas e minorias devido à sua atuação no terceiro setor e mais de 20 anos de experiência em gestão.

No LIVRES, é responsável pela gestão financeira e executiva, plano de ações anual, orçamento, plano de abrangência de atividades operacionais, contabilidade e parte legal, prestação de contas (origem e aplicação dos recursos), integração financeira das organizações parceiras, projetos institucionais e receita captação nacionais e internacionais, desenvolvimento do plano estratégico de curto, médio e longo prazo, formação e treinamento de equipes, e desenvolvimento de negócios e inovação.

Também atua na implantação de métodos de gestão avançada aplicados em exclusividade, desenvolvimento de lideranças, gestão e indicadores de performance, gestão de metas por resultados quantitativos e qualitativos, alinhamento e redirecionamento do resultado com plano estratégico.

Cenário

O mundo chegou a MAIS DE 3 milhões de mortes por Covid com piora da pandemia na América do Sul.

A pandemia acelerou discussões que não giram em torno apenas da saúde e a busca pela cura promoveu também busca por soluções para a ciência e tecnologia. Além disso, foram evidenciados problemas como as deficiências sociais e econômicas vigentes.  

A explosão da doença manifestou efeitos distintos nas camadas sociais e minorias, como: mulheres, povos indígenas, pessoas com deficiência, comunidades marginalizadas, jovens e pessoas com contratos de trabalho precários ou da economia informal, por exemplo.

As Nações Unidas chegaram a montar uma Força-Tarefa Interinstitucional sobre Economia Social e Solidária (TFSSE) para promover esforços coordenados internacionais, aumentando a visibilidade da Economia Social e Solidária como solução na recuperação pós-crise da Covid-19.

Alternativa

Para além das agendas progressistas ou neoliberais, a economia solidária pode ser implantada com equilíbrio pensando em uma relação ganha-ganha, que será fundamental para a recuperação da pandemia.

O objetivo é equilibrar as relações de trabalho em um ambiente totalmente transformado pelos impactos do coronavírus com destaque para: uso constante da tecnologia, home office, atenção para saúde mental, profissionais multidisciplinares, cultura de startups e outras.

Fonte

Clever Murilo Pires – CEO e Mentor de Gestão

Contador FUMEC e Administrador de Empresas FIEMG, Pós-graduado em Gestão de Custos IETC, MBA em Gestão Estratégica de Negócios – NP e Mestre em Economia de Empresas FEAD/PUC MINAS, com especializações em Planejamento Estratégico – BSC, GPD, GMD e PDCA,  Finanças Corporativas e Valuation (IBMEC e INSPER), Digital Transformation – MIT, MKT Digital – USP, Live MKT ESPM,  CEO – FDC, entre outras, inclusive voltadas para o terceiro setor.

Mentor pela  Rocket Mentoring Scholl. Capacitado em técnicas de Lideranças pela Crescimentum e Coaching Profissional – ICF em andamento – (International Coaching Federation).

Mais de 20 anos de experiência profissional em empresas de diversos segmentos, nas áreas de Gestão, Finanças estruturadas e expansão ,Contabilidade, Compliance, Administração, Project Finance, Fusões e Aquisições/M&A, Gestão Baseada em Valor, Custos e Orçamentos, cultura orçamentaria, Business Plan, empreendedor social, coaching de gestão, Estratégias para legado, e Desenvolvimento de negócios; startups, atuando como Diretor de Controladoria, CFO e CEO.

Atuou na estruturação de operações de fusão/aquisição e equity via Fundos de Investimento incluindo startups em potencial de escala.  Palestrante em empresas e entidades acadêmicas com temas voltados para Gestão, Finanças, Liderança, Potencial de Desempenho, Formação de equipe de alta performance, Balanced Scorecard, Controladoria, Eficiência e Eficácia da Contabilidade no Negócio e Business Plan – Crescimento e Valoração da Empresa, dentre outros. E também  Empreendedor na startup: iOásis.

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Empréstimos para empreender superam um terço das solicitações

Conhecido por ser o principal motivo para a tomada de crédito, o pagamento de dívidas foi superado pelo empreendedorismo no Brasil. De acordo com um levantamento da Lendico, fintech especializada em empréstimos online, 35% das solicitações feitas em abril foram para empreender, enquanto o pagamento de dívidas respondeu por 34% dos pedidos no país.

Apesar da ligeira diferença, as requisições de crédito motivadas pelo empreendedorismo – tanto para a abertura de novos negócios quanto para investir na empresa – cresceram 24% em abril desse ano na comparação com o mesmo mês de 2020. Já os empréstimos para pagar dívidas apresentaram retração de 19% no mesmo período.

A tendência das solicitações de ajuda financeira para empreender ainda chama a atenção pelo aumento nos pedidos relacionados especificamente a abertura de novos negócios, categoria que apresentou elevação de 52% no último mês frente abril de 2020. 

Depois do empreendedorismo e pagamento de dívidas, a motivação mais comum para a tomada de crédito é o investimento na casa, justificativa citada em 14% das requisições, seguido pela compra de eletrodomésticos e eletrônicos (5%).Sobre a Lendico
A Lendico é uma fintech de empréstimo pessoal que começou sua jornada em 2015 com o entendimento de que o crédito, quando utilizado de forma consciente e com taxas personalizadas e justas, é um meio para as pessoas seguirem em frente, realizarem seus sonhos e progredirem cada vez mais. De lá para cá, mais de R$ 600 milhões já foram emprestados, impulsionando a vida de mais de 80 mil clientes.

Para mais informações, acesse: https://lendico.com.br/

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Cadê o laudo?

Decisões estapafúrdias e criminosas, no mais puro nível de lixo jurídico, foram tomadas por governadores e prefeitos, com o aval do STF. Decisões estas que só me fazem perguntar: Cadê o laudo?

Não houve laudo comprovando que lockdown funciona. Não houve laudo comprovando que ônibus cheio não transmite coronavírus. Não houve laudo comprovando que proibição de circulação em determinadas horas dificultam a propagação da covid-19.

Os governadores e prefeitos criminosos que cuspiram na Constituição e estupraram os direitos fundamentais não apresentaram um laudo para comprovar cientificamente a eficácia das medidas restritivas.

O Judiciário e o Ministério Público não apresentaram laudo para justificar a perseguição política que fizeram contra aqueles que não realizaram restrições. Mas o que dizer de um Judiciário e Ministério Público que violaram sexualmente o direito de ir e vir? Os magistrados apresentaram laudo que comprovava a medida imposta em suas liminares e sentenças? Os membros do Ministério Público apresentaram laudo que justificava as ameaças feitas em seus ofícios?

O que é preciso entender é que os operadores do Direito no Brasil, de modo geral, são idiotizados. Ou seja, pensam apenas naquilo que orbita a si mesmo, dentro de uma bolha de convivência em que todos concordam com tudo, ou estão fora. A classe universitária, da qual os operadores do Direito fazem parte, é plenamente estupidificada em si mesmo.

A elite intelectual Brasileira, sobretudo a jurídica, acredita no Jornal O Globo e na Folha de São Paulo. Acreditam piamente. Essa velha mídia está aí justamente alimentada por uma elite brasileira, que passa adiante o que lê nesses dois jornais, validando uma coletânea de mentiras.

Então vamos às fake news. Donald Trump usou esse termo para designar a CNN, principalmente um de seus jornalistas. Esse termo, fake news, não significa “notícia falsa”, mas sim “notícia fraudulenta”. Fake news é uma notícia fraudulenta, ou seja, uma notícia que tem elementos de verdade e elementos de mentira. Algo na notícia é verdadeiro, mas as conclusões (ou normalmente, a manchete) é falsa, e não condiz com os elementos verdadeiros.

Assim, o laudo seria um elemento verdadeiro. Mas não há laudo. E quando há laudo, o mesmo é, de toda forma, destruído, para que as fake news sejam superiores à verdade. As notícias fraudulentas são superiores a tudo. Inclusive à verdade. Cadê o laudo?

Não sabemos, mas os direitos foram destruídos por todo lado por parte de Governadores e Prefeitos com alianças incomuns com o Partido Comunista Chinês, com o apoio do pior Judiciário do mundo, e do pior Ministério Público do planeta. Cadê o laudo? Não tem. Mas destruição de vidas humanas, tem sim. Bastante.

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Cadê o laudo?
Foto de Bich Tran no Pexels

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Programa de Estágio SulAmérica 2021 aberto até 23/05

A SulAmérica está com inscrições abertas para seu programa de estágio, neste ano de 2021. Os selecionados atuarão em São Paulo e Rio de Janeiro, iniciando o estágio em junho ou julho deste ano. Antes, todo o processo de seleção (dinâmica em grupo, apresentação e entrevista individual) será de forma remota.

A empresa oferece os benefícios de Seguro Saúde, Vale-transporte, Vale-refeição, Gympass, Seguro de acidentes, além da Bolsa-auxílio (não informado valor).

OBS: Apenas divulgamos as vagas, não solicitamos nenhum dado pessoal ou currículo. Nos canais abaixo compartilhamos mais publicações sobre vagas, NUNCA exigimos cadastro no Jornal Grande ABC. Responsabilidade das ofertas é por parte dos contratantes.

Quais os requisitos?

O programa de estágio é voltado para estudantes universitários com formação prevista entre dezembro/2022 e dezembro/2023, e que tenham disponibilidade para estagiar 6 horas por dia. As vagas estão disponíveis nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro – neste momento, em virtude da pandemia, a empresa afirma que todos estão trabalhando remotamente.

Os universitários devem estar a cursar o Ensino Superior de: Administração de Empresas, Contabilidade, Direito, Economia, Design, Engenharia de Produção, Estatística, Matemática, Ciências Atuariais, Comunicação Social, TI (e áreas afins), entre outras.

Vagas de hoje 18 de março 2021

Pensando em mudar de carreira ou se preparar melhor para entrevistas de emprego? Conheça a RC Locus, referência em Recrutamento & Seleção, em todos os níveis.

Como se candidatar?

Interessados devem acessar https://trabalheconosco.vagas.com.br/estagio-sulamerica e realizar sua inscrição. Fique atento no prazo, até dia 23 de maio o sistema estará aberto para novos cadastros.

Conheça todos nossos canais (Whatsapp, Telegram, Facebook, Buscador): https://jornalgrandeabc.com/inicio/nossas-redes-sociais/

Vagas de hoje 17 de março 2021

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Programa de Estágio SulAmérica 2021 aberto até 23/05

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A triste falência do Judiciário do Brasil

O Poder Judiciário do Brasil é um conjunto de órgãos responsáveis por julgar os conflitos com base nas leis. Muito lindo, quando verdade. Temos magistrados que se comportam como deuses gregos, conflitando entre si, mas permanentemente unidos contra os mortais. Às vezes, contra os outros Poderes também.

Magistrado significa “superior”. A ideia é essa mesmo. Um ser superior, que por estudar muito, julga os conflitos entre as pessoas. Desde a Antiguidade, as pessoas em conflito buscaram outras pessoas que resolvessem o conflito proposto. Os governantes eram os julgadores, em sua maioria. Às vezes se buscava um árbitro, alguém de confiança das partes, com boa reputação, considerado sábio e independente, que usaria do bom senso e da moral coletiva para decidir. A decisão era quase sempre aceita por motivo de força moral: o julgador é alguém tão sábio que a decisão dele é melhor.

Com o aumento do Estado, foi-se criando estruturas administrativas, com juízes iniciantes julgando e juízes antigos revisando, o que chamamos hoje de juízes e desembargadores. Mas como o mais importante é a cultura, esta cultura jurídica foi se imiscuindo na cultura burocrática, de modo que o juiz tornou-se um cumpridor de regras administrativas, que se sente livre somente quando vai julgar.

Aí fica o perigo maior, pois ele vai deixar ali todo o conjunto de frustrações do dia, justamente na decisão que vai afetar as pessoas comuns, mas não afetará a remuneração dele.

Imaginemos um cenário em que o magistrado tem o salário proporcional à qualidade das decisões? Isso já existe. Chama-se arbitragem. O árbitro é contratado justamente por ser conhecido por ter decisões corretas, centradas, de boa qualidade, emitidas em tempo hábil. O árbitro não grita com as partes, não ameaça de prisão, não manda calar a boca. O árbitro é o oposto do magistrado. Assim, somente comprovando que possui um serviço de ótima qualidade é que o árbitro ganha seu dinheiro. O magistrado não. Pode emitir as piores decisões, que a remuneração continua lá, último dia útil do mesmo mês do trabalho. Nem precisa esperar cinco dias úteis.

O Judiciário faliu. Falência vem do latim fallere, que significa “faltar”. O que falta não é uma estrutura do Judiciário, mas sua função é que falta. A função de pacificar conflitos se torna cada vez mais rara. Um dia será inexistente. Um Judiciário preocupado com prerrogativas, garantias, remuneração, lagostas, vinhos premiados.

O Judiciário falta. A pacificação dos conflitos é o oposto. Criam-se cada vez mais conflitos, a julgar pelo que vemos no Supremo Tribunal Federal, que nos últimos três anos vem tendo decisões absurdamente casuais, ou seja, cada caso se julga com uma interpretação casuística da lei, de acordo com a cara do freguês. Não somente ele, mas o Tribunal Superior Eleitoral também não fica para trás. Um dia tratarei do mesmo nesta coluna.

Uma proposta que deixo aqui: salário do magistrado proporcional à média de votos. Após cada audiência e cada decisão, cada parte atribui uma nota de um a dez, sendo um completamente insatisfeito, e dez completamente satisfeito. Ao final do mês, um sistema eletrônico contabiliza a média dos votos, sendo dez o teto salarial do cargo, e um o piso salarial do país, ou seja, um salário mínimo. Como a parte mais sensível do ser humano é a conta bancária, o que teremos?

Magistrados preocupadíssimos com a justiça de suas decisões, procurando convencer as partes da alta qualidade daquela decisão. Para evitar problemas óbvios, é melhor que contador de votos dos usuários do Judiciário fique online 24 horas, para consulta pública.

Imagine-se, então, na pandemia. Juízes determinando lockdown em municípios, e a população convocada em peso para votar sobre a decisão do juiz, afetando diretamente seu salário. Será a primeira vez que veremos o magistrado se preocupar com as consequências sociais da sua decisão, já que inexiste isso hoje. Simplesmente decidem aquilo que ele quer, não importa o que a parte ou seu advogado alegue. Palavras ao vento em cada audiência e sustentação oral.

E para os magistrados que disserem que estou sendo injusto, e que é muito difícil ser julgador, aconselho de pronto: peça exoneração e busque um emprego mais fácil. Dizem que advogar é molezinha.

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A triste falência do Judiciário do Brasil
A triste falência do Judiciário do Brasil. Foto: pixabay

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O pedido de demissão do Ministério Público

Desde que a pandemia surgiu, o Ministério Público do Brasil pareceu ter pedido demissão de suas funções institucionais. De acordo com nossa esquecida e vilipendiada Constituição da República, o Ministério Público tem como uma de suas funções zelar pelo respeito aos Poderes Públicos e serviços públicos, inclusive medidas para a garantia dos mesmos.

Com a permissão e o aval do Supremo Tribunal Federal, que atou as mãos do Executivo Federal, em clara retaliação, no mínimo, ideológica, delegou os poderes para tratar da pandemia aos governadores e prefeitos, que, legislando por decretos, sem necessidades de leis estaduais ou municipais, terminaram com direitos básicos, como ir e vir.

No entanto, o Ministério Público tomou uma decisão: fechou os olhos, tapou os ouvidos, e se escondeu no porão de casa.

Vimos um Ministério Público que se preocupava em trancar mais ainda quem já estava com problemas econômicos. Quem sabe os membros do Ministério Público não lembram que as pessoas comuns precisam trabalhar de domingo a domingo para ganhar seu sustento, que não é uma remuneração polpuda na conta bancária, mas sim um valor que pode ser de centavos no dia?

Acontecendo diversos absurdos, como policiais e guardas municipais destruindo direitos individuais, espancando pessoas em praias e praças, soldando portas de lojas… enfim, o Ministério Público pediu demissão do trabalho, mas não do salário, desligou as luzes e foi para casa aproveitar a quarentena vip, com queijos, vinhos e patês. Ou iFood mesmo.

No entanto, vimos o Ministério Público atuar para proteger as pessoas sim. Ações judiciais e administrativas foram propostas para questionar o porquê de certos prefeitos não decretarem lockdown! O Ministério Público usou seu poder e influência para aumentar, e não diminuir, a violação aos direitos individuais e coletivos. Vimos este órgão público agir para trancar pessoas, e não libertá-las.

Os operadores do direito são um produto de seu meio. No Direito se estudam certas teses de “transformação social” e “princípios acima das leis”, em que num ambiente difuso e gasoso, não se encontram regras concretas nas quais a população pode se sustentar. Assim, o povo dá mais valor às regras imutáveis da Bíblia do que numa lei que pode não apenas ser alterada do dia para noite, mas que tem interpretação volúvel, conforme o sabor do momento.

Este mesmo Ministério Público, ao se demitir do trabalho, esqueceu quem paga seu salário. O contribuinte. Se este contribuinte decidir parar de pagar impostos, num ato de desobediência civil, o Ministério Público ficará sem salário, e vai precisar dar muita aula em cursinho preparatório para se sustentar e pagar seu iFood. A arrogância precede a queda.

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O pedido de demissão do Ministério Público
Foto: Divulgação

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Novela do ICMS na base de cálculo do PIS e da Cofins pode acabar dia 29/04

Dependendo da decisão do STF quanto ao ICMS, contribuinte pode “ganhar e não levar”, afirma Eduardo Natal, advogado tributarista, membro da Academia Brasileira de Direito Tributário

A tese tributária da década, sob julgamento no Superior Tribunal Federal (STF) desde 2017, pode ter um desfecho no próximo dia 29 de abril, data para quando está pautada sessão plenária para o tema. A celeuma gira em torno da cobrança do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação) na base de cálculo do PIS e da Cofins.

Regulamentado pela Lei Kandir (Lei complementar 87/1996), o ICMS é um tributo estadual e seus valores são definidos pelos estados e Distrito Federal. Basicamente, ele é o imposto que incide quando um produto ou serviço tributável circula entre cidades, estados ou de pessoas jurídicas para pessoas físicas (como quando uma loja de eletrodomésticos vende um micro-ondas para um cliente).

Em 2017, em sessão plenária, o STF definiu que o ICMS não deve fazer parte da base de cálculo das contribuições PIS e Cofins. “Inclusive, no voto da Ministra Relatora, Cármen Lucia, ficou assentado que o ICMS a ser excluído seria o destacado nas notas fiscais ou faturas das empresas”, explica Eduardo Natal, advogado tributarista, sócio do escritório Natal & Manssur, membro da Academia Brasileira de Direito Tributário e da Associação Internacional de Advogados.  No entanto, após a decisão, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) interpôs embargos de declaração, requerendo modulação temporal dos efeitos da decisão e, ainda, o esclarecimento sobre a forma de exclusão do ICMS – se seria o destacado em nota ou efetivamente o devido pelos contribuintes.  

O julgamento do dia 29 será exatamente sobre esses dois pontos. Até lá, todos os processos sobre o tema estão paralisados, segundo ofício recente do presidente do STF, Luiz Fux. “Contudo, desde 2017, vários processos que tratam sobre esse tema já foram julgados e muitos com trânsito em julgado, em fase de execução de sentenças. Além disso, existem muitas decisões liminares em vigor, as quais já determinam a exclusão do ICMS da base do PIS e da Cofins, garantindo aos contribuintes por elas beneficiados o direito de fazerem a referida exclusão nas bases correntes de apuração, com a exclusão total do ICMS destacado nas notas fiscais ou faturas de venda de mercadorias”, explica Eduardo Natal.

Em sua visão, as modulações impostas pelo STF podem ser uma má notícia para o empresariado. “Existe o risco de que o contribuinte ganhe e não leve, pois, a depender da forma que for fixada uma eventual modulação temporal, pode ser que se restrinja o direito dos contribuintes em reaver o que pagaram indevidamente antes do julgamento do STF. Ou seja, pode ocorrer que o STF defina que a decisão de exclusão do ICMS da base do PIS e da COFINS só tenha validade a partir de 2 de outubro de 2017 ou, até mesmo, a partir da decisão do próximo dia 29 de abril”, complementa o tributarista.

Além disso, há o receio de que os valores a serem excluídos da base não sejam relativos ao total do ICMS destacado em nota ou fatura, mas o imposto apurado segundo a sistemática da não cumulatividade, o que pode diminuir muito os valores a serem recuperados. “Em alguns casos, pode até mesmo configurar a inexistência de créditos, pois existem determinadas empresas que podem não ter saldo devedor de ICMS em suas apurações, o que inviabilizaria a recuperação”, alerta Natal.

Segundo ele, a PGFN vem defendendo a posição de que a não modulação dos efeitos da decisão do STF poderá causar um risco fiscal de 250 bilhões de reais, conforme registro no Anexo V da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Entretanto, esse argumento econômico, utilizado para tentar sensibilizar os ministros do STF quanto aos efeitos do julgamento, leva em consideração cálculos relativos ao período de 2003 a 2014. “E a própria administração tributária federal, no Parecer nº 257/2017, da Assessoria Especial da Receita Federal, admite que referidos números não foram apurados de forma correta. Além disso, deve-se considerar que desde o julgamento de 2017, já existem inúmeros contribuintes que vem deixando de incluir o ICMS na base do PIS e da COFINS, e nem por isso houve um colapso na arrecadação federal”, conclui.

Sobre a fonte:

Eduardo Natal é Mestre em Direito do Estado – Direito Tributário – pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). Pós-graduação em Direito Tributário pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/COGEAE). Pós-graduação em Direito Societário pela Fundação Getúlio Vargas (FVG/GVLAW). Especialista em Estratégias Societárias, Sucessórias e Tributação pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Membro da Academia Brasileira de Direito Tributário (ABDT) e da International Bar Association (IBA). Autor do livro “A Dinâmica das Retenções Tributárias”. Sócio do escritório natal & Manssur.

ICMS

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Tiradentes e a “Derrama”

José Wellington é autor de “Tiradentes e a “Derrama”” e da coluna “Fala José …”

No século XVIII, devido à exploração desmedida, essa economia entrou em decadência e os proprietários não tinham mais como pagar o quinto e outros tributos, acumulando dívida com o governo. Logo, foi criada a derrama como forma de cobrança dos impostos atrasados. A Coroa Portuguesa confiscava os bens dos devedores, como móveis, joias e propriedades.

Pagávamos 20% lutando e indo para a forca, hoje pagamos 40% para reino de Brasília em silêncio.

Falando em impostos …

A reforma tributária afeta uma gama maior de setores, passando por associações comerciantes, lojistas, confederações de serviços, grandes grupos industriais, prefeituras e governos estaduais, além do próprio consumidor final. A mudança no sistema de impostos também teria mais implicações do ponto de vista do funcionamento da economia brasileira.

Fatores político-institucionais também explicam a diferença nas perspectivas para as matérias. Nos bastidores, parlamentares avaliam que o governo federal trabalha mais ativamente pela aprovação da reforma administrativa, e faz “corpo mole” para avançar com a tributária.

Depois de muitas idas e vindas, o colegiado foi designado em fevereiro de 2020. Desde então, foram realizadas 13 reuniões e 10 audiências públicas, mas a apresentação do relatório por parte do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) tem sofrido sucessivos adiamentos, em meio a dificuldades de entendimento político.

A comissão corre riscos de ser dissolvida, sem conclusão sobre um texto de reforma tributária possível, fruto de maior convergência entre os parlamentares.

Com informações adicionais de InfoMoney.

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Tiradentes e a "Derrama"
Foto de Mikhail Nilov no Pexels

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Dia Mundial da Terra: Os ecossistemas locais e nossa rotina

Rodrigo Berté* é autor de Dia Mundial da Terra: Os ecossistemas locais e nossa rotina

Em um protesto contra as emissões atmosféricas e a poluição no mundo, o senador dos Estados Unidos Gaylord Nelson levou como pauta ao senado a criação de um dia especial para se pensar no planeta, na Gaia, a “teia da vida”. A data: 22 de abril de 1970, esta então se tornou o Dia Mundial da Terra.

Ao longo da sua existência o planeta Terra já sofreu muitas mudanças, e ainda vem sofrendo. As mudanças passadas – já muito distantes do nosso tempo – não tinham o reflexo da ação humana como vemos e sentimos atualmente. A pressão que o homem exerce negativamente sobre o planeta vem aumentando ao longo dos anos, e mais do que as comprovações disso ao alcance da vista, há diversos levantamentos. Um dos dados mais marcantes está na pesquisa apresentada por cientistas israelenses, um registro preocupante apresentado na revista científica The Nature sobre a quantidade muito maior de objetos (de massa antrópica) produzida pelo homem, em comparação à quantidade de massa natural.

Também a Organização das Nações Unidas realizou um estudo denominado “VISÃO 2050”. O documento indica, por meio de gráficos, os desafios da sustentabilidade com a pegada ecológica de cada país e a pressão sobre o planeta. A partir dele percebe-se que devemos urgentemente estabelecer um novo padrão de vida e de consumo que seja sustentável, com a inserção do hábito de reutilizar materiais, em especial aqueles oriundos da matéria-prima natural, bem como racionalmente utilizar os recursos da natureza.

O Brasil, por sua vez, necessita urgentemente de políticas públicas mais “claras” sobre a proteção ambiental e, em especial, políticas voltadas para cada importante ecossistema que possui. Defendo que o território nacional deve ser mapeado pela diversidade ecológica e por ações que se diferenciam de região por região. O olhar para o ecossistema local, para as comunidades etnoecológicas, para a diversidade e para a proteção devem garantir a conservação de nossos recursos naturais preciosos. E há outra necessidade, a de descentralizar os órgãos de proteção ambiental nos âmbitos municipal, estadual e federal, a fim de garantir que as licenças emitidas não sejam irregulares, ou que venham com “carteirada” política.

Para um planeta sustentável convido todos a, nesse Dia Mundial do planeta Terra, fazer um importante exercício de reflexão e de inserção de algumas dicas no dia a dia de todos nós: (1) evitar o desperdício de água, de alimentos, de recursos; (2) comprar de forma sustentável e aliada aos programas da agricultura familiar; (3) trocar produtos entre as pessoas, estimulando o consumo consciente; (4) destinar adequadamente o lixo, ou no mínimo evitar aumentar sua quantia. O ideal é gerar uma quantidade menor do que a dos dias atuais; (5) plantar, plantar e plantar muitas árvores; (6) ter compaixão e empatia com o semelhante, ensinando sempre que possível; (7) e denunciar os crimes ambientais.

Há muitas outras ações necessárias também – e que somam muito mais do que sete dicas –, porém se cada um fizer o seu papel na sociedade sustentável que almejamos, estaremos exercendo a cidadania ideal e olhando para o nosso futuro comum, o futuro do nosso planeta.

(*) Rodrigo Berté é Ph.D em Educação e Ciências Ambientais, e diretor acadêmico do Centro Universitário Internacional UNINTER 

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Dia Mundial da Terra
Rodrigo Berté
Divulgação

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Governo deve contingenciar para cumprir teto de gastos

Para alcançar esse o objetivo de cumprir o teto de gastos, advogado e economista Alessandro Azzoni acredita que o governo deverá focar na questão de reajustes de salários e previdenciários

Aprovado pelo Congresso no fim de março com uma séria de manobras fiscais para elevar emendas parlamentares – conta com uma previsão de despesas que extrapola o teto de gastos em quase R$ 32 bilhões, segundo projeção da Instituição Fiscal Independente (IFI).

Para cumprir a regra do teto de gastos, o governo precisará contingenciar todo esse montante da peça orçamentária, sob o risco de crime de responsabilidade. Esse valor é equivalente a quase um quarto do dinheiro que o governo pode gastar com investimentos e manutenção da máquina pública. Como opção, pode-se reduzir despesas não obrigatórias, ou negociar com o Congresso o corte nas emendas parlamentares, o que depende da aprovação de um projeto de lei.  

A peça orçamentária, que ainda precisa ser sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro, subestimou gastos obrigatórios, como os benefícios previdenciários, e turbinou emendas parlamentares – recursos que deputados e senadores podem destinar para projetos em suas bases eleitorais. A equipe econômica pede vetos ao texto original e a recomposição dos gastos, ao mesmo tempo que a ala política pressiona pela sanção integral, com correção das contas ao longo do ano.

Segundo o advogado e economista Alessandro Azzoniconselheiro do SINFAC/SP (Sindicato das Sociedades de Fomento Mercantil Factoring do Estado de São Paulo), qualquer rompimento da barreira do teto passa uma imagem negativa, pois implica que a lição de casa do governo, de segurar os gastos públicos dentro do endividamento programado pelo teto, foi ultrapassado. “Isso significa que temos um risco fiscal, um risco de entrar em uma espiral de endividamento e, com isso, os investidores estrangeiros começam a analisar o Brasil com notas mais baixas nas qualificações de investimento e o impacto pode ser completamente negativo, pois dependemos das reservas internacionais”.

O especialista não tem dúvidas de que que o contingenciamento vai ser feito obrigatoriamente pelo governo, por causa da lei de responsabilidade fiscal. “Eu acredito que o governo deve fazer esse controle, deve cortar despesas de outras áreas. Vai ter que mexer muito nesse sentido, em reajuste de salários e reajustes previdenciários, pois grande parte do orçamento é consumido por folha de pagamento e previdência”, explica Azzoni.

O endividamento do Estado acaba refletindo diretamente na imagem do país, segundo o advogado. “Se você não tem um controle da dívida pública, temos um grande problema de imagem no exterior. A qualificação de risco de investimento das agências certificadoras serve como score. Sempre que descemos nosso score, os investidores internacionais – dos quais precisamos muito, para garantir as nossas reservas internacionais e os investimentos de empresas no Brasil – acabam se distanciando desse cenário de risco”, finaliza.

Governo deve contingenciar para cumprir do teto de gastos
Alessandro Azzoni
divulgação

Alessandro Azzoni – Advogado e economista, especialista em direito ambiental, com atuação nas áreas do Civil, Trabalhista e Tributário. É mestre em Direito da Universidade Nove de Julho, especializado em Direito Ambiental Empresarial pela Faculdade Metropolitanas Unidas (FMU). Graduado em direito pela FMU. Bacharel em Ciências Econômicas pela FMU.  Professor de Direito na Universidade Nove de Julho (Uninove). É Conselheiro Deliberativo da ACSP – Associação Comercial de São Paulo; Coordenador do NESA –Núcleo de Estudos Socioambientais – ACSP – Associação Comercial de São Paulo; Conselheiro membro do conselho de Política Urbana – ACSP – Associação Comercial de São Paulo; Membro da Comissão de Direito Ambiental OAB/SP.

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Vendas caem 30% durante a fase emergencial do plano São Paulo

A fase emergencial do Plano São Paulo iniciou em 15 de março e foi até dia 11 deste mês, com medidas mais restritivas. Durante o período, o comércio permaneceu fechado em todo o estado. De acordo com um levantamento realizado pela FCDLESP (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de São Paulo), como resultado das recomendações, as vendas caem na fase emergencial do plano São Paulo, em cerca de 30% para o setor.

“A fase emergencial trará impactos significativos para o balanço trimestral do varejo. A queda de 30% no volume de vendas é alarmante. Reforçamos que é preciso manter a economia minimamente ativa, pois sem apoio financeiro, os estabelecimentos não conseguem se manter”, explica o presidente da FCDLESP, Mauricio Stainoff.

Segundo o levantamento realizado pela entidade, com a participação das principais CDLs do Estado de São Paulo, além da queda significativa, o comércio de rua foi o mais afetado pela nova fase do Plano São Paulo. Para os lojistas, os estabelecimentos estão mais adaptados à realidade da pandemia, mas ressaltam que, a instabilidade do Plano São Paulo e a falta de planejamento prévio impactam diretamente as vendas do varejo. 

Cenário atual 

Mesmo com baixa expectativa de vendas, cerca de 9 em cada 10 comerciantes participantes da pesquisa, acreditam que o Take away – serviço de retirada do pedido no estabelecimento e o retorno do auxílio emergencial amenizam o impacto negativo no volume de vendas. “Em tempos de total fechamento, é preciso manter a opção de retirada no produto ou pedido no balcão do estabelecimento, isso estimula o consumidor. Esperamos que a volta do auxílio emergencial traga um equilíbrio para esse cenário”, ressalta Stainoff.

No período da fase emergencial, os empresários relatam que o e-commerce apresentou o melhor desempenho. Sem a possibilidade de realizar as compras em lojas físicas, os consumidores optaram por manter o consumo pelo ambiente digital. Além disso, para o varejo, a Páscoa deste ano não apresentou resultados positivos. Apenas supermercados e lojas do segmento de chocolate apresentaram um bom desempenho nas vendas.

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Vendas caem na fase emergencial
Maurício Stainoff, presidente da FCDLESP
Divulgação

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Reabertura gradual da economia neste domingo em Santo André

A Prefeitura de Santo André publicou neste sábado (17) decreto com as novas regras de funcionamento dos serviços da cidade, que entrará na fase de transição do Plano São Paulo a partir deste domingo (18). Com as medidas, o município de Santo André começa a reabertura gradual da sua economia, após período de intensificação das restrições para frear o avanço da Covid-19.

“Estamos colhendo os frutos do esforço conjunto de todos os andreenses. As medidas restritivas e a colaboração de cada munícipe surtiram efeito, as internações por Covid-19 estão em queda, o que nos permite de maneira segura e responsável retomar aos poucos as atividades econômicas”, afirmou o prefeito Paulo Serra.

A partir deste domingo está autorizado o funcionamento das atividades comerciais não essenciais, das 11h às 19h, observando-se o limite de 25% de ocupação da capacidade total. As atividades religiosas, que antes estavam suspensas, estarão liberadas até as 21h, também com limite de 25% de ocupação.

Entre os dias 18 e 23 de abril continuarão sem poder funcionar restaurantes e similares, salões de beleza e barbearias, atividades culturais, academias, e também escolas de dança e similares.

De acordo com o decreto, os restaurantes deverão manter fechados os acessos do público ao seu interior, podendo operar apenas pelos sistemas de delivery, retirada e drive-thru, através de realizações comerciais por meio de aplicativos, internet, telefone ou outros instrumentos similares, ficando autorizado o funcionamento do sistema até a meia-noite e o da retirada e do drive-thru até as 19h.

O decreto diz ainda que deverão permanecer em teletrabalho as atividades administrativas não essenciais.

A partir do próximo sábado (24) terá início uma nova etapa da fase de transição, com autorização de abertura de mais serviços.

No período de 24 a 30 de abril ficam autorizados a retomar o funcionamento presencial de suas atividades, observando-se o limite de 25% de ocupação da capacidade total, das 11h às 19h: restaurantes e similares, salões de beleza e barbearias, além de atividades culturais.

Os restaurantes e similares poderão funcionar no sistema delivery entre 19h e 0h. Academias, escolas de dança e similares também estão autorizados a abrir entre 24 e 30 de abril, das 7h às 11h e das 15h às 19h.

Até 23 de abril, todos os parques da cidade continuarão fechados.

Circulação e transporte – De acordo com o decreto do prefeito Paulo Serra, a circulação de pessoas e veículos estará restrita entre 18 e 30 de abril, das 22h às 4h, com exceção dos casos de necessidade, urgência e emergência.

O transporte coletivo municipal seguirá suspenso entre 22h e 4h até 23 de abril.

Veja a íntegra do decreto aqui.

Com informações da Prefeitura de Santo André

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Reabertura gradual da economia neste domingo em Santo André
Foto: Alex Cavanha/PSA

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Programa de Estágio Scania 2021

A Scania, que está em atividade em São Bernardo do Campo desde 1962, está com inscrições abertas para seu programa de estágio neste ano de 2021. A empresa busca soluções de transportes mais limpas, eficientes e conectadas, bem como ampliar atuação na era digital. Esta é uma boa oportunidade para universitários alavancarem suas carreiras.

Os estudantes que estiverem matriculados a partir do primeiro semestre em algum destes cursos estarão aptos a participar da seleção: Administração, Economia, Contábeis, Engenharias, Direito, Marketing, Publicidade e Propaganda, Comércio Exterior, Secretariado, Sistemas de Informação, Análise de Sistemas, Comunicação, Relações Públicas, Psicologia, Jornalismo, Rádio TV e Internet, Arquitetura, Gastronomia, Técnico Mecânica, Técnico Mecatrônica, Técnico Logística, Técnico Cozinha e Nutrição.

Além disso, é necessário os estudantes terem disponibilidade de 4h a 6h diárias com flexibilidade de horário. Ainda, conhecimentos do Pacote Office intermediário (Inglês básico, intermediário e avançado, de acordo com a necessidade da vaga).

As etapas do processo seletivo são: INSCRIÇÃO (veja logo abaixo o link para se candidatar), INTERSHIP GAME (em plataforma digital); ENTREVISTA (a princípio remoto, por conta da pandemia); PAINEL DE NEGÓCIOS, ADMISSÃO E ENTREGA DE DOCUMENTOS e INÍCIO previsto para agosto deste ano.

Os admitidos serão contemplados com os benefícios oferecidos pela Scania: Ambulatório Médico, Assistência médica e odontológica, Bolsa-auxílio, Clube Scania, Desconto na compra de veículos VW, Estacionamento, Fretado e auxílio-transporte, Programa de desenvolvimento, Recesso remunerado, Restaurante no local e Seguro de vida.

Faça sua inscrição em https://www.ciadeestagios.com.br/vagas/scania/. Para efetuar seu cadastro, você poderá utilizar seu perfil no Facebook, Linkedin ou Google, ou ainda apenas preencher os dados solicitados.

Veja mais Oportunidades

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Programa de Estágio Scania 2021
Foto: Divulgação

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O que o mercado pode esperar da Nova Lei de Licitações?

Veja o que o mercado pode esperar da nova lei, que substituirá a atual Lei 8.666, do Pregão e do Regime Diferenciado de Contratação

Sancionada na última quinta-feira (1) pelo presidente Jair Bolsonaro, a nova Lei de Licitações Públicas chega em substituição às leis 8.666, do Pregão e do RDC.

Nela, destacam-se: uma nova modalidade de contratação, a do diálogo competitivo; critério de julgamento por maior retorno econômico; a previsão da adoção de novas tecnologias como o BIM; a obrigatoriedade de as empresas contratadas implantarem sistemas de integridade e a possibilidade do uso de arbitragem para dirimir conflitos.

De acordo com o doutor em Direito e sócio fundador do escritório Aroeira Salles, Alexandre Aroeira Salles, “o Brasil continua insistindo na ampliação infinita de regras, procedimentos e comandos para gerir o Estado. Sempre que aparecem escândalos de corrupção e fraudes em contratações públicas, novas leis mais rígidas são elaboradas e lotadas de procedimentos e regras que supostamente deveriam melhorar a conduta de maus gestores e agentes privados”, complementa.

A primeira Lei de Licitações no Brasil foi o Decreto-lei 200, de 1967, com 19 artigos sobre contratação pública. A segunda foi o Decreto-lei 2.300, com 90 artigos. E sete anos depois, em 1993, publicou-se a Lei 8.666, com 126 artigos.

Assim como as anteriores, a nova Lei tenta prever o futuro e as hipóteses do mundo real, com a ideia de limitar as alternativas do administrador e da sociedade para que haja o impedimento do desvio de conduta.

As normas constantes nos artigos 127 e 128 que obrigam o particular contratado a aceitar, no curso do seu contrato, novos serviços com preços fictícios retirados da aplicação equivocada de um percentual médio de desconto, que ele ofertou na licitação em data muito anterior à introdução de nova obrigação, descumpre o artigo 37, inciso XXI da Constituição.

“É como se a Administração Pública pudesse se beneficiar criando um novo serviço e impondo ao contratado que o execute com preços que ele não poderia aceitar sem ter prejuízos”, destaca.

Como se sabe, a engenharia não é capaz de prever integralmente a realidade física e geológica (v.g) de um maciço rochoso, podendo levar a imprecisões. “Tal fenômeno não pode ser alterado pela lei humana, pois é da natureza e das limitações da tecnologia. É papel do legislador se preocupar com a conduta dolosa do agente, dirigida para fraudar, como já prevista na ordem jurídica”, completa Alexandre.

A nova lei, além de criar modalidades de contratação e tipificar crimes relacionados a licitações e disciplinar itens do assunto às três esferas de governo: União, estados e municípios, permite seguro-garantia nas licitações, o que pode contribuir para a redução de obras inacabadas, por exemplo.

“Podemos afirmar que a nova lei de licitações tem méritos e poderá ampliar a segurança jurídica, caso seja bem aplicada pelos gestores e órgãos de controle pelo Judiciário.”, conclui.

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O que o mercado pode esperar da Nova Lei de Licitações?
Foto de Markus Spiske no Pexels

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O grande impacto da pandemia na questão econômica

Com mais de 12 milhões de casos confirmados da Covid-19 no Brasil, estão sendo tomadas novas medidas para tentar combater a doença por todo o País. Algumas ações adotadas em diversas cidades e estados não são novidade, como é o caso de lockdown, toque de recolher e, principalmente, restrições para o funcionamento do comércio.}

Impedir as atividades normais do comércio e das empresas é uma medida que tem gerado outros problemas, pois os trabalhadores que não podem exercer suas funções em grande parte ficam também sem receber salários. Por conta disso, o Congresso Nacional tem iniciados discussões a respeito de reedição de medidas adotadas no ano passado, para tentar controlar a crise econômica que se instalou na rasteira da crise de saúde.

Esses debates entre parlamentares têm objetivo de elaborar medidas para evitar demissões e fechamento de empresas, como algumas estratégias adotadas em 2020, como a MP 936/2020 que instituiu o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda; e mais precisamente reeditar a Medida Provisória 927/2020 que já perdeu sua eficácia.

De acordo com a MPV, durante o estado de calamidade pública reconhecido pelo Decreto Legislativo nº 6, de 2020 (e que foi encerrado no dia 31 de dezembro do ano passado), para fins trabalhistas, empregado e empregador podiam fazer acordos, a fim de garantir a permanência do vínculo empregatício, como o teletrabalho, a antecipação de férias individuais, a concessão de férias coletivas, o aproveitamento e a antecipação de feriados, criação e uso do banco de horas, entre outras.



De acordo com o economista e professor de finanças do IBMEC Brasília William Baghdassarian, uma reedição desse tipo de Medida Provisória, simplificando as regras trabalhistas, pode ser um ponto positivo nesse momento em que as empresas precisam de auxílio para se manter em atividade. O especialista acredita que na atual crise causada pela pandemia da Covid-19, se o Brasil mantiver regras trabalhistas muito duras e pouco flexíveis, é possível que a crise econômica fique mais intensa.

O especialista em economia afirma que na medida em que o empregador não consegue auferir receita “fica muito complicado ele continuar honrando esses custos físicos. Do ponto de vista jurídico eu não tenho dúvidas de que é preciso manter os empregados e pagar todas as obrigações”, explicou.

Por isso, do ponto de vista econômico “o empresário para de ter o ingresso de recursos e passa a ter só sangria de recursos do caixa. Chega um certo momento em que essa empresa fica com o caixa fragilizado e, em muitos casos, a empresa acaba entrando em recuperação judicial ou falindo”, destacou Baghdassarian.

Mas adotar uma medida como essa causa polêmicas em parte dos parlamentares e da sociedade, que teme uma fragilização das leis trabalhistas ao ponto em que o funcionário não tenha direitos assegurados, se tornando descartável a qualquer momento.

Durante sessão na Câmara dos Deputados para discutir o assunto, o deputado federal Alexis Fonteyne (NOVO-SP) afirmou que flexibilizar as regras trabalhistas não significa reduzir salários ou facilitar a demissão de funcionários. Para o parlamentar, essa é uma medida que pode ajudar a equilibrar as contas e favorece o funcionamento das empresas durante esse momento de pandemia.   

“Quem tem empresa sabe a importância de poder adiantar férias, de poder fazer acordos individuais. Além disso, precisamos lembrar que o grande impacto dessa pandemia [na questão econômica] está nas micro e pequenas empresas. Então começar a interferir nas relações é aumentar ainda mais a dificuldade para poder preservar empregos”, avaliou o deputado.

Desemprego

De acordo com dados do Instituto de Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa média de desemprego em 2020 foi recorde em 20 estados do País, acompanhando a média nacional, que aumentou de 11,9% em 2019 para 13,5% no ano passado, a maior da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), que é realizada desde 2012.

Os dados da pesquisa foram divulgados no dia 10 de março deste ano e revelou que no intervalo de um ano, a população empregada reduziu em 7,3 milhões de pessoas no País. O estado de São Paulo foi duramente afetado pela crise e registrou 13,9% de desocupação entre sua população.  

Em termos nacionais, os jovens foram os mais afetados pelo desemprego entre os grupos etários no quarto trimestre de 2020. As pessoas de 14 a 17 (42,7%), de 18 a 24 anos de idade (29,8%), de 25 a 39 anos (13,9%) tiveram taxa acima ou igual à média nacional.

Fonte: Brasil 61

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SP lança plano de apoio econômico a setores mais afetados na pandemia

Nesta quarta-feira (17/03) o Governador João Doria apresentou um plano de apoio econômico, fiscal e tarifário a bares, restaurantes, academias, salões de beleza e produção de eventos em todo o Estado de São Paulo.

O plano prioriza estabelecimentos com faturamento mensal de até R$ 30 mil e prevê novas linhas estaduais de crédito, suspensão de tarifas de abastecimento e a retomada de incentivos fiscais sobre leite e carne.


“A boa notícia de hoje está ligada à área da economia e apoio aos micro e pequenos empreendedores do Estado de São Paulo, bastante machucados pela pandemia ao longo deste período que começou em março do ano passado”, disse o Governador.


Com a escalada sem precedentes da pandemia em 2021, o Governo do Estado precisou formular uma estratégia para proteger o comércio não essencial em meio a novas e urgentes restrições de mobilidade urbana e atividade econômica.


O Governo de São Paulo autorizou a liberação de mais R$ 100 milhões para os setores mais afetados pela pandemia em novas linhas de crédito do Desenvolve SP e do Banco do Povo. Juntas, as duas instituições financeiras estaduais ofereceram R$ 2 bilhões durante a crise do coronavírus para suporte a empreendedores.


Com o novo anúncio, micro e pequenas empresas dos segmentos dos setores mais afetados terão uma linha especial de financiamento via Desenvolve SP no valor de R$ 50 milhões, com prazo de pagamento de 60 meses, oito meses de carência e taxa de juros de 1% ao mês mais Selic, além da dispensa de Certidão Negativa de Débitos.


Os benefícios serão oferecidos em até dez dias úteis no site www.desenvolvesp.com.br . Clientes com empréstimos antigos no Desenvolve SP também serão beneficiados com adiamento de até três meses para pagamento de prestações.


Outros R$ 50 milhões serão oferecidos pelo Banco do Povo em microcrédito para capital de giro. O limite será de até R$ 10 mil, com taxa de juros de 0% a 0,35% ao mês, carência de seis meses e prazo para pagamento de até 36 meses. Os empréstimos podem ser solicitados no site www.bancodopovo.sp.gov.br .

Tarifas de água e gás


O Governo do Estado também vai estender a suspensão de cortes nos serviços de saneamento e gás canalizado para clientes comerciais da Sabesp, Comgás, Naturgy e Gás Brasiliano Distribuidora entre até o dia 30 de abril. O benefício vale para estabelecimentos com consumo de até 100 m³ mensais de água e de até 150 m³ por mês de gás.


Os clientes também não serão negativados por débitos registrados entre os dias 18 de fevereiro e 30 de abril. Os estabelecimentos negativados por débitos durante a pandemia podem repactuar acordos e renegociar débitos mediante correção monetária, sem multas e juros. O prazo para parcelamento será de 12 meses.


Leite e carne com menos impostos

Na tentativa de apoiar pequenos negócios e evitar o aumento dos preços ao consumidor final, o leite pasteurizado voltará a ter isenção de ICMS na venda para o comprador. A alíquota de 4,14%, que havia sido estabelecida em janeiro deste ano, deixará de ser cobrada.


Já a carne, os estabelecimentos enquadrados no Simples Nacional, em sua maioria açougues de bairro, voltam a pagar 7% de ICMS na compra de carne para revenda – desde janeiro, a alíquota estava em 13,3% desde janeiro). Ambas as medidas valem a partir de abril.

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Média do auxílio emergencial será de R$ 250

O auxílio emergencial de 2021 terá valor médio de R$ 250 por pessoa. Valor pode começar a ser pago ainda em março, com a aprovação da PEC Emergencial, que possibilita esses pagamentos sem ferir o teto de gastos

A afirmação é do ministro da Economia, Paulo Guedes, que disse ainda que as vacinas contra a Covid-19 e manter a economia em movimento são prioridades do governo neste momento.

Média do auxílio emergencial será de R$ 250
O ministro da Economia, Paulo Guedes, durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto.

Segundo Guedes, o valor para mulher chefe de família monoparental deve ser de R$ 375. No caso de homem, a quantia é de R$ 175, enquanto para o casal será de R$ 250 por pessoa. 

Os pagamentos do auxílio podem começar ainda neste mês de março, após aprovação da PEC Emergencial, que possibilita esses pagamentos sem ferir o teto de gastos.

O texto da Proposta de Emenda à Constituição que permite a volta do auxílio foi aprovado no Senado Federal e será votado na Câmara dos Deputados na próxima quarta-feira (10).

Fonte: Brasil 61

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Oportunidades de estágio em diversas áreas no Grande ABC

A Luandre está com oportunidades de estágio em diversas áreas, em parceria com fabricantes de pneus. Desejável fácil acesso para Santo André. Vagas são para setores de RH, auditoria e engenharia.

Recursos Humanos: Necessário superior cursando em Psicologia;

Engenharia: Necessário superior cursando em Elétrica/Eletrônica/Mecânica/Mecatrônica/Automação/Química/Produção/Materiais/Civil/Ambiental;

Setor de auditoria: Ensino superior cursando em Contabilidade / Administração de Empresas / Economia

As inscrições são através da plataforma VAGAS.com, caso tenha dúvidas ou não saiba como cadastrar seu currículo, consulte este tutorial simples. Na relação abaixo, clique no título da vaga (em negrito e sublinhado) e será direcionado para inscrição no servidor.

OBS: Apenas divulgamos as vagas, não solicitamos nenhum dado pessoal ou currículo. Nos canais abaixo compartilhamos mais publicações sobre vagas, NUNCA exigimos cadastro no Jornal Grande ABC. Responsabilidade das ofertas é por parte dos contratantes.

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Estágios (clique aqui)

Em parceria com a Luandre, maior fabricante de pneus do mundo, abre seu programa de estágio 2021.

O Programa de Estágio foi pensado para integrar os estagiários em nosso negócio e prepara-los para terem protagonismo em seus projetos e em sua carreira.

Áreas de atuação:

– Recursos Humanos: Necessário superior cursando em Psicologia;

– Engenharia: Necessário superior cursando em Elétrica/Eletrônica/Mecânica/Mecatrônica/Automação/Química/Produção/Materiais/Civil/Ambiental;

– Setor de auditoria: Ensino superior cursando em Contabilidade / Administração de Empresas / Economia;

Requisitos desejáveis:

Inglês intermediário;

Espanhol básico;

Pacote office intermediários;

SAP intermediário,

Fácil acesso a Santo André.

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Sobre a Luandre

São 50 anos de atuação com soluções técnicas e inovadoras na área de RH. Com excelência nos serviços prestados e construindo o elo entre a organização e o colaborador, em todas as etapas de desenvolvimento dos Recursos Humanos.
A única de seu segmento eleita como uma das 150 melhores empresas para se trabalhar no Brasil.
 
Este reconhecimento, concedido pela revista VOCÊ S/A, é um dos principais e mais criteriosos do mercado, premiando as companhias que são destaque em gestão de pessoas e bom clima organizacional.
A Luandre atende as melhores empresas do Brasil com todo seu know-how em Recrutamento e Seleção, Administração de Pessoal (Temporários e CLT), Avaliação Profissional, Outsourcing e Programas Especiais.

www.luandre.com.br

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Retomada econômica no Brasil em xeque, com ausência de auxílios

O cenário econômico do começo de 2021 chegou a ser avaliado com otimismo no fim do ano passado, mas as projeções mais atuais voltam a ligar sinais de alerta aos governos, e o brasileiro deve sentir esse impacto no dia a dia. A retomada econômica no Brasil está em xeque. Um dos principais indicativos desse novo contexto veio na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC). Segundo a ata da reunião disponibilizada pelo Copom, o País pode enfrentar “mais gradualismo ou até uma reversão temporária da retomada econômica”.
 
Vários fatores motivam essa precaução do Comitê, como a evolução da pandemia. Os especialistas do BC lembraram que os indicadores referentes ao final do ano passado surpreenderam positivamente, “mas não contemplam os possíveis efeitos do recente aumento no número de casos de Covid-19”. Eles também citam que o aparecimento de novas cepas do vírus e a esperada queda dos efeitos dos auxílios emergenciais provocam um cenário de incerteza, podendo afetar a atividade econômica a curto prazo.
 
Outra situação importante discutida na reunião afeta de forma considerável o dia a dia da população. O Copom ressaltou que há uma recente elevação no preço de commodities internacionais, que trazem reflexos sobre os preços de alimentos e combustíveis e implicam em alta das projeções de inflação para os próximos meses. Porém, o Comitê decidiu pela manutenção da taxa básica de juros da economia, a Selic, em 2% ao ano, mantendo-se como o menor nível desde o início da série histórica do Banco Central, em 1986. O número pode representar vantagens para quem busca empréstimos, financiamentos e renegociação de dívidas, aquecendo mais o consumo.
 
Já no cenário mais amplo, a baixa taxa Selic significa uma falta de estímulos aos investimentos. Débora Freire, professora da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), explica essas análises. “Nesse cenário, em que a gente volta a estar restrito ao teto de gastos, o que se espera de fato é que tenhamos um cenário mais contracionista, que significa que a economia vai se recuperar de forma mais lenta. E, como a pandemia ainda está ocorrendo, com aumento de casos e algumas cidades fechando novamente o comércio, se espera que isso tenha impacto negativo na economia, ao mesmo tempo que o governo não sinalizou que vai gastar mais para contrabalancear esse efeito negativo na economia”, diz.

Retomada econômica no Brasil em xeque

O relatório do Copom traz ainda o alerta de que a evolução econômica depende do cenário da pandemia. Aécio Alves de Oliveira, professor do Curso de Economia Ecológica da Universidade Federal do Ceará (UFC), ressalta que os gestores municipais precisam de ajudas de medidas do governo federal para lidar com um momento tão complexo, mas lembra que eles devem observar as questões sociais e de saúde para conseguir alcançar “a manutenção do patamar socialmente aceitável da economia”.
 
“É no município que as pessoas vivem, moram. É preciso dar condições aos municípios. Essa ajuda emergencial tem que passar por lá. Isso vai dar uma capacidade a mais para os gestores para o enfrentamento desta crise. E, também, é preciso que os gestores públicos municipais façam um controle social bastante intenso e atento, para que os prefeitos consigam se preparar para dar condições mínimas aos seus moradores”, afirma o especialista.
 
Aécio também crê que seja necessária a criação de um fundo para a renda básica universal neste ano, pois o auxílio emergencial que foi finalizado em 2020 acabou impactando um segmento muito expressivo da população. Um caminho sugerido pelo professor é a taxação de grandes fortunas de maneira emergencial.
 
Enquanto se discutem essas ações para os primeiros meses do ano, na análise do Copom, a situação esperada a médio prazo neste ano pode ser mais positiva, principalmente devido aos novos estímulos fiscais em alguns países desenvolvidos e à imunização contra a Covid-19, que devem promover uma recuperação da atividade econômica em um período de tempo mais longo.

Em parceria com Brasil61.

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Investimentos estrangeiros no Brasil caíram pela metade em 2020

Dados da Organização das Nações Unidas, divulgados no domingo, mostram que investimentos estrangeiros no Brasil caíram pela metade no ano passado.

2020 fechou com 33 BILHÕES DE DÓLARES, um dos menores fluxos desde a crise global financeira, em 2009.

Naquele ano, os investimentos somaram 26 BILHÕES.

Agora, a queda chegou a 51 POR CENTO e afetou principalmente as áreas de transportes, serviços financeiros, extração de petróleo e gás, além do setor automotivo.

Durante a crise sanitária, o Brasil interrompeu as privatizações e as concessões de infraestrutura.

O país chega ao Fórum Econômico, que ocorre nesta semana de forma virtual, com uma previsão pouco otimista.

Para James Zhan, representante da Conferência da ONU para Desenvolvimento e Comércio, a recuperação pode ser lenta, pela redução acentuada em novas plantas de produção.

Diferente do que se prevê para países da Europa e outras partes do mundo, que podem, a longo prazo, promover maior integração com os mercados da América Latina.

Principalmente, no setor de tecnologia.

O Brasil também estagnou no ranking dos maiores receptores de investimentos, e permaneceu na mesma quinta posição, que já ocupava em 2011.

Atrás de Índia, Singapura, Estados Unidos e China.

Com informações de Rádio2.

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Investimentos estrangeiros no Brasil caíram pela metade em 2020

MPF avaliará impactos do fechamento de fábricas da Ford

Para acompanhar os impactos socioeconômicos e concorrenciais do fechamento de fábricas de automóveis no País, a Câmara de Consumidor e Ordem Econômica do Ministério Público Federal (3CCR/MPF) instaurou procedimento administrativo. A medida foi tomada após a empresa Ford anunciar que vai fechar suas fábricas no Brasil, encerrando a produção de veículos no país. MPF avaliará impactos.

O subprocurador-geral da República Luiz Augusto Santos, acredita que o fim das atividades de fabricação de veículos no Brasil pode gerar prejuízos ao setor industrial, com impactos “capazes de provocar a redução dos níveis de renda e emprego nacionais, afetando negativamente a economia”. O procedimento administrativo tem objetivo de coletar, sistematizar e tratar os dados ou informações técnico-jurídicas voltadas a subsidiar eventuais medidas no âmbito do MPF.

Com informações de Brasil 61

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MPF avaliará impactos do fechamento de fábricas da Ford

Setor de Serviços avançou 2,6% em novembro

O setor de serviços avançou 2,6% na passagem de outubro para novembro, mas apesar de apresentar alta no sexto mês seguido, a atividade ainda se mantém abaixo do nível de antes da pandemia.

Na comparação com novembro de 2019, o total do volume de serviços caiu 4,8%, marcando a nona taxa negativa seguida neste índice. Os dados da Pesquisa Mensal de Serviços divulgados nesta quarta-feira pelo IBGE.

No acumulado no ano, a queda do indicador é de 8,3% frente ao mesmo período de 2019. Já em 12 meses, o recuo foi de 7,4%, o resultado negativo mais intenso desde o início da série, em dezembro de 2012.

No entanto, na passagem de outubro para novembro, todas as cinco atividades investigadas na pesquisa tiveram crescimento com destaque para os transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, que registrou alta de 2,4%, e serviços prestados às famílias, que avançou 8,2%.

O gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, explica que a recuperação é positiva, mas ainda condicionada à pandemia.

Apenas serviços de informação e comunicação e de outros serviços já superaram o nível de fevereiro, segundo o IBGE, impulsionados pelos bons desempenhos dos segmentos de tecnologia da informação e dos serviços financeiros auxiliares.

“Setor de Serviços avançou 2,6% em novembro” é com informações de Agência Brasil

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Setor de Serviços avançou
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Fomento crescimento econômico: MDR em parceria com universidades

Com o objetivo de fomento do crescimento econômico em cinco macrorregiões do País, o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) firmou parceria com diversas universidades federais. Por meio da iniciativa, cinco instituições de ensino vão elaborar análises e propostas que incentivem o desenvolvimento local. O governo federal afirma que irá investir R$ 649 mil no projeto.

Fomento crescimento econômico: MDR em parceria com universidades

Com exceção da Universidade de Brasília (UnB), que está localizada na capital federal, as outras quatro instituições que compõem o projeto não estão localizadas em capitais. Na Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), em Minas Gerais, os pesquisadores irão analisar a capacidade de gestão fiscal em cidades pequenas no Norte mineiro, na região do médio e baixo Jequitinhonha e no Vale do Mucuri.

A Universidade Federal de Pelotas (UFPel) irá estudar temas ligados à legislação de 21 municípios localizados na região de fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai. Com isso, pretende-se construir com as prefeituras dessas cidades políticas públicas que beneficiem os moradores dessa região. 

Adriana Melo Alves, diretora do Departamento de Desenvolvimento Regional e Urbano (DDRU), diz que a parceria com as universidades federais tem o intuito de subsidiar o trabalho dos gestores municipais no que se refere às principais necessidades dos moradores dessas regiões.

O Projeto

“Esse projeto tem o objetivo de ir além da capacitação das administrações municipais. A ideia é trabalhar com as universidades porque, atualmente, há um rol significativo de instituições de ensino e pesquisa cada vez mais presentes no território nacional. E elas possuem uma estrutura já consolidada”, explica. 

Todos esses projetos integram o Programa de Fortalecimento das Capacidades Governativas dos Entes Subnacionais (PFCG). Instituído em 2019, o programa tem o objetivo de mobilizar políticas, ações, instrumentos e parcerias com foco em pequenos municípios e regiões metropolitanas.

Atualmente, o Brasil possui 69 universidades federais. Dessa forma, o advogado Rafael Moreira Mota, que atua na área de Infraestrutura, o governo federal poderia pensar em mecanismos para expandir o diálogo entre essas instituições para criar metodologias que permitam uma maior integração entre elas.

“O governo federal deveria impor diretrizes para que se tenha a adesão não somente de cinco universidades. Se, por exemplo, 30 universidades tivessem a possibilidade de contribuir para a metodologia do ministério, em grande escala a contribuição seria muito maior.”

Já a Universidade Federal do Cariri, no Ceará, vai analisar a governança interfederativa na região formada pelas cidades do Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha. 

Pesquisadores da UnB vão estudar o grau de dependência de municípios do Centro-Oeste em relação ao agronegócio. Quatro cidades ainda vão ser escolhidas para esses estudos: duas dependentes economicamente de commodities de grãos e duas de commmodities minerais. Sendo assim, a parceria entre o MDR e a UFOPA beneficiará municípios da região do Tapajós. Portanto, serão contemplados pela implantação da Ferrogrão, ferrovia que terá 933 km de extensão. 

“Fomento crescimento econômico: MDR em parceria com universidades” em parceria com Brasil 61

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Ford anuncia encerramento da produção de veículos no Brasil

Decisão é imediata; Ford anuncia encerramento da produção

A montadora Ford anunciou, nesta segunda-feira, que vai encerrar as atividades de manufatura de veículos no Brasil. A empresa pretende manter no país apenas a sede administrativa da empresa na América do Sul, o Centro de Desenvolvimento de Produto e o Campo de Provas.

Atualmente, a Ford mantém três fábricas no país – localizadas em Camaçari, na Bahia; em Taubaté, São Paulo; e a fábrica da Troller em Horizonte, no Ceará. As plantas industriais de Camaçari e Taubaté vão ser desligadas imediatamente, enquanto a fábrica da Troller vai continuar operando até o quarto trimestre deste ano. As informações foram divulgadas em uma nota oficial publicada no site da empresa.

Segundo a nota, o motivo do encerramento da produção de automóveis da Ford no Brasil são as consequências da pandemia de Covid-19 – que, de acordo com a montadora, ampliou a capacidade ociosa da indústria e reduziu o volume de vendas.

Na nota, o presidente da Ford, Jim Farley, disse que “essas são ações muito difíceis, mas necessárias para a criação de um negócio saudável e sustentável”, nas palavras dele.

O presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos, Paulo Aparecido Silva Cayres, ressaltou que a Ford, uma empresa rica e multinacional, não precisava tomar uma decisão tão trágica para milhares de trabalhadores em meio à pandemia de Covid-19.

“Não dá pra entender essa estratégia da Ford quando ela sai de um mercado como o brasileiro, que é um mercado gigantesco. Era o mínimo, se esperar, dar uma chance pras pessoas. Porque essas pessoas, em plena pandemia, serem jogadas na rua, e ainda com o fim do auxílio emergencial, aí você imagina o que que vai assolar esses trabalhadores. Além do desemprego, a fome tá rondando aí. Pelo amor de Deus, é super trágico esse momento. Isso aí vai envolver a demissão de milhares de pais de família”.

Após o anúncio da Ford, a Confederação Nacional da Indústria publicou uma nota em que afirma que o fechamento das fábricas da montadora é um “sinal de alerta” sobre a necessidade de se aprovar medidas para a redução do “Custo Brasil”, em especial a reforma tributária.

A Ford anunciou, ainda, que os modelos nacionais fabricados pela empresa vão ter as vendas interrompidas assim que terminarem os estoques. A empresa garante, no entanto, que todos os clientes vão ter a assistência técnica e a manutenção dos veículos garantida.

“Ford anuncia encerramento da produção de veículos no Brasil” é com informações de Agência Brasil

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Ford anuncia encerramento da produção de veículos no Brasil
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Bebidas mais caras em 2021

Os tradicionais encontros após o trabalho, apesar reduzidos ou até proibidos por conta da pandemia, ficarão mais caros este ano. Portanto, bom preparar o bolso, pois as bebidas estarão mais caras em 2021.

Como forma de reduzir o impacto, o consumidor poderá recorrer as latinhas. Incluindo bebidas conhecidas por suas garrafas. Por exemplo, espumantes, gim e vinhos.

O setor de bebidas sofreu um baque múltiplo na estrutura de preço. A disparada do dólar (a moeda subiu 29% no ano) representou uma explosão de custos para toda a cadeia produtiva. Enquanto importadores digerem uma tabela de preço bem mais salgada que muito amendoim de aperitivo, produtores compram insumos pelo dobro do preço, e a indústria sofre com a falta de embalagens.

“O lúpulo, o malte, as embalagens, tudo depende do dólar”, afirma Marcelo de Sá, diretor-executivo do Grupo Petrópolis, responsável por rótulos como Itaipava, Petra e Crystal. A venda para bares e restaurantes, principalmente de vasilhames, representava uma fatia considerável para o setor.

Bebidas mais caras em 2021?

De acordo com pesquisa da Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe) realizada no fim de 2019, 61% do consumo de bebidas alcoólicas acontecia em locais de convívio social. Esse comportamento mantinha espaço para o uso das garrafas. A pandemia mudou a dinâmica.

“Para nós, a lata representava 78% das vendas, e a garrafa, 22%”, afirma Sá. “Nos meses de março e abril chegamos a ter um consumo de 92% em lata, e foi aí que entendemos que o consumo ficou em casa.”

Até agosto, a empresa perdeu rentabilidade com a queda nas vendas da embalagem retornável, diz o executivo. “Mas o consumidor continuou a comprar no mercado, então o volume não caiu.”

“O que nos ajudou nesse período foi o auxílio emergencial. Mas, quando diminuíram para R$ 300, o faturamento caiu em duas semanas e depois voltou ao normal”, afirma Marcelo de Sá.

Divisão

O ano de 2020 para o mercado de bebidas pode ser dividido em dois momentos bem distintos, diz Rodrigo Mattos, analista da Euromotior.

Segundo ele, no primeiro semestre, com as incertezas sobre como seria o distanciamento social, o consumo foi todo deslocado para casa. Então, as empresas que tinham uma estratégia online mais estruturada conseguiram se manter mais saudáveis. Quem não tinha uma estratégia digital pré-crise patinou para se adaptar ao novo cenário.

Já no segundo semestre, avalia Mattos, com a flexibilização do distanciamento, o consumo fora de casa foi retornando aos poucos. Mas, acompanhado da inflação e do declínio da renda.

Foi aí, ele relembra, que as empresas começaram a sofrer com os impactos do câmbio e com a falta de embalagens. Problemas com o vidro já havia pelo menos cinco anos, mas a pandemia agravou a deficiência.

Para Mattos, daqui para a frente, as classes média e as mais baixas vão ser as mais impactadas.

“Para essas camadas, existem dois caminhos: ou diminuir no volume ou na qualidade”, diz o analista. “Já os importadores de vinhos e destilados vão procurar opções mais baratas lá fora para vender com o mesmo preço aqui.”

Mercado nos últimos anos

Segundo a Euromonitor, o mercado de alcoólicos já estava mudando desde 2017. O consumidor passou a beber menos, mas com mais qualidade. O setor viu o lucro aumentar e o volume diminuir gradualmente. Foi nesse momento que gim e vinho começaram a ter um crescimento significativo entre os brasileiros.

“Aqui também tem brecha para a cerveja zero álcool, que tem sido bem recebida no mundo. Essa ideia de ‘bebidas não alcoólicas para relaxar’ está sendo bem aceita na Europa, por exemplo”, disse.

Para escapar da crise atual, Mattos diz que as marcas devem investir em novas embalagens para reduzir o gargalo da falta de insumo e trazer inovações.

“É um momento em que vamos ver mais versões em lata. A pessoa não precisa comprar uma garrafa de vinho, que é muito mais cara. A lata tem uma dosagem perfeita para beber e manter qualidade”, afirma.

Bebidas mais caras em 2021

Bebidas mais caras em 2021 no país

Mas há quem veja oportunidades em todo esse desarranjo. Existe a percepção de que, enquanto o dólar aumenta o preço das bebidas importadas, o fabricante nacional tem espaço para avançar.

“É uma oportunidade para o brasileiro finalmente valorizar o produto nacional”, diz Rodrigo Marcusso, fundador da Draco, destilaria paulista de gim fundada em 2016.

Antes da pandemia, a marca tinha foco em vendas para bares e restaurantes e se viu empurrada a fazer uma adaptação rápida para o ecommerce. Marcusso diz que o ano que passou foi um período para expandir o portfólio.

“Também sofremos com o câmbio. Se é complicado para o grande, imagina para pequeno produtor”, diz.

Marcusso conta que enfrentou, por exemplo, a falta de caixa de papelão, de vidro e até de álcool. “Quase todos os botânicos são importados. O zimbro dobrou de preço desde o começo do ano. Nosso maior concorrente é a falta de matéria-prima.”

Ele afirma que o consumidor não pagou o repasse. Sendo assim, a estratégia foi ganhar nas vendas. O preço mínimo de uma garrafa da Draco é R$ 72, enquanto marcas importadas não artesanais saem por no mínimo R$ 100.

Impacto da pandemia para bebidas mais caras em 2021

Na avaliação de Rodrigo Mattos, a pandemia promove um movimento duplo no mercado de bebidas, com uma certa polarização do consumo local. Enquanto boa parte do brasileiro médio se viu obrigada a reavaliar o que consome, a venda de bebidas premium pouco foi afetada, já que o público-alvo não teve perda significativa de renda.

Desde a reabertura, o movimento no Fel, coquetelaria premiada que ocupa o térreo do icônico edifício Copan, no centro de São Paulo, é descrito pelos funcionários como satisfatório. Nesse sentido, seguindo todos os protocolos de segurança, o lugar pequeno e com poucos lugares manteve os preços dos drinques em R$ 37.

“O que fazemos para não ter um aumento de custo é ter bons parceiros, tanto fornecedores quanto marcas”, diz Felipe Rara, bartender da casa.

Bares

A tabela de preços para os bares pode ser um revés para o setor. A tabela para os bares costuma ser anual. Então, até o momento, não houve um impacto forte da variação do câmbio na compra de bebidas. Portanto, fica para o proprietário buscar um bom fornecedor e fazer um bom negócio com a virada do ano.

Durante o período mais duro da quarentena, um sócio-investidor fez um aporte e não dependeu do Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte).

“Mas temos dívidas a pagar”, afirma Bruno Bocchese, sócio do Fel e do Cama de Gato, também na região central paulistana. O Mandíbula, outro bar de Bocchese, não sobreviveu à crise e fechou no início de abril.

“No Cama de Gato, tenho parceria com a Ambev, sendo a Becks o carro-chefe”, afirma o empresário. Todavia, a situação do bar é diferente do Fel. Com um público mais jovem, o Cama de Gato sentiu o impacto na diminuição da renda dos clientes.

“O movimento caiu cerca de 30%, são perfis bem diferentes de consumidor”, diz.

Bebidas mais caras em 2021: com informações do Diário do Nordeste

Taxa de desemprego aumenta no terceiro trimestre de 2020

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua (PNAD). Taxa de desemprego aumenta durante a crise do coronavírus

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desocupação, ou seja, de desemprego no Brasil ficou em 14,3% sendo que no trimestre de agosto a outubro de 2020 cresceu 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre de maio a julho, que ficou no valor de 13,8%, o que representa 2,7 pontos percentuais frente ao mesmo trimestre de 2019. A população desocupada, estimada em mais de 14 milhões, cresceu 7,1% e isso representa mais 931 mil pessoas frente ao trimestre anterior.

Taxa de desemprego aumenta, comparada com 2019

A população com algum tipo de emprego formal está na casa dos 84,3 milhões de pessoas e subiu 2,8% frente ao trimestre anterior, mas caiu 10,4 se compararmos ao mesmo trimestre de 2019. O nível de ocupação subiu 0,9 ponto percentual frente ao trimestre anterior, mas também caiu na comparação com o mesmo trimestre de 2019.

Com informações de Brasil 61

Jornal Grande ABC

Taxa de desemprego aumenta

O Jornal Grande ABC é feito para você, e por vocês. Nossos colaboradores e jornalistas estão todos dias buscando novidades e matérias. Assim, produzindo material especial para nossos leitores. Nosso foco são as cidades de Mauá, Diadema, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, São Caetano do Sul, São Bernardo do Campo e Santo André. Além disso, cobrimos o que acontece no Brasil e no Mundo, incluindo esporte, entretenimento e tecnologias.

Não possuímos nenhuma vinculação política ou partidária. Da mesma forma, sem ligações com outras mídias já existentes na região. Nossa fundação se deu em 07 de Setembro de 2020. Desde então, cada dia estamos crescendo e chegando em mais dispositivos e usuários. Por isso, nossa maior satisfação é entregar material de qualidade para nossos leitores. Portanto, cada nova visita e comentário, nos dão mais fôlego para seguirmos firmes e fortes neste projeto.

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Economia Circular – faça parte do movimento! – 2

O Movimento Circular tem um Manifesto, com indicação de proposições e, ao final, podemos complementar com nossas ideias e ações para um mundo sem
lixo! Economia Circular, faça parte! Link da matéria anterior aqui.

“Virou lixo? E se desse para virar outra coisa?
Afinal, tudo o que é bom dura muito e no fim vira outra coisa.

E se a gente assumir que adora coisa usada?
Coisa usada é mais gostosa. Se ficar com ela, é uma a menos que vai para o aterro.

E se a gente ignorar a mania de fazer upgrade?
Fazer upgrade só é bom para quem vende as coisas. Portanto, seja rebelde.

E se a gente consertar em vez de jogar fora?
Ademais, consertar é inteligente. As coisas duram mais e o dinheiro fica no seu bolso.

E se a gente customizar antes de enjoar e se livrar?
Use a imaginação para transformar o que é banal em algo inédito.

E se você for um gênio na arte de consertar coisas?
Certamente você vai descobrir na prática.”

Continue o Manifesto contando o que você vai fazer por um mundo sem lixo!

E se….”

Você pode enviar para o site e também comentar aqui, certamente vou adorar conversar com você!

Economia Circular, faça parte!!!

A Economia Circular garante, principalmente, o atingimento de diversas metas vinculadas aos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável.

Anteriormente, em 2015, a ONU lançou uma nova agenda de desenvolvimento sustentável. Sobretudo, baseada nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), estabelecidos no ano 2000. A Agenda 2030 tem o objetivo de finalizar o trabalho de erradicação da pobreza iniciado com os ODM por meio de 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e 169 metas que mobilizam Governos, Empresas e Sociedade Civil para que tomem ações em áreas de importância crucial para a humanidade e para o planeta.

Fonte: Movimento Circular.
Acesse: https://www.movimentocircular.io

Carolina Estéfano
Mestra em Ciências, com ênfase em Análise Ambiental Integrada (UNIFESP SP), Bióloga e Gestora Ambiental.

Economia Circular – faça parte do movimento

Hoje faço um convite para você que está lendo esse artigo (Economia Circular) e consequentemente, como um multiplicador de melhores práticas, para as pessoas de sua convivência:

‘Vamos inventar um mundo sem lixo?’. Eu faço parte desse Movimento, meus alunos e minha escola como um todo. O Movimento Circular é um movimento criado pela Atina Educação, do biólogo Átila Iamarino e parceiros. Tem o slogan acima, promovendo formação, desafios para escolas e para nós, cidadãos, presentando um site com conteúdo atual e extremamente didático sobre Economia Circular. Além disso, da tendência mundial a substituir a Economia Linear, em prol da proteção dos recursos naturais, sustentabilidade dos processos de extração e produção e novas formas de convivência entre os cidadãos e para com os produtos, além de revisão da forma que consumimos desenfreadamente.

A Economia Circular está totalmente alinhada com documentos internacionais, como os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, em que as metas podem ser atingidas, seguindo princípios e diretrizes da mesma.

Nos próximos artigos, estarei falando mais sobre como podemos nos inteirar e ser parte do Movimento Circular!

Por enquanto, segue o site: https://www.movimentocircular.io/, para vocês explorarem e entenderem um pouco mais do assunto.
Carolina Estéfano
Mestra em Ciências – ênfase em Análise Ambiental Integrada
(UNIFESP SP)
Bióloga e Gestora Ambiental

Covid-19 causa impacto profundo na economia brasileira

País já passa dos R$600 bilhões de reais em medidas para combater a doença, impactando diretamente nos cofres da União

A pandemia causada pela Covid-19 gerou muitos gastos e altos investimentos para governos de todo o mundo de uma maneira inesperada. Aqui no Brasil, a situação econômica segue o mesmo rumo das demais nações atingidas violentamente pelo coronavírus. Com crescimento da dívida pública, criação de programas de ajuda financeira e injeção maciça de recursos na saúde, o País já passa dos R$600 bilhões de reais em medidas para combater a doença, impactando diretamente nos cofres da União.

Segundo informações do Ministério da Economia, essas medidas alcançaram R$ 615 bilhões de impacto primário em 2020, sendo R$ 587,5 bilhões em novas despesas e R$ 27,5 bilhões em redução de receitas. As estimativas do governo apresentam as despesas com as políticas de combate aos efeitos da pandemia atingindo 8,6% do PIB em 2020. O déficit do setor público – que reúne governo central, estatais federais e estados e municípios – deve chegar a R$ 905,4 bilhões (12,7% do PIB) no ano, apontam as avaliações da área econômica.



De acordo com Benito Salomão, mestre e doutorando em Economia pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), “o impacto primário em 2020 é, sem dúvida nenhuma, o maior déficit primário da história da economia brasileira. Algo em torno de R$600 bilhões de reais. E é provável que até dezembro isso fique em torno de R$800 bilhões, o que é realmente elevado. Isso impõe a necessidade da permanência do teto de gastos para 2021 e 2022. Não é momento de se rever o teto de gastos” disse.

É um fato que neste ano a dívida pública no Brasil cresceu em larga escala “chegando a quase 20 pontos percentuais no PIB projetados para até o final do ano, mas esse é um movimento mundial que está ocorrendo mesmo nas maiores economias internacionais”, ressaltou Salomão.   

Como esperado, a maior despesa até o momento foi a criação e manutenção do Auxílio Emergencial, com R$ 321,8 bilhões (52% do total gasto). O benefício financeiro concedido aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados para proteção no período de enfrentamento da pandemia. Apesar de importante, essa ajuda deve acabar esse ano, explica o secretário especial da Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues.

“Não há uma previsão, por exemplo, de extensão do auxílio emergencial, pois nós entendemos que a calamidade é o período conforme foi decretado pelo Congresso Nacional em 20 de março. E esse período encerra no dia 31 de dezembro deste ano, por tanto, essa é a data que trabalhamos para a contingência”, afirmou.

Sobre a possibilidade de manter o Estado de Calamidade Pública para 2021, o secretário especial da Fazenda, Waldery Rodrigues, explicou que o Governo Federal não trabalha com gastos que passem para o ano seguinte. As orientações econômicas “são do ministro Paulo Guedes para conter os gastos sem deixar passar para 2021, o que vai dar previsibilidade ao mercado financeiro”, destacou Rodrigues.

Fonte: Brasil 61

Qual a importância do Mindset, na sua carreira e vida?

A palavra “Mindset” tem a sua origem na língua inglesa e o seu significado é “Mentalidade”, ou “Modelos Mentais”. Os seres humanos se organizam e dão sentido às suas experiências, através dos modelos mentais. O modelo mental é uma forma de enxergar o mundo.

O mindset que adotamos são determinantes para a nossa carreira e para os resultados que queremos. Como funciona, hoje estamos em um momento de pandemia mundial, crise econômica, convivemos com a incerteza, o medo, desemprego, limitação financeira, e uma avalanche de notícias ruins. Se der atenção a todas notícias ruins, não vai enxergar saída e com certeza terá problemas na carreira, não se sente capaz de superar as adversidades, ou irá culpar os outros pelo que esta acontecendo.

É preciso ter atitudes positivas, que irão gerar mudanças nossa forma de pensar e gerarão novos resultados. Existem dois grupos de mindset:

Mindset Fixo: Esse modelo mental as pessoas acreditam que o talento é responsável pelo sucesso, ou já nasce com ele. Neste caso prevalece a zona de
conforto.

Mindset expandido: Esse modelo mental as pessoas que possuem a mentalidade capaz de absorver as dificuldades e transforma-las em novas oportunidades.

Acredita que novos dons podem ser desenvolvidos, com estudo, treinamentos, estratégias e etc. Desta forma esta pronto para aproveitar novas oportunidades. Podemos concluir que os maiores adversários estão dentro de nós mesmo, esses adversários internos é que alimentam os modelos mentais e matam os nossos sonhos e podem destruir o seu projeto de vida.

No Artigo II darei dicas de como mudar o seu mindset. (dia 26/11/2020)

Quer alavancar a sua carreira e saber mais sobre o meu trabalho, entre em contato:

11 94777 9496
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www.rogeriodecaro.com.br
@rogeriodecaro

Oferta de crédito aos estados será votada após primeiro turno

A proposta permite que estados e municípios sem Capacidade de Pagamento (Capag nota A e B) tenham acesso a empréstimos com garantias da União desde que façam um ajuste fiscal para recuperar suas finanças

O Projeto de Lei Complementar (PLP) 101/20, que permite a oferta de crédito aos estados com lastro da União, condicionado a ajuste fiscal, deve ser colocado em votação na Câmara dos Deputados logo após o primeiro turno das eleições municipais, de acordo com o autor do projeto, deputado Pedro Paulo (DEM-RJ).

A proposta permite que estados e municípios sem Capacidade de Pagamento (Capag nota A e B) tenham acesso a empréstimos com garantias da União desde que façam um ajuste fiscal para recuperar suas finanças. As novas regras devem beneficiar especialmente Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul – estados com a pior situação fiscal, que poderão aderir a regime de recuperação por dez anos.

Outra medida importante no projeto é a correção para reforço e melhoria na Lei de Responsabilidade Fiscal. A proposta deve unificar a contabilidade das despesas dos estados, com um período de adaptação.
 

Fonte: Brasil 61

TCU avalia efeitos da pandemia na Previdência Social

Análise feita pelo Tribunal de Contas da União (TCU) que faz parte do 4º relatório de acompanhamento da Previdência Social, apontou também a exclusão de pessoas que possuem direito a benefício e o pagamento indevido

Acerca dos efeitos da crise causada pela pandemia da Covid-19, aumentou o tempo para conclusão da análise dos requerimentos de benefícios administrados pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A análise feita pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que faz parte do 4º relatório de acompanhamento da Previdência Social, apontou também a exclusão de pessoas que possuem direito a benefício e o pagamento indevido. 

O aumento do tempo piorou em praticamente todos os grupos analisados após o INSS ter adotado medidas de enfrentamento à pandemia. No que diz respeito às concessões de benefício de prestação continuada (BPC), a principal causa de aumento do tempo de análise foi a suspensão da etapa de avaliação biopsicossocial, fase crítica do processo de concessão do BPC para a pessoa com deficiência. 

O diretor do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), Diego Cherulli, avaliou o aumento do tempo para conclusão da análise dos requerimentos. “O IBDP entende que a demora de fato se dá a não realização das perícias presenciais e também a dificuldade de se avaliar todos esses critérios ensejadores do benefício”, disse. Segundo ele ainda o pagamento indevido é tido nos casos onde há antecipação e caso houver esse tipo de pagamento esses ocuparão a menor quantidade de benefícios.

A medida de antecipação do pagamento não tem sido suficiente para evitar o envelhecimento do estoque de requerimentos, cuja idade aumentou de 188 dias (fevereiro de 2020) para 253 dias (agosto).

A Corte de Contas recomendou ao INSS que avalie a adoção de medidas para reduzir a duração das etapas anteriores à avaliação biopsicossocial. Também foi recomendado o aumento da eficácia da medida temporária de antecipação do pagamento. Como, por exemplo, conceder aos requerentes a oportunidade para apresentar documentos comprobatórios da deficiência.

O Tribunal também sugeriu a implementação de controles para assegurar que a análise administrativa dos requerimentos seja feita conforme a ordem de ingresso na fila geral de reconhecimento inicial do direito. Para tanto, o INSS poderia promover a automatização dessa análise e dos procedimentos de exigência dela decorrentes.

O advogado especialista em direito administrativo, Pedro Henrique Costódio, avaliou a atuação do TCU como plausível, uma vez que vários beneficiários estão sendo prejudicados em razão do atraso.

“Entre os inúmeros prejuízos causados pela Covid-19, merecem destaque a dificuldade na entrega de documentos e a suspensão no atendimento presencial junto à previdência social. Ao analisar essa questão o TCU levantou uma série de fatores e sugeriu a implementação de medidas que diminuam o excesso de tempo na conclusão desses processos administrativos”, disse. 

Em nota, o INSS informou que está em constante diálogo com o TCU e, junto à Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, tomará as medidas necessárias para que sejam sanados os problemas apontados.

Fonte: Brasil 61

PESQUISA: As 7 preocupações em relação ao impacto da COVID-19

Duas das situações mais estressantes na vida de uma pessoa são ter uma lesão ou doença grave e perder o emprego. Nas últimas semanas, a COVID-19 seguiu avançando em todo o mundo, causando mudanças profundas no nosso dia a dia. Em um estudo realizado pelo Indeed com 1.035 pessoas nos EUA, 68% relataram que fizeram algum ajuste no trabalho, emprego ou turno de trabalho devido ao coronavírus.

Esses desafios podem causar estresse, confusão e uma pressão significativa em milhões de pessoas. Mais da metade dos entrevistados na pesquisa disse que as melhores palavras para descrever como se sentiam em relação ao surto do vírus eram “preocupado”, “cauteloso” e “apreensivo”, entre outras.

Diante das circunstâncias, é natural buscar informações e tomar medidas para proteger a nós mesmos e a todos ao nosso redor. Neste artigo, vamos analisar como as pessoas estão se sentindo em diversas situações e oferecer maneiras de ajudar e dicas sobre como lidar com as mudanças na sua vida durante a COVID-19.

Lidando com o impacto da COVID-19

Na nossa pesquisa recente, 81% dos entrevistados disseram que acompanham notícias sobre a COVID-19 no mínimo diariamente, e 73% consideraram que o coronavírus é uma ameaça real. Muitas países estão adotando o distanciamento social e a quarentena e criando regras sobre como essas medidas devem ser adotadas.

A principal preocupação relacionada à COVID-19 é sofrer um abalo financeiro (35%). Entre outras, estão:

  • Cuidar de entes queridos (27%);
  • Contrair a COVID-19 no local de trabalho (26%);
  • Ser demitido (26%);
  • Disseminar a COVID-19 no local de trabalho (25%);
  • Manter a saúde mental (22%);
  • Desafios de trabalhar em casa (19%);
  • Conseguir cuidar dos filhos (16%).

Considerando todas essas circunstâncias no contexto da Hierarquia de necessidades de Maslow, estamos vivenciando uma mudança significativa na forma como gastamos nosso tempo e energia para fazer o que é melhor para a nossa saúde e segurança, assim como a de nossa família. Essa mudança de prioridades é normal e saudável. A pergunta que surge é: quais são as melhores atitudes a tomar para lidar com essas questões?

Abaixo, vamos abordar alguns desses tópicos, incluindo dicas e formas de ajudar outras pessoas que você conhece e que podem estar passando por alguma dessas situações.

Se você teve alguma perda de trabalho

Uma perda de trabalho pode incluir ser demitido, ter suas horas ou turnos reduzidos ou precisar tirar alguns dias de folga não remunerados devido ao próprio coronavírus ou ao impacto causado por ele (como filhos fora da escola, por exemplo). Quando questionadas sobre o impacto do coronavírus, 36% das pessoas disseram que teria um efeito muito ou um tanto negativo no trabalho, e 75% disseram que sentiam que os impactos do vírus durariam até seis meses para elas. Os participantes da pesquisa disseram que o impacto mais preocupante está relacionado às questões financeiras (salários reduzidos, menos trabalho por contrato, menor número de dias de folga remunerados).

Perda de trabalho pode ser extremamente desgastante, especialmente em um momento no qual as empresas estão avaliando a situação financeira em que se encontram e podem estar pensando nas contratações de forma mais cautelosa. Embora algumas coisas possam estar fora do seu controle, certamente existem medidas que você pode adotar nessa situação. Veja o que você pode fazer:

  • Solicitar os benefícios para desempregados. Informe-se sobre como solicitar esse benefício se ele já estiver disponível. Além disso, o governo federal está adotando medidas para oferecer auxílios emergenciais relacionados à COVID-19 para trabalhadores formais e informais.
  • Procurar recursos para trabalhadores. Muitas organizações e governos locais estão oferecendo recursos para pessoas que sofreram algum prejuízo no trabalho relacionado à COVID-19.
  • Falar com sua rede de contatos. Use suas conexões, incluindo amigos, familiares, empresas onde já trabalhou, mentores e plataformas de networking profissionais, para verificar que tipos de oportunidade existem. Nunca se sabe o que as pessoas podem oferecer.
  • Reservar um tempo para fazer pesquisas de emprego. Além de você ter várias outras responsabilidades durante este período, procurar um emprego por si só pode parecer um trabalho em tempo integral. Programe um horário para sua busca de emprego e tente minimizar as distrações durante esse tempo.
  • Definir objetivos para as inscrições em vagas. Estabelecer metas de inscrição diárias ou semanais pode ajudar a manter sua motivação. Celebre de alguma forma quando atingir o número de inscrições em vagas estabelecido. Durante este período, pode ser útil complementar com algum trabalho remoto em tempo integral ou de meio período.
  • Procurar vagas abertas no momento em função da COVID-19. O avanço do coronavírus também causou ou revelou a escassez de determinados talentos, especialmente em trabalhos como almoxarifados, entrega de pedidos, compras de mercado ou comida, atendentes de mercado e profissionais da saúde (enfermeiros, especificamente).

Se você já estiver em busca de emprego ou quiser mudar de emprego

  • Prepare-se para uma entrevista virtual. Muitas empresas continuam contratando, mas provavelmente marcarão uma entrevista virtual ou por telefone em vez de uma entrevista presencial.
  • Seja paciente. Se você não estiver obtendo respostas das empresas, não desista e continue se candidatando. Lembre-se de adaptar seu currículo e carta de apresentação a cada vaga e candidatar-se a cargos alinhados à sua experiência e conhecimento.
  • Considere complementar sua renda com um trabalho remoto. Buscar trabalhos secundários feitos em casa poderá ajudar nisso caso leve mais tempo do que o esperado até você encontrar o emprego certo.

Se você estiver trabalhando em casa

Cerca de 36% dos participantes da nossa pesquisa disseram que podem ou talvez consigam trabalhar em casa neste período. Embora existam vários benefícios, pode ser difícil se adaptar a trabalhar em casa. Para se manter produtivo, tente:

  • Organizar um espaço de trabalho definido, de preferência em um local silencioso com o mínimo de distrações;
  • Estabelecer limites com as pessoas que moram com você, informando seus horários e períodos de “não perturbe”;
  • Fazer pausas programadas regularmente e desligar o computador em um horário determinado todos os dias;
  • Informar o horário de trabalho ao chefe e aos colegas, bem como definir expectativas em relação a prazos estipulados, de acordo com a sua situação.

No total, 54% dos participantes da nossa pesquisa afirmaram ter filhos, e 36% disseram que podem ou talvez consigam trabalhar em casa. Como várias escolas fecharam ou passaram a dar aulas virtuais em função do coronavírus, agora há muitas pessoas que precisam trabalhar em casa e cuidar dos filhos ao mesmo tempo. Para obter dicas sobre como trabalhar em casa nesse cenário, visite Guia para os pais sobre como trabalhar em casa com os filhos.

Se você não puder trabalhar em casa

Dos participantes da nossa pesquisa, aproximadamente 46% disseram que não podem trabalhar em casa. Há muitos trabalhos essenciais que precisam ser feitos, especialmente agora, por pessoas que não podem realizá-los em casa. Isso pode incluir balconistas de mercado, profissionais de restaurante, atendentes de loja, mecânicos de oficina e profissionais da saúde, entre outros.

Se você não puder trabalhar em casa, converse com seu chefe para determinar as melhores opções para que você possa manter sua saúde caso necessite interagir com outras pessoas. Verifique a política do seu trabalho em relação à licença médica e fale com a sua empresa sobre mudanças nessa política em função da COVID-19.

Como ajudar outras pessoas

Quando questionados se sentiam que o surto de coronavírus estava unindo mais as pessoas, o total de 42% dos participantes concordaram. Reservar um tempo para praticar a paciência e a empatia conosco e com aqueles à nossa volta ajudará a enfrentar a COVID-19 e a viver melhor. As pessoas podem estar passando por inúmeras situações. Por isso, é importante que façamos o nosso melhor para cuidar de nós mesmos e da nossa comunidade.

A atitude mais útil e eficaz que você pode ter é pôr em prática o distanciamento social e outras regras de prevenção definidas pelos governos local e federal. Fazer isso diminuirá o avanço da COVID-19 e reduzirá o impacto dela em todos os aspectos.

Para ajudar de outras formas, se possível, considere:

  • Fazer doações para organizações que estão arrecadando fundos para setores altamente impactados, como hospitalidade e serviço de alimentação.
  • Fazer doações para bancos de alimentos locais.
  • Compartilhar oportunidades de trabalho com as pessoas da sua rede de contatos que foram afetadas.
  • Conectar-se virtualmente com sua família e amigos através de chamadas de vídeo, discussões em grupo e outros fóruns online. Essas são formas de oferecer apoio um ao outro mesmo quando não é possível estar junto fisicamente.

Agropecuária lidera geração de empregos no ano

O setor segue como o que mais gerou empregos em 2020, com 102.467 vagas de janeiro a setembro deste ano

O setor agropecuário segue como o setor da economia que mais gerou empregos em 2020, com 102.467 vagas de janeiro a setembro deste ano. Os dados fazem parte do Comunicado Técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

A publicação analisou os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério da Economia, que apontou fechamento de 558.597 postos de trabalho nos nove primeiros meses do ano no resultado geral.

As atividades de apoio à agricultura lideraram a abertura de vagas no acumulado de janeiro a setembro, seguida por cana-de-açúcar, soja, café, bovinos e plantas de lavoura temporária. Completam a lista as frutas de lavoura permanente, criação de aves, cultivo de uva e horticultura.

Os dados de setembro revelam melhora nos demais setores de atividade econômica no Brasil, o que contribuiu para a geração de 313.564 novos empregos, o melhor resultado para o mês desde 2010. A agropecuária teve saldo positivo com a criação de 7.751 vagas.

Fonte: Brasil 61

Jornal Grande ABC

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Auxílio emergencial foi ajuda significativa, mas seu fim deixará desigualdade

Em entrevista exclusiva à Pública, a economista e professora da FEA-USP explica por que a perspectiva de recuperação econômica do Brasil é ruim e defende um novo modelo que combine crescimento econômico com inclusão e sustentabilidade

Por Giulia Afiune
Da Agência Pública

O auxílio emergencial representou uma ajuda significativa para os brasileiros durante a pandemia e preveniu uma queda ainda maior no PIB do país, mas a falta de um plano de recuperação econômica é preocupante, e a volta ao nível de renda pré-crise pode levar até duas décadas. Esse é o panorama traçado por Laura Carvalho, economista e professora da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP) e autora do recém-lançado livro Curto-circuito: o vírus e a volta do Estado

Em entrevista exclusiva à Agência Pública, Laura Carvalho explica que, quando a pandemia chegou, as famílias mais pobres ainda estavam sofrendo os efeitos da recessão de 2015 e 2016, como a perda de renda, o desemprego e a precariedade no mercado de trabalho. “Graças à aprovação desse programa substancial de transferência de renda, você tem essa situação paradoxal em que, mesmo com uma crise muito profunda, os níveis de pobreza caem para os seus menores patamares da história e a desigualdade chega a cair”, explica. 

No entanto, ela ressalta que esse efeito positivo tem data para acabar. “Com o fim do auxílio e com a impossibilidade de se compatibilizar novos programas generosos de proteção social com o atual desenho do teto de gastos, essas desigualdades – que na verdade subiram, mas foram neutralizadas pelo auxílio – vão aparecer, vão vir à tona”, diz. Como o patamar de renda dos brasileiros está ainda menor devido às crises sucessivas, ela acredita que levará duas décadas para recuperarmos a renda média que tínhamos em 2014. 

Mas nem tudo é tragédia. Para a economista, essa é uma ótima oportunidade para passarmos a financiar políticas sociais com um imposto de renda mais alto para os ricos e a adotar um modelo econômico mais digno e sustentável – alinhado com a chamada “retomada verde” que diversos países ao redor do mundo estão propondo. “É perfeitamente possível desenhar um modelo que envolva o próprio combate às desigualdades de renda e de acesso a serviços, uma série de lacunas que a gente nunca superou, como um vetor de geração de empregos e de novas tecnologias. Não se trata de não ter crescimento econômico, mas de se ter um outro tipo de crescimento econômico que beneficie a maioria da população, não só alguns, e que não destrua o meio ambiente”, argumenta. 

Laura Carvalho foi escolhida para esta entrevista pelos Aliados da Pública e, durante a conversa, respondeu a várias das perguntas que eles enviaram anteriormente. Se você quer escolher quem a Pública vai entrevistar, seja nosso Aliado

A economista Laura Carvalho foi escolhida pelos Aliados da Pública para a Entrevista do Mês

Em maio, você disse que a recessão causada pela pandemia devia ser enfrentada em duas fases. Primeiro com medidas para combater a pandemia em si e garantir a sobrevivência das famílias e empresas. Só depois, quando os números da doença estivessem menores, seria possível tomar medidas macroeconômicas. Como você avalia a resposta do governo Bolsonaro para lidar com a economia na pandemia? Estava de acordo com essas recomendações? 

Na primeira fase, nem é possível nem desejável que a economia seja reativada completamente, porque a ideia é justamente controlar a causa do problema, que é o próprio contágio pelo vírus. Na área econômica estritamente – deixando de lado a área da saúde, que foi um desastre –, há três eixos: um eixo voltado para a sobrevivência das famílias, com transferência de renda; um eixo voltado para a sobrevivência das empresas, que tem a ver com medidas para o crédito e adiamento do pagamento de impostos; e o terceiro, que é o eixo para preservação dos empregos, voltado para evitar as demissões e proteger os trabalhadores formais. 

O primeiro [da sobrevivência das famílias] é o eixo mais bem-sucedido. Não foi uma iniciativa do governo, inclusive o programa aprovado foi muito maior em valor e em número de beneficiários do que aquilo que estava proposto inicialmente pela equipe econômica do governo. Mas o auxílio emergencial foi capaz de evitar uma perda de renda para a metade mais pobre da população brasileira durante essa que é a mais profunda recessão de que temos notícia. Então, houve, sim, uma perda de renda maior para os mais pobres quando a gente pensa em renda do trabalho, mas, quando a gente soma o auxílio emergencial, o índice de Gini, que mede a desigualdade, até cai durante a pandemia por conta desse programa. Ou seja, o auxílio foi capaz de neutralizar completamente o aumento da desigualdade que houve no mercado de trabalho durante a pandemia. 

O segundo eixo, que é o de proteção às empresas, é o mais fracassado dos três, onde os impactos foram desastrosos. As linhas de crédito desenhadas pelo governo não chegaram na ponta, tampouco tiveram volume suficiente liberado. Isso até foi melhorando, outras linhas foram sendo criadas e expandidas, mas o desenho inicial exigia contrapartidas demais das empresas e também não cobria o risco dos bancos; então, os bancos não tiveram interesse em realizar as operações. E isso fez com que, até a metade de julho, 716 mil empresas fechassem definitivamente as portas no Brasil, das quais 99,8% tinham até 49 empregados. Os pequenos negócios, que, claro, têm muito mais dificuldade de sobrevivência, fecharam as portas. E são um negócio que emprega muita gente; portanto, isso também repercute nos empregos e nas nossas perspectivas de recuperação. O desastre foi quase tão grande quanto o da área da saúde, que também não teve nenhum sucesso.

O terceiro eixo, de preservação dos empregos exclusivamente, eu diria que está no meio do caminho, porque empregos foram preservados com a possibilidade de manter os empregados sem o custo total. A medida provisória que foi aprovada para a suspensão de contratos e redução da jornada de trabalho não foi desenhada de forma tão generosa quanto o que foi feito em alguns outros países, como o Reino Unido, que preservaram quase toda a renda dos trabalhadores que tiveram seus contratos de trabalho reduzidos. No caso brasileiro, a primeira versão era um desastre, nem previa nenhum tipo de remuneração para os trabalhadores que tivessem o contrato suspenso, mas aí isso gerou uma polêmica, a medida foi revista, e a segunda versão da medida prevê o pagamento de uma parte do seguro-desemprego para os trabalhadores nessa situação. Isso protegeu os trabalhadores com renda mais baixa, mas o seguro-desemprego tem um teto de R$ 1.813, então os trabalhadores que ganham mais de dois salários-mínimos e meio ainda tiveram uma perda de renda muito significativa. 

Pensando naquela dicotomia que o governo colocava entre salvar vidas e salvar a economia, na realidade ele não conseguiu salvar vidas e só salvou parte da economia? 

Na verdade, era uma falsa dicotomia já na origem. A recuperação da economia depende do controle da pandemia. Isso está cada vez mais claro nos dados que saíram desde então, referentes a diferentes países. Os países que não conseguiram [controlar a pandemia] estão tendo quedas de PIB maiores. No caso brasileiro, o auxílio emergencial acabou conseguindo atenuar a queda do PIB. Ele deu tão certo que evitou a perda de renda da metade mais pobre da população e manteve os níveis de consumo, particularmente em municípios mais pobres do Norte e Nordeste do país. Isso contribui para que o Brasil não tenha uma das recessões mais profundas, mas, por outro lado, pelo fato de não termos controlado a pandemia e pensando que esse auxílio emergencial será encerrado no fim deste ano, as nossas perspectivas de recuperação são, sem dúvida, muito ruins se comparadas à economia global.

Em um texto recente para o Nexo, você fala que a recuperação econômica do Brasil vai ser em K, ou seja, ela será mais rápida para os ricos e mais lenta para os pobres. Mas você ressalta que a gente já estava em uma trajetória de recuperação em K da crise anterior, de 2015 e 2016. O que isso significa na prática para a população?

Quando se fala em recuperação em K, a ideia é um cenário em que a recuperação dos níveis de renda pré-crise será muito mais rápida para quem está no topo da pirâmide do que para quem está na base. Por isso, o formato da letra K ajudaria a ilustrar – na verdade, os mais pobres até continuariam perdendo renda enquanto os mais ricos já estariam se recuperando. Isso é exatamente o que víamos depois de 2017, quando começa a recuperação da última recessão no Brasil: o topo e o meio da pirâmide recuperavam a renda lentamente, mas os mais pobres ainda estavam perdendo renda. 

Os mais pobres ainda estavam em recessão – com perda de renda, aumento da informalidade, precariedade cada vez maior no mercado de trabalho e taxas de desemprego ainda muito elevadas – quando a pandemia chegou. Graças à aprovação desse programa substancial de transferência de renda, você tem essa situação paradoxal em que, mesmo com uma crise muito profunda, os níveis de pobreza caem para os seus menores patamares da história e a desigualdade chega a cair. Se você olha para os 30% mais pobres, você vê que há até um ganho de renda em relação ao que era antes. 

Mas com o fim desse auxílio e com a impossibilidade de se compatibilizar novos programas generosos de proteção social com o atual desenho do teto de gastos, essas desigualdades – que na verdade subiram, mas foram neutralizadas – vão aparecer, vão vir à tona. Isso pode nos levar a basicamente retomar a trajetória anterior de aumento da desigualdade e de perda de renda na base, mas partindo de um nível ainda menor de renda, porque agora estamos atravessando mais uma recessão. Então, isso tudo tende a criar um quadro que vai até prejudicar as nossas possibilidades de recuperação, porque já há muitas evidências de que no Brasil esse aumento da desigualdade funciona como uma âncora que impede a economia de crescer mais rapidamente.

O horizonte que estamos vendo é o de duas décadas perdidas?

Se a gente olha para o que ocorreu de 2017 até o início da pandemia, a gente vê que a recuperação era tão lenta que a gente levaria uma década para recuperar o nível de renda per capita que a gente tinha em 2014. E aí vem a pandemia. Se a gente olha para o que seria necessário o Brasil crescer para que seja apenas uma década perdida, já está claro que é impossível. A gente teria que crescer a um ritmo muito acima do que já crescemos em todos os períodos da história, o que não parece ser o caso, considerando tanto o cenário internacional quanto o da política doméstica. Simulando diferentes cenários, parece que a gente está muito mais perto de demorar duas décadas para voltar àquela renda per capita média de 2014 do que apenas uma década.

Estamos observando um aumento significativo no preço dos alimentos e até no aluguel. Se as coisas estão caras e as pessoas estão perdendo o emprego, por que a aprovação ao governo continua alta? 

É claro que a situação dos alimentos de fato tem um efeito desproporcional na cesta de consumo dos mais pobres. É um tipo de inflação que tem mais a ver com os efeitos da desvalorização do real somados ao aumento de preços de alimentos nos mercados internacionais. E o índice que reajusta o aluguel é muito sensível também a variações do câmbio e nos preços de alimentos. 

Mas o fato é que, mesmo com esse aumento da inflação, com a perda de empregos e de renda durante a pandemia – que também afeta desproporcionalmente os trabalhadores menos escolarizados – ainda assim houve um ganho de renda para os 30% mais pobres. Se a gente olha para os 50% mais pobres, o auxílio compensa inteiramente a perda de renda. E isso é muito significativo. A gente está falando de metade da população brasileira tendo preservado sua renda na pandemia e parte delas até tendo aumentado sua renda graças a esse auxílio de R$ 600. Para muita gente parece pouco, mas para os níveis de renda no Brasil é muito significativo. Não quer dizer que seja o único fator a explicar a popularidade do governo, mas esse é um dos fatores, sim.

Muitos leitores perguntaram se é verdade que não existem recursos para bancar o auxílio emergencial durante mais tempo ou se é só uma questão de prioridades do governo. 

O atual teto de gastos vai mesmo diminuindo o espaço para despesas não obrigatórias ao longo tempo. As despesas com a Previdência, por exemplo, continuam crescendo mesmo com a reforma e, como o teto fica parado no mesmo lugar, ele só é reajustado pela inflação. Isso faz com que o espaço para o resto vá ficando cada vez menor. 

Com esse contexto do teto, fica mesmo impraticável pensar em uma expansão significativa de gastos sociais. No entanto, há soluções alternativas, como, por exemplo, a tributação da renda dos mais ricos – que a gente sabe que pagam pouco imposto de renda da pessoa física no Brasil por causa de uma série de isenções e também de uma alíquota máxima baixa para padrões internacionais. A transferência, por exemplo, dessa arrecadação extra para programas de transferência de renda é algo que é perfeitamente possível. Já há simulações que mostram que daria para financiar um programa bastante generoso com medidas que não são nada radicais, que só tornam um pouco mais justo o nosso sistema tributário.

Mas isso também é inviável hoje com o teto de gastos porque a forma como ele é desenhado impede que se arrecade mais e se gaste mais. Os gastos estão parados no mesmo lugar independentemente do nível de arrecadação de impostos. Isso impossibilita que nós debatamos soluções alternativas, pois envolveriam um redesenho do teto que o tornasse mais alinhado com a experiência internacional, em que o limite para o crescimento dos gastos é atrelado a quanto cresce a economia e a arrecadação. 

A dívida pública foi o principal assunto nas perguntas enviadas pelos leitores, especialmente no que diz respeito à alta porcentagem do orçamento federal que está comprometida com o pagamento da dívida. Alguns cálculos mostram que quase 40% do orçamento vai para pagar juros e amortizações da dívida. Quanto disso é verdade e quanto é exagero?

Em geral, esses números confundem um pouco o que de fato é o pagamento de juros com o que é uma rolagem da dívida pública, que é quando o governo emite dívida para pagar os juros sobre a dívida anterior. Esse é um procedimento normal, que todas as economias do mundo realizam.

Há muita confusão nesse debate. Não é correto dizer que é por conta do pagamento de juros que o orçamento público está restrito para outras áreas. Esse raciocínio mistura coisas muito diferentes em uma mesma conta. Na prática, o que restringe o orçamento público brasileiro são as regras fiscais que a gente adota. A meta de resultado primário faz com que, quando a economia cresce menos e arrecada menos, a gente seja obrigada a cortar gastos. O teto de gastos fixa o valor total dos gastos públicos. 

A nossa capacidade de financiamento por meio da dívida pública permite que, em situações de emergência, a gente gaste mais para estabilizar a economia e evitar os efeitos socioeconômicos de um choque. É assim mesmo que deveria funcionar o sistema. O mito de que o país tinha quebrado e não tinha qualquer possibilidade de gastos adicionais se desfez a olho nu na pandemia. Esse ano, o Brasil gastou mais de 8% do PIB com medidas de combate à pandemia, e a maior parte disso foi justamente para o auxílio emergencial por meio da emissão de dívida pública. Não tivemos que recorrer, por exemplo, a dívidas em dólar, a empréstimos do FMI – como a Argentina e outros países do hemisfério sul. Agora, isso não significa que a gente queira ir para qualquer patamar de dívida pública e torná-la explosiva para todo o sempre.

O indicador que importa é o que relaciona a dívida pública com o PIB. E ele não depende só do quanto o governo está gastando, depende também do quanto a economia está crescendo, do próprio PIB, e do quanto o governo está arrecadando. Então, não é um cálculo estático, é um cálculo dinâmico.

No caso brasileiro, de um lado, dá para pensar em um caminho em que a gente tenta estabilizar a dívida e redistribuir os custos dessa crise por meio de uma tributação maior sobre altas rendas e patrimônios. E, de outro, a gente também toma medidas que estimulem o crescimento econômico para que a arrecadação de impostos volte, para que o PIB cresça, e essa dívida então deixe de pesar tanto assim em relação ao PIB. 

Mas algum tipo de atuação pontual é necessária, já que há projeções mostrando que a dívida pode chegar até 100% do PIB em 2020.

Sim, mas o que se demanda para estabilizar a dívida pública é que é a grande controvérsia. Uma atuação que signifique cortar gastos em todas as áreas em meio a um quadro de crise econômica, que é o quadro que a gente tem no ano que vem, é justamente o que o FMI alerta que pode acabar sendo contraproducente porque isso prejudica a recuperação em tal nível que a dívida pode, ao invés de cair, subir em relação ao PIB, como, aliás, ocorreu no Brasil. Desde que começou o ajuste fiscal em 2015, a dívida pública só subiu em relação ao PIB porque a economia ficou estagnada. 

Então, tem que ter muito cuidado com a composição desse ajuste para não prejudicar a própria retomada. E também é necessário considerar essa relação entre taxa de juros e taxa de crescimento econômico para projetar o que é essa dinâmica da dívida ao longo do tempo. O orçamento público não é como o orçamento familiar, em que você simplesmente não tem qualquer poder sobre quanto recebe. Ao gastar, o governo também pode estimular uma economia, que por sua vez cresce, o que gera arrecadação de impostos. Então, tudo isso não é uma matemática tão exata. A gente não pode correr o risco de precipitadamente tirar todo e qualquer estímulo da economia e, com isso, acabar sofrendo uma recessão ainda mais longa e uma dificuldade ainda maior de recuperar a arrecadação e estabilizar a dívida.

“Com o fim desse auxílio e com a impossibilidade de se compatibilizar novos programas generosos de proteção social com o atual desenho do teto de gastos, essas desigualdades – que na verdade subiram, mas foram neutralizadas – vão aparecer, vão vir à tona”, avalia Laura Carvalho

Você defendeu que a renda emergencial deveria ser permanente no pós-pandemia. Por quê? Essa é a melhor forma de reduzir a desigualdade no país? 

Quando eu falo em tornar permanente algum sistema mais amplo de proteção social, estou falando de criar uma renda básica, não de tornar permanente o atual formato do auxílio. Mas está claro que a precarização, a volatilidade da renda na base da pirâmide e outros desafios que o mercado de trabalho do século XXI vem apresentando – como relações de trabalho que não são sindicalizadas, e por isso trabalhadores não têm poder de negociação sobre quanto ganham, acabam aceitando jornadas indignas, salários indignos –, isso tudo justifica que a gente repense a rede de proteção social e expanda esses mecanismos de transferência de renda. 

Acho que isso tem que vir em um pacote que tira de cima para dar para os mais pobres. Então, de um lado, a tributação progressiva da renda financia um programa mais amplo de transferência de renda do outro lado. E isso tem impactos significativos sobre a desigualdade. O Made [Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades], da Faculdade de Economia da USP, do qual faço parte, está lançando uma nota em que fica muito claro que uma tributação sobre os mais ricos no Brasil hoje é capaz de financiar um programa bastante generoso que atinja os 50% mais pobres da população com um benefício per capita bastante superior ao atual Bolsa Família. E isso teria um impacto muito significativo na desigualdade. A gente inclusive compara [essa proposta] com as propostas que foram feitas pelo governo, que remanejam recursos dos programas sociais existentes e, com isso, têm um impacto muito menor na desigualdade. É perfeitamente possível. Mas, claro, esbarra em restrições que são predominantemente políticas, não econômicas.

Com o fechamento de mais de 700 mil empresas pequenas e médias durante a pandemia, o desemprego também bateu recorde. Você disse que esse foi o eixo de medidas econômicas que menos deu certo, então qual seria o caminho para recuperar esses empregos?

Essa é a tarefa mais difícil porque empresas que fecham não necessariamente reabrem, empresas grandes que sobrevivem acabam dominando esses mercados, o que leva a uma concentração maior de riqueza e de poder de mercado na mão de poucos e destrói empregos, porque as pequenas empresas são as maiores empregadoras. Quase metade dos empregos no Brasil são de pequenas empresas, sobretudo em setores de serviço e de comércio que foram muito afetados por essa crise e que empregam muita gente da base da pirâmide e com menor grau de instrução. Então, isso é um problema de difícil solução porque, para que essas empresas voltem ou que outras as substituam gerando empregos, a gente precisa que a economia cresça. E esse crescimento econômico não pode ficar restrito ao topo da distribuição, porque a gente está falando de lojas, comércios e serviços em geral ao redor do Brasil, em todos os bairros, em municípios mais pobres, não só de quem serve às elites econômicas.

Esse crescimento robusto e essa retomada mais inclusiva exigiriam um plano de recuperação, como, aliás, vários países da Europa estão anunciando, desenhando, formulando. O debate hoje em países europeus e em alguns países asiáticos é justamente sobre planos de recuperação pós-pandemia que sejam inclusivos e sustentáveis e gerem empregos. O debate aqui no Brasil é sobre onde nós vamos cortar mais gastos no ano que vem, não sobre um plano de recuperação econômica. De alguma forma, a gente está completamente descolado dos desafios que estão colocados pela frente. Isso pode tornar permanente o fechamento das empresas e essa redução do número de ocupações na economia brasileira. 

Além disso, a resposta muitas vezes são as reformas…

As reformas estão sendo pensadas sempre como “onde cortar” e “quantos bilhões de economia elas vão gerar”, o que também é uma maneira equivocada de pensar as próprias reformas. As reformas que estão sendo discutidas, como a reforma administrativa e a reforma tributária, são importantes para seus propósitos. Então, a reforma administrativa é importante para reestruturar as carreiras de maneira que os servidores públicos realizem o trabalho de forma mais eficiente para melhorar a qualidade dos serviços públicos para a população. Mas não é isso que acaba pautando o debate sobre a reforma. 

A reforma no atual contexto, inclusive, não é favorável para esse tipo de discussão, porque as preocupações mais de curto prazo dominam – quase 14% de desemprego, desigualdade crescente, um auxílio emergencial que está chegando ao fim e que vai deixar desigualdades como herança, uma crise econômica que ainda não chegou ao fim, um problema na área da saúde, problemas na área de educação… E a discussão é sobre uma reforma administrativa que visa apenas gerar não sei quantos bilhões de economia. Essa não é a maneira de pensar o debate. Enquanto isso, a gente não tem nenhum plano de recuperação econômica.

Houve uma pergunta também sobre o Paulo Guedes, que não tem entregado nada do que prometeu. No primeiro ano de governo houve um crescimento pífio, durante a pandemia a proposta era um auxílio de R$ 200, e a única reforma que saiu do papel foi graças ao Congresso. O que ainda sustenta o Guedes no governo?

O governo foi eleito com essa plataforma que combina uma parte de conservadorismo e autoritarismo com esse fundamentalismo de mercado que o Paulo Guedes representa. Essa combinação nem é tão comum nesses novos movimentos de extrema direita ao redor do mundo, como na Hungria e nos Estados Unidos. E isso gera contradições crescentes. 

Por um lado, isso ajudou a eleger o Bolsonaro porque garantiu o apoio de elites econômicas e reforçou o discurso de que a corrupção e o establishment políticos eram culpados pela crise econômica, então era melhor o estado não atrapalhar. Mas isso também é uma fraqueza do projeto bolsonarista que a gente viu durante a pandemia: o projeto não é capaz de lidar com o que a realidade impõe, não entrega resultados à população. O fato de, durante a pandemia, terem se aliviado as restrições e ter havido a possibilidade de fazer o auxílio emergencial acabou até ajudando o governo Bolsonaro e indo totalmente contra a agenda econômica difundida pelo Paulo Guedes.

Então, não sabemos o quanto essa contradição, que só vai aumentar, vai mudar o rumo da política econômica. É possível que o próprio Paulo Guedes altere esse rumo, como fez esse ano, ou talvez ele se torne incompatível com a continuidade do projeto.

O fato é que o Paulo Guedes em si também tem uma postura de não estar exatamente interessado em governar. O discurso e a mobilização da base acabam sendo muito mais importantes do que a formulação e a aprovação das políticas, e isso está muito em linha com a postura do governo Bolsonaro em geral. Veremos o que vai falar mais alto. 

Paulo Guedes, atual ministro da Economia

Você falou um pouco sobre uma retomada mais inclusiva e sustentável, a chamada “retomada verde“. Essa é uma possibilidade real no Brasil ou ainda estamos muito atrelados a correntes muito tradicionais e a um embate cristalizado no governo entre o liberalismo do Guedes e o desenvolvimentismo do Bolsonaro e dos militares?

Eu gosto de pensar que a gente tem todas as condições de formular um plano baseado em um novo modelo de desenvolvimento que seja inclusivo e sustentável e que não tenha a ver com esse desenvolvimentismo experimentado nos anos 1960 e 1970, que foi concentrador de renda e que também não tinha qualquer preocupação com os danos ambientais. Eu acho que é perfeitamente possível desenhar um modelo que envolva o próprio combate às desigualdades de renda e de acesso a serviços, uma série de lacunas que a gente nunca superou, como um vetor de geração de empregos e geração de novas tecnologias. Não se trata de não ter crescimento econômico, mas de se ter um outro tipo de crescimento econômico que beneficie a maioria da população, não só alguns, e que não destrua o meio ambiente.

A gente tem que articular um plano que envolva não só o setor público, mas o setor privado, as universidades, os institutos de pesquisa, e que seja orientado por essas missões de combate às nossas desigualdades e lacunas. Por exemplo, saneamento básico é uma área que a gente nunca resolveu. Uma parte do país não tem acesso a água e esgoto tratados. A área da educação, a da saúde que tem desigualdades enormes, que a gente viu agora concretamente, são áreas que claramente têm demandas urgentes da sociedade para a resolução desses problemas de infraestrutura ou de acesso a serviços e que têm um potencial enorme, se bem articulados, de mobilizar recursos que permitam o desenvolvimento de produtos e tecnologias locais que a gente possa potencialmente exportar. É possível inverter a lógica: não ser uma política industrial, voltada para os setores X ou Y da indústria, e sim ser uma política voltada para resolver os problemas da população que engendre efeitos para pequenos e médios produtores que tenham capacidade de gerar tecnologia e que possam ser mobilizados em uma estratégia assim, a partir das compras do governo, do BNDES e do setor privado.

Outra pergunta muito interessante que recebemos é quais são as alternativas para projetos de desenvolvimento econômico que levem em conta comunidades que não têm o lucro como objetivo? Onde cabem as lutas e os sonhos dessas populações?

Essa ideia de desenvolvimento que é pensada de maneira quase oposta à preservação ambiental, à sobrevivência das populações indígenas, que enxerga essas populações muitas vezes como um custo nesse processo, é justamente para onde não queremos ir. Inclusive, é uma oposição que é falsa. 

Uma maneira muito mais interessante de pensar é o que eu estava descrevendo antes: partir das necessidades, das desigualdades e das demandas para gerar crescimento econômico inclusivo e ambientalmente sustentável. A economia solidária, circular, é plenamente compatível com um modelo assim. É evidente que no sistema capitalista sempre vai haver a tentativa de destruir e absorver esse tipo de iniciativa, e por isso é necessário que sejam formuladas políticas que preservem esse caráter. Mas isso não significa abrir mão do desenvolvimento econômico de maneira nenhuma.

No bioma amazônico, existe uma série de tecnologias que podem surgir justamente da sabedoria das populações indígenas e que têm que ser pensadas para serem compatíveis com o modo de vida dessas populações. Esse caminho também pode levar a aumentos de renda e à melhora de qualidade de vida para essas populações e para o Brasil em geral. 

Essa ideia das missões sociais e ambientais como motores do crescimento econômico e desenvolvimento é uma inversão de lógica que é muito mais interessante para a gente pensar a estrutura produtiva do século 21, e não pensar em como retornar para estrutura produtiva do século 20.

Porto de Santos tem aumento de 5,2% na movimentação em setembro

Esse foi o segundo melhor movimento mensal para o mês de setembro

A movimentação de cargas no Porto de Santos em setembro totalizou 12,2 milhões de toneladas, 5,2% acima do mesmo período de 2019. Esse foi o segundo melhor movimento mensal para o mês de setembro. No acumulado do ano, a movimentação alcançou 110,1 milhões de toneladas, alta de 10,2% sobre o mesmo período de 2019 e de 9,7% sobre o recorde anterior para o intervalo, registrado em 2018. 

Com isso, a expectativa é encerrar o ano com a melhor marca da história, acima das 134 milhões de toneladas de 2019, que já fora recorde. O Porto manteve o patamar histórico de participação na corrente de comércio brasileira, respondendo por 28,3% das trocas nacionais no ano. Aproximadamente 27% das transações comerciais nacionais com o exterior que passaram pelo complexo tiveram a China como país parceiro. São Paulo é o estado com maior participação (56,8%) nas transações comerciais com o exterior pelo Porto.

Os embarques no mês somaram 9,1 milhões de toneladas, um crescimento de 13,4% sobre os números registrados na mesma base anual. No acumulado do ano, esse fluxo de carga atingiu 81,6 milhões de toneladas, alta de 15% sobre o mesmo período de 2019. Já os desembarques totalizaram 3,0 milhões de toneladas, recuo de 13,8% sobre setembro de 2019. As descargas acumuladas no ano somaram 28,6 milhões de toneladas, 1,6% abaixo do mesmo período do ano passado.

Fonte: Brasil 61

Jornal Grande ABC

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Governo lança iniciativa para simplificar regras trabalhistas

Ao todo, 48 portarias consideradas desatualizadas foram revogadas

Com o objetivo de eliminar a burocracia no setor produtivo, o Governo Federal lançou o Descomplica Trabalhista. Por meio do programa, dois mil documentos do antigo Ministério do Trabalho estão sendo revistos e consolidados em menos de dez. Com a medida, o governo alega que a geração de vagas de trabalho se tornará mais fácil.

Em cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes revogaram 48 portarias trabalhistas consideradas obsoletas. Além disso, o evento também marcou a assinatura da Nova Norma Regulamentadora de Saúde e Segurança relativa ao agronegócio e entregue um projeto gráfico simplificado do eSocial com menos campos e de fácil preenchimento.

Por meio do eSocial simplificado, o CPF passará a ser o único número de identificação do trabalhador, dispensando a referência a outros números cadastrais, como o PIS e Pasep. Também foram excluídos do sistema os pedidos de informações que já constam nas bases do governo, como por exemplo o RG e a CNH.

Fonte: Brasil 61

Empresa Simples de Crédito e Cadastro Positivo surgem como alternativas

Obtenção de crédito para MEIs, micro e pequenas empresas está entre as maiores dificuldades na hora de abrir ou manter um negócio no Brasil

Nem sempre as condições são fáceis para que micro e pequenos empreendedores consigam crédito ou capital de giro para seus negócios. No ano passado, na tentativa de criar uma alternativa de crédito mais viável e barata, o Governo Federal lançou a Empresa Simples de Crédito. Também chamada de ESC, a iniciativa tem como objetivo tonar mais em conta o crédito para microempreendedores individuais (MEIs) e micro e pequenas empresas por meio de operações como empréstimos e financiamentos. 

A diferença da ESC para outras financeiras está na possibilidade de pessoas físicas montarem empresas e, por meio delas, realizarem operações diretas de crédito para esse público de empreendedores. “Aquela pessoa que tem um dinheiro guardado, ou um imóvel, que pretende obter uma rentabilidade um pouco melhor, pode montar uma empresa. A partir daí, pode fazer operações de crédito e emprestar dinheiro para MEIs, micro e pequenas empresas”, exemplifica Adalberto Luiz, consultor para áreas de Inovações Financeiras do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).  

Assim que a lei que regula a ESC (LC 167/2019) foi sancionada, mais de 200 empresas foram formalizadas em apenas três meses. Em 2020, o número subiu para 790, até 16 de outubro – um crescimento quatro vezes maior em relação a abril de 2019. São Paulo, Paraná e Minas Gerais lideram no número de ESC abertas até agora, segundo dados disponíveis no site da Redesin, compilados pelo Sebrae nacional. No ano passado, essas empresas realizaram, em três meses, 84 operações equivalentes a R$ 1,5 milhão, o que dá, em média, R$ 17,9 mil cada uma. Eu estou achando esses valores bem baixos.

“Mas existem algumas regras que precisam ser observadas”, alerta Adalberto. “A ESC só pode emprestar o dinheiro dos sócios. Se um sócio tem R$ 200 mil e o outro tem outros R$ 200 mil, eles podem montar uma empresa com a soma dos dois. Então, a empresa só pode emprestar até o limite de R$ 400 mil”, orienta. 

Outro ponto fundamental, na opinião do consultor do Sebrae, é que as Empresas Simples de Crédito não podem emprestar para pessoas físicas, somente para MEIs, micro e pequenos negócios. É importante observar também, segundo ele, que essas empresas têm um limite territorial de operação. “Se você monta uma empresa no município sede, que é onde você vive, você só pode emprestar para as cidades que fazem divisa com seu município”, reforça Adalberto Luiz. 

“A gente sabe das dificuldades que os pequenos negócios têm na obtenção de crédito, então, o primeiro objetivo é facilitar o acesso a ele. O outro é promover o desenvolvimento do município. Como a ESC opera em uma região mais restrita, há um ciclo de desenvolvimento municipal muito interessante”, defende o consultor. 

Na opinião do economista do Ibmec Brasília Frederico Gomes, “A ideia de a empresa atuar dentro de uma localidade, dentro de uma cidade onde você já conhece as pessoas, os empresários, as empresas, faz com que seja mais fácil fazer a avaliação e precificar melhor a operação de crédito.” 

Para o especialista, a desburocratização que a iniciativa propõe pode ser uma saída para esse público. “Os bancos colocam uma série de obstáculos para emprestar para empresas desse porte. A criação da Empresa Simples de Crédito é uma tentativa de fazer com que esse crédito se torne mais disponível para empresas menores”, pontua Gomes. 

O economista e presidente do Conselho Regional de Economia do Distrito Federal (Corecon-DF), César Bergo, classifica a ideia como interessante. “Muita gente tem dinheiro em casa e está acostumada a aplicar em banco. Aquele que tem dinheiro disponível e gostaria de aplicar dentro de uma rentabilidade maior, opta por essa empresa de empréstimo.” 

O fato de ser um crédito direto, ou seja, entra quem tem dinheiro e quem precisa, pode tornar mais atrativo esse mercado. “As ESC têm tudo para ser um sucesso e acredito que vai crescer bastante”, aponta.

Foi o que aconteceu com Rafael Clementino, dono de uma das primeiras ESC abertas no Brasil. O empresário de Manaus (AM) conta que abriu a empresa porque o setor de crédito para esse público parecia promissor. “Sabemos na pele as dificuldades. Já tive outras empresas, sei como é difícil administrar um negócio e conseguir crédito no Brasil. As empresas e os bancos são muito criteriosos na concessão para os pequenos”, observa. 

O perfil dos clientes de Rafael são empresas mais “famílias”, como mercadinhos, empresas de animação infantil e doceiras. “São pessoas pequenas que precisam desse crédito e não conseguem isso no mercado.” 

Ele relata que teve um aumento nos pedidos durante a pandemia. “Foi um período bem nebuloso. Tive muito receio de conceder crédito, por conta da incerteza do futuro. Mas agora percebo que o mercado está melhor e dando mais segurança para isso.”

Cadastro Positivo

Criado em 2011, o Cadastro Positivo é uma espécie de banco de dados com informações de operações de crédito e obrigações de pagamento quitadas ou em andamento, de pessoa física ou jurídica, na obtenção de financiamento, empréstimos, redução dos juros e melhoria dos prazos para a realização de compras. A abertura do Cadastro Positivo disponibiliza o histórico de pagamentos, que fica disponível para empresas credenciadas junto ao SPC Brasil. 

O mecanismo vai estabelecer pontuações para quem mantiver as contas em dia, o que pode facilitar a concessão de financiamentos e, consequentemente, reduzir juros. Com isso, bons pagadores podem pleitear taxas mais baixas, por exemplo. A intenção é que isso atinja positivamente micro e pequenas empresas, que representam 99% dos negócios do país. 

“Hoje, temos mais de 63 milhões de brasileiros negativados. É umas piores notícias que a gente pode ter. Estar negativado é estar cerceado a qualquer atividade. Você não abre uma empresa, não tem assistência ao crédito”, lamenta o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

A entidade calcula que a iniciativa de incorporar cidadãos e empresas no Cadastro Positivo poderá reduzir a inadimplência em até 45%. A estimativa das entidades que compõem a Frente do Cadastro Positivo indica que, a médio prazo, os efeitos do cadastro poderão injetar até R$ 1,1 trilhão na economia, promover um aumento de R$ 790 bilhões na geração de negócios e incluir 22 milhões de pessoas no mercado de crédito, mesmo quem não tem comprovação de renda. 

Para que a economia volte a entrar nos eixos, ainda mais após a pandemia, Carlos Melles sugere que o governo conceda uma espécie de anistia aos Micro Empreendedores Individuais. “Uma das coisas mais importantes que o Brasil pode dar hoje aos seus cidadãos é uma espécie de ‘alforria’, uma anistia para aqueles que erraram ou que não tiveram sucesso, que a pandemia quebrou, espero que dê a eles uma chance de retomada”, projeta. 

Para Frederico Gomes, economista do Ibmec Brasília, o programa pode reduzir taxas e facilitar para esse público de pequenos. “É uma medida muito importante no sentido de reduzir o chamado spread bancário, que nada mais é do que a diferença entre as taxas que os bancos cobram para emprestar e a taxa que eles pagam para captar recursos. No Brasil, esse spread é um dos mais altos do mundo e o Cadastro Positivo é uma das medidas que deve ajudar a reduzir isso”, explica. 

Ainda de acordo com o Sebrae, sobre como as pequenas empresas se financiam, a taxa de juros muito alta foi citada como o principal obstáculo para obtenção de crédito por quase metade (44%) dos entrevistados, chegando a 50% entre os MEIs. 

Apoio a gestores

Lançado recentemente pela entidade e parceiros, o documento “Seja um candidato empreendedor – 10 dicas do Sebrae” traz informações que podem auxiliar candidatos (as) a prefeito (a) e vereador nessas eleições municipais (a) a valorizarem os pequenos negócios e movimentar a economia local. Entre elas, a de incluir o desenvolvimento econômico na agenda de prioridades da gestão do município; construir parceria com o setor produtivo; investir em programa de desenvolvimento a partir das vocações e oportunidades do município e região e estimular e facilitar a formalização de empreendimentos e de MEIs.  

O guia é uma iniciativa do Sebrae com apoio da Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa, da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), do Instituto Rui Barbosa, com a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público, e da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil. 

Fonte: Brasil 61

Sehal reivindica redução das taxas para bares e restaurantes

Protocolo com o pedido foi assinado no gabinete do prefeito dia 26 de outubro (segunda-feira). Foto de capa: Beto Moreira, presidente licenciado do Sehal, Prefeito Paulo Serra, Wilson Bianchi, presidente em exercício do Sehal, Vereador Scarpino.

Mais uma vez, o Sehal (Sindicato das Empresas de Hospedagem e Alimentação do Grande ABC) encampa luta em defesa dos estabelecimentos do setor. Tendo em vista a dificuldade dos bares e restaurantes em função da pandemia pelo novo coronavírus, o sindicato patronal reivindica, junto a Prefeitura de Santo André, a isenção das taxas de funcionamento durante seis meses na cidade.

A proposta do Sehal tem o apoio do vereador André Scarpino. O pedido foi protocolado dia 26 de outubro (segunda-feira) no gabinete do prefeito Paulo Serra com a presença do presidente em exercício do Sehal, Wilson Bianchi. O presidente licenciado, Beto Moreira, que também é empresário do setor de hospedagem, participou do encontro.

De acordo com o documento entregue ao prefeito, o Sehal pede a isenção por seis meses dos alvarás de funcionamento, de publicidade e vigilância sanitária.

“Os empresários do setor de hospedagem e alimentação sentiram bruscamente os efeitos da crise e estão lutando para sobreviver, para manter os estabelecimentos em funcionamento. Precisam dessa ajuda e esperamos, mais uma vez, contar com a sensibilização do prefeito Paulo Serra, já que o longo período de paralisação tornou muito difícil a retomada das atividades, que está sendo lenta e difícil”, explicou Wilson Bianchi.

Outro pedido – O presidente da entidade colocou também à disposição do prefeito, as amplas instalações da sede do Sehal para realizar no local o treinamento em segurança alimentar dentro das normas da vigilância. O curso é obrigatório aos empresários que estiverem abrindo estabelecimentos ou renovando seus alvarás de funcionamento. Trata-se de uma programação importante para os empresários atuarem com segurança e informação de acordo com as regras da Vigilância Sanitária. “Quem trabalha nesse ramo deve estar atualizado e ser informado a respeito de todo processo. Temos essa expertise no Sehal e, assim, podemos ajudar o empresário a evitar algum tipo de ocorrência com o seu estabelecimento. Não pretendemos onerar os cofres públicos, tampouco aos empresários, que já não suportam mais tantos ônus”, afirma Bianchi.

Sobre o Sehal

Fundado em 12 de julho de 1943, o sindicato é uma entidade sem fins lucrativos e tem como objetivo apoiar os empresários reciclando conhecimento em várias áreas. Representa cerca de nove mil estabelecimentos na Região do Grande ABC Paulista. Fornece apoio com profissionais renomados nas áreas jurídicas, sanitária, organizacional, parceria com escolas e faculdades, além de lutar pela simplificação da burocracia nos âmbitos municipal, estadual e federal com redução dos impostos e ainda contribuir para a qualificação dos empresários e trabalhadores.

Oferece ainda cursos gratuitos ou com condições especiais para associados e ministrados por professores altamente qualificados, em salas de aula equipadas com data show, cozinha completa com utensílios e insumos para as aulas práticas. É também considerado um dos sindicatos patronais mais atuantes do Brasil em razão das diversas conquistas e expansão no número de associados.

Parte IV: Dicas para ter uma casa mais sustentável

  1. Plante árvore na calçada ou no quintal.  Ela absorve gás carbônico; abriga pássaros, insetos e pequenos mamíferos, entre outros animais; é um ser vivo que necessita de cuidados, então é bom para saúde mental; oferta sombra e umidade/gás oxigênio para respirarmos melhor.
  2. Reuse potes de vidros de conservas e demais produtos, para guardar mantimentos, além de fazer artesanatos, como vasos, porta-velas, porta escova de dente, entre tantas opções. A internet traz inúmeras opções simples de fazer.
  3. Instalar toldos, para evitar o superaquecimento da casa especialmente nos dias de calor; desta forma, evita-se o uso de ventiladores ou ar-condicionado, economizando energia e diminuindo a conta.
  4. Os painéis de energia solar estão se tornando cada vez mais acessíveis e já são uma alternativa a ser considerada para reduzir o consumo de energia elétrica.
  5. Responsável por um dos maiores desperdícios de água, a descarga pode se tornar mais econômica se tiver uma caixa acoplada. Se houver o dispositivo para líquido e sólido, então, economizará mais.

Consórcio ABC promove debate sobre reforma tributária

Encontro virtual terá apresentação da proposta Simplifica Já para auditores fiscais do Grande ABC e demais regiões do Estado de São Paulo 

O Consórcio Intermunicipal Grande ABC promove, em parceria com a Associação Nacional dos Auditores-Fiscais de Tributos dos Município (Anafisco), um encontro virtual para debater a proposta Simplifica Já, que está entre as iniciativas a serem discutidas e votadas para a reforma tributária. O evento será será realizado em 5 de novembro (quinta-feira), a partir das 9h30.

O evento tem o apoio da Associação das Secretarias Municipais de Finanças do Estado de São Paulo (Assefin-SP) e da Associação Brasileira das Secretarias de Finanças das Capitais (Abrasf). O objetivo da iniciativa é apresentar a proposta para secretários municipais, diretores e chefes de departamentos de Fazenda e Finanças dos municípios paulistas.

O tema será debatido pelo consultor técnico da Anafisco, Alberto Macedo; pelo secretário da Fazenda de São Caetano do Sul, Jefferson Cirne; pelo secretário de Finanças de São Bernardo do Campo; José Luiz Gavinelli; e pelo vice-presidente da Assefin-SP e secretário de Finanças de Santos, Maurício Franco. O encontro terá a mediação do diretor Administrativo e Financeiro do Consórcio ABC, Carlos Eduardo Alves da Silva, o Cadu.

A sala da videoconferência será aberta às 9h15. Será fornecido certificado de participação para os participantes que preencherem o formulário. Clique aqui para se inscrever.

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Não possuímos nenhuma vinculação política ou partidária. Da mesma forma, sem ligações com outras mídias já existentes na região. Nossa fundação se deu em 07 de Setembro de 2020. Desde então, cada dia estamos crescendo e chegando em mais dispositivos e usuários. Por isso, nossa maior satisfação é entregar material de qualidade para nossos leitores. Portanto, cada nova visita e comentário, nos dão mais fôlego para seguirmos firmes e fortes neste projeto.

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30% dos estabelecimentos não vão abrir as portas

Faturamento do setor de bares e restaurantes caiu quase a metade o que fez com que parte dos empresários fechassem os estabelecimentos definitivamente

Após sete meses de quarentena em razão da pandemia do novo coronavírus, os setores econômicos de todo mundo precisaram se reinventar. Mesmo com todas as soluções encontradas para os estabelecimentos alimentícios, a Associação Nacional de Restaurantes (ANR) calcula que dois milhões de trabalhadores formais, em todo Brasil, foram demitidos para equilibrar as contas negativas.

Mesmo após a reabertura gradual dos serviços, de acordo com o diretor da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), José Eduardo Camargo, o faturamento do setor caiu quase a metade, o que fez com que parte dos empresários fechassem os estabelecimentos definitivamente.

“O que as nossas pesquisas tem apontado é de que houve uma recuperação em setembro, de faturamento, principalmente por conta da permissão de abertura em algumas cidades e da extensão do horário. No entanto o faturamento está bem abaixo do mesmo período do ano passado. Isso para aqueles que reabriram, porque a gente estima que 30% dos estabelecimentos não vão abrir as portas”, avalia. 

As pesquisas ainda mostram que no momento, os empresários estão temerosos em contratar pessoal. Situação que a Associação espera mudar com a chegada de fim de ano. Segundo Fernando Blower, diretor executivo da Associação Nacional de Restaurantes (ANR), a recuperação total do setor está longe. De acordo com ele, os níveis de 2019 só voltarão aser uma realidade em 2022.

“A recuperação dos estabelecimentos alimentícios dependente, sobretudo, de se ter uma vacina ou não. Caso não tenha ou demore, essa retomada será lenta. Nossas previsões, acompanhando o cenário econômico no Brasil como um todo é de que só em 2022 retomemos os níveis pré-pandemia”, alertou. 

Ainda de acordo com os levantamentos das associações, odesempenho dos restaurantes varia de acordo com o tipo de serviço, a localização e o público-alvo. Restaurantes voltados para classes A e B enfrentam mais dificuldades, apresentando quedas de 65% a 70% em vendas em comparação com o período pré-pandemia. Já restaurantes voltados para classes C e D se recuperam mais rapidamente, com queda de 20%.

Fonte: Brasil 61

Benefícios não serão suspensos por falta de reabilitação profissional

Os beneficiários do INSS que ficarem impossibilitados de participar do Programa de Reabilitação Profissional não terão seus pagamentos suspensos nos meses de novembro e dezembro

Os beneficiários do INSS que ficarem impossibilitados de participar do Programa de Reabilitação Profissional não terão seus pagamentos suspensos nos meses de novembro e dezembro. A decisão publicada em portaria no Diário Oficial da União visa as medidas de enfrentamento da pandemia da Covid-19.

A reabilitação profissional é obrigatória e visa proporcionar meios indicados para reingresso no mercado de trabalho ao beneficiário incapacitado, parcial ou totalmente, para trabalhar.

Fonte: Brasil 61

Mobilização pelo Emprego e Produtividade promete facilitar

Iniciativa do Ministério da Economia, com apoio do Sebrae, reúne planos macro e ações já em vigor para retomada da economia no atual cenário de pandemia

Com a pandemia, não foi só a saúde que enfrentou dificuldades. Até final de julho deste ano, mais de 13 milhões de brasileiros ficaram desempregados em meio à crise global, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em contrapartida, micro e pequenas empresas continuam empregando. Uma pesquisa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) mostra que esse segmento é responsável por 55% dos empregos formais no Brasil. 

Aliado a esse cenário positivo para micro e pequenos empreendedores, o programa Mobilização pelo Emprego e Produtividade vem, desde o início do ano, disseminando iniciativas e programas para a remoção de obstáculos à produtividade e à competitividade. A ideia, segundo o Ministério da Economia, é engajar atores locais para implementação de melhores práticas no setor. 

“É uma mobilização essencial para recuperarmos o nosso país, a nossa capacidade de criar emprego e renda para os brasileiros. O principal objetivo é retirar as dificuldades para se fazer negócios hoje no Brasil e apoiar casos em que faça sentido o governo ter uma participação significativa, como qualificação, apoio a startups, mercado de crédito e assim por diante”, define o secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa. 

O programa reúne planos macro e ações que já estão em andamento para a retomada econômica. A meta é que uma espécie de caravana passe por todas as unidades federativas com o apoio de governos estaduais e do Sebrae para explicar como cada estado pode superar a crise. A tentativa do governo federal é no sentido de mobilizar governos locais e representantes do setor produtivo para sugerir e aprovar políticas públicas e, dessa forma, simplificar a vida de quem produz, além de gerar emprego e renda.  

O diretor de Administração e Finanças do Sebrae, Eduardo Diogo, defende que fazer muito nem sempre significa que se está fazendo o suficiente. Para ele, é preciso avançar cada vez mais nas políticas públicas voltadas para micro e pequenas empresas, como é o caso dessa mobilização. 

Micro e pequenas geraram 13 milhões de empregos

Micro e pequenos negócios e microempreendedores individuais representam, hoje, 30% da riqueza do País; Lei Geral pode abrir ainda mais o mercado para esse setor

No ano passado, os micro e pequenos negócios foram responsáveis pela geração de mais de 730 mil empregos formais no Brasil, 22% a mais do que no ano anterior. O bom resultado foi na contramão de empresas de maior porte, que no mesmo período fecharam cerca de 88 mil postos de trabalho. Entre 2007 e 2019, as pequenas empresas brasileiras criaram quase 13 milhões de empregos com carteira assinada. 

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), compilados pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), apontam para um cenário cada vez mais positivo para esse setor no Brasil: o de gerador de emprego e renda e de esperança na retomada econômica em meio à pandemia do novo coronavírus. 

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país. É a padaria, a loja de roupa, todos os segmentos da sociedade. O Brasil vem aperfeiçoando esse ambiente de melhoria de convivência com esse setor”, garante o presidente do Sebrae, Carlos Melles. 

Por ser um setor que gera, hoje, 30% da riqueza do Brasil e 55% de empregos formais, Melles acredita que é preciso condições cada vez mais viáveis para que essas empresas sobrevivam em meio ao ambiente de negócios competitivo no País. 

“Na década de 1990, tínhamos só o Simples Nacional, que era a união de impostos federais. Depois veio a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, aproveitando o regime tributário especial que foi dado a esse público. Essa lei geral, que é uma das mais bem elaboradas do mundo, talvez, é muito complementar. Vai de quem faz a roupa, quem corta a roupa, quem prega o botão, quem embala, quem distribui, essa é uma cadeia que não tem nenhum imposto, você paga só no final. Ou seja, há um cooperativismo intrínseco”, pontua Melles. 

Parte III: Dicas para ter uma casa mais sustentável

  1. Prefira consumir produtos locais e da estação. Eles não precisam ser transportados de longa distância e, por isso, a emissão de carbono e de poluição é mínima. É mais saudável e você apoia a economia solidária, pequenos produtores. Esta situação serve para qualquer produto que queira adquirir: artesanato, papelaria, mercado, etc.
  2. Leve uma ecobag ao fazer compras, de preferência de pano resistente ou carrinhos. Use menos sacolas e sacos plásticos.
  3. O óleo da fritura, que você prepara seus alimente deve ser armazenado em garrafas PET para fazer sabão em pedra caseiro ou ser entregue em instituições que fazem este sabão. Nunca jogue ralo abaixo: as baratas adoram, fora que entope o encanamento.
  4. Usar papel sulfite comum e não reciclado. Pois é! Para reciclar o papel na indústria usa-se muitos compostos químicos e água para deixar o mesmo liso e com cor adequada. Mas reciclar em casa é válido, pois não usamos estes produtos! Coloque sementinhas, ervas, fica lindo!
  5. Use a escada em prédios, esqueçam elevador de vez em quando, ou se for em andares próximos. Poupa energia, faz exercício físico e convive mais com as pessoas.

Como eleitos podem ajudar no desenvolvimento do município

Com a proximidade das eleições municipais, candidatos ainda podem incluir propostas que favoreçam geração de emprego e renda, incentivando micro e pequenos negócios

Na campanha eleitoral, a criatividade pode contar muitos pontos. Com o pleito municipal se aproximando, muitos nomes chamam a atenção. Alguns despertam curiosidade porque focam em pautas que podem instigar o eleitorado, como Luiz Empreendedor e Luzia do Empreendedorismo. Nomes assim, que levam a bandeira do empreendedorismo, são registrados em apenas seis cidades espalhadas por cinco estados brasileiros. Mas afinal: por que é importante incluir um tema como esse na campanha para as Eleições 2020?

O presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Carlos Melles, explica. “O Sebrae quer estimular a população no debate do empreendedorismo na campanha política, a escolher bem o candidato empreendedor, aquele que pode ajudar mais a micro e pequenas empresas no futuro”, sugere. 

Melles aposta na sabedoria do eleitor para escolher gestores preocupados em investir no município e em gerar emprego e renda por meio de negócios locais. Segundo dados do Sebrae, 55% dos empregos formais, com carteira assinada, são vêm de micro e pequenas empresas. Dessa forma, segundo o presidente, prefeitos (as) e vereadores (as) eleitos (as) a partir de novembro terão um papel importante na retomada da economia. 

“A micro e a pequena empresa, hoje, são uma rede de sustentação municipal. Essa rede, que é formada por sindicatos, associações comerciais, agremiações, consórcios, tem a missão de despertar no candidato à prefeitura a importância do ‘empreender’. Mas esse tecido tem também a responsabilidade maior de conscientizar cidadãos sobre o poder do voto de cada um na hora de escolher um candidato. O compromisso com a geração de emprego e renda, com a educação empreendedora, com crédito para capital de giro dos empreendedores da cidade pode significar aumento na produtividade das empresas e o início de círculo econômico virtuoso”, afirma Melles. 

E como ser um prefeito (a) empreendedor (a)? O Sebrae, em parceria com entidades e associações, lançou recentemente o documento “Seja um candidato empreendedor – 10 dicas do Sebrae”.  A ideia é que os eleitos e eleitas incluam o desenvolvimento econômico na agenda de prioridades da gestão do município, além de construir parcerias com o setor produtivo; investir em programa de desenvolvimento a partir das vocações e oportunidades do município e região, e estimular e facilitar a formalização de empreendimentos e de MEIs.  

“O Sebrae tem programas estruturantes, como o Cidade Empreendedora, e de reconhecimento e valorização, como o Prefeito Empreendedor. Nas eleições, nós ousamos um pouquinho em não procurar prefeitos e vereadores depois de eleitos, mas procurar os candidatos para eles discutirem na campanha o empreendedorismo. Queremos provocar as micro e pequenas empresas, o cidadão para que ele perceba que a escolha dele é importante”, justifica Melles. “Buscar o candidato que esteja mais comprometido com o desenvolvimento do município, com a geração de emprego e renda e com a prosperidade”, completa.  

O Prefeito Empreendedor é uma iniciativa que reconhece o trabalho de prefeitos (as) e administradores (as) regionais que implantaram projetos com resultados comprovados com foco no desenvolvimento dos pequenos negócios do município. Criado na década de 2000, o prêmio já acumula dez mil práticas inovadoras cadastradas. 

“Com a credibilidade da política abalada hoje, as pessoas querem coisas concretas. O que o Sebrae propõe, com o guia, são ações concretas, que já temos aplicadas”, reforça o gerente da unidade de Desenvolvimento Territorial do Sebrae, Paulo Miotta, 

Segundo ele, as dicas apresentadas são eixos de atuação de um programa chamado Cidade Empreendedora. “Essas ações são soluções e produtos que estão ali embaixo desses eixos. 

“Se a vocação da cidade é turismo, vamos focar na dica 8, sobre rotas de turismo. Se a cidade é voltada para a agricultura familiar, então vamos focar em cooperativas no eixo 9, para ela vender como cooperativa para a merenda escolar. É o Sebrae na ponta, com seus consultores e equipe técnica, com condições de fazer, e o Sebrae nacional se organizando para ajudar a fazer isso, a identificar as vocações”, explica o gerente. 

O objetivo da Cidade Empreendedora, segundo o Sebrae, é a transformação local pela implantação da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa e de políticas estruturantes de desenvolvimento, engajando a gestão pública e lideranças locais na melhoria do ambiente de negócios, além de contribuir para o desenvolvimento econômico local, gerando ocupação e renda.

Emprego e renda

Na opinião do secretário-executivo da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), Gilberto Perre, ser um prefeito empreendedor é pensar no desenvolvimento do município em curto, médio e longo prazo. 

“O que se espera é que um prefeito empreendedor é que ele adote políticas públicas que favoreçam as atividades das micro e pequenas empresas, como facilitar e orientar as contas públicas para essas empresas, oferecer crédito e licenciamento ágil e desburocratizado, obrigações acessórias tributárias simples, enfim. Essa é uma série de medidas que os prefeitos e prefeitas podem adotar no sentido de favorecer os empreendimentos nas suas cidades”, observa Perre. 

Para o secretário-executivo, incentivar as pequenas empresas é fundamental. “Isso significa incentivar o desenvolvimento econômico e a geração de emprego e renda.” 

O presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Glademir Aroldi, acredita que os novos gestores municipais terão uma oportunidade de mudar o atual cenário. 

“Todos nós sabemos do momento que estamos enfrentando, com impactos severos na saúde, na educação, na assistência social e impacto negativo também na economia brasileira. Mais oportuno impossível a gente colocar o guia à disposição dos candidatos. Os pequenos negócios representam a força da economia no Brasil, pois são responsáveis pela geração de empregos e de renda, que é o que precisamos hoje”, avalia Aroldi. 

O presidente do Sebrae, Carlos Melles, lembra ainda que uma forma de incentivar os pequenos negócios é por meio da Sala do Empreendedor – já são mais de mil espalhadas pelo Brasil. 

“Quase sempre essa sala é oferecida como espaço pelo prefeito. Então, a figura do prefeito no desenvolvimento municipal é muito forte. A liderança do prefeito é muito forte e a liderança dos vereadores complementa isso”, diz. Ele finaliza: “O Sebrae está provocando, no bom sentido, em dizer ‘olha, discutam antes quem é o candidato empreendedor que vai ter o compromisso com a geração de emprego, com a prosperidade do município. Esse é um papel que o Sebrae vem fazendo que é muito bonito, já faz ao longo dos anos, só que agora aprimorado e antecipando a pré-campanha.”

Apoio ao gestor empreendedor 

Incentivar a geração de emprego e renda e qualificar quem mais precisa são algumas das dicas que podem ser inseridas nas propostas de governo dos (as) futuros (as) prefeitos (as) e vereadores (as) que serão escolhidos em novembro deste ano, nas eleições municipais. A ideia do Sebrae, em parceria com várias entidades, é inserir a pauta do empreendedorismo nas campanhas. 

O documento “Seja um candidato empreendedor – 10 dicas do Sebrae”, lançado no final de setembro, é uma iniciativa do Sebrae com apoio da Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa, da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), do Instituto Rui Barbosa, com a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público, e da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil. 

Fonte: Brasil 61

Mudança na CLT propõe mesma regra do presencial e home office

De acordo com as regras atuais, a jornada de oito horas e o descanso mínimo de 11 horas entre duas jornadas não se aplicam ao trabalho remoto

Um Projeto de Lei apresentado na Câmara dos Deputados prevê que a jornada de trabalho no regime de home office atenda às mesmas normas do trabalho presencial, preconizadas pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). De acordo com as regras atuais, a jornada de oito horas e o descanso mínimo de 11 horas entre duas jornadas não se aplicam ao trabalho remoto. 

O PL 4831/20, que tem autoria do deputado João Daniel (PT/SE), também acrescenta novos dispositivos à legislação atual, como permitir as atividades durante o intervalo entre jornadas. Mas para isso será necessário um acordo entre o empregador e o empregado. As atividades seriam computadas como tempo de serviço, com garantia de hora-extra. 

Em outro ponto que alteraria o artigo 75-C da CLT, o texto propõe que a comunicação entre o trabalhador e o empregador por meio de quaisquer plataformas, programas, aplicativos ou redes sociais para tratar de trabalho e em horário fora da jornada, deverá, também, ser computada como tempo de serviço, com garantia de hora-extra. 

O deputado justificou a apresentação do projeto apontando “ampliação não apenas da intensidade de trabalho”, como “aumento da jornada informal”. Além disso, o parlamentar diz que “instrumentos particulares, como redes sociais e aplicativos de uso exclusivo pessoal viraram extensão do trabalho, sem respeito à privacidade, jornada ou garantias trabalhistas.”

Para o advogado trabalhista Fábio Ferraz dos Passos, o projeto traz algumas falhas. “Ele me parece um pouco inócuo e tem pouca serventia. A aplicação da limitação da jornada de trabalho conforme a presencial já é prevista na Constituição, que limita a jornada em oito horas de trabalho e que tudo o que passar esse limite deve ser compensado devidamente”, critica. 

Arte: Brasil 61

Custos

O projeto de lei também estabelece que os empregadores passam a ser responsáveis pela aquisição, manutenção ou fornecimento dos equipamentos tecnológicos e da infraestrutura necessária e adequada à prestação do trabalho remoto e pelo reembolso de despesas com as quais o funcionário arcou para trabalhar. De acordo com a CLT, a responsabilidade sobre os custos da infraestrutura necessária para o teletrabalho deve estar prevista em contrato de trabalho. 

Passos também acredita que a proposta poderia ser mais abrangente e que deixa de especificar pontos importantes, como a fiscalização. “Quem é que vai fiscalizar o ambiente de trabalho? O ambiente em que o teletrabalho é realizado é adequado, a cadeira é ergonômica, a mesa é interessante, a conexão é boa ou trabalha em péssimas condições? Tudo isso não foi abordado, infelizmente”, avalia.   

Luís Otávio Camargo Pinto, presidente da Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades, avalia que os custos com despesas por causa do teletrabalho para os funcionários são compensados, em parte, pela economia com o deslocamento casa-trabalho que era feito. No entanto, ele entende que as empresas devem buscar acordos para equilibrar essa relação.  

“Se o colaborador, tinha uma despesa isso passou a crescer com o home office, o bom senso pede que as empresas estabeleçam junto com seus funcionários, custeando parte desse acréscimo, seja na utilização do telefone, da banda larga ou conta de luz”, exemplifica. 

Benefícios

Para Camargo Pinto, este tipo de regime de trabalho veio para ficar definitivamente. A expectativa dele é de que o número de trabalhadores em home office no país salte para cerca de 20 milhões nos próximos anos. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), até a primeira semana de setembro, esse número era de 8,3 milhões. 

Ele acredita que além da economia do governo e das empresas privadas com a adoção do teletrabalho, há muitas outras vantagens para todos os envolvidos. “O teletrabalho é uma forma de atrair e reter talentos. Pesquisas também estão demonstrando a melhoria da produtividade. Outro benefício é a qualidade de vida, porque profissionais que antes demandavam até três horas [para se deslocar ao trabalho], esse benefício veio para ficar. E mais um benefício, para o meio ambiente, com menos carros nas ruas e menos emissão de CO2”, elenca. 

Uma pesquisa do DataSenado apontou que 41% dos entrevistados que trabalham em casa relataram maior produtividade do que no modelo laboral tradicional, de ida a um escritório, por exemplo. Outros 38% alegaram que o desempenho não se alterou, ante 19% que sentiram queda no rendimento. 

Economia

Um dos grandes pontos apontados pelos defensores do teletrabalho é a economia que isso gera aos cofres públicos e ao caixa das empresas. O Governo Federal, por exemplo, divulgou que, entre abril e setembro, economizou cerca de R$ 1 bilhão graças ao home office. A redução de custos mais significativa ocorreu com diárias, passagens e despesas com locomoção, cerca de R$ 471 milhões. 

Outro Executivo que publicou um balanço da economia com o teletrabalho foi o governo de Goiás. Ao todo, o estado conseguiu economizar mais de R$ 83 milhões com despesas de custeio entre abril e agosto, na comparação com o mesmo período do ano passado. 

Fonte: Brasil 61

Comércio local é aposta para valorizar cultura e retomar economia

Dados do Sebrae mostram que micro e pequenos empreendedores são responsáveis por 55% dos empregos formais no Brasil; com a pandemia, esses negócios tiveram que se reinventar

Brasileiro tem mesmo fama de povo que não desiste e não deixa a peteca cair. Wellington Barbosa do Nascimento é o retrato dessa fé que tudo vai dar certo. Aos 61 anos, o morador de Campina Grande (PB) viu seu comércio de laticínios, que abriu há 36 anos, começar a ir mal das pernas. Com a pandemia, “seu” Wellington teve que se reinventar para que seus queijos, doces, castanhas e bolos continuassem lhe dando esperança. 

“O efeito da pandemia foi muito cruel. Sofri muito, fui pego de surpresa, mas fui saindo aos poucos”, lembra. Ele conta que as vendas começaram a cair, mas foi aí que surgiu a ideia de ir atrás dos clientes já cativos. “A cidade entrou em lockdown por vários dias e, nesse período, eu tive que me reinventar. Criei outro canal de venda, por meio do delivery, que permanece até hoje. Foi como eu pude sair dessa crise. Tinha uma lista com nome e telefone de muitos clientes, fui atrás deles, ligando.”

Mesmo no centro da cidade de Campina Grande, a lojinha do “seu” Wellington ainda guarda um ar de casa de vó. “O pessoal aqui é muito família, muito local. Então todos permaneceram comprando da mesma maneira no meu estabelecimento, prestigiando a cidade. Foi como sobrevivemos.” 

Ele relata que o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) local deu uma força nos negócios e o ajudou a se reinventar. “E estou me saindo muito bem, estou recuperando já o que perdi no período de lockdown”, comemora. 

Segundo dados do Sebrae, 99% do total de empresas no Brasil hoje são de micro e pequenos negócios. Para ser considerada uma microempresa, o faturamento não pode ultrapassar os R$ 360 mil anuais (exceto os MEIs, que têm limite de R$ 81 mil). Os pequenos ficam na faixa de R$ 360 mil a R$ 4,8 milhões ao ano. É um setor que vem crescendo e promete impulsionar a retomada econômica no País, especialmente após os fortes impactos da pandemia do novo coronavírus. 

Os micro e pequenos produtores são os que mais empregam brasileiros, segundo dados coletados pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) a partir do Anuário do Trabalho (2016). Quase 55% dos empregos formais, com carteira assinada, vêm dos comércios e serviços locais. “Eu tenho um motoboy que me ajuda no delivery”, destaca Wellington Barbosa do Nascimento. 

Para o presidente do Sebrae, Carlos Melles, é preciso valorizar cada vez mais quem vende no bairro.  “A micro e pequena empresa, no Brasil e no mundo inteiro, é a teia que sustenta qualquer país. É a padaria, a loja de roupa, todos os segmentos da sociedade. O Brasil vem aperfeiçoando esse ambiente de melhoria de convivência com a micro e pequena empresa”, garante Melles. 

Segundo ele, a entidade representa, hoje, cerca de sete milhões de micro e pequenas empresas e 11 milhões de microempreendedores individuais (MEIs). “Nesse setor, também se fatura aproximadamente 30% da riqueza do Brasil”, revela. 

O diferencial durante esse tempo de crise pelo qual o mundo inteiro passa, de acordo com Melles, foi aliar vários pontos a fim de reerguer os brasileiros. “Um dos diferenciais foi a gente fazer uma campanha maciça de ‘compre do pequeno’, ‘compre no seu bairro’, ‘compre de quem está próximo de você’”, diz. 

Uma das dicas que Melles também dá é sobre a fidelização do cliente, assim como fez Wellington, quando pegou a antiga lista e procurou os clientes para fazer entregas em casa. 

“Nesse aspecto, o ‘chacoalhão’ que a crise deu trouxe reflexões que vão melhorar muito a vida do pequeno e do microempresário. Primeiro, ser mais solidário, trazer mais atenção e zelo com o cliente. Os protocolos estão levando para esse lado, de fidelizar o cliente, zelar pelo cliente, tratar bem o cliente. Ter cuidado com os funcionários, com a vida deles, com a limpeza e higienização dos seus produtos. Ou seja, cuidar dos clientes para você ter uma fidelização que te dê uma resposta na saída da pandemia”, alerta o presidente do Sebrae.   

Foi o que fez o comerciante de Campina Grande. “Aproveitei os 36 anos de comércio para consolidar ainda mais a minha clientela. Foi quando vi que dava para sair dessa. Se estou há tanto tempo no mesmo ramo é porque tenho credibilidade. Foi minha salvação”, reforça Wellington. 

Tecnologia

No Distrito Federal, a empresária do ramo de moda feminina Janaína Patriolino diz que o que ajudou a manter os negócios em meio à pandemia, além da fidelização dos clientes, foi a tecnologia e os aplicativos de troca de mensagens. “A tecnologia foi primordial. Já tínhamos trabalhado com WhatsApp, mas nessa pandemia foi nosso carro-chefe. Sem isso, nós teríamos sucumbido. Fizemos muitas vendas por lá”, comemora. 

De acordo com Janaína, cerca de 70% das vendas da loja dela, localizada na região administrativa de Ceilândia, é feita pelo aplicativo. “Ainda não fazemos vendas on-line, então o cliente entra em contato e vamos até eles.” 

Ela sentiu que os clientes focaram mais nos negócios locais por medo de se deslocarem para lugares mais distantes. “Foi positivo para nós, para que a gente permaneça”, avalia Janaína. 

O gerente da unidade de Desenvolvimento Territorial do Sebrae, Paulo Miotta, explica como as prefeituras e governos locais podem incentivar os pequenos negócios. 

“Primeiro, organizar o plano de compras da prefeitura. Segundo, capacitar os pregoeiros, esclarecer sobre as leis, termos de referência, porque tem legislação para isso. Outra coisa é o pregão eletrônico como plataforma de compras”, elenca. “Agora uma coisa que precisa se prestar muita atenção é a capacitação dos pequenos, porque muitas vezes você prepara o ambiente da prefeitura e o pequeno não sabe o que fazer, porque tem burocracia”, alerta. 

Flávio Mikami, especialista em economia criativa e empreendedor, acredita que esse movimento de comprar dos pequenos produtores é importante para a economia brasileira, uma vez que 30% do Produto Interno Bruto (PIB) são representados pelas micro e pequenas empresas. 

“Comprar do pequeno produtor vem num momento muito apropriado, já que o governo não conseguiu ajudar todo o segmento. Então, mais do que nunca, a movimentação do consumo interno é fundamental para a sobrevivência dos negócios, manutenção dos empregos e o aquecimento do mercado.” 

Com esse cenário e com dicas para crescer cada vez mais, o paraibano Wellington Barbosa do Nascimento tem um recado: “Eu me acho um vencedor. Eu não cruzo os braços, sempre estou inventando uma coisa e outra para não deixar a peteca cair. Com fé em Deus que vai dar tudo certo.” 

Apoio ao gestor empreendedor 

Comprar nos municípios e valorizar a cultura local é uma das dicas que podem ser inseridas nas propostas de governo dos (as) futuros (as) prefeitos (as) e vereadores (as) que serão escolhidos em novembro deste ano, nas eleições municipais. A ideia do Sebrae, em parceria com várias entidades, é inserir a pauta do empreendedorismo nas campanhas. 

O que se espera é que os novos gestores (as) incluam o desenvolvimento econômico na agenda de prioridades da gestão do município; construam fortes parcerias com o setor produtivo; invistam em programa de desenvolvimento a partir das vocações e oportunidades do município e região e estimulem e facilitem a formalização de empreendimentos e de MEIs.  

Essas e outras dicas estão no documento “Seja um candidato empreendedor – 10 dicas do Sebrae”, lançado no final de setembro. Na dica número cinco, que incentiva as compras locais, a entidade sugere que os novos (as) gestores (as)  deem preferência aos pequenos negócios locais e regionais nas compras do município; adquiram produtos da agricultura familiar para a merenda escolar, contratem microempreendedores individuais para realizar pequenos reparos e serviços diversos em prédios e espaços públicos; promovam campanhas de valorização de compras no comércio local e apoiem a organização de feiras livres de produtos locais e da agricultura familiar. 

O guia é uma iniciativa do Sebrae com apoio da Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa, da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), do Instituto Rui Barbosa, com a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público, e da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil. 

Fonte: Brasil 61

SPPI e BID oferecem curso gratuito

A Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos (SPPI), em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e com apoio da CAIXA e do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), está oferecendo o curso “PPP para o Desenvolvimento 2.0: Implementando Soluções no Brasil, América Latina e Caribe”.

O objetivo é capacitar servidores e colaboradores do governo federal, estados, municípios, consórcios intermunicipais, CAIXA e BNDES que atuam diretamente na preparação, apoio, estruturação e acompanhamento de Parcerias Público-Privadas (PPP).

O curso se realizará em formato MOOC (Massive Open Online Course) na plataforma de educação à distância do BID (IDBx). Disponível em português, terá início em 3 de novembro de 2020 e duração de seis semanas.

Infraestrutura, saúde, educação

No curso, serão compartilhadas experiências de instituições internacionais com a finalidade de ajudar a reduzir lacunas de conhecimento na utilização efetiva das PPPs, oferecendo ideias, soluções e lições aprendidas para lidar com os desafios ou restrições às capacidades técnicas e administrativas do setor público da região.

As lições se aplicam a diferentes setores como infraestrutura, saúde, educação, banda larga e setor fiscal, levando em conta contextos nacionais de vários países da região, incluindo Brasil, Peru, México e Colômbia.

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas até 30 de outubro deste ano por meio do formulário.

O curso será considerado pré-requisito para capacitação que será disponibilizada pelo BID, em parceria com a SPPI/ME, a ser realizada no primeiro semestre de 2021, que abordará a adoção de PPPs a partir da realidade institucional brasileira.

Dúvidas podem ser encaminhadas pelo email institucional: capacitacaoppi@economia.gov.br.

Dicas para ter uma casa mais sustentável (Parte II)

Não use a mangueira de água para ‘varrer’ o quintal e a calçada. Varra com vassoura antes e use menos água: se usar balde, vai consumir uma quantidade menor. Atenção:  lavar se a varrição não ser conta, apenas.

A água de torneira tem qualidade garantida por lei; caso não queira, instale um filtro acoplado, ferva a água ou use filtro de barro (sendo o brasileiro considerado o melhor do mundo!). Água engarrafada só gera mais resíduos e o transporte por caminhões/carros, gasta combustível gerando gases poluentes.

Consuma de forma consciente: produzimos muitos resíduos. Analise friamente se você realmente precisa comprar tal coisa. Consuma menos alimentos industrializados e evite embalagens plásticas e de papel. Alimentos de feira, você pode embalar em sacos de tecido permanentes.

Cultive uma pequena horta em vasos, baldes, canos, caixotes, em garrafas PET, no chão, na parede ou mesmo num cantinho do quintal. É uma distração deliciosa: você colher ervas, condimentos, verduras, legumes e frutas frescas diretamente da terra para sua refeição.

Faça compostagem usando restos de alimentos nas suas plantas e horta: casca de ovo, borra de café, cascas de legumes e frutas, saquinhos de chá, entre outros alimentos não úmidos e cítricos.

Caminhe pelo seu bairro, para ir até o mercado, padaria, feira, farmácia, etc. Economiza combustível e você não vai precisar procurar por vaga para o carro, além de encontrar conhecidos pelo caminho e bater um papo.

Dicas para ter uma casa mais sustentável

Não deixe os aparelhos eletrônicos ligados dia e noite em modo stand by, pois consomem energia sem necessidade, além de pagar mais em sua conta por algo que não usou!

Compre eletrodomésticos mais eficientes, atestados pelo selo

Procel de Economia de Energia (consulte http://www.procelinfo.com.br/main.asp?TeamID=%7B88A19AD9-04C6-43FC-BA2E-99B27EF54632%7D).

Deixe a luz natural entrar em sua casa!Abra janelas, portas, cortinas, para o Sol entrar. Assim, você economiza no gasto e na conta de energia, além de ser fonte de bem-estar físico e mental, agindo sobre a umidade da casa. 

Consuma alimentos frescos, de preferência. Desta forma, você não precisa de freezer.

Use lâmpadas fluorescentes que duram até 10 vezes mais que as incandescentes e, assim, economizam no gasto de energia elétrica e na conta.

Pendure as roupas no varal em vez de usar secadora. Secar atrás da geladeira, só consome energia extra.

Parceria do Consórcio ABC com Turim é destaque em encontro da UE

Painel da 18ª Semana Europeia de Cidades e Regiões abordou intercâmbio desenvolvido deste 2017 entre a entidade regional e a cidade italiana

A cooperação entre o Grande ABC e a cidade de Turim, na Itália, ganhou destaque nesta terça-feira (13/10) na 18ª Semana Europeia de Cidades e Regiões. O evento, promovido anualmente em Bruxelas, reúne municípios e regiões para trabalhar temas como promoção do crescimento, criação de empregos e implementação da boa governança.

Realizado neste ano por meio de videoconferência, o encontro apresentou experiências, lições aprendidas e recomendações futuras de uma representação de cidades em torno de temas prioritários. Entre as 26 parcerias promovidas pelo Programa Internacional de Cooperação Urbana (IUC), iniciativa da União Europeia, três foram selecionadas para participar de um painel que debateu o tema “Mobilidade e Transição Digital”, entre elas o intercâmbio entre o Grande ABC e Turim.

Giuseppe Estivo, do departamento municipal de Mobilidade e Transportes de Turim, apresentou a experiência da cidade italiana com o Grande ABC, iniciada em 2017.

O Consórcio ABC manifestou interesse em participar da segunda fase do programa e destacou as áreas de mobilidade urbana, economia circular, cidades inteligentes e inovação e desenvolvimento econômico como interesses para novas parcerias.

“O programa de cooperação tem mostrado o papel da União Europeia como facilitadora para a troca de experiências. Nosso objetivo é dar continuidade à cooperação entre nossa região e os europeus“, afirmou o secretário-executivo do Consórcio ABC, Edgard Brandão. Foto: Divulgação/Consórcio ABC

Cidades do ABC são liberadas para abrir cinemas e teatros

Com redução no número de ocupação de leitos por conta da Covid-19, mas ainda com cerca de 500 mortes por semana, a Grande São Paulo avançou para a fase verde do Plano São Paulo. 

Com a medida, todas as 39 cidades podem dar início a reabertura de teatros e cinemas e a ocupação dos estabelecimentos é de 60%. O anúncio foi feito pelo Governo do Estado nesta sexta-feira (9) e vale até 16 de novembro. A gestão, contudo, enfatizou que ainda é preciso ter atenção e cuidados como o uso de máscaras é fundamental. 

Com a medida, municípios como Guarulhos, Mogi das Cruzes, Osasco, São Bernardo do Campo e a capital podem iniciar a reabertura de atividades culturais, como teatros e cinemas. Jogos de futebol seguem sem público. 

Apesar de apenas agora haver essa flexibilização maior, em diversas regiões já é possível ver aglomerações e a ideia de que não há mais quarentena.

Na terça-feira (6), a região metropolitana completou 21,7 mil mortes por conta da Covid-19, segundo página da Agência Mural. 

Uma outra medida foi a reunificação da região metropolitana na forma de analisar o avanço de novas contaminações pelo novo coronavírus. Desde o começo do plano, houve discussão sobre medidas que valiam para algumas cidades e que não valiam para outras. 

O problema começou quando só São Paulo foi retirado da conta geral, com o início da reabertura antes das demais. Com isso, houve cidades em que comércios podiam ser abertos de um lado da rua, enquanto do outro deveriam seguir fechados. 

Após reclamação dos prefeitos, o governo do estado passou a levar em conta a divisão da Grande São Paulo, nas regiões oeste (cidades ao redor de Osasco), sudeste (o ABC paulista), norte (Franco da Rocha), sudoeste (Taboão da Serra) e leste (Guarulhos e Mogi das Cruzes). 

Agora a gestão voltou a unificar a região metropolitana. A Grande São Paulo tem 42% dos leitos ocupados. A capital tem o maior índice, 45%, seguido da região leste com 42% de ocupação. 

“Existe uma distorção na cidade de São Paulo que precisa ser corrigida. A cidade de São Paulo é uma referência médica da América Latina e que concentra o maior número de pacientes graves”, afirma José Medina, Coordenador do Centro de Contingência.

Fonte: Agência Mural

Grande ABC avança para fase 4 do Plano São Paulo

O Governo do Estado de São Paulo reclassificou, nesta sexta-feira (9/10), o Grande ABC no Plano São Paulo, que trata da reabertura gradual da economia.
Com a reclassificação, o Grande ABC passa da fase 3 – amarela (de flexibilização) para a fase 4 – verde (de abertura parcial), com menores restrições.

O resultado é fruto da união e do trabalho conjunto realizado pelas prefeituras de Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, que desenvolveram ações integradas e exitosas para o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus, tendo como um dos resultados a redução da taxa de ocupação dos leitos reservados para a doença na região.

O Consórcio Intermunicipal Grande ABC, representado pelas sete prefeituras do Grande ABC, vai discutir regionalmente a reclassificação no Plano São Paulo em assembleia ordinária do colegiado, marcada para a próxima sexta-feira (16/10).

As prefeituras do Grande ABC reiteram que a população deve continuar colaborando com o isolamento social e seguindo os protocolos de higiene, com o objetivo de manter a atual classificação da região e, assim, evitar uma nova onda de contaminação pelo novo coronavírus.

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

Em entrevista exclusiva ao portal Brasil61.com, o presidente da entidade acredita que micro e pequenos negócios são fundamentais na retomada da economia e afirma que o empreendedorismo pode ser um diferencial de campanha nas Eleições 2020

Prestes a completar 50 anos, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) parte para um grande desafio em 2020: inserir nas propostas de governo das eleições municipais o empreendedorismo como uma das pautas prioritárias. Apesar de ser uma iniciativa pensada há um tempo, este ano trouxe um novo cenário. Com a pandemia do novo coronavírus, não foi só a saúde que entrou em colapso. A economia sofreu duros impactos e os micro e pequenos negócios, foco da entidade, podem ser uma solução para uma retomada no setor. 

“A micro e pequena empresa, no Brasil e no mundo inteiro, é a teia que sustenta qualquer país. É a padaria, a loja de roupa, todos os segmentos da sociedade. O Brasil vem aperfeiçoando esse ambiente de melhoria de convivência com a micro e pequena empresa”, garante o presidente do Sebrae, Carlos Melles. 

O Sebrae representa, hoje, cerca de sete milhões de micro e pequenas empresas e 11 milhões de microempreendedores individuais (MEIs). “Nesse setor, também se fatura aproximadamente 30% da riqueza do Brasil e emprega 55% dos brasileiros com carteira assinada”, calcula o presidente. 

Em entrevista exclusiva para o portal Brasil61.com, o presidente afirma que a pandemia deu um “chacoalhão” nos brasileiros, mas que é possível reconstruir.  “As pesquisas do Sebrae me levam a ficar otimista com a retomada. Quando você começa a retomar contratação, quando você busca mais crédito, há uma expectativa de crescimento. Além disso, o estoque de dívida diminuindo também deu um ‘chacoalhão’ que vai mudar muito a vida do pequeno e do microempresário.” 

O momento atual, segundo ele, é de reflexão. “A partir de agora, trazer mais atenção e zelo com o cliente. Os protocolos estão levando para esse lado, de fidelizar o cliente. Ter cuidado com higienização dos produtos, com a vida dos funcionários, tudo isso pode te dar agora uma resposta na saída da pandemia. 

Melles revela que apostou em ações conjuntas na pandemia. “O melhor ativo que tivemos foi a capacidade de nos adaptarmos ao digital, esse talvez tenha sido umas mudanças mais importantes para as micro e pequenas empresas no Brasil. Aliado a isso, fizemos parcerias com grandes plataformas. Outro diferencial foi fazermos uma campanha maciça incentivando as pessoas a comprarem dos pequenos, no bairro, de quem está perto de você. E o Brasil teve uma grande felicidade de não ter nenhuma crise de abastecimento. Quantidade, qualidade, bons preços, isso deu tranquilidade e paz”, avalia. 

Além de falar de crédito e de políticas públicas voltadas para micro e pequenos empreendedores, Carlos Melles, em bate-papo exclusivo com o portal, falou também sobre o lançamento do documento “Seja um candidato empreendedor – 10 dicas do Sebrae”, desenvolvido com vários parceiros. A ideia do guia é inserir pautas voltadas ao empreendedorismo nas campanhas eleitorais, contribuindo com soluções já testadas e aprovadas em todo o Brasil, e colocar prefeitos (as) e vereadores (as) em posição proativa, visionária e comprometida com os cidadãos e com as contas públicas.  

“O Sebrae tem programas muito interessantes. Por exemplo, temos o Prefeito Empreendedor. Nas eleições, nós ousamos um pouquinho em não procurar prefeitos e vereadores depois de eleitos, mas procurar os candidatos para eles discutirem na campanha o empreendedorismo”, adianta Melles. “Queremos provocar as micro e pequenas empresas, o cidadão a buscar o candidato que esteja mais comprometido com o desenvolvimento do município, com a geração de emprego e renda e com a prosperidade”, justifica. 

Entre as dicas do documento, estão a de fortalecer a identidade do município, desburocratizar e simplificar, qualificar quem mais precisa e gerar mais empregos.  

 

Fonte: Brasil 61

Consórcio ABC acompanha edital de chamamento público de SP

Objetivo da iniciativa é o fomento aos Arranjos Produtivos Locais (APLs) e aos Polos de Desenvolvimento

O Consórcio Intermunicipal Grande ABC acompanhou nesta quinta-feira (8/10) o lançamento do edital de chamamento público do Governo de Estado para o fomento aos Arranjos Produtivos Locais (APLs) e aos Polos de Desenvolvimento.

Transmitido por videoconferência, o lançamento ocorreu no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual, com presença do vice-governador,
Rodrigo Garcia, da secretária estadual de Desenvolvimento Econômico, Patricia Ellen, e do diretor do Sebrae de São Paulo, Wilson Poit. O edital prevê R$ 3 milhões em investimentos. O prazo definido é de 30 dias para a entrega das propostas.

O vice-governador ressaltou que os APLs garantem a geração de uma rede estratégica e regionalizada de infraestrutura para um melhor funcionamento das cadeias produtivas. “Os APLs facilitam o acesso de micro, pequenas e médias empresas a programas de gestão empresarial, mercado, processo, produtos e linhas de financiamento, para o seu fortalecimento no mercado interno e acesso ao mercado externo”, afirmou Garcia.


O secretário-executivo do Consórcio ABC, Edgard Brandão, ressaltou que iniciativa pode beneficiar a região. “Dos 57 APLs, dois estão na nossa região. Essa é uma oportunidade para estimular o desenvolvimento regional e a descentralização do desenvolvimento produtivo”, afirmou Brandão. O evento também marcou o lançamento da plataforma Negócios do Bem, com o objetivo de conectar fornecedores e produtores e estimular a geração de emprego e renda.

Foto:
Divulgação/Consórcio ABC

MEI já contrataram R$ 3 bi para minimizar efeitos da pandemia

Valor é metade do que foi disponibilizado pelos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte, Nordeste e Centro-Oeste

Pequenos empreendedores do Norte, Nordeste e Centro-Oeste já contrataram mais de R$ 3 bilhões em linhas de crédito para minimizar os impactos econômicos causados pela pandemia da Covid-19. Isso equivale à metade dos recursos disponibilizados pelos Fundos Constitucionais de Financiamento (FNO, FNE e FCO) dessas três regiões. 

A maior parte dos contratos firmados são para a modalidade “Capital de Giro”. Os recursos podem ser usados em despesas de custeio, manutenção e formação de estoque e para o pagamento de funcionários, por exemplo. De acordo com o Governo Federal, os empreendedores podem contratar o financiamento até o fim do decreto de calamidade pública, que vai até 31 de dezembro deste ano. O prazo para o pagamento da linha de crédito é de dois anos. 

Reportagem, Felipe Moura. 

Fonte: Brasil 61

Jornal Grande ABC

COMUNICAÇÃO: Existem formas de falar

O Jornal Grande ABC é feito para você, e por vocês. Nossos colaboradores e jornalistas estão todos dias buscando novidades e matérias. Assim, produzindo material especial para nossos leitores. Nosso foco são as cidades de Mauá, Diadema, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, São Caetano do Sul, São Bernardo do Campo e Santo André. Além disso, cobrimos o que acontece no Brasil e no Mundo, incluindo esporte, entretenimento e tecnologias.

Não possuímos nenhuma vinculação política ou partidária. Da mesma forma, sem ligações com outras mídias já existentes na região. Nossa fundação se deu em 07 de Setembro de 2020. Desde então, cada dia estamos crescendo e chegando em mais dispositivos e usuários. Por isso, nossa maior satisfação é entregar material de qualidade para nossos leitores. Portanto, cada nova visita e comentário, nos dão mais fôlego para seguirmos firmes e fortes neste projeto.

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Grande ABC fecha mês de agosto com saldo positivo de empregos

6 das 7 cidades da região registraram saldo positivo. No mês de Agosto a única com saldo negativo fora Rio Grande da Serra.

De acordo com os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), lançado na quarta-feira (30) passado pelo Ministério da Economia, Santo André e São Bernardo do Campo estão entre os municípios com melhor desempenho na geração de empregos com carteira assinada, ao comparar o volume de admissões menos demissões, fechando o mês de agosto com saldo positivo de 699 e 555 em empregos criados, respectivamente.

Seguido por São Caetano do Sul, Diadema e Mauá (confira na tabela ao lado). Ao observarmos a microrregião, é possível afirmar que Ribeirão Pires criou 473 novas vagas em agosto. O total de demissões chegou a 378, tendo o saldo positivo em 95 empregos criados. Rio Grande da Serra registrou 40 novos empregos formais no mesmo período, e registrou 57 demissões.

Sendo a única cidade do ABC a registrar saldo negativo (-17) no comparativo entre contratações e demissões. No mês de julho, conforme divulgado pela Folha, apenas Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, São Caetano do Sul e Diadema apresentaram bom desempenho na criação de novas vagas.

Juntas, foram responsáveis pela abertura de 5.129 postos de trabalho na região. Ao todo, 9.671 vagas foram abertas no ABC durante o mês de julho, outras 20.045 no mês de agosto.

A reação da economia ainda está engatinhando, mas, é possível observar que alguns setores estão se recuperando. A elevação no volume de contratações, no comparativo entre julho e agosto foi impulsionada principalmente pelo retorno do comércio e a retomada da indústria.

Google lança ferramentas gratuitas

A empresa organizou uma série de ações e treinamentos para ajudar os pequenos negócios brasileiros a vender pela internet

O Brasil comemora na próxima segunda-feira, 5, o dia do empreendedor. A data este ano acontece em um momento difícil para as micro, pequenas e médias empresas do país. Com a chegada da pandemia do novo coronavírus, elas precisaram repensar suas operações da noite para o dia para sobreviver à crise.

Para ajudar os empreendedores e celebrar a data comemorativa, o Google anuncia uma série de ferramentas e ações gratuitas. Uma das novidades é o lançamento de uma nova versão do site Google para PMEscriado em 2019 para ajudar empreendedores a dar os primeiros passos ao colocar seus negócios no universo online.

“Sabendo o quanto as pequenas empresas são importantes para a nossa economia, decidimos colocar em ação um plano para trazer mais informações para os empreendedores durante a crise. O clímax acontece esta semana: não só repaginamos o hub, como criamos também duas páginas novas para empreendedores e consumidores”, diz Christiane Silva Pinto, gerente de marketing de produto do Google Brasil.

Dentro do novo site para PMEs, os empreendedores terão acesso a um kit de marketing gratuito. Com ele, será possível criar adesivos, cartazes e imagens para as redes sociais usando modelos pré-definidos e personalizando com as informações cadastradas na página do Google Meu Negócio.

Por lá, os pequenos negócios brasileiros também poderão experimentar em primeira mão uma nova ferramenta de publicidade. A partir de agora, as empresas poderão anunciar com o Google Ads mesmo sem ter um site próprio. Através da página Google Meu Negócio, que garante o perfil da empresa no buscador e no Maps, será possível organizar e lançar campanhas publicitárias.

O Google anuncia também o lançamento do “Buscador de Oportunidades Locais”, que analisa o perfil da empresa no Google e oferece sugestões de como seria possível melhorar a performance online para atrair mais clientes.

O Think With Google é outra ferramenta criada para ajudar a guiar os empreendedores nas suas estratégias de negócio. Com ela, eles podem entender quais categorias do varejo estão despertando mais interesse, os locais em que as pessoas estão buscando e as pesquisas relacionadas a elas.

Na outra ponta, a empresa irá oferecer aos consumidores sugestões de como apoiar pequenos negócios locais — tendência que ganhou força desde o começo da crise. Uma pesquisa do Google feita com a IPSOS mostrou que 51% das pessoas querem comprar mais de pequenas e médias empresas após a pandemia.

Cursos gratuitos

A pandemia acelerou a digitalização das micro e pequenas empresas. Em pesquisa feita pelo Sebrae e a FGV entre os dias 27 e 31 de agosto, 67% dos empreendedores afirmaram que usam a internet para vender. Porém, entre os 33% que ainda não vendem online, 12% afirmam que é por não saber como a presença digital pode se aplicar ao seu negócio.

Para tentar ajudar quem está começando a digitalizar o negócio, o Google promove um treinamento online ao longo da semana. Entre os dias 6 e 8 de outubro, ao meio-dia, com a Loja Integrada, acontece a “Jornada Quero Vender Online”. As duas empresas também oferecem a possibilidade de pequenos negócios criarem uma plataforma de vendas online de graça.

Para aqueles que não podem participar dos eventos ao vivo, a empresa disponibiliza tutorias no canal do YouTube do Google Brasil dando dicas. Ao todo, são quatro vídeos curtos sobre como manter os clientes informados, como ajustar campanhas de publicidade, como adaptar-se ao comportamento dos consumidores e como gerenciar o negócio remotamente.

“Nosso objetivo é organizar as informações e deixá-las o mais acessível possível para os empreendedores. Queremos deixar fácil para quem precisa e está tão atarefado agora”, diz Christiane Silva Pinto.

Fonte: Exame

Guterres pede alívio das dívidas de países em desenvolvimento

Estados Unidos se opõem à medida

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, pediu nesta terça-feira (29) um aumento no financiamento do Fundo Monetário Internacional (FMI) e alívio da dívida para ajudar os países em desenvolvimento e de renda média a se recuperarem da pandemia do novo coronavírus (covid-19).

Guterres disse em um evento online que os membros do FMI deveriam concordar com uma nova alocação de Direitos Especiais de Saque (SDR, na sigla em inglês) do FMI, algo semelhante à impressão de dinheiro por um banco central, além de apoiar a realocação voluntária de SDRs existentes.

Ele também pediu a prorrogação da moratória imposta pelo Grupo dos 20 sobre o pagamento oficial da dívida de países mais pobres para além do final de 2020, com sua expansão devendo incluir “todos os países em desenvolvimento e mercados emergentes necessitados”.

A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, havia pedido no início da crise uma nova alocação de SDRs, mas encontrou oposição dos Estados Unidos, o maior acionista do FMI.

Grupos da sociedade civil e muitos países apoiam essa medida, mas as autoridades norte-americanas dizem que isso beneficiaria principalmente os países ricos. Em vez disso, Washington defendeu o aumento das contribuições para as duas ferramentas do FMI que ajudam os países mais pobres, embora ainda não o tenha feito.

Em uma coletiva de imprensa posterior, Guterres também pediu aos países ao redor do mundo que aumentem as contribuições ao esforço conjunto de desenvolvimento de vacinas para a covid-19.

Guterres disse que as consequências econômicas e sociais da pandemia ameaçam descarrilar décadas de trabalho no desenvolvimento global, gerando aumento da escassez de alimentos, redução da renda global gerada pelo trabalho em mais de 10% em 2020 e desaceleração do comércio em até 20%.

Ele disse que 11,5 trilhões de dólares foram gastos para neutralizar a pandemia e seu impacto econômico, mas apenas 2,5% do total foram contabilizados pelas economias em desenvolvimento e emergentes, que têm as maiores necessidades.

Fonte: Agência Brasil

Projeto do Senai qualificará trabalhadores para a indústria 4.0

Iniciativa será oferecida em parceria com o Ministério da Economia

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) lançou projeto com o objetivo de capacitar trabalhadores em temas relacionados à chamada indústria 4.0. A iniciativa terá caráter experimental e será oferecida em parceria com o Ministério da Economia.

No projeto está prevista a oferta de conteúdos vinculados a essa nova modalidade de indústria, baseada na coleta e no processamento de dados em alta conectividade, como por meio da Internet das Coisas, e em novas tecnologias como inteligência artificial e manufatura avançada.

O curso de metalomecânica, por exemplo, abordará técnicas e recursos relacionados à manufatura avançada. No de Tecnologia da Informação estão previstos conteúdos sobre programação e testes de sistemas de inteligência artificial.

Poderão participar jovens de 14 a 24 anos. Os interessados deverão acessar a plataforma do Senai Contrate-me e fazer o cadastro. A seleção contará ainda com entrevistas para avaliar os perfis dos candidatos.

Segundo o Senai, o objetivo é que os cursos agreguem conhecimento para auxiliar na busca por vagas no mercado de trabalho. A entidade destaca que essa qualificação também pode contribuir para a busca de carreiras no ensino superior.

O projeto prevê parceria com indústrias e empresas, que disponibilizarão 280 vagas aos participantes. Segundo o Senai, seis em cada 10 alunos dos cursos saem empregados após as atividades.

“Vamos fazer não apenas um sistema de aprendizagem tradicional, mas voltado aos fatores da quarta revolução industrial. Estamos falando de um aprendiz que vai ter formação em internet das coisas, big data, digitalização. Como esses são os novos fatores, os cursos têm longa duração e o papel de formar para o mundo do trabalho”, disse o diretor-geral do Senai, Rafael Lucchesi.

Fonte: Agência Brasil

Água, nosso recurso natural precioso

A água, um de nossos maiores bens naturais e recurso fundamental à vida, tem um dia específico para repensarmos nosso modo predatório de lidar com a natureza: dia 22 de março, criado em 1992 pela Organização das Nações Unidas – ONU, órgão internacional formado por países voluntários que trabalham pela paz e desenvolvimento mundial.

Qual a importância dessa data? É discutir sobre a conservação da água, ou seja, o uso racional que nos permita usufruir hoje e no futuro, incluindo as outras gerações que virão. Devemos lembrar que todo dia é dia de economizar, refletir e repensar hábitos cotidianos de desperdício em prol de práticas simples, porém melhores para o meio ambiente (devido seu caráter sustentável e responsável), que além de pouparem o recurso, serão sentidas no bolso, pois fazem diferença no orçamento doméstico e de sua empresa.

Entre os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODSs – da ONU, o 6º ODS ‘Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos’, define metas para governos, empresas, população e todos os outros setores da sociedade, para que até o ano de 2030, a situação apresentada esteja melhor, favorecendo inclusive os segmentos menos favorecidos, como comunidades vulneráveis socialmente (em todos os países).

Estamos passando por crises hídricas nos últimos tempos, dependentes de atitudes diferenciadas por parte de todos nós. Um das discussões é: ‘todos têm acesso à água?’ Essa é mais uma demanda por Justiça Ambiental, em que arcaremos com as consequências dos impactos ambientais tanto quanto temos o direito de usufruir de forma proporcional esse recurso.

O Brasil tem abundância de água, por ser um país tropical, além de condições geológicas e outras que permitem essa característica (com exceções como o Nordeste, por exemplo), incluindo águas subterrâneas, como o Aquífero Guarani, localizado em uma extensa área brasileira e outros países de fronteira, que seria uma garantia de reserva, porém devido à escassez mundial, há controversas políticas sobre sua conservação, sendo essa uma pauta atual na mídia.

O descrito acima enfatiza uma relação cultural de desperdício que nossa população enfrenta, em que ‘podemos gastar, pois há em grande quantidade; portanto, nunca acabará’. De fato, existe um ciclo natural sem fim, porém a água doce e potável é a grande questão, pois se trata de um processo caro de tratamento contra a despoluição e contaminação, bem como a distribuição até nossas casas e estabelecimentos. Essa situação se agrava cada vez mais, pois transformamos nossos rios e nascentes, fontes de vida pulsante, de lazer e alimentação, em ‘vasos sanitários’ a céu aberto.

Enfrentamos um sério problema nacional que é a falta de coleta e tratamento do esgoto, ocasionando mortes por doenças simples, como a disenteria, em recém-nascidos e crianças, que ainda apresentam baixa imunidade. É algo muito primitivo a não promoção de Saneamento Básico no nível de desenvolvimento em que se encontra a humanidade. 

Cada um fazendo a sua parte em casa e no trabalho, o benefício será coletivo, isto é, agindo local, consequentemente estaremos pensando no global, pois questões ambientais extrapolam limites territoriais. Vamos todos defender a conservação, o direito ao acesso e garantir água boa para todos nós?!

Caminhos Coletivos: educação e gestão socioambientais

https://www.facebook.com/caminhoscoletivos
carolinaestefano@hotmail.com

Estações do Metrô recebem iniciativas da Virada Sustentável

Ação ocorre até 18 de outubro e conta com o apoio da Companhia do Metropolitano, por meio da #LinhadaCultura

As estações do Metrô de São Paulo recebem, entre 21 de setembro e 18 de outubro, iniciativas da 10ª Virada Sustentável, que visa ao desenvolvimento sustentável das grandes cidades. Com os cuidados necessários, como a obrigatoriedade do uso de máscara, os passageiros podem conhecer em quatro estações as iniciativas desenvolvidas em parceria com o terceiro setor.

Confira a programação:

– Estação Santa Cecília, da Linha 3-Vermelha: entre os dias 21 e 27 de setembro, uma escada adesivada com informes sobre a importância da reciclagem.

– Estação Brigadeiro, da Linha 2-Verde: de 28 de setembro a 4 de outubro, uma escada adesivada com cores do arco-íris para celebrar a diversidade.

– Estação Clínicas, da Linha 2-Verde: entre os dias 5 e 11 de outubro, uma escada adesivada com incentivos a transformar o lixo em matéria-prima, gerando a economia circular.

– Estação Carandiru, da Linha 1-Azul: de 12 a 18 de outubro, uma escada rolante adesivada com informes sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

A campanha conta com apoio do Metrô, através da #LinhadaCultura.

Fonte: Governo de SP

Aprovada na Câmara, Nova Lei do Gás pode beneficiar indústria paulista

Marco legal para o setor no país deve trazer mais concorrência, oferta e preços mais baixos para os consumidores

Maior consumidor de gás natural do país, o estado de São Paulo tende a se beneficiar com a Nova Lei do Gás, aprovada na Câmara dos Deputados no início do mês. E é a indústria paulista – responsável por cerca de 80% do uso do combustível no estado – que deve sentir os primeiros efeitos positivos do Projeto de Lei (6407/2013) que altera as regras do mercado de gás natural, caso o texto também tenha apoio dos senadores.

Entre outras alterações na legislação atual, o PL prevê autorização em vez de concessão para o transporte de gás natural e estocagem em jazidas esgotadas de petróleo. Caberia à ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) apenas conceder a permissão para empresas que queiram construir ou ampliar gasodutos. Além disso, o texto viabiliza a quebra do monopólio da Petrobras no setor. Atualmente, a empresa é responsável por 100% da importação e cerca de 80% da produção do produto no país. 

Com as mudanças, especialistas favoráveis ao novo marco apontam que vai haver maior competitividade e oferta de gás. Estimativa do Ministério da Economia aponta para uma queda de até 50% no valor do gás natural para a indústria, por exemplo. Isso deve impactar diretamente no preço final dos produtos ao consumidor. O deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) elenca o que, para ele, são pontos importantes da Nova Lei do Gás, aprovada na Câmara.  
 
“Nós propomos mais gasoduto, mais agentes, mais competição. Por isso que os pontos do projeto são fundamentais: autorização para ampliar o número de gasodutos, acesso não discriminatório às infraestruturas de escoamento e de produção, reduzir a concentração, competição para oferecer gás, ampliar o seu uso e isso ser um caminho importante para o nosso país”, destaca.  

Melhorias

Projeção da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que a Nova Lei do Gás tem potencial para gerar mais de quatro milhões de empregos em todo o país nos próximos anos. Já o governo federal estima que o marco regulatório deve trazer investimentos de cerca de R$ 60 bilhões por ano.
 
Por ser uma fonte de energia de transição, isto é, menos poluente do que outros combustíveis fósseis, como o petróleo e o carvão mineral, o gás natural tende a conquistar ainda mais espaço na matriz energética. Isso porque, além do uso como matéria-prima e fonte de energia na indústria, o gás natural veicular (GNV), por exemplo, é mais econômico e performa melhor do que o etanol e o diesel. Já nas residências, pode ser usado para aquecer a água do chuveiro e das piscinas, bem como acender fogões. Na agropecuária, é usado como insumo para a fabricação de fertilizantes. 
 
Segundo Bernardo Sicsú, diretor de Eletricidade e Gás da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), a Nova Lei do Gás vai reduzir as barreiras para a entrada de novos agentes no setor e dará segurança jurídica para a realização de novos investimentos no país. “O PL solidifica as bases para o aumento da produção e do número de vendedores e é isso o que vai fazer com que o preço do gás caia”, acredita.

Tramitação

A Nova Lei do Gás está em análise no Senado Federal. Se aprovada na Casa sem alterações, ela segue para sanção do presidente Jair Bolsonaro. Ainda não há expectativa em torno do prazo para votação do PL.

Fonte: Brasil 61

Toda a crise é uma grande oportunidade de inovação

Na língua chinesa “crise”, é a combinação de dois símbolos. Um significa “perigo” e o outro “oportunidade”. Toda crise traz incerteza, instabilidade, medo, fraqueza na economia, mas também proporciona novas oportunidades de inovação e de negócios.

Não existe oportunidade de inovação e ganhos sem o risco e muitos dos nossos empresários e empreendedores sabem muito bem disso. Em momentos de crises muitos empresários perdem o sono com questões como vou manter a minha empresa funcionando, inovar com recursos escassos?

Estamos vivenciando a pandemia mundial do Covid19 e que acabou de se instalar no Brasil. Hoje estamos de quarentena por orientação dos órgãos de saúde responsáveis, e muita gente em casa. Na economia só algumas atividades estão funcionando normalmente, aquelas que estão na linha de frente de combate a pandemia, as demais pararam ou estão funcionando parcialmente.

O que notamos é que existe os dois lados da moeda os empresários desesperados, o que não está errado e os empresários que estão aproveitando a oportunidade gerada pela crise. Algumas atividades que já existiam passaram a ter uma procura maior como delivery, produtos de higiene, produtos hospitalares, varejo alimentício, medicamentos e outros.

Empresas que não atuam no segmento de saúde, como empresas de perfumes estão produzindo álcool gel, empresa da indústria automobilística está produzindo aparelhos de ventilação mecânica para UTIs. Além de estarem contribuindo para atender a saúde com suas doações, com certeza enxergaram novas oportunidades.

No olho do furacão das oportunidades, estão as empresas de tecnologia com as suas inovações, atendendo as demandas de muitas empresas que precisam para se manter funcionando, relaciono algumas delas:

1-Trabalho home office, disponibilizar infraestrutura de hardware e software

2-Vendas online, está superaquecido, um grande número de empresas está migrando para esta modalidade, para recuperar as suas vendas

3-Reuniões a distância, são disponibilizadas plataformas de vídeo conferencia

4-Robótica: 

   4.1 Robô “Laura” é utilizado em mais de 100 hospitais no Brasil, melhorando a assertividade dos diagnósticos em um menor espaço de tempo, reduzindo os óbitos.

  4.2 Robôs (empresa Dinamarquesa) são utilizados para desinfecção de UTI´s na China, eles reduzem o tempo de execução do trabalho e a ocorrência de infecção das pessoas envolvidas neste trabalho. A Itália já esta implantando esses robôs em suas UTIs.

Vale a pena citarmos oportunidades e inovação que ocorreram no passado da história da humanidade em plena segunda guerra mundial, uma empresa instalada na Alemanha teve proibida a entrada do xarope para produção de determinada bebida.  Neste momento a empresa tinha duas alternativas, encerrava a sua operação no país ou criava um novo produto, optou pela segunda alternativa e nasceu a Fanta.

O outro caso, ocorreu no Brasil em 1930 com uma safra excessiva de café, nesta época ele era o maior produtor de café do mundo e como caíram as demandas os produtores começaram a descartar o café, o governo brasileiro pediu ajuda a Nestle se conseguisse uma forma de conservar o café como conserva o leite em pó, nasceu o Nescafé.

Esta crise é tão ampla que atinge os governos, federal, estadual e municipal que estão sendo ágeis em aprovações no congresso, implantação de novas soluções em semanas. Uma inovação esta sempre associada a uma necessidade e ou oportunidade.

Muitas empresas já estão reavaliando como trabalhavam e como estão trabalhando, quais são as vantagens no processo e econômicas. Teremos muitos desafios e passaremos por muitas dificuldades e com certeza sairemos melhores.

Ao fim da crise da pandemia, nada será como antes, com certeza.

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Contato:
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Orçamento emergencial tem execução superior a 70%

Neste orçamento consta, por exemplo, a criação do auxílio emergencial, considerada a maior despesa dessa contabilidade paralela, com cerca de R$ 254 bilhões autorizados

Por conta da pandemia do novo coronavírus, o Governo Federal precisou destinar dinheiro para que estados e municípios pudessem adotar medidas que ajudassem a minimizar os danos causados pela crise da Covid-19. Com isso, até o último dia 8 de setembro, o orçamento para este fim já acumulava R$ 524 bilhões em despesas autorizadas. Desse total, 73,5% já haviam sido pagas.  

Os dados, que pertencem ao Tesouro Nacional, foram trabalhados pela Consultoria de Orçamento da Câmara dos Deputados. Neste orçamento consta, por exemplo, a criação do auxílio emergencial, considerada a maior despesa dessa contabilidade paralela, com cerca de R$ 254 bilhões autorizados. O benefício financeiro destinado aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados.

O valor do auxílio emergencial que consta neste orçamento deve ser considerado parcial, já que o governo federal prorrogou o prazo de aplicação do benefício por mais quatro meses e a alteração ainda não é verificada neste balanço.

O especialista em Administração Pública, Karlos Gad Gomes, entende que o governo trabalhou bem a disponibilidade e distribuição desses valores. No entanto, ele critica o fato de o país ainda sofrer com a burocracia que interfere na execução desse tipo de processo.

“O fato de já ter sido gasto mais de 70% desse orçamento é algo que vejo com bons olhos, uma vez que mostra a disposição do governo federal em combater a pandemia. Esse dinheiro foi gasto em diversas áreas, inclusive, com a área da saúde para a contratação de pessoal e compra de insumos. Mas, o maior problema é a burocracia que gera lentidão no repasse desses valores.

Quem também precisou de socorro durante a pandemia foram os pequenos empresários brasileiros. Neste caso, o governo havia autorizado o repasse de R$ 82 bilhões para micro e pequenas empresas, o que gerou o segundo maior gasto do chamado “Orçamento de Guerra”.

O auxílio a estados e municípios é responsável pela terceira maior despesa. O total destinado aos entes chegou a R$ 60,2 bilhões, com o acréscimo de mais R$ 16 bilhões da complementação de perdas de arrecadação com os fundos de participação em impostos federais. A medida foi instituída pela lei complementar 173, que visa reduzir os impactos econômicos da pandemia sobre os entes subnacionais.

O economista Benito Salomão avalia que a execução do orçamento ocorre dentro de um prazo esperado, já que o “Orçamento de Guerra” foi aprovado para vigorar até dezembro de 2020. No entanto, o especialista acredita que o valor do gasto foi elevado, pois, se fosse condicionado a medidas sanitárias, não haveria necessidade de mais repasses.

“O que realmente tornou o gasto público caro foi a sua ineficácia. Porque o gasto não obrigou medidas de distanciamento social recomendadas pelas autoridades sanitárias. Houve empenho de gastos sem evitar mortes na proporção que se desejava. Talvez se teria gastado menos se fosse determinado que as pessoas mantivessem isolamento social”, pontuou.

Outra ação do Executivo voltada para mitigar os efeitos negativos da pandemia foi a instituição do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, que permite a redução dos salários e da jornada de trabalho durante o estado de calamidade pública. A medida surgiu a partir da Medida Provisória 936/2020, convertida na Lei 14.020/2020. O total autorizado para este fim foi de R$ 51,6 bilhões. Até então, já tinham sido pagos 44,767% do valor.

Gastos com saúde e MPE’s

De acordo com o levantamento, a área de saúde recebeu R$ 47 bilhões para gastar além do orçamento normal em prevenção e tratamento da doença causada pelo novo coronavírus. No entanto, tanto a ajuda aos pequenos negócios quanto os gastos extras da saúde registravam baixa execução. Esse quadro chegou a ser motivo de crítica na comissão mista destinadas aos impactos econômicos da pandemia e na comissão externa da Câmara que acompanha as ações emergenciais de maneira geral.

A reportagem do Brasil61.com entrou em contato com o Ministério da Saúde. Por meio da assessoria de imprensa, a Pasta informou que as execuções dependem de demanda dos estados. Além disso, no Painel de Compras da Covid-19, na aba Painel de Compras Covid-19, consta que foram adquiridos 57.387 itens em 10.143 negociações. A Unidade da Federação com o maior número de compras foi Rio Grande do Sul, com 1.209.

Projeto quer permitir que estados e municípios remanejem recursos destinados à Covid-19

Projeto de lei prevê aumento da pena em caso de fraude em licitação pública

CNS pede no Congresso continuidade do orçamento emergencial para a saúde em 2021

O deputado federal Enio Verri (PT-PR), avalia que o governo foi moroso em um momento importante da pandemia. “Permitiu que as empresas quebrassem, que as pessoas entrassem em uma crise existencial gigantesca. E também, por tabela, aumentou o número de mortos por conta da Covid-19, que já ultrapassou a barreira dos 100 mil no Brasil”, afirmou.

Já o deputado federal Felício Laterça (PSL-RJ), garantiu que o Executivo atuou de maneira correta, de acordo com as demandas que surgiam. “Identificado o problema, o governo endereçou tais questões por meio da reestruturação de garantias, entre outras medidas. E a liberação de crédito passou a aumentar significativamente”, considerou.

Fonte: Brasil 61

Buscando formação mais digital e inovadora de jovens, SENAI e Ministério da Economia lançam programa Aprendizagem 4.0

Programa reúne competências técnicas e socioemocionais requeridas pelo mercado de trabalho em constante transformação digital

Com o mercado de trabalho em constante transformação digital, a capacitação de trabalhadores que atendam às exigências da indústria se torna cada vez mais essencial. Com vista no aperfeiçoamento de jovens que estão no início da caminhada profissional, o SENAI e o Ministério da Economia lançaram o programa Aprendizagem 4.0. A iniciativa visa ofertar conhecimento em um formato mais digital e ágil, reunindo competências técnicas e socioemocionais requeridas pela indústria 4.0. 

O programa piloto vai abranger duas áreas tecnológicas: Metalmecânica e Tecnologia da Informação. A iniciativa é voltada para jovens de 14 a 24 anos e vai combinar as modalidades de ensino a distância (EaD) e presencial. O programa de aprendizagem não tem custo para o jovem aprendiz. Para a empresa, o único custo é o salário do aprendiz, já que o SENAI apoia no processo de seleção e cuida da formação.

“Estamos vivendo a quarta revolução industrial, que traz novas competências e o redesenho das funcionalidades a que os trabalhadores da indústria do futuro vão ter que possuir”, explica o diretor geral do SENAI, Rafael Lucchesi. “No curso de aprendiz, vamos estar formando as pessoas nesse contexto. Isso é a incorporação dos principais fatores da indústria 4.0, como a internet das coisas, dominar o Big Data, dominar a inteligência artificial, toda a parte de segurança da internet e indústria aditiva. Esses são os principais fatores que vão redesenhar a indústria do futuro.”

No curso de Metalmecânica serão ensinadas as principais inovações tecnológicas dos processos de manufatura avançada, o que pode abrir caminho para a realização do curso para técnico em Mecânica. 

Já no curso da área de Tecnologia da Informação, o foco é no ensino de programação, codificação e teste de sistemas com uso de inteligência artificial, desenvolvimento de competências de integração, automação e conectividade. Como possível caminho após o ensino do SENAI, o aprendiz pode se tornar técnico em Internet das Coisas (IoT), por exemplo. 

“É uma nova abordagem da aprendizagem. O mundo 4.0 requer empresas com integração, automação de processos. O programa tradicional de aprendizagem não comporta isso. É super comum você conversar com as empresas e falarem que só contratam a pessoa pelo o que ela sabe fazer, mas demitem pela falta de habilidade dele no dia-a-dia do trabalho. Isso é a carência socioemocional”, avalia o secretário de Políticas Públicas para o Emprego do Ministério da Economia, Fernando de Holanda. 

“Adicionalmente, temos que focar em competências específicas. O empregador hoje em dia, pergunta diretamente qual é a competência específica que a pessoa sabe fazer. O que esse programa em conjunto tenta fazer é dar as competências”, completa o secretário. 

SENAI e Ministério da Economia acreditam que o programa Aprendizagem 4.0 terá papel fundamental para jovens e adolescentes conseguirem o primeiro emprego. O inovador do programa é o foco na demanda e o fornecimento das competências necessárias para que os jovens venham a ser bem-sucedidos no mercado. 



Participação do aprendiz

Jovens de 14 a 24 anos podem realizar o cadastro na plataforma de empregos do SENAI. A próxima etapa é uma entrevista online para falar sobre si mesmo: gostos e aptidões; sonhos e expectativas; o que pensa sobre sociedade e cidadania; o que faz como lazer e saúde; como são as relações de amizade e de família.
As informações serão utilizadas para identificar características socioecomionais de candidatos às vagas oferecidas por empresários que pretendem contratar aprendizes neste novo formato oferecido pelo SENAI.

Para as empresas, o SENAI recomenda entrar em contato com a unidade da instituição mais próxima para saber como participar do Programa Aprendizagem 4.0.

Fonte: Brasil 61

SP: PIB do estado sobe e se aproxima de mesmo nível do período pré-pandemia

Segundo o governador João Doria, “o desempenho da economia de São Paulo é substancialmente melhor do que o desempenho do PIB do Brasil”

O Produto Interno Bruto (PIB) do estado de São Paulo atingiu níveis semelhantes aos do início do ano, quando a pandemia do novo coronavírus ainda não tinha causado impactos negativos na economia. A informação foi dada pelo governador João Doria. 

O crescimento projetado do indicador foi de 2,1% no mês de julho. Nos meses de maio e junho, os índices foram de 4,5% e de 5,5%, respectivamente. Com esses resultados, o PIB da Unidade da Federação chegou a 103,2 pontos. Em janeiro, o PIB atingiu 103,4 pontos.

Segundo Doria, “o desempenho da economia de São Paulo é substancialmente melhor do que o desempenho do PIB do Brasil”. Ele avalia que tal desempenho se deve a um plano de investimentos do governo local para a retomada econômica até 2022, além das medidas de desoneração dos cofres públicos.

Os dados fazem parte do novo indicador PIB+30, desenvolvido pela Fundação Seade e utilizado pelo governo de São Paulo como apoio para tomada das decisões, principalmente na área econômica.

Fonte: Brasil 61

Proposta no Senado prevê socorro financeiro a pessoas e empresas com dívidas com a União

Projeto cria programa que vai contemplar quem possui débitos até o final de julho deste ano

O Projeto de lei 4045/2020, em tramitação no Senado, prevê a criação de um programa para que empresas e pessoas físicas regularizem dívidas junto à União. Pela proposta, será criado o Programa de Regularização de Dívidas com a União (Prex-Brasil), que vai ser gerenciado pela Secretaria da Receita Federal, Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e pela Procuradoria-Geral da União. 

O autor da proposta, senador Chico Rodrigues (DEM-RR), justifica a medida por conta da pandemia da Covid-19, que gerou forte endividamento na população e no setor produtivo brasileiros. A iniciativa contempla os débitos vencidos até 31 de julho de 2020, tributários ou não, inclusive originários de parcelamentos ativos ou rescindidos. 

Para o senador Antonio Anastasia (PSD-MG), a população do País e o Poder Público brasileiro devem continuar enfrentando dificuldades financeiras decorrentes da pandemia até o próximo ano. 

“Eu acredito que até o final do ano e em 2021, o país ainda vai enfrentar uma situação muito complicada e muito instável. Deve haver um empobrecimento generalizado, com empresas em dificuldade e até mesmo quebrando”, avaliou o parlamentar.

Entre outras regras, a proposta em tramitação no Senado determina que quem aderir ao Prex-Brasil começará a pagar os débitos com a União em 30 de dezembro deste ano. Quem pagar a dívida à vista terá mais vantagens, como redução de 90% das multas de mora e de ofício. Quanto maior parcelamento, menor serão as vantagens para o devedor. 

Marcelo Lucas, advogado tributarista, acredita que a proposta de criação do Prex Brasil é importante, mas ressalta que é fundamental que o Poder Público crie mecanismos para que a iniciativa privada consiga manter os empregos. “Eu entendo que o governo tem que criar outros mecanismos para facilitar a manutenção de empresas que passem por dificuldades. O país necessita de empregos”, destacou.

Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste têm diretrizes definidas por meio de resolução

Site deve ajudar na fiscalização de gastos da União com ações de enfrentamento à Covid-19

Arrecadação

Nos sete primeiros meses do ano, a arrecadação de impostos pelo governo federal apresentou retração de 15,2% em comparação ao mesmo período do ano passado, totalizando cerca de R$ 782 bilhões. Outro ponto da proposta apresentada no Senado estabelece os devedores possam pagar as dívidas junto à União com créditos de precatórios, próprios ou de terceiros. 

Fonte: Brasil 61

Modernização do mercado de câmbio brasileiro pode melhorar desempenho do setor industrial

PL do Banco Central revisa instrumentos legais que dificultam exportações e importações de serviços de bens e serviços, investimento produtivo e livre movimentação de capitais

O desempenho industrial brasileiro pode ter um novo cenário com a modernização do mercado de câmbio nacional. Atualmente, os serviços bancários no Brasil são altamente concentrados e um incremento na competição que resulte na redução do custo de financiamento pode pavimentar um caminho importante para a otimização da atividade das indústrias. 

Nesse contexto, um projeto de lei (PL) encaminhado pelo Banco Central (BC) ao Congresso Nacional visa a instituição de um novo marco legal para o mercado de câmbio e de capitais estrangeiros no Brasil e brasileiros no exterior. O PL revisa mais de 40 instrumentos legais vigentes e os consolida em uma só lei. Segundo o BC, a legislação permitirá a melhoria do ambiente de negócios no país trazendo simplificação e celeridade para todos os que lidam com operações internacionais. 

Um dos principais pontos do projeto é a autorização para que pessoas físicas e mais pessoas jurídicas tenham contas em moeda estrangeira no Brasil. Atualmente, somente agentes autorizados a operar em câmbio, emissores de cartões de crédito de uso internacional, seguradoras e prestadores de serviços turísticos podem manter conta em moeda estrangeira. 

“O mercado (de câmbio) brasileiro tem pouca competição. Temos cinco, seis bancos dominando há muito tempo. A entrada de capital estrangeiro no país vai melhorar a atuação dos nossos bancos e atores financeiros nacionais. Isso porque quando se ingressa um capital estrangeiro no país, nós vamos ter novos atores, novas ferramentas, novas tecnologias, e o melhor, novas políticas e novas formas de fazer transações financeiras”, avalia Eliseu Silveira, economista e especialista em Direito e Administração Pública. 

O Brasil atrai os olhos de investidores de todo o mundo, por diversos potenciais, entre eles o agropecuário, mineral, e de consumo. Na visão de especialistas, o projeto do BC vai ao encontro aos anseios de empresas e países que queiram investir no mercado brasileiro, que não possuía tanta liberdade. “Vem em boa hora esse projeto que visa a democratização. A aprovação pode estimular investimentos na nossa cadeia produtiva. Nosso crédito vai ficar mais barato”, completa Eliseu. 

Para o deputado federal Paulo Ganime (Novo-RJ), a atual legislação brasileira é um dos principais empecilhos para atração de capital estrangeiro. “O Brasil é um dos países que tem menor transação internacional, tanto exportação quanto importação, em termos de proporcionais ao tamanho da economia. Um dos pontos específicos é esse da parte cambial. A legislação atual é muito complexa e impede a participação de novos entrantes. O PL é mais uma medida para o Brasil avançar na atração de investidores”, destaca o parlamentar. 



Simplificação

Segundo o Banco Central, empresas que operam no comércio exterior serão um dos setores mais beneficiados. Um dos objetivos do projeto do BC é incentivar a participação de empresas brasileiras no mercado internacional. 

A nova lei deve seguir o caminho de excluir o excesso de burocracia que existe atualmente no processo de contratação de câmbio para importação e exportação, além de eliminar restrições dos exportadores no uso de suas receitas mantidos em sua conta no exterior. O Banco Central espera, assim, maior concorrência e eficiência do mercado.

Na avaliação do economista e ex-diretor do Banco Central, Carlos Eduardo de Freitas, o PL coloca o Real como uma moeda mais competitiva no cenário internacional. “É positivo no sentido de que oferece mais competição à moeda nacional, obrigando o governo a ser mais cuidadoso em sua política monetária e fiscal”, explica. 

Fintechs

Outro ponto de destaque do PL é a autorização da atuação de Fintechs no mercado de câmbio. Pela regra atual, uma Fintech só pode atuar no mercado de câmbio caso esteja associada a uma corretora ou banco. Sozinhas, são legalmente impossibilitadas de atuar nas operações com moedas estrangeiras. “Hoje sabemos que há um deságio muito grande quando alguém quer operar no mercado de câmbio, seja pessoa física ou jurídica. Com a entrada das Fintechs, vamos aumentar a concorrência, diminuir a diferença de preço, fazendo com que seja muito mais fácil operar e até mesmo ter menos reservas de câmbio”, avalia Paulo Ganime (Novo-RJ).

Fonte: Brasil 61

Exportações no estado de SP caem 12,4% de janeiro a agosto

As exportações do estado de São Paulo somaram US$ 30,1 bilhões entre janeiro e agosto de 2020, com uma queda de 12,4% em comparação ao mesmo período do ano passado. As importações totalizaram US$ 33,7 bilhões, 15,7% a menos no período, de acordo com dados Balança Comercial das Diretorias Regionais, relatório produzido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).

Segundo o balanço divulgado hoje (10), os produtos da indústria de transformação que apresentaram crescimento do valor exportado foram açúcares de cana (47,3%), carnes desossadas de bovino (32,4%) e óleo combustível (13,3%). No sentido contrário aparecem o setor aeronáutico com queda de 72% nos embarques e as vendas de automóveis de passageiros que foram 60% menores do que o registrado nos oito primeiros meses de 2019.

As diretorias regionais que apresentaram melhor desempenho exportador foram Sertãozinho, Presidente Prudente e São Caetano do Sul. Os principais produtos embarcados por Sertãozinho foram açúcares e produtos de confeitaria (50,5%), sementes e frutos oleaginosos (18,8%) e resíduos e desperdícios das indústrias alimentares (13%). Presidente Prudente elevou o número de exportados com açúcares e produtos de confeitaria (38,7%), carnes e miudezas (17%) e preparações alimentícias (13,4%). Em São Caetano do Sul, os principais embarques foram de veículos automóveis, tratores (69,3%), máquinas e aparelhos mecânicos (9,3%) e aeronaves (8,5%).

“As regiões que dependem da exportação de produtos de maior valor agregado (aeronaves, automóveis e máquinas e equipamentos) tiveram seus resultados afetados pelas condições de mercado na Argentina e nos Estados Unidos. Aquelas com perfil exportador vinculado a açúcares, carnes e celulose se beneficiaram do aumento dos embarques para a China”, explicaram as entidades.

Com informações Agência Brasil

A reestruturação produtiva e a desestruturação urbana

Acima: Antiga área fabril da Tecelagem Tognato em São Bernardo do Campo nos anos de 1962 e o Condomínio Domo em 2019. Abaixo: Antiga área fabril da Cerâmica São Caetano em São Caetano do Sul nos anos de 1934 e inauguração do Park Shopping São Caetano do Sul em 2011 (Fontes: Arquivos do historiador Ademir Medici e Google Maps)

Desde 1970, muitas cidades e regiões ao redor do mundo estão sofrendo os efeitos da transição de uma sociedade industrial para a sociedade da informação e do conhecimento. As mudanças no cenário internacional – como globalização, financeirização da economia, inovações nas áreas das telecomunicações, informática e transportes – levaram à reestruturação produtiva. E o resultado foi o surgimento de áreas industriais ociosas em várias cidades no mundo.

No Brasil, o dramático cenário de desestabilização econômica e alto endividamento, somados às contrapartidas impostas pelo Fundo Monetário Internacional pelo Consenso de Washington – como a abertura econômica e comercial sem proteger a indústria nacional –, levou à saída e fechamento de fábricas no país. Surgiram, assim, as áreas industriais ociosas, que foram objeto de nosso estudo na 13ª Carta de Conjuntura do Observatório de Políticas Públicas, Empreendedorismo e Conjuntura da Universidade de São Caetano do Sul (Conjuscs) e no 15º Seminário de História da Cidade e Urbanismo em 2018.

Esse problema tornou-se um grande desafio a ser enfrentado por diversas cidades no mundo, como Detroit (EUA), Grande Milão (Itália), do Vale do Ruhr (Alemanha). No Brasil, temos o Grande ABC – Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra – na Região Metropolitana de São Paulo.

Intervenção urbana

O conceito de intervenção urbana pode ser definido como um processo que promove um novo uso a uma área ociosa, podendo abranger vários procedimentos. Assim, as renovações de espaços numa sociedade em constante transição são consequências de várias ações realizadas no espaço e no tempo. Com isso, as políticas públicas de intervenção urbana objetivam dar um novo uso a estes espaços antes industriais, como é o caso da criação de novas áreas para o comércio, serviços, equipamentos turísticos ou de lazer.

A região do Grande ABC, durante o período de 1950 e 1980, recebeu grandes investimentos, principalmente internacionais, nos setores automotivo, eletroeletrônico, eletrodomésticos, químico. A região conformou-se em um dos maiores clusters industriais da América Latina. A partir de 1990, com as indústrias fordistas em xeque, esse cenário mudou. O fortalecimento das ideias neoliberais, o clima acirrado competitivo entre as empresas, a abertura comercial indiscriminada e o surgimento de novos territórios oferecendo menor custo de mão de obra produziram um cenário dramático de fechamento de empresas e desemprego. Esse fenômeno foi denominado por vários autores como desindustrialização ou reestruturação produtiva.

Diante dos efeitos desse problema, diálogos e ações foram construídos na década de 1990 entre diversos atores sociais. Entres eles o Consórcio Intermunicipal, a Agência do Desenvolvimento Econômico, Ciesps, sindicatos, universidades e outros. O objetivo foi a busca pelo desenvolvimento regional. Esse objetivo foi orientado por uma possível manutenção da indústria na região e pela concepção de soluções para as áreas industriais ociosas. Como fruto dessas discussões surgiu o projeto de intervenção urbana “Eixo Tamanduatehy”, com investimento do poder público em parceria com o setor privado. Com a implantação das ideias neoliberais, o projeto encontra-se inacabado. E acabou atendendo à lógica do mercado de consumo e da especulação imobiliária, deixando de atender aos projetos voltados para o âmbito social.

Nova onda de fechamentos

Durante os anos de 2003 a 2008, a região recebeu novos investimentos das empresas com a retomada da economia nacional e internacional, com o aumento do comércio internacional e dos investimentos estrangeiros e nacionais. Mas o processo de reestruturação produtiva continuou nos sete municípios da região do Grande ABC. O fenômeno das áreas industriais ociosas prosseguiu.

A partir da nova crise econômica brasileira de 2014, a região voltou a apresentar sucessivas quedas no número de estabelecimentos industriais. Principalmente nas indústrias fordistas, empregadoras de grande contingente de trabalhadores. Essa onda de fechamento de estabelecimentos industriais, em termos numéricos, entre os anos de 1989 e 2018, configurou-se como a pior da história da região. Entre estabelecimentos de 250 a 499 empregados, houve redução de 57% (de 144 em 1989 para 62 em 2018). Nos de 500 a 999 empregados, de 51% (de 70 em 1989 para 34 em 2018). E os de mil ou mais empregados tiveram queda de 66% (50 em 1989 para 17 em 2018).

Com a continuidade do processo de reestruturação produtiva na região, de 1989 até hoje, o problema das áreas industriais ociosas persiste como grande desafio a ser superado. Mas verifica-se que houve um hiato nas discussões sobre o problema, pois não houve estudos sobre a atual situação dessas áreas, discussões sobre a manutenção da atividade industrial na Região ou atração de novas empresas industriais. Tampouco houve a previsão de obras de intervenção urbana, convertendo essas áreas ociosas em novos espaços voltados para a cultura, lazer e turismo.

Antiga área fabril da Porcelana Schmidt em Mauá. E em seu lugar, o Atacadista Roldão em 2019 (Google Maps)

Novas atividades

A lógica do projeto do Eixo Tamanduatehy acabou se tornando o modelo a ser aplicado nas cidades do Grande ABC. Verifica-se essa aplicação nos projetos urbanos localizados nas cidades de São Bernardo do Campo (no antigo terreno da Brastemp e da Tecelagem Tognato), São Caetano do Sul (na antiga Cerâmica São Caetano), Mauá (na antiga Porcelana Schmidt) e Ribeirão Pires (na antiga Tecmafrig e Ugimag), entre outros.

As obras de intervenção urbana já executadas deram espaços a novas atividades de comércio e serviço, gerando empregos, arrecadações de tributos. Mas observa-se uma limitação no tipo de aplicação de novas atividades nestes espaços. Como é o caso de poucos espaços voltados para a sociedade: lazer, cultura, entretenimento e turismo. Além disso, houve um enfraquecimento nas discussões e não houve uma discussão estratégica de estudos no âmbito regional que ofereçam alternativas de reconversão industrial, permitindo, assim, a manutenção da indústria em áreas industriais ociosas ou, ainda, de intervenção urbana, fugindo dos padrões já executados na região.

A discussão do problema das áreas industriais ociosas precisa voltar à pauta do planejamento regional estratégico em várias esferas da sociedade civil. Antes de conceber ações nessas áreas, faz-se necessário conhecer as novas realidades do problema: quais são suas dimensões, características, localização e estudar que tipos de soluções podem ser feitas para cada caso. O problema é complexo e exige um aumento de amplitude da discussão, pois ultrapassa os limites da esfera da gestão pública urbana e requer interação entre os setores público, privado e a sociedade civil, sendo necessária a criação de uma agenda permanente de planejamento estratégico regional.

Planejamento estratégico

Se a região do Grande ABC deseja manter as suas indústrias e continuar sendo referência, pensar a manutenção delas é vital. Para isso, é necessário um planejamento estratégico regional contemplando estudos e ações para o curto, médio e longo prazo, apontando quais serão as estratégicas de manutenção e reconversão industrial, bem como atração de novas indústrias voltadas para a indústria 4.0, ou mesmo indústria da saúde e indústria verde.

No caso da opção de intervenção urbana em áreas industriais ociosas, é necessário que os investimentos públicos estejam voltados também para o lazer, a cultura, o entretenimento e o turismo. Para que isso ocorra de forma mais efetiva, além do necessário planejamento e  maior articulação entre os atores sociais da Região, é preciso ir além do ciclo eleitoral, incluindo a sociedade civil nos debates regionais, tendo o papel de fiscalização das ações.

Por fim, é fundamental a interação entre o governo, empresas e universidades, sob o modelo tríplice hélice, buscando conhecer, aprofundar e enriquecer as discussões no meio público e privado. E, com isso, haver a interação e contribuição de informações nos debates dos problemas atuais e futuros a serem enfrentados, buscando o desenvolvimento econômico e social da região do Grande ABC.

Fonte: Rede Brasil Atual

Câmara aprova mais R$10 bilhões para estados e municípios

Mais R$10 bilhões de reais serão injetados na conta de estados e municípios para ajudar no combate à pandemia do coronavírus. É o que estabelece a Medida Provisória 969/20, aprovada pelo Plenário da Câmara dos Deputados essa semana. Esse investimento na área da saúde será destinado ao Fundo Nacional de Saúde (FNS), que é o gestor financeiro dos recursos destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS), por parte da União.

Desta forma, o FNS vai repassar essa verba para os fundos de saúde dos estados, Distrito Federal e municípios. Segundo a proposta do Governo Federal, entre as ações que serão beneficiadas estão a vigilância em saúde, área responsável por ações de prevenção e controle de doenças transmissíveis; e também para melhorar o funcionamento da rede de postos e hospitais que recebem as pessoas com a Covid-19.



A Medida Provisória 969/20 foi relatada pelo deputado federal Hiran Gonçalves (PP/RR), que foi favorável ao texto enviado pelo governo federal. “Nosso voto é no sentido de que a MP 969/20 atenda aos preceitos constitucionais e legais, que devem orientar sua adoção, bem como as normas financeiras e orçamentárias vigentes. A Medida Provisória será adotada nos termos propostos pelo Poder Executivo”, disse durante o parecer final no Plenário da Câmara.

De acordo com a proposta do Poder Executivo, a maior parte do montante trata da autorização para contratação de operação de crédito interna decorrente da emissão de títulos de responsabilidade do Tesouro Nacional, no valor de R$ 8.148.152.662,00. Essa autorização garante somente a indicação da fonte de financiamento necessária à programação de crédito extraordinário. Por isso, não regulamenta ou institui uma operação de crédito independente da destinação específica, que terá aplicação dos recursos indicada pelo Ministério da Saúde.

Desta forma, Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), terá reunião com a pasta, no sentido de discutir a melhor destinação para esses recursos, como explica o presidente da entidade, Wilames Bezerra.

“Entendemos que esses recursos financeiros e fomento vem fechar as brechas e os espaços que ainda tem em algumas regiões do país, principalmente onde a pandemia está intensa. Vamos sentar com o Ministério da Saúde, porque o recurso será para os estados e os municípios, e iremos definir em conjunto quais serão as prioridades, quais estados e municípios e as regiões do país que necessitam de maior apoio neste momento para que possamos, de forma conjunta, aplicar bem esses recursos financeiros”, destacou Bezerra.   

Seguindo o rito sumário estabelecido pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, todas as medidas provisórias que tratem de crédito extraordinário serão examinadas diretamente no Plenário de cada Casa, sem passar antes por uma comissão mista. Desta maneira, a MP será analisada agora pelo Plenário do Senado.

Fonte: Brasil 61

FNE já aplicou metade da verba emergencial para empresas do NE

No total, Banco do Nordeste já emprestou R$ 1,4 bilhões sob condições especiais

Até o começo deste mês, cerca de metade dos recursos emergenciais do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) já havia sido contratada. No total, foram disponibilizados R$ 3 bilhões para ajudar pequenos empreendedores da região a sobreviverem aos efeitos da covid-19. Desse valor, R$ 1,4 bilhões já foram aplicados.

De acordo com os dados do Banco do Nordeste, a maior parcela de recursos foi contratada por empresários baianos. São R$ 284 milhões contratados por mais de 5 mil empresários. Em segundo lugar estão os empresários cearenses, que contrataram R$ 222 milhões.

Empréstimos de até R$ 50 mil via máquina de cartão podem desafogar pequenas e médias empresas do DF

Para economistas, empréstimo obrigatório de empresas pode gerar desemprego e dificultar recuperação pós-crise

A verba pode ser usada em despesas de custeio, manutenção e formação de estoque. Também pode ser aplicada no pagamento de funcionários e para pagamento de despesas que poderiam acabar atrasadas por conta da pandemia.

Os empréstimos são oferecidos pelo Banco do Nordeste (BNB) com taxa de juros de 2,5% ao ano. São duas opções de financiamento: de até R$ 100 mil para capital de giro e de R$ 200 mil para investimentos.

Fonte: Brasil 61

39 Câmaras de SP gastam mais do que arrecadam

Levantamento do TCE aponta que algumas cidades não funcionariam se não fossem os repasses federais e estaduais

Levantamento do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) aponta que 39 Câmaras Legislativas Municipais têm despesas maiores do que a arrecadação do município. Isso quer dizer que o legislativo têm gastos com pessoal que excedem os recursos oriundos de impostos, como o IPTU e o IRRF, e a cobrança de taxas, como a Contribuição de Melhoria e Contribuição de Iluminação Pública (CIP/COSIP). 

Com plenários que têm entre nove e 33 ocupantes, as Câmaras Municipais paulistas representam uma população estimada em 33,6 milhões de habitantes e custaram cerca de R$ 2,9 bilhões nos últimos 12 meses. Segundo o balanço do TCE, as cidades que mantêm o número mínimo de vereadores e têm entre 857 e 5.853 habitantes, não estariam funcionando sem os repasses do governo federal e do governo estadual. 

Queda no superávit: municípios de médio porte buscam soluções para realizar investimentos após a pandemia

Covid-19: Municípios enfrentam dificuldade para cumprir limite de gastos com pessoal

Em Aspásia, município no noroeste do estado, há o maior déficit de arrecadação municipal comparado com as despesas do legislativo local. O gasto da Câmara Municipal totaliza cerca de R$ 724 mil, valor 202,5% maior do que a arrecadação.  

Já o município de Borá, que têm 837 moradores, contabiliza o maior valor gasto por habitante. A média per capita dos custos do legislativo é de R$ 867,90 para cada cidadão. Em números absolutos, a Câmara de Campinas foi a que apresentou os maiores gastos: R$ 108 milhões em 12 meses. 

Fonte: Brasil 61

Transferência de R$ 2,45 bilhões do ICMS para prefeituras

Em 1º de setembro, o governo de São Paulo transferiu valor referente ao montante arrecadado no período de 24 a 28 do mês passado

No mês de agosto, o governo de São Paulo distribuiu às prefeituras o total de R$ 2,45 bilhões em repasses do ICMS. Em 1º de setembro, a Secretaria de Fazenda e Planejamento transferiu R$ 475 milhões para todos os municípios do estado, referente ao montante arrecadado no período entre 24 e 28 de agosto. 

Os valores são distribuídos às administrações municipais com base na aplicação do Índice de Participação dos Municípios (IPM) definido para cada cidade.

Programa Cidades Sustentáveis disponibiliza carta-compromisso destinada a pré-candidatos nas eleições 2020

Santo André (SP) lidera o ranking das cidades inteligentes do Brasil

Os depósitos semanais são realizados sempre até o segundo dia útil de cada semana, conforme prevê a Lei Complementar nº 63, de 1990. As consultas dos valores podem ser feitas no site da Secretaria de Fazenda e Planejamento de São Paulo. No acumulado dos primeiros oito meses de 2020, a pasta transferiu R$ 18 bilhões aos municípios paulistas.

Fonte: Brasil 61

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Que ações devem subir com a recuperação da economia? E quais devem cair?

Fonte: João José Oliveira – UOL

A economia brasileira desabou no segundo trimestre deste ano, mas como dizem os economistas, prestar atenção apenas ao PIB é como dirigir olhando para o retrovisor, pois esses indicadores refletem o passado.

Se o negócio é olhar para a frente, a dica de profissionais de mercado é começar já a procurar na Bolsa quais são os setores que devem apresentar um desempenho mais positivo na retomada da economia.

Como escolher as ações

Vale começar a busca por setores que podem apresentar uma recuperação mais rápida já neste ano, na esteira da atividade econômica no país.

Por outro lado, evite ações de empresas que devem andar mais lentamente, seja porque sofreram um grande baque na crise ou porque terão que suportar o impacto da recessão por mais tempo.

Esses setores têm potencial de alta

  • Shopping centers: Depois de sofrer com as portas fechadas, os shoppings foram reabertos, e as vendas voltaram.
  • Varejo de vestuário: Muita gente comprou pela internet, mas ainda há demanda que ficou reprimida.
  • Setor financeiro: Há expectativa de que os indicadores do setor melhorem, como os índices de inadimplência dos bancos.
  • Exportadoras: Dólar alto e retomada da economia em países que compram muito do Brasil favorecem exportações.
  • Construção civil: Juros baixos reduzem os custos dos empréstimos e estimulam novos empreendimentos.

Mas esses ainda devem sofrer

  • Transportes: O volume de viagens e de deslocamentos pode nem voltar mais ao nível pré-pandemia, já que muitos usuários perceberam alternativas.
  • Setor aéreo: Um dos setores mais afetados na pandemia, a aviação civil ainda não tem no radar como será de fato a volta à normalidade.
  • Turismo e entretenimento: Empresas de turismo, viagens e entretenimento devem estar entre as últimas a se recuperar.
  • Educação: O desemprego e a queda da renda das famílias vão continuar aumentando as taxas de evasão e de inadimplência de escolas e instituições de ensino superior.

Preste atenção à empresa também

O setor de uma empresa é um dos elementos que o investidor deve considerar antes de comprar uma ação, mas não o único, destacam analistas de mercado.

É fundamental analisar também a própria empresa, seus números, sua gestão e seu histórico. Até porque uma das características da Bolsa brasileira é que ela negocia ações principalmente de empresas que são líderes de setores.

E não custa repetir: a Bolsa é um investimento de risco e, por isso, de longo prazo.

Pergunta do leitor

O leitor Osmar Nogueira de Paiva pergunta: “Nunca comprei ações e gostaria de informações sobre qual critério devo adotar para comprar”.

Para fazer qualquer investimento em ações é fundamental que você entenda seus objetivos, perfil de investidor e horizonte de investimento. O mercado de ações requer um horizonte de investimento mais longo. Se você está iniciando, o ideal é começar por um fundo de ações. Se você optar por operar diretamente, o primeiro ponto é escolher uma corretora de sua preferência, com taxas de corretagem satisfatórias e um bom gestor. O segundo ponto é entender que, quando você compra uma ação, se torna sócio da empresa. Por isso, é necessário avaliar o ramo no qual a companhia está inserida, seu ciclo de vida e se é uma empresa lucrativa.

A resposta é de Vera de Santana Milagres Ribeiro planejadora financeira certificada pela Planejar (Associação Brasileira de Planejadores Financeiros).